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	<title>Márcio Goes &#187; Escola</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 20:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/11/os-terceiroes-da-minha-vida-%e2%80%93-parte-i-santo-damo.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Durante minha modesta vida de onze anos de educação, já passei por várias turmas de formandos de ensino médio, nas escolas por onde andei. Quase todos os anos sou escolhido como regente de terceiro ano, portanto, quase sempre cabe a mim a difícil tarefa de apaziguar as relações de turmas que se conhecem muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/11/os-terceiroes-da-minha-vida-%e2%80%93-parte-i-santo-damo.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Durante minha modesta vida de onze anos de educação, já passei por várias turmas de formandos de ensino médio, nas escolas por onde andei. Quase todos os anos sou escolhido como regente de terceiro ano, portanto, quase sempre cabe a mim a difícil tarefa de apaziguar as relações de turmas que se conhecem muito bem, portanto sabem qualidades, defeitos e pontos fracos, uns dos outros&#8230; Porém, este ano foi diferente. Em virtude da licença prêmio usufruída por este que vos escreve nos três primeiros meses letivos, eu não estava presente, portanto não fui votado como regente&#8230; Este fato me dá, enfim, condições de escrever sobre meus pupilos formandos de forma imparcial. Mas, como convivo com seis turmas de terceiro ano em duas escolas públicas e uma particular, um só texto seria pouco para falar de todos, portanto resolvi dividir em partes, de forma que se torne mais confortável para os leitores e se encaixe neste espaço aqui ó&#8230; Sem sobrar, nem faltar&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Pela primeira vez, trabalho na Escola Estadual de Educação Básica Dr João Santo Damo, onde convivo com uma “galerinha sangue bom” de dois terceiros anos&#8230; Lá, vejo de tudo: professores sonhadores como eu, que se sentem indignados com a situação da educação pública, companheiros, parceiros para todas as horas e alunos mais ecléticos ainda&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Entre os estudantes é que encontramos grandes exemplos de vida: Os gênios de óculos (ou não), que lutam contra sua deficiência, leve, ou grave em busca do conhecimento (ou não)&#8230; Tem aqueles que sempre estão a postos para ajudar seus mestres no carregamento do conhecimento a tiracolo, na organização da sala, apagando o quadro negro e até escrevendo nele quando o professor é portador de rinite alérgica e não pode ter uma relação amigável com o giz, que na verdade, já deveria estar extinto dos educandários do século vinte e um&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Encontra-se, lá no fundão, uma turma que gosta de trabalhar sempre em equipe, mesmo que não seja para fazer aquilo que o professor pede&#8230; À frente, grupo quase sempre composto por meninas, estão as mais interessadas (Pelo menos aparentemente), que sempre têm disposição para responder os questionamentos, apontar soluções e revelar sugestões sobre o assunto proposto, além  de, nos dias cinzas do cotidiano escolar, encarregarem-se de distrair o professor para que ele escreva o mínimo possível e alongue o debate sobre o que for: fato que não é de todo mau quando se trata de Língua Portuguesa, disciplina que trabalha também a comunicação e expressão&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Na sua maioria, nossos alunos Santodamenses são pró-ativos, o que revela uma excelente base filosófica e de cidadania, mérito de todos os outros professores antecedentes. Vivemos juntos, muitas alegrias: projetos, discussões, produções de texto magníficas, socializações de trabalhos, integração com os anos iniciais do ensino fundamental através da obra de Monteiro Lobato, festa julina, entre tantas outras&#8230;<br />
Porém, um fato me deixou flutuando de satisfação (é assim que fica um professor quando vê um aluno caminhando com as próprias pernas): Uma aluna, mais precisamente a Ellen, da turma 302, conhecida por todos, amada por uns e odiada por outros, me procurou durante a reposição de aula no dia da proclamação da república, com caderno, lápis e borracha em mãos: “Queria que desse uma olhada num texto que produzi durante a viagem ao congresso da UBES”&#8230;
<p>&nbsp;<br />
Para tudo!!!&#8230; Eu não pedi que os alunos participantes do congresso produzissem textos sobre o assunto&#8230; Isso quer dizer que ela escreveu por livre e espontânea vontade, sem pressão, sem promessa de nota (até porque já garantiu seus vinte e oito pontos)&#8230; Ou seja, escreveu com o coração!&#8230; Já gostei!&#8230; Gostei mesmo!&#8230;Sem ler, já gostei!&#8230; Pois o ser humano escreve bem quando o faz com o coração&#8230; Li e gostei mais ainda: palavras que revelam uma aluna consciente e cheia de vontade de lutar pelos seus ideais e pelos direitos das pessoas que a cercam&#8230; Uma escritora em potencial&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>A professorinha</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 02:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/09/a-professorinha.html' addthis:title='A professorinha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Era uma vez uma escola quase tradicional, quase moderna e o meio termo ficava por conta do tratamento dado aos seus alunos, que cresciam em sabedoria e graça, às custas de muita exigência através da “psicologia do cagaço”&#8230; Naquela escola, problemas do cotidiano, principalmente os comportamentais eram facilmente resolvidos no grito e no chingamento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/09/a-professorinha.html' addthis:title='A professorinha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p> </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Era uma vez uma escola quase tradicional, quase moderna e o meio termo ficava por conta do tratamento dado aos seus alunos, que cresciam em sabedoria e graça, às custas de muita exigência através da “psicologia do cagaço”&#8230; Naquela escola, problemas do cotidiano, principalmente os comportamentais eram facilmente resolvidos no grito e no chingamento. Os alunos já estavam convencidos de que eram uns “retardados” e não conseguiam aprender nada direito&#8230; Acomodaram-se e passaram a ter o mesmo comportamento com os colegas e professores. Mas tudo ficava em paz depois de alguns chingamentos por parte dos gestores, mesmo que este processo precisasse ser repetido diversas vezes durante o dia para manter a paz e a harmonia naquele renomado e bem conceituado educandário público&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E eis que foi trabalhar naquela escola, uma professorinha jovem, universitária, cheia de novas ideias e boas intenções. Fazia um curso superior de Artes Visuais por dois motivos: Amor às artes e amor à educação. Ao ser apresentada para a direção, ela que aparentava menos idade do que tinha, foi olhada da cabeça aos pés pela gestora que lhe perguntou: “Tem certeza de que vai dar conta?”