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Uso Salto. E daí?

Daí que o CTB (código de trânsito brasileiro) em seu artigo 252 descreve como infração conduzir veículos automotores com calçado inseguro ou impróprio para a utilização dos pedais – gravidade média – 4 pontos na habilitação – 80 ufir de multa.

Pois bem, vamos ao fato. Como é de rotina, moro no Martello e todos os sábados vou até a feira do produtor rural levar meu sogro para comprar alguns produtos, e na rua 1º de Maio acompanhei por alguns metros, uma motociclista montada em uma Biz. Notei que estava vestida com uma roupa de sábado, e morram de curiosidade! Não! Não! Um chiclete para quem adivinha qual calçado ela estava usando… Bingo! Bingo! Isso mesmo. Era um sapato com aproximadamente dez centímetros.

Apesar de tudo ser traduzido até aí como normal, pois historicamente o salto alto foi inserido no mercado como uma das soluções para as pessoas de baixa estatura sentir – se nas alturas. Porém, é hora de pensamento e reflexão para um assunto muito sério. Imaginemos esta mesma motociclista em uma situação de emergência por exemplo, uma freada repentina. Será que usando um salto dessa idade – mesmo com as cordinhas amarradas – ela conseguiria evitar a colisão ou a queda se o salto enroscasse em alguma outra parte do veículo? Será que ela se desprenderia caso uma queda fosse a uma distância considerada suficiente para evitar a colisão com o automotor imediatamente atrás? Estas são apenas duas hipóteses que levanto como questionamento.

No entanto, sabemos que do outro lado da moeda temos os motociclistas e motoristas que trafegam corretamente, e mesmo assim, muitas vezes sofrem por pura imprudência dos maus condutores. Falando nisso, eu como motociclista há vários anos, quero registrar que abomino certas atitudes de alguns entregadores ou motoqueiros comuns.

Estes cidadãos (pensam que estão em metrópoles) e simplesmente ultrapassam na faixa contínua nos semáforos e nas vias que é proibido, ultrapassam pela direita que é ilegal e fazem das vias em geral um verdadeiro velódromo. Também, confesso que vejo uma facilidade assustadora e crescente do uso de veículos motorizados pelos menores de idade e aqui cabe uma pergunta. De quem é a culpa? Dos pais que são coniventes com essas atitudes e irresponsáveis ao permitir isso? Das autoridades de trânsito que ficam sem ação por falta de contingente ou viaturas?…Que ambíguo, não é? É a facilidade e a dificuldade no mesmo páreo.

Enquanto isso na sala de justiça, nosso heróico bat–computador vai registrando o engrossamento das estatísticas de acidentes na cidade. E a solução cadê? A solução!… hummm!… Penso que a principal delas é a consciência de cada cidadão que dirige e pretende um dia faze-lo, e depois, podemos citar o efetivo controle das vias, pessoal e aparelhamento para as autoridades, conservação das ruas, cumprimento da legislação de trânsito, etc. Portanto, não sejamos e não façamos vítimas de nossa própria imprudência.

Não seja vítima de seu próprio sobre SALTO e lembre –se! Veículos são armas legais que estão sempre municiadas e prontas para ser disparadas. Não seja você o mocinho ou o bandido dessa interminável novela que não é semelhança ou mera coincidência.

BOAS FESTAS!!! COM O SALTO, É CLARO!!!!

Paulo Sergio de Moraes

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