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	<title>Márcio Goes &#187; Educação</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Até quando seremos ignorados?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 03:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[O texto a seguir é dos professores da Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti, Caçador, SC. Porém, faço minhas as palavras deles e me solidarizo inteiramente com a causa já que trata-se de assuntos de interesse de todos nós, professores da rede estadual de Santa Catarina. A seguir, o texto na íntegra: ATÉ QUANDO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff0000;">O texto a seguir é dos professores da Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti, Caçador, SC. Porém, faço minhas as palavras deles e me solidarizo inteiramente com a causa já que trata-se de assuntos de interesse de todos nós, professores da rede estadual de Santa Catarina.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">A seguir, o texto na íntegra:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>ATÉ QUANDO SEREMOS IGNORADOS?</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Numa sociedade democrática, pensar a educação e traçar suas diretrizes não pode ser privilégio de um pequeno grupo, deve ser o resultado de um amplo debate, envolvendo todos os agentes envolvidos no processo. No entanto, o que nós, professores, estamos vivenciando aqui na rede estadual de Santa Catarina é uma situação extremamente preocupante. Parece que nós, professores, somos sujeitos tornados objetos, colocados fora do processo histórico, fragmentados em nossa humanidade, retalhados, sufocados numa prática pedagógica contraditória, destituída do diálogo, como se fôssemos incapazes de pensar e tomar decisões.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Senão vejamos: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O processo pedagógico de ensino e aprendizagem recebe pouca atenção e fica sob a responsabilidade de cada professor isolado em sua disciplina, em sua sala de aula. O que importa ao poder público não é discutir conteúdo, currículo&#8230; Importa o número de aprovação/reprovação. Quer dizer aprovação, número, quantidade, pois isso é o que dá legitimidade às ações governamentais. E a qualidade? Existe o louvável esforço de incluir no ensino regular os alunos com necessidades especiais e, dentro dos limites, estamos tendo sucesso nesse trabalho. E como fica a situação dos demais alunos da escola pública, uma vez que ao concluírem o ensino médio apresentam evidentes desvantagens em relação aos alunos da rede particular e, portanto, ficam excluídos das universidades públicas, dos bons empregos&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O ensino fundamental de 9 anos foi implantado de forma estranha. Resultado: criou-se um vácuo na seriação. Este ano (2010) não tem 5° ano. No próximo ano (2011) não haverá 6° ano. Diante do fato, o que vai acontecer com a carga horária dos professores efetivos numa escola, como a nossa, onde funcionam cinco quintas séries? Talvez a solução seja remanejar&#8230; Mas remanejar para onde se o fato ocorrerá em todas as escolas estaduais? E onde irão estudar os alunos dos 6º anos oriundos de escolas municipais? Ficarão sem estudar um ano, uma vez que a rede municipal não tem estrutura para absorver esses estudantes? Não seria o caso de se ter bom senso, e havendo a demanda, serem abertas turmas de 6º ano nas escolas da rede estadual? O que nos deixa intrigados é como as redes particulares e a rede municipal fizeram com tranqüilidade a transição dos 8 para os 9 anos sem deixar nenhum vácuo na seriação!&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Outra grave implicação do citado vácuo na seriação diz respeito à aprovação automática, que já foi implantada em algumas séries dos primeiros anos do ensino fundamental. Isso significa que o aluno, independente do que aprendeu ou não, será aprovado. Nós, professores, nos sentimos cada vez mais amarrados frente a tantas leis criadas para defender direitos de crianças e adolescentes, mas que esquecem de mencionar que, para cada direito conquistado, existe um dever a ser cumprido. E agora ainda por cima, não pode reprovar. Que motivação o aluno vai ter para se dedicar aos estudos, se sabe de antemão que independente do que fizer será aprovado? Como vamos cobrar posturas adequadas? Como vamos forjar o caráter da justiça baseado no princípio de que para cada ato existe uma consequência? E frente à complexidade do assunto, é insustentável o argumento de que isso tem a ver com a competência do professor (salvaguardadas as exceções), pois apesar do descaso como somos tratados, buscamos incessantemente estudar, planejar e tornar as aulas atrativas e com qualidade. E mesmo que fosse o caso, por que não implantam a aprovação automática na USP onde estão os melhores professores do Brasil? Fica claro que aprovação automática não tem nada a ver com qualidade&#8230; </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Nas primeiras séries do ensino fundamental foi decretado que avaliação deve ser descritiva. Em plena era da informatização em que os signos são cada vez mais condensados, preenchem-se folhas e mais folhas, com informações repetitivas, que ninguém, além do professor, irá ler, uma vez que a maioria dos pais não consegue interpretar os tais descritores</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong> </strong></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">de cada disciplina. Para que sufocar o professor com tanto trabalho inútil? A avaliação expressa em números é absolutamente clara e transparente, acessível à leitura de qualquer cidadão. Não seria uma forma de mascarar a “real” qualidade da educação de nossa rede estadual? Não seria mais inteligente e “produtivo” que, ao invés de preencher papéis, nós, professores, tivéssemos um processo de formação permanente onde os tais descritores fossem compreendidos e incorporados à nossa prática pedagógica?