&#8230; Sua resposta, apesar da pergunta humilhante, foi positiva, afinal, estava cheia de novas ideias para pôr em prática, sonhava com cada trabalho, planejava cada aula, mesmo antes de ser contratada&#8230; A diretora, meio ressabiada, aceitou a professorinha e encaminhou a papelada para o contrato temporário para cobrir uma licença&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E eis que a professorinha começou a trabalhar&#8230; Na primeira turma que entrou, foi calorosamente recebida, a maioria dos alunos fez as atividades propostas com louvores. Estava realizada, era aquilo mesmo que queria para sua profissão. Sentia-se feliz&#8230; Já na segunda turma, foi preciso a interferência do setor pedagógico que resolveu o problema no “cagacionismo”. A professorinha assustou-se, ficou com a voz daquela mulher zunindo na bigorna, imaginando que os alunos deveriam estar sentindo o mesmo&#8230; Naquela turma, não conseguiu realizar um trabalho satisfatório, não foi respeitada pelos alunos por não usar de chingamentos e ameaças. Queria propagar o amor as artes, não lhe agradava deixar as crianças fazendo um desenho “nadavê” só para mantê-las ocupadas e em silêncio. Mas era somente isso que dava resultado, aliás, resultado só para a comodidade do professor, pois os alunos, após alguns gritos, permaneciam quietinhos, comportadinhos e vazios&#8230; Vazios de conhecimento, aprendizado e de exemplos&#8230; A professorinha agora entendia a razão de tanta rebeldia daquelas crianças, elas só estavam retribuindo o tratamento “vip” a elas dispensados e seria quase impossível consertar vários anos de estrago em apenas três meses de trabalho.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E eis que a professorinha pediu ajuda&#8230; Mas também usaram a “psicologia do cagaço” com ela. “Esses alunos são assim mesmo, se mostrar os dentes, eles tomam conta”&#8230; Dizia a diretora: “Tem que entrar na sala de cara amarrada e ser bem ruim com eles”&#8230; Mas a professorinha ainda acreditava que poderia mudar aquela situação&#8230; Sei lá!&#8230; Fazer alguma coisa por estas crianças que só serviam para os poderosos comprovarem seu poder através das ameaças&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Ao terminar o turno, um aluno apontou para a professorinha e disse: “amanhã vamos fazer esta professora chorar”&#8230; E eis que no dia seguinte, a professorinha chorou&#8230; Chorou indignada, chorou desconsolada, chorou por não poder fazer nada por aqueles seres humanos que já tão cedo estavam calejados pelas agressões morais&#8230; A professorinha então desistiu. Não teve mais forças para lutar contra um estrago causado desde o primeiro dia do primeiro ano de escola daquelas crianças&#8230; E eis que contrataram outra substituta que seguia feliz, dando desenho para passar o tempo e mantendo a ordem da desordem de uma escola que só dá apoio ao professor, quando utiliza o método do “cagacionismo”&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Era uma vez uma escola&#8230;</p>
<p class="western" style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;" lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><span lang="pt-BR">jornalinformediario.blogspot.com</span></span></span></strong></p>
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		<title>Equipe de mudança</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 03:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/08/equipe-de-mudanca.html' addthis:title='Equipe de mudança '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Sabemos, o professor que é realmente educador, obriga-se a aprender de tudo um pouco e exerce várias profissões dentro da educação. Tem professor que é psicólogo, marceneiro, contorcionista (para poder se virar com o pouco material dispensado à escola pública), palhaço (tentando chamar a atenção de um público, muitas vezes, desinteressado com aquilo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/08/equipe-de-mudanca.html' addthis:title='Equipe de mudança '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div id="attachment_771" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/mudança.gif"><img class="size-medium wp-image-771  " title="mudança" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/mudança-300x221.gif" alt="Fonte: www.educacional.com.br" width="300" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: www.educacional.com.br</p></div>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p>Sabemos, o professor que é realmente educador, obriga-se a aprender de tudo um pouco e exerce várias profissões dentro da educação. Tem professor que é psicólogo, marceneiro, contorcionista (para poder se virar com o pouco material dispensado à escola pública), palhaço (tentando chamar a atenção de um público, muitas vezes, desinteressado com aquilo que quer e precisa mostrar) e o mais frequente: artista&#8230; Essa é uma característica inerente a quase todos os educadores, pois um professor de verdade, precisa ser criativo e usar de todas as artes para fazer da escola um ambiente agradável&#8230;</p>
<p>Fora da escola também encontramos vários educadores que exercem os mais diversos tipos de profissão secundária, ou “bico” mesmo para ajudar no orçamento: Vendedor de artigos importados (muamba mesmo), produtos de limpeza e de beleza, produtor de áudio, artesão, montador de móveis, fotógrafo, e tantos outros ofícios dignos de quem estudou para ser mestre, mas é remunerado com aprendiz e quase sempre está na última opção dos gestores públicos no que tange a valorização profissional e remuneração&#8230;</p>
<p>Mas o Wandão até nisso inovou totalmente. Temos uma equipe de mudança. Quando sabemos de um colega, amigo, ou conhecido que está prestes a mudar de endereço, lá estamos nós, prontos a ajudar despretensiosamente e gratuitamente, só pelo prazer de reunir a equipe para ajudar uma família que precisa carregar seus móveis e utensílios para um novo lar&#8230;</p>
