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	<title>Márcio Goes &#187; gambiarra</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Histórias de micro-ondas</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 02:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p> Não sei o que há de errado com meu microondas, deve ser a falta do hífen adquirido há pouco e que ele, obsoleto, ainda não tem. A verdade é que tenho vivido quentes aventuras com este forno&#8230; A começar pelo manual de instruções que num de seus itens destaca: “não use o micro-ondas para secar roupas íntimas”&#8230; Bem, eu nem sabia que existia esta possibilidade para algumas pessoas. Já pensou, secar a cueca, vesti-la e depois esquentar o almoço como se nada tivesse acontecido?&#8230;<br />
 Já contei aqui sobre minha saga das pipocas que quase detonaram com meu forno, mas além desta, vivi muitas outras aventuras que só um curioso fuçador e seu micro-ondas são capazes de viver:<br />
 Certo dia, resolvi fazer um bolo de fubá (modéstia a parte, o faço bem, aprendi com minha mãezinha). Ao misturar os ingredientes, a batedeira resolveu pifar no meio do processo. Tudo bem! Terminei com a colher mesmo, fiquei com os punhos doídos de tanto mexer aquela massa amarela&#8230;  Ao terminar a misturadeira, cruzamos por um instante os olhares: eu e o micro-ondas, o micro-ondas e eu&#8230; Eu olhei para ele, ele olhou para mim&#8230; Perguntei-me; Por que usá-lo?&#8230; Por que não usá-lo?&#8230; Usei-o!&#8230; No painel, encontrei um botão escrito: “BOLO”, apertei-o e deixei que o “bichinho” fizesse sua parte.<br />
 Ao final do processo, o cheiro estava bom. Ansioso para ver o resultado de meu trabalho, já sentido o gostinho típico do bolo de fubá em minhas papilas gustativas, abri a porta e tirei rapidamente a forma de vidro&#8230; Surpresa!&#8230; Acabava de inventar a “polenta doce”. Nem meus cães, que são meus melhores amigos, quiseram provar minha obra, um deles até deu umas mordiscadas fazendo muita cara feia. É isso que acontece quando fazemos gambiarra querendo economizar gás e não usamos o bolo adequado para forno adequado.<br />
 “Nestes termos”, poderia enumerar muitas outras ocorrências entre eu e este eletro que revolucionou minha cozinha, tornando muito mais fácil os “requentos” do cotidiano, mas gostaria de destacar mais uma:<br />
 Certa vez, perdi minha xícara de estimação, aquela escrita “Para uso exclusivo do meu super tio”, procurei por longas doze horas sem sucesso. Fui encontrá-la, adivinhe onde?&#8230; Isso mesmo, no micro-ondas, cheia de café com leite e parece-me que aquela mistura de líquidos nunca foi aquecida naquele forno.<br />
 O tal de micro-ondas tem me proporcionado “tantas emoções”, como diria o cinquentão da música brasileira, e com certeza, viverei muitas outras ainda com este aparelho que antes de conhece-lo, não fazia falta, mas agora tornou-se indispensável&#8230;</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;">
Márcio Roberto Goes<br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a><br />
<a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
Jornal Informe – O diário do Contestado</p>
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