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Tag: presidenta

“Um país rico é um país sem pobreza”

 

Esta frase dita pela presidenta Dilma tem rendido inúmeros comentários e críticas cruéis feitas pelos usuários do Facebook… Ao contrário da maioria das pessoas, penso que, ao invés de absurda, essa seja uma das frases mais filosóficas ditas por uma autoridade brasileira dede que eu me conheço por gente quase politizada…

Existem muitos aspectos nas entrelinhas que podem e devem ser analisados por nós, simples mortais, acerca do verdadeiro sentido dessas oito palavras…

Imaginemos um país rico. Qualquer país… Pode ser esse aí que se acha poderoso e se impõe chamando seus habitantes de Americanos, esquecendo-se que a América vai muito além dos Estados Unidos. Aliás, de unido só tem o nome, já que seus estados são quase independentes e possuem as próprias leis…

Esse mesmo aí, que fala Inglês e se julga dono do mundo… É um país rico. Certo?… Ok! Mas a riqueza toda do país mais rico do mundo (ou quase), está na mão de quem?… Quantas pessoas usufruem dessa riqueza de que tanto se gabam?… Certamente não está na mão da maioria da população da grande nação americana. Grande, porém não única… População esta que ainda não conta nem com um sistema de saúde pública, coisa que o Brasil já tem há muito tempo, apesar de muitos governos anteriores tentarem sucatear o SUS para justificar a privatização. Não conseguiram, graças ao primeiro operário presidente desta nação, sucedido pela primeira mulher a alcançar o cargo mais importante do país depois da princesa Izabel…

Pois bem, os países ricos também têm pobreza… E muita… Pois para sustentar o posto de país rico é preciso que os pequenos sejam sacrificados. Portanto, a meu ver, a intenção da presidenta ao dizer estas palavras, foi revelar a vontade de fazer o país crescer sem sacrificar ainda mais aqueles que levam a nação nas costas: os trabalhadores, como eu e você… Se esta vontade é verdadeira, não cabe amim julgar, porém sabemos que nosso país está longe de ser rico, mas está a caminho… E quanto mais crescer, que cresçam também os pobres. Estes crescendo, deixam de ser pobres, enfim, o Brasil tornar-se-á um país rico e sem pobreza…

No entanto, levando-se em conta que os países ricos têm a pobreza acentuada, isso torna-se um sonho utópico, apesar de não ser impossível… Se tiver boa vontade para trabalhar em favor do povo, chegaremos a um país rico e sem pobreza… Mas existem muitos “podres de rico” a quem interessa que o país continue pobre e com mão de obra barata para bem servi-los, inclusive grande parte deles está lá no planalto, criando e votando as leis em favor do quê?… Da riqueza do país pobre…

Me perdoem os que discordam, mas esta frase faz muito sentido para mim e para os excluídos da sociedade… O que mais me admira é que essas críticas ao valor semântico da frase, partem dos pobres que poderiam ter seu padrão de vida melhorado se vivêssemos num país rico e sem pobreza…

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Ela conseguiu!

 

 

Sempre tive a postura de analisar e estudar bem meus votos. Nunca votei sem antes conhecer, o mínimo que fosse, o candidato que mereceria ter seu número digitado por mim na urna, no dia da eleição…

Mas como a maioria dos brasileiros, estive quase desiludido. Neste segundo turno consegui me aborrecer com o horário eleitoral… Infelizmente, propostas é o que menos se via nas propagandas eleitorais na TV. Prevaleciam os insultos, críticas, manipulação de fatos e números, na maioria das vezes para denegrir o outro, nunca para ajudar o povo a conhecer melhor o candidato e sim para tentar fazê-lo odiar o concorrente…

Mas enfim… Infelizmente, a política (Ou a politicagem) tem dessas coisas, ainda… Porém um fato me deixou muito feliz e esperançoso. Creio que qualquer militante de esquerda como eu ficaria: Elegemos a primeira presidenta do Brasil desde que se tornou república… Não vou dizer aqui que ela vai ser outra Princesa Isabel e abolir todas as escravaturas morais e éticas que ainda existem, mas que o Brasil tem potencial para dar um grande salto pelas mãos de uma mulher, isso tem…

Nasci no final da ditadura… Participei de movimentos estudantis. Não fui torturado nem exilado. Graças a Deus!… Mas presenciei a primeira eleição para presidente depois de vinte e quatro anos de repressão. Apesar de ainda não votar, já imaginava um operário barbudo com um dedo a menos vencendo barreiras, quebrando tabus e transformando meu país… E lá se foram quatro eleições até que visse meu sonho realizado…

Primeiro, veio o caçador de marajá, cheio das palavras bonitas, jovem e exibicionista… Ainda bem que eu não tinha nenhuma conta bancária na época, senão estaria confiscada… No entanto caçaram o caçador de marajá que deu lugar ao “Fuscamar”: Eu e o João dos Sonhos Azuis que somos apaixonados por fusca, ficamos exultantes de alegria ao vermos o besourinho sendo fabricado de novo no Brasil. Mas também não se viu muitos avanços na área econômica e social…

Nas eleições seguintes, eu já tinha, com muito orgulho, meu título de eleitor… No dia da votação, contive meus ímpetos de sair por aí mostrando o meu documento que ainda estava com cheirinho de novo e me daria passaporte para adentrar a cabine e tornar concreto o desejo de ver aquele metalúrgico no palácio do Planalto… Não foi desta vez. Elegeu-se o sociólogo… Menos mal, já que, teoricamente, quem estuda sociologia deve saber como resolver os problemas sociais de um país continental como o nosso… Foi ai que vi nossa moeda mudar de nome depois de muitas outras tentativas: Cruzado, Cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro real, URV e, finalmente Real (não necessariamente nesta mesma ordem)… Mas ainda não era o que sonhávamos, queríamos mais e o plano Real deixou o sociólogo por dois mandatos…

E o grande dia chegou! O operário conseguiu, degrau por degrau, subir ao posto máximo do nosso país, com votação recorde conquistou popularidade e criou programas que ajudaram muita gente a voltar a sonhar, inverteu o jogo com o FMI e nos fez passar por crises financeiras como se nada tivesse acontecido… Foi re-eleito, provando que estávamos no rumo certo…

Agora, elegemos a primeira mulher para o cargo mais alto do executivo… Apesar de todas as barbaridades do horário eleitoral, ela chegou lá e provou que as mulheres podem e devem conquistar seu espaço, mesmo diante de tantas blasfêmias… Depois de mais de quinhentos anos de história, foi preciso um operário dar o rumo certo para nosso país e agora é a vez da economista, que também venceu barreiras e quebrou tabus… Nossa primeira presidenta tem uma grande missão pela frente, continuar as melhorias iniciadas pelos seus antecessores. É fácil fazer algo de bom quando tudo está mal, difícil é manter e aumentar o nível daquilo que já está em crescimento, mantendo a autenticidade e fazendo um mandato novo sem esquecer as coisas antigas…

Lula, o operário, já cumpriu sua missão, sai do governo com índices invejáveis de aceitação que deixam qualquer doutorzinho engravatado “no chinelo”… E agora entrega sua faixa presidencial para uma mulher, que apesar de tantos movimentos pela igualdade, ainda sofre muita discriminação por parte da sociedade… Mas ela conseguiu!… A Dilma conseguiu!… Fez e fará, como protagonista, parte da história deste país: a nossa história…

Márcio Roberto Goes

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