<p>Nosso diferencial é o bom humor, que nos faz trabalhar um ou dois dias inteiros numa mudança sem sentir o cansaço típico de quem carrega peso durante muito tempo&#8230; Além do mais, temos um profundo respeito pelos pertences de outrem, inclusive chamando pelo nome. Compomos até uma musiquinha para chamar os móveis: No início, a equipe está com todo gás e canta em auto e bom tom: Fogão! Ta&#8230; na&#8230; na!&#8230; Balcão! Ta&#8230; na&#8230; na!&#8230; Cama box! Ta&#8230; na&#8230; na!&#8230; Mas com o passar do tempo e vendo um a um os móveis subirem no caminhão “saltando a veia do pescoço” de tanto fazermos força, o ritmo fica cada vez mais lento e o ânimo também não é mais o mesmo: <span style="font-size: medium;">G</span> <span style="font-size: medium;">e</span> l <span style="font-size: x-small;">a</span> <span style="font-size: x-small;">d</span> <span style="font-size: x-small;">e</span> <span style="font-size: xx-small;">i</span> <span style="font-size: xx-small;">r a !</span> <span style="font-size: xx-small;">Ta&#8230; &#8230; &#8230; na&#8230; &#8230; &#8230; na&#8230; &#8230; &#8230; na!</span> Porém, quando vemos descer o derradeiro dos móveis, nossos ânimos se renovam e cantamos mais forte batendo palmas: Uhú!&#8230; Fogão a lenha!&#8230; Ta&#8230; na&#8230; na!&#8230; Aêêê!!!&#8230;</p>
<p>O importante nisso tudo é a convivência e a amizade que brotou no momento em que nos efetivamos numa escola cujo prédio próprio acabara de ser construído e com o passar do tempo acolhemos os contratados temporários como membros da família, formando um círculo de amizade tão grande que a cada ano que passa, dificilmente muda um professor ACT, fazendo-nos sentir todos iguais&#8230; Infelizmente, nas várias escolas por onde passei, vi em muitas delas, um terrível apartheid, entre efetivos e ACTs, chegando ao cúmulo dos efetivos terem o direito exclusivo ao sofazinho confortável da sala dos professores enquanto os contratados deveriam se contentar com as cadeiras duras de madeira, sendo olhados dos pés a cabeça com ar de superioridade daqueles que compõem o corpo docente efetivo&#8230;</p>
<p>Mas o Wanda foge a regra fétida e selvagem do jogo de poder. Lá temos uma família que trabalha e se diverte sempre unida. Quando existe um fio de discórdia, ou intriga, logo se dissolve, pois não há mal que resista a união, e se precisar, estamos abertos às mudanças, tanto no real, como no abstrato, tanto no físico, quanto no psicológico&#8230;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/">www.marciogoes.com.br</a></span></span></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=770&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Visitas interativas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 04:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
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		<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
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		<category><![CDATA[Santo Damo]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/07/visitas-interativas.html' addthis:title='Visitas interativas '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Tenho um sonho de educador e escritor: Sempre quis visitar diferentes escolas e participar um pouco do cotidiano de cada uma delas, presenciar diferentes realidades e costumes, conhecer novos alunos e professores, enfim, interagir com o mundo escolar que sempre será eclético e muito rico artística e culturalmente. Penso que a escola seja o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/07/visitas-interativas.html' addthis:title='Visitas interativas '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div class="mceTemp mceIEcenter"> </div>
<p>Tenho um sonho de educador e escritor: Sempre quis visitar diferentes escolas e participar um pouco do cotidiano de cada uma delas, presenciar diferentes realidades e costumes, conhecer novos alunos e professores, enfim, interagir com o mundo escolar que sempre será eclético e muito rico artística e culturalmente. Penso que a escola seja o berço das grandes personalidades e é lá que está o meu mundo, em sala de aula, cara a cara com o aluno, sem máscaras nem joguinhos de interesse. Um único compromisso: Lutar por uma educação pública cada vez melhor&#8230;</p>
<p>Finalmente, este sonho está sendo realizado&#8230; Em 2006, já fazia um ano que escrevia semanalmente, fui convidado para palestrar para alunos da Escola Paulo Schieffler, onde, orgulhosamente concluí o curso de magistério em 1999&#8230; Depois disso, visitei a escola <a title="Tabajara" href="http://www.marciogoes.com.br/2006/09/visita-a-escola-tabajara.html" target="_blank">Tabajara</a>, O <a title="Irmão Leo" href="http://www.marciogoes.com.br/2009/07/os-dois-lados-da-moeda.html" target="_blank">Irmão Leo </a>e <a title="Domingos da Costa Franco" href="http://www.marciogoes.com.br/2009/05/uma-sexta-feira-na-domingos.html" target="_blank">Domingos da Costa Franco</a>, sempre a convite das professoras de Língua Portuguesa.</p>
<p>Nas últimas semanas, por conta das olimpíadas da Língua Portuguesa, tenho feito muitas visitas para alunos de oitava série de ensino fundamental e primeiro ano de ensino médio, cujo gênero abordado pelo concurso é Crônica, para realizarmos uma conversa sobre a importância da leitura, análise e produção de texto na vida cotidiana do ser humano.</p>
<p>Primeiramente, a convite da professora Suely, visitei a escola Alcides Tombini, no bairro onde vivi por trinta e cinco longos e felizes anos, conversei com a garotada de oitava série sobre alguns escritos meus e de tantos outros escritores por este Brasil afora. Em seguida, atendendo ao pedido da professora Marlise, pela primeira vez, realizei uma palestra no Wandão do meu coração, fato que me deixou muito emocionado, pois derrubou aquele dito de que “Santo de casa não faz milagres”. Da mesma forma, trocamos figurinhas sobre a prática da leitura e produção dentro e fora de sala&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<div class="mceIEcenter">
<dl id="attachment_739" class="aligncenter"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/SantoDamo1.jpg"><img title="SantoDamo1" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/SantoDamo1-300x225.jpg" alt="Alunos recebem escritor" width="300" height="225" /></a> </dl>
