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Vida minha

 
 
A minha vida é como se não fosse,
É íntima ternura e vontade de chorar.
Uma esperança dormindo
É minha vida
Por isso nesse ofício
Insistindo em reprimir sacrifícios
Choro de saudades de minha vida
 
Se me perguntarem
O que é minha vida? Direi:
Não sei. De fato não sei
Como, porque e quando a minha vida
Mas sei que a minha vida é azul
Igual às águas que colaboram
E até fazem da minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
 
 
Vontade de olhar nos olhos de minha vida
De pintá-la
De passar-lhe uma mão
De chamego…
Vontade de mudar as dores
De destino quase verde! Tão cheias de minha vida
De minha vida sem sapatos e sem telhas
Vida minha
Tão sozinha! 
 
 
Porque te amo tanto
Vida minha
Eu que não tenho vida
Eu presente que viví um tempo
Eu que não sou e não tenho
Eu que permaneço de fato
Com o calor do alento
Eu, um momento de explosão
Entre a açao e o pensamento.
 
 
 
Eu, frio infalível no abraço do Adeus
Eu o bem e Deus!
Tenho-te, no entanto
Em mim como um amigo que se foi;
Tenho-te como um clamor perdido
A quem escutou;
Tento manter a fé tão sólida;
Tento ver em tudo o que não sinto no peito
Nesta casa solteira e companheira
 
 
 
Agora pintarei a vida colorida
E pedirei uma tela
De lençol guia
Uma festa pra cá
Para levar-te
Expresso num telegrama:
”Minha vida saudades de quem te chama”

 

 (Inspirado nos versos de Vinícios de moraes ”pátria minha”)

Marta Aparecida Goes

2ª série –  Ensino Médio

Magistério – Noturno

EEEB Paulo Schiefller

Caçador – SC

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