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Eu, Tu, Ele/ela, Nós, Vós, Eles/elas… E o Planejamento

Por: Professor Paulo Sergio de Moraes

Quando nascemos, somos na maioria das vezes, fruto de um planejamento feito por nossos pais, e com certeza o primeiro objetivo a ser atingido, é fomentar a alegria e a ternura no convívio deles e os familiares.

Mas conforme vamos crescendo, os planos e metas também vão sendo mudados e aperfeiçoados à medida que a exigência e a necessidade aumentam. Desta forma, imagino que nossa lida profissional deva percorrer um caminho semelhante ao citado anteriormente.

Logo, conclui – se que é pertinente e essencial planejar o quê?, como?, por quê?, onde? e Quando? queremos chegar, para que as metas e objetivos sejam atingidos quase que na sua totalidade. O que nos incomoda é o fato de que este propósito não está sendo coerente o suficiente para conduzir – nos para um objetivo comum, que é a qualidade da educação formal da nossa gurizada, e a valorização dos orientadores deste processo que são os docentes e pessoal administrativo das redes educacionais dos estados e municípios.

Infelizmente, vários são os discursos em que é levantada a bandeira da educação, como solução para os maiores problemas sociais enfrentados, tais como, a violência em todas as roupagens, a miséria, o desemprego, todos os tipos gritantes de corrupção, etc… porém, pouco tem sido feito de prático nesta área.

Vejam vocês, caros colegas, em pleno século XXI ainda existe o autoritarismo dentro do setor público, cuja esfera, deveria ser a mais democrática possível pois ali, está o interesse coletivo que implica em resultados favoráveis para milhares de pessoas, e não para um pequeno grupo. No entanto, algumas indagações nos fazem refletir se estamos procedendo corretamente ou quase corretamente pelo menos, e lá vão elas:

  • Será que os gestores da educação estão planejando com ouvidos atentos aos anseios da coletividade educacional?
  • Será que os gestores e profissionais estão realmente comprometidos ou vêem neste setor apenas regalias típicas do funcionalismo público, onde muitas vezes assume um cargo e esquece que um dia retornará para a função de origem?
  • Estou enganado ou no serviço público tudo pode?
  • Será que os profissionais da educação não podem seguir um planejamento feito em conjunto e ainda ser ameaçado com advertência ou falta injustificada? Não é assim que vamos melhorar a educação!!!!!
  • Será que não seria mais coerente eliminar as goteiras de algumas escolas, colocar em funcionamento algumas bibliotecas e dispor de material necessário, dar condições para cada profissional exercer sua função, sem que para isso tenha que usar seus próprios recursos… até financeiros?
  • Não seria melhor investir seriamente na saúde dos profissionais ao invés de descontar do salário ou ainda dizer – lhes…, ninguém mandou escolher esta ou aquela profissão?
  • Será que é feita lavagem cerebral em quem assume cargos comissionados e a sigla partidária torna – se mais importante, para poder dizer nos palanques eleitorais eu fiz, nós fizemos, porém, sem resultado prático?
  • Será que a educação não deveria ser gerida por corpo administrativo efetivo e não por carguistas que caem de pára – quedas de quatro em quatro anos?

É por estas e muitas outras indagações que devemos refletir e planejar com um objetivo comum nossas ações no campo educacional, especificamente, e não assumirmos compromissos e abandonarmos o barco no caminho, assumindo postura diferente e autoritária em detrimento de um calendário reformulado sem a participação e apreciação da coletividade, porque afinal de contas, quando as escolas encaminharam o calendário letivo não havia a programação do congresso em outubro, jogos, mostra de educação, etc.

Assim, conclamo a sociedade educacional a conscientizar – se de que a educação não se faz com autoritarismo, não é feita a cada quatro anos como alguns pensam, investimento físico e humano sim, mas com resultados vindos de um planejamento concreto e eficaz, e não puramente discursos enfatizados também a cada quatro anos.

E para encerrar este texto, digo que a qualidade da educação não se atinge trabalhando sessenta horas semanais e sim com trinta ou vinte horas em uma só rede educacional, com exclusividade, sem ter que ser particular, estadual e municipal no mesmo dia.

Portanto, eu, tu, ele/ela, nós, vós e eles/elas devemos lutar para que melhorias urgentes aconteçam no campo físico e financeiro do magistério, ou os fabricantes de antidepressivos vão enriquecer cada vez mais, às custas dos profissionais da educação, que são vítimas da falta de planejamento concreto de um sistema educacional que somente quer entupir as salas de aula com alunos necessitados de tratamento extrafator aprendizagem e sem nenhuma outra perspectiva, pois vivemos num país onde a miséria em todos os aspectos é fruto da retenção das riquezas nas mãos da minoria.

One Comment

  1. shi
    shi 3 de dezembro de 2010

    muito emteresante

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