<dl class="aligncenter">Alunos do Santo damo recebendo escritor</dl>
</div>
<p>Por fim, fiz duas visitas à escola <a title="EEEB João Santo Damo" href="http://escolasantodamo.blogspot.com/" target="_blank">João Santo Damo</a>, uma no matutino e outra no vespertino que incluiu a sétima série na equipe, a convite da professora Maristela que fez um trabalho maravilhoso com seus pupilos a partir dos meus textos&#8230; Ao chegar, já fui abraçado por alguns alunos que, receberam um abraço de quebrar os ossos como retribuição, diante de um pequeno mural dando-me as boas-vindas e um recorte do texto que fiz em homenagem ao meu amigo fiel, <a title="Bilu" href="http://www.marciogoes.com.br/2010/06/amigo-fiel.html" target="_blank">Bilú</a>&#8230; Conversamos, interagimos, trocamos experiências, cantamos, respondi muitas perguntas que revelaram a leitura crítica dos meus escritos e tive a imensa satisfação de autografar alguns cadernos e receber palavras edificantes por parte daqueles adolescentes que se revelaram dinâmicos, críticos, leitores e escritores em potencial&#8230;</p>
<div id="attachment_740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/SantoDamo.jpg"><img class="size-medium wp-image-740" title="SantoDamo" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/SantoDamo-300x191.jpg" alt="Visita ao Santo Damo" width="300" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Visita à Escola João Santo Damo</p></div>
<p>Mas a minha surpresa maior foi a tarde, quando falava do meu primeiro texto publicado há cinco anos: “O grande condutor”&#8230; Ao perguntar se alguém o tinha lido, uma mão se levantou na pequena multidão daquela sala que transbordava juventude: Era a Bianca, uma aluna que estudava na escola Tabajara visitada por mim, quatro anos atrás. Contou-me detalhes do texto que nem eu lembrava e me encheu de palavras edificantes e emocionantes. É pela Bianca e por tantos outros jovens leitores que continuo escrevendo, pois se as palavras escritas por este utópico professor, permanecem na memória de uma jovem estudante por tanto tempo, é porque de alguma forma tocaram e revelaram alguma emoção&#8230; Enquanto isso acontecer, continuarei escrevendo&#8230; Enquanto escrever, continuarei vivendo, enquanto viver, continuarei presenciando cenas como esta que me dão o combustível necessário para continuar escrevendo&#8230;</p>
<div id="attachment_741" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/bianca.jpg"><img class="size-medium wp-image-741" title="bianca" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/bianca-300x225.jpg" alt="Bianca" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Aluna da 8ª série recorda primeiro texto de Márcio Goes</p></div>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western" lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>As voltas que a escola dá</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 01:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/as-voltas-que-a-escola-da.html' addthis:title='As voltas que a escola dá '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Como já escrevi incontáveis e incansáveis vezes, a escola é um lugar de troca de experiências, foi lá que vivi, ou dei início às grandes transformações da minha vida e na vida de muitos de meus alunos&#8230; Certa vez, quando ainda trabalhava na escola Irmão Leo, uma aluna procurou-me para desabafar. Dizia que sua mãe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/as-voltas-que-a-escola-da.html' addthis:title='As voltas que a escola dá '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/sonho1.jpg"><img class="size-medium wp-image-591   alignleft" title="sonho1" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/sonho1-300x225.jpg" alt="" width="263" height="196" /></a> Como já escrevi incontáveis e incansáveis vezes, a escola é um lugar de troca de experiências, foi lá que vivi, ou dei início às grandes transformações da minha vida e na vida de muitos de meus alunos&#8230;</p>
<p>Certa vez, quando ainda trabalhava na escola Irmão Leo, uma aluna procurou-me para desabafar. Dizia que sua mãe estava com câncer, esta doença cruel, desumana e, infelizmente, hereditária que assola a humanidade há séculos e ainda não tem cura, a não ser que seja diagnosticada no início&#8230; Ouvi atentamente seu relato. Dizia que ela e seu irmão viviam um pelo outro e ambos para dar conforto aos últimos dias de vida de sua mãe&#8230; Estava quase desanimando, não sabia mais o que fazer&#8230; Arranjei forças na fé que herdei de minha mãe e proferi as as seguintes palavras que vieram lá do fundo do meu coração:<span id="more-590"></span></p>
<p>“Querida!&#8230; Não desanime!&#8230; Com tudo o que tem vivido, dedicado todo o tempo para ajudar seu irmão e sua mãe, você é uma vitoriosa. Comporte-se como tal&#8230; Os vitoriosos o são porque nunca desanimam&#8230;”</p>
<p>Como resposta, recebi um “abraço de urso” confortador para mim e para ela&#8230; Os anos passaram, sua mãe faleceu e nunca mais a vi, até que me convidaram para ajudar num retiro de jovens católicos no centro de formação João Paulo II&#8230; A essas alturas, o câncer já tinha levado também minha mãe, recebi muito apoio dos meus amigos, alunos ou não, naquele momento triste vivido por minha família&#8230;</p>
<p>Naquele retiro de jovens, não lembrei destes detalhes, só fiquei feliz em ver minha aluna ali, com seu irmão, tocando a vida e se tornando uma liderança no meio em que vivia, participando ativamente do encontro, trocando experiências e testemunhos de vida&#8230;</p>
<p>E por falar em testemunho, foi num destes que vivi mais uma grande emoção&#8230; Minha querida aluna dirige-se a frente para falar sua experiência de vida. Eu estava no último banco da capela e ouvia atentamente:</p>
<p>“Perdi minha mãe muito cedo&#8230; Vivemos eu e meu irmão, que tem suas limitações em virtude das sequelas da poliomielite, um pelo outro&#8230; E a pessoa que me deu força para continuar está aqui, lá no último banco&#8230; Né professor?&#8230;”</p>
<p>Aquela foi uma das poucas situações de minha vida que me deixaram sem jeito&#8230; e ela continuou&#8230;</p>
<p>“No momento que eu mais precisava, no auge de minha angústia, o meu professor abraçou-me e me disse: “Você é uma vitoriosa. Porte-se como tal.”&#8230; Aquelas palavras me acompanham até hoje e me dão força para continuar. Onde quer que eu vá, lembrarei sempre do meu professor e destas palavras que mudaram a minha vida&#8230;”</p>
<p>Regados pelas nossas lágrimas e pelos aplausos dos presentes, repetimos aquele abraço confortador que não era mais de professor para aluna, mas de dois grandes amigos. Seu irmão também foi incluído no abraço, com palavras de agradecimento&#8230;</p>
<p>Nas voltas que a educação dá, muitas vezes, não nos damos conta da importância que temos na vida dos nosso alunos e o quão transformadora pode ser uma atitude banal, tando para educandos quanto para educadores&#8230; Tanto eu quanto minha aluna, não temos mais o colo materno por perto, mas temos o calor confortador de um abraço mútuo que a escola “por acaso” proporcionou&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: xx-small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>Testemunho militar</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/12/testemunho-militar.html</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 04:39:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[militar]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/12/testemunho-militar.html' addthis:title='Testemunho militar '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Fim de ano&#8230; Natal, ano novo&#8230; Sempre nos trazem lembranças&#8230; Às vezes, elas aparecem do nada, outras se valem de algum acontecimento que nos remete ao passado&#8230; Pena que a maioria dos seres humanos ainda não descobriu o lado bom da nostalgia. Claro que estar preso ao passado é um fato que nos amarra, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/12/testemunho-militar.html' addthis:title='Testemunho militar '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="margin-bottom: 0cm;" align="center"> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Fim de ano&#8230; Natal, ano novo&#8230; Sempre nos trazem lembranças&#8230; Às vezes, elas aparecem do nada, outras se valem de algum acontecimento que nos remete ao passado&#8230; Pena que a maioria dos seres humanos ainda não descobriu o lado bom da nostalgia. Claro que estar preso ao passado é um fato que nos amarra, impedindo de viver o presente, mas é preciso voltar até a pedra para amolar a ferramenta antes de continuar o trabalho&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Alguns dias antes do término das aulas, recebemos, como de costume, a visita de um policial militar. O diretor, como sempre, convidou-o para passar o recreio conosco, tomar um cafezinho&#8230; até aí, tudo normal&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Quase sempre me demoro para descer até a sala dos professores, sempre tem um ou outro aluno que para pra conversar comigo sobre a matéria ou coisas banais, queixar-se de alguma situação, chorar o <span lang="pt-BR">amor</span> perdido, ou simplesmente partilhar um abraço&#8230; Neste dia, ao chegar à sala dos professores para meu costumeiro cafezinho com bolacha pedagógica, recheado com conversa fiada e brincadeiras típicas de uma equipe cujo relacionamento vai além do profissional, encontro no meio de meus colegas, uma farda&#8230; E dentro dela, um rosto conhecido não sabia de onde&#8230; Cumprimentei-o e ele, segurando minha mão direita, chamou a atenção dos demais professores para dizer o seguinte:</p>
<p>- Pessoal!&#8230; Se hoje eu estou na polícia militar, é por causa deste cara aqui&#8230; Foi graças a ele que eu passei no concurso&#8230;</p>
<p>- Como assim?&#8230; Perguntei com uma mistura de sentimentos que percorriam desde o orgulho até a curiosidade&#8230;</p>
<p>- Lembra que você insistia tanto na produção de texto?&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Não conseguia responder outra coisa que não fosse: Aham!&#8230;</p>
<p>- Pois foi justamente a produção de texto que me deu a aprovação do concurso&#8230; Lembrei-me, sobretudo da dissertação, dos passos, dos argumentos, da impessoalidade e tudo aquilo que aprendi com você&#8230; Lembra daquele poema que você me ajudou a fazer em homenagem aos quinze anos de minha namorada?&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Para falar a verdade, eu não lembrava, mas para não passar vergonha, confirmei com um sinal cabeça e perguntei&#8230;</p>
<p>- E aí&#8230; casaram?</p>
<p>- Sim! Casamos e temos dois filhos lindos&#8230;</p>
<p>- Que bom! O que é que um poema não faz, não é mesmo?&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Ser professor é muito mais que ser um profissional. É preciso viver as relações humanas de corpo, alma e coração. E quando nos deixamos envolver pelos alunos, transformamos a vida deles e a nossa. Lembrar-me-ei de mais este fato, cada vez que o desânimo insistir em assolar a minha alma de educador&#8230; Cada vez que minha boca quiser se abrir para duvidar da capacidade de transformação e de crescimento pessoal dos meus alunos. Por mais que tudo pareça perdido, sempre tem um testemunho que nos dá o combustível necessário para continuarmos&#8230; São fatos como este que me fazem concluir a cada dia que fiz a escolha certa para minha vida, apesar da demora de vinte e seis anos para começar a seguir carreira na educação&#8230;</p>
<p align="right">
<p align="right"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p align="right"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;">www.cacador.net</span></a></span></span></span></p>
<p align="right"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></span></p>
<p align="right"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>Desfile de contrastes</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/09/desfile-de-contrastes.html</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[desfile]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Pátria]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/09/desfile-de-contrastes.html' addthis:title='Desfile de contrastes '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div> Desde que me conheço por gente, vejo falar em desfiles do dia sete de setembro em homenagem à Pátria&#8230; É o dia em que todos se encontram na avenida principal para ver, ou apresentar-se, ao ar livre em homenagem à terra que os viu nascer. Começa sempre com aquela melodia maravilhosa de Francisco Manuel da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/09/desfile-de-contrastes.html' addthis:title='Desfile de contrastes '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p> Desde que me conheço por gente, vejo falar em desfiles do dia sete de setembro em homenagem à Pátria&#8230; É o dia em que todos se encontram na avenida principal para ver, ou apresentar-se, ao ar livre em homenagem à terra que os viu nascer. Começa sempre com aquela melodia maravilhosa de Francisco Manuel da Silva que deu vida, ritmo e sentimento ao poema de Joaquim Ozório Duque Estrada&#8230; O hino Nacional, julgo ser um dos mais bem construídos textos poéticos de todos os tempos em Língua Portuguesa, fazendo aquilo que só os poetas e os cronistas mais abusados fazem: dar às palavras um sentido e um sentimento que a maioria dos seres ao seu redor não dariam, usando de recursos como as figuras de linguagem ou a inversão da ordem direta.<br />
 Porém, já faz cerca de três anos que não compareço nem para assistir, nem para desfilar&#8230; Depois que descobri o verdadeiro sentido da palavra Pátria: “O país onde nascemos, o torrão natal&#8230;”, de acordo com o dicionário Aurélio digital&#8230; Isso quer dizer que a minha Pátria não é a mesma de “los hermanos al rededor”, ao passo que eu amo esta terra, mas não preciso amar as fronteiras vizinhas, apesar de fazerem parte do mesmo continente e do mesmo planeta, e estarem repletas de seres humanos como eu e você&#8230;<br />
 Permitam-me discordar do Aurélio e de mim mesmo, já que me contradigo em relação a outros textos que escrevi com os olhos fechados pelo preconceito nacionalista. Sou brasileiro, agradeço a Deus por isso, amo meu país, me emociono cada vez que canto ou ouço o hino nacional que sei de cor e de coração, mas amo também a humanidade, sem acepção de cor raça, nacionalidade ou Pátria, afinal, um brasileiro não pode valer mais que um argentino ou estadosunidense, nem menos&#8230; As fronteiras são o resultado da bestialidade e do egoísmo humanos&#8230;</p>
<div id="attachment_471" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1425360198_5a802362c6.jpg"><img class="size-medium wp-image-471" title="Bandeira do mundo" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1425360198_5a802362c6-300x240.jpg" alt="Fonte: www.google.com.br" width="300" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: www.google.com.br</p></div>
<p> Está na hora de convencermos nossa consciência de que nossa Pátria é o planeta, e que devemos tratá-lo com amor e cuidado&#8230; Não era isso que eu via no final de cada desfile de sete de setembro, quando ainda participava: Latas e garrafas ao chão, guardanapos que só foram valorizados enquanto úteis para proteger as mãos da sujeira que se dirigia até a boca e depois eram descartados nas vias públicas&#8230; sujeira para cá, sujeira pra lá&#8230; Tudo isso depois de prestadas homenagens lindas e emocionantes à “Pátria amada mãe gentil”&#8230; Que mãe, por mais gentil que fosse, ficaria feliz com um tratamento desses?&#8230; Tiramos nossos filhos da cama muito cedo no feriado para levá-los até a avenida, expostos a todo tipo de intempérie, para vê-los desfilar só para termos o orgulho de dizer depois: “Olha, aquele é meu filho!&#8230;” Que lindo ver nossas crianças batendo o pé para aquelas gravatas infetas que compõem o palanque oficial, cheio de discursos bonitos, mas igualmente fétidos!&#8230; Que maravilha saber que, enquanto desfilamos e mostramos nosso amor incondicional à Pátria, milhões de pessoas passam fome ao redor do mundo, mas não nos interessa, pois não fazem parte desta faixa de terra que chamamos de nossa Pátria&#8230; Aliás, aqui também, muitas pessoas não têm o suficiente para manter uma alimentação digna e tudo o que fazemos é sentir pena e continuar a bater o pé na avenida, amando e idolatrando a terra, mas desprezando a maioria do povo que nela vive&#8230;<br />
 Porém, neste ano as crianças não precisaram ser obrigadas e desfilar na avenida que idolatra os contrastes sociais, somente as forças armadas e alguns outros segmentos. Ainda bem! Mas a intenção continua a mesma&#8230;<br />
 Infelizmente, a bandeira nacional e a Pátria só são lembradas nas solenidades oficiais e na Copa do mundo, no restante do tempo, a mãe gentil e o planeta são esquecidos e maltratados desumanamente pelos seres humanos&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes<br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a><br />
<a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
Jornal Informe da tarde – O diário Regional</p>
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		<title>Integrando gerações</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 02:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[integração]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/09/integrando-geracoes.html' addthis:title='Integrando gerações '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Demorei vinte e cinco anos para decidir o que queria da vida: ser educador, um ofício edificante tanto para mim quanto para qualquer pessoa que se envolve com a educação, seja ela professor, ou aluno. Naquela noite em que eu retirava meu histórico de ensino fundamental na Escola Básica Salgado Filho e o transladava até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/09/integrando-geracoes.html' addthis:title='Integrando gerações '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Demorei vinte e cinco anos para decidir o que queria da vida: ser educador, um ofício edificante tanto para mim quanto para qualquer pessoa que se envolve com a educação, seja ela professor, ou aluno. Naquela noite em que eu retirava meu histórico de ensino fundamental na Escola Básica Salgado Filho e o transladava até a Escola Paulo Schieffler para matricular-me no curso de magistério, também sacramentava o que seria minha principal atividade até hoje, antes porém, cursei erroneamente, um ano de contabilidade que resultou em reprovação&#8230; Graças a Deus! Só assim tive a chance de cursar aquilo que me realizaria e hoje não consigo me ver, profissionalmente em outro lugar que não seja a sala de aula ou o computador, meu canal de ligação entre minhas ideias e o resto do mundo&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Terminei o magistério e iniciei um caso de amor pela educação pública, porém atuei por pouco tempo nas séries iniciais do ensino fundamental: alguns meses que formaram o alicerce do meu perfil de educador&#8230; Depois, enveredei-me para a área das letras: um mundo fascinante e envolvente que me fez conhecer e viajar pela história e os aspectos sintáticos, morfológicos e semânticos do idioma mais bonito do mundo, o bom e velho Português&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">E eis que nove anos depois, encontro-me com a professora Ema da Escola Esperança que nos brinda com a presença de duas turmas nas dependências da Escola Wanda Krieger Gomes, portanto, fazem parte da família. Esta professora, preocupada com uma melhor qualidade de ensino e com um melhor relacionamento pessoal entre seus alunos, convidou-me para fazer um trabalho envolvendo as duas turmas, regidas pelas professoras Ivone e Nelci, no âmbito do relacionamento humano&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Até hoje, não descobri nenhuma forma eficaz de se trabalhar com pessoas que não tenha distribuição de tarefas&#8230; Para dividir tarefas, é necessário uma equipe&#8230; Que equipe escolher?&#8230; Como devemos educar nossos alunos também para a cidadania, convidei meus pupilos do terceiro ano de ensino médio matutino para formar a equipe de trabalho&#8230; Durante três semanas, sem nenhum peso de consciência, “fugimos” do planejamento anual que todo professor faz, mas nem sempre cumpre, e nos dedicamos de corpo e alma a este projeto. Visitamos as turmas, construímos material, escolhemos dinâmicas e músicas de recreação&#8230; Tudo para que houvesse uma perfeita integração entre distintas gerações de alunos e duas diferentes redes de ensino: estadual e municipal.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-464" title="ProjetoIntegracao 061" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/ProjetoIntegracao-061-300x225.jpg" alt="ProjetoIntegracao 061" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Como tudo o que é novo e diferente, causamos polêmica e preocupação entre alunos e professores envolvidos, porém, como sempre, me surpreendi com o brilhante trabalho dos meus jovens&#8230; Foram além das expectativas, mostrando para quem quiser ver (principalmente os que não acreditavam) que é possível e necessária a convivência entre as diferenças&#8230; Claro que, metade do mérito é das crianças que foram a razão do nosso trabalho, mas o empenho dos alunos do terceirão e dos professores envolvidos foi fundamental para esta injeção de ânimo e de esperança para estas crianças que precisam ter uma perspectiva positiva para si e para a comunidade&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-466" title="ProjetoIntegracao 025" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/ProjetoIntegracao-025-300x225.jpg" alt="ProjetoIntegracao 025" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Desta forma, só resta agradecer ao empenho de toda a equipe que venceu este desafio através da ação, pois de boa vontade vestida de terno e gravata, inaugurando cascas de escola, está cheio por aí&#8230; A ação acontece mesmo é entre os jalecos e uniformes de alunos e professores que são a verdadeira base da educação e deveriam ser o primeiro destino dos investimentos&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><strong>www.cacador.net</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: none;"><strong>Jornal Informe da tarde – O diário Regional</strong></span></span></span></span></p>
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		<title>Preto, ou negro?</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 03:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[conae]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/08/preto-ou-negro.html' addthis:title='Preto, ou negro? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Debatendo sobre o futuro da educação brasileira numa iniciativa inédita, contemplando profissionais, alunos e pais, chamada CONAE (conselho nacional de educação), na instância regional, nos deparamos, num dos itens, com uma palavra que gerou polêmica: “Preto”, referindo-se aos negros&#8230; Houve uma ampla discussão para decidir se esta palavra seria substituída por “negro”, ou afro-descendentes, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/08/preto-ou-negro.html' addthis:title='Preto, ou negro? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Debatendo sobre o futuro da educação brasileira numa iniciativa inédita, contemplando profissionais, alunos e pais, chamada CONAE (conselho nacional de educação), na instância regional, nos deparamos, num dos itens, com uma palavra que gerou polêmica: “Preto”, referindo-se aos negros&#8230; Houve uma ampla discussão para decidir se esta palavra seria substituída por “negro”, ou afro-descendentes, para ser politicamente correto</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Pois bem, se classificarmos por cor, não existem pessoas brancas ou pretas, ou eu sou daltônico, pois observando no espelho, vejo-me bege, com exceção dos olhos e cabelos, cujos fios castanhos estão sendo vagarosamente substituídos pelos brancos&#8230; E aqueles que a sociedade chama de preto, na grande maioria são marrons&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Se o foco for metáfora, então os brancos são cor de papinha e os negros, cor da terra&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Porém, se formos enveredar para o rumo do “politicamente correto”, os negros serão afro-descendentes&#8230; Simples&#8230; O difícil será classificar os brancos, já que existem várias origens da mesma cor: Luso-descendentes, ítalo-descendentes e assim por diante&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Existem muitos movimentos em favor do respeito às diferenças, sejam elas de cor, raça, nacionalidade, étnica, social, religiosa, política e uma infinidade de outras que só o bicho-homem foi capaz de criar. Inclusive, a constituição nos garante no artigo 5º: <em>“Todos são iguais perante a lei”</em>&#8230; Mas como diz a canção <em>“Uns mais iguais que os outros”</em>&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">No entanto, existe um certo exagero quanto aos termos, que por si só, não resolvem o problema da discriminação e do preconceito&#8230; Se chamarmos qualquer pessoa com deficiência de <em>“portador de necessidades especiais”</em>, ela não vai deixar de ser deficiente, não será curada da cegueira, da surdez, da paraplexia, ou de qualquer outra deficiência&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Portanto, se chamarmos um camarada de <em>“afro-descendente”</em> não o fará deixar de ser negro, da mesma forma, se me chamarem de <em>“luso-descendente”</em>, não mudarei de cor, continuarei sendo cor de mingau e descendente de portugueses até o fim dos meus dias.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">O grande contrassenso aqui é o comportamento social, o desprezo e a discriminação aos “diferentes”&#8230; Aliás, diferentes na visão de quem?&#8230; Caro leitor, cara leitora, se você olhar com atenção, ao vivo, verá em mim, muitas diferenças em relação a você e eu perceberei o mesmo quanto a sua pessoa. Mas em algo, temos semelhança: somos seres humanos e como tal, merecemos respeito mútuo na visão ética, social e na constituição&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Então, não é uma palavra nem o conjunto delas compondo termos bonitos que vaio acabar com a bestialidade do preconceito humano, mas sim as atitudes e elas devem brotar do coração, do contrário, só estaremos mascarando um problema milenar entre os seres humanos que ainda julgam-se uns melhores que os outros, quando na verdade, como dizia minha mãe: <em>“Virou no avesso é tudo a mesma coisa”&#8230;</em></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Mas, e o texto do CONAE?</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Virou e mexeu, continuou preto mesmo&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><strong>www.cacador.net</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="TEXT-DECORATION: none"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></span></span></p>
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		<title>O abraço proibido</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 05:51:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[abraço]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/08/o-abraco-proibido.html' addthis:title='O abraço proibido '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div> Quem não gosta de um abraço?&#8230; Mas não aquele abraço de quem não quer abraçar, meio de lado, de compadre. Estou falando de abraço mesmo, de corpo inteiro&#8230; Abraço de urso, compartilhado, fraterno, confortante até&#8230; Quem não gosta de dar e receber abraços?&#8230; Eu gosto, aliás é muito difícil viver sem&#8230; Tem gente que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/08/o-abraco-proibido.html' addthis:title='O abraço proibido '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div id="attachment_453" class="wp-caption aligncenter" style="width: 198px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/escoteiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-453" title="Imagem: www.google.com.br" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/escoteiro-188x300.jpg" alt="Imagem: www.google.com.br" width="188" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: www.google.com.br</p></div>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> Quem não gosta de um abraço?&#8230; Mas não aquele abraço de quem não quer abraçar, meio de lado, de compadre. Estou falando de abraço mesmo, de corpo inteiro&#8230; <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/11/abraco-de-urso.html" target="_blank">Abraço de urso</a>, compartilhado, fraterno, confortante até&#8230; Quem não gosta de dar e receber abraços?&#8230; Eu gosto, aliás é muito difícil viver sem&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Tem gente que não tem coragem de abraçar, não aprendeu em casa, nunca viu um abraço de verdade, por isso não o pratica. Lamentável!&#8230; O abraço pode curar muitas doenças da alma. O abraço amigo nas horas desafortunadas da vida, o abraço de pai e de mãe pra filho, de irmãos, da reconciliação, do perdão, da celebração, do amor&#8230; O abraço apaixonado, ousado, porém não menos fraterno&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Desde que me tornei professor, pratico a terapia do abraço com meus alunos e, tenho certeza que os conheço melhor por isso, afinal, um abraço revela muito da personalidade e eles sentem-se mais próximos e confiantes em relação a minha pessoa, pelo menos a maioria. Nos amamos como seres humanos e não apenas como educador e educando&#8230; Porém, como tem aqueles alunos que já vêm ao meu encontro de braços abertos, têm aqueles que rejeitam o ato de abraçar durante todo o ano letivo. Infelizmente, nem todos entendem as intenções de um “abraçador” despretensioso.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Por muitas vezes, tentaram proibir o meu abraço na escola, fui duramente criticado e aconselhado a cuidar quem e como abraçar, sob o pretexto de não ser compreendido por algumas alunas que poderiam distorcer as intenções&#8230; Felizmente, nunca tive problemas em relação a isto com alunas adolescentes, o meu problema maior é com adultos “bem resolvidos” que enxergam chifres em cabeça de cavalo, julgam o ato sem ter conhecimento do contexto&#8230; Existem pessoas que preferem condenar os outros a renderem-se ao abraço: um ato simples que revela uma pessoa humilde e sincera diante dos demais&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Mas agora, finalmente fui derrotado. Meu abraço está proibido, aliás o meu só não, o de todos&#8230; E não foi direção de escola, chefia imediata, colegas, ou qualquer outra pessoa mal-amada que fez tamanha atrocidade com os seres humanos. Foi um ser minúsculo, invisível, terrível e desumano que tem nome e sobrenome: H1N1&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Por causa da presença deste intruso microscópico, estamos proibidos de manifestar carinho. Cumprimento, só de longe e quando pegar na mão, lavá-la imediatamente com água e sabão e desinfetá-la com álcool gel. Demonstrações de carinho viraram falta de higiene e risco para a saúde&#8230; Até o abraço da paz está proibido nas Igrejas&#8230; Nem a Paz de Jesus escapou da Influenza A.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Algumas pessoas dizem, e isto tem fundamento, que trata-se de mais uma doença fabricada pelo capitalismo para obter algum tipo de lucro brincando com a vida das pessoas, como aconteceu com a AIDS e com o vírus ebola. Na verdade, se foi ou não fabricada, neste momento não influencia em nada as consequências. A verdade é que existem pessoas perdendo a vida, aliás o número parece ser muito maior que o divulgado, e o remédio para este mal está patenteado por algumas empresas e só elas podem comercializá-lo&#8230; Coisa de capitalismo selvagem&#8230; Por hora, devemos guardar as demonstrações de carinho e amor para um momento mais oportuno e saudável, quando enfim receberemos a carta de alforria para o abraço.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><span style="TEXT-DECORATION: none"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></span></span></span></p>
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