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Até ano passado, no ensino médio, o aluno reprovado em duas disciplinas poderia frequentar a série seguinte e fazer dependência para ser aprovado nas referidas disciplinas. Então, por decreto, o direito à dependência estendeu-se para as 7ª e 8ª séries. Bem, a escola está gerenciando o efetivo problema criado por tais dependências. Não há espaço físico para todos estes alunos frequentarem aulas no contraturno. Então, por decreto, novamente, acabaram-se as dependências! E os alunos que a freqüentam, deverão terminá-la até a metade do ano. Mais uma vez, decisão tomada e nenhum professor consultado. Mudaram-se as regras no meio do jogo (quer dizer, no meio do ano letivo). Por quê? Ninguém até agora apresentou uma justificativa convincente. Se é assim, por que, nós, professores, pensamos o processo pedagógico, elaboramos PPP e fazemos planejamento? Fica cada vez mais óbvio que tudo isso é perda de tempo. De uma hora para a outra as regras são outras e todo o trabalho que fizemos perde a validade&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O aluno que não atingiu média suficiente tem direito à recuperação paralela. Entende-se como recuperação paralela a revisão de prova e um reforço do conteúdo não apreendido. Isso feito com todos os alunos no tempo normal das aulas. Mas o resultado não está sendo satisfatório, apregoam os especialistas. Então vamos mudar! A partir de agora é assim: o aluno estuda o conteúdo, não atingiu a média; faz recuperação paralela, faz nova prova. Ah, mas ainda não atingiu? Mais uma chance, é claro! Vem à tarde, no contraturno, pois o professor estará ali para dar aulas particulares. Afinal para que servem as horas atividades? Lógico, não é para nós nos prepararmos para ministrar aulas de qualidade, ler, estudar, fazer avaliações e correções inerentes ao processo pedagógico. Pouco importa o conjunto! É preciso recuperar, recuperar, recuperar&#8230; E alguns ainda têm a audácia de exigir que a hora atividade deve ser cumprida exclusivamente na escola! Como conseqüência se instaura a política educacional do faz de conta. Como podemos aproveitar bem a tal de hora atividade em escolas que têm um computador para 40 professores, uma biblioteca sempre movimentada, uma sala de professores sem nenhuma possibilidade de concentração e barulho, muito barulho. Depois de nos submeter a essa prova insana, voltamos para casa, vamos à nossa biblioteca particular, ao nosso computador, ao nosso silêncio e fazemos todo o trabalho que não foi possível realizar nas horas atividades, inclusive nos finais de semana! Somos heróis da resistência? Até quando? Não é de se admirar que Santa Catarina deixou de ter a melhor educação do Brasil, segundo resultado do IDEB de 2009.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Não estamos aqui afirmando categoricamente que todas essas políticas estejam totalmente equivocadas. O Problema é que elas não levam em consideração a realidade da escola pública catarinense. O processo de recuperação paralela proposto seria pertinente numa escola que funcionasse apenas por um turno (pela manhã) e os professores fossem contratados por 40 horas, sendo que na parte da manhã ministrassem as aulas e à tarde cumprissem a hora atividade, ficando à disposição dos alunos para desenvolver projetos, fazer reforço escolar e recuperação, com espaço físico adequado e material didático suficiente. Mas a realidade não é essa! Especialistas que baixam tais decretos desconhecem o que é o chão da sala de aula com todas as mazelas, violência, desinteresse e por vezes a solidariedade e a genialidade que brotam mesmo num terreno tão hostil. Isso sem falar na superlotação de alunos e na precariedade do espaço físico! São as contradições sociais que ganham contorno no ambiente escolar e, inevitavelmente, se confrontam. E o professor mediador precisa dar conta do seu conteúdo, educar (porque, em muitos casos, já foi o tempo em que educação vinha de casa) e recuperar o que as outras instituições sociais não deram conta&#8230; </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Então fica a dúvida: o poder público acredita que nós faremos o “milagre”, ou simplesmente não confia em nós e por isso sequer ouve a nossa opinião, nem faz uma leitura crítica da realidade das escolas públicas. O que esperamos do poder público catarinense? Esperamos que tenha discernimento para compreender, respeitar e apoiar a multiplicidade de experiências pedagógicas realizadas em nossas escolas, que saiba conviver com as diferenças, que incentive e pratique o diálogo e a construção de diversas propostas pedagógicas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Queremos que nossos direitos sejam respeitados: formação permanente em serviço, acompanhada de condições concretas como melhoria salarial, progressão na carreira e avanço na escolaridade. Queremos resguardar, assim, a dimensão humana e a dimensão histórica que nos constitui, enquanto profissionais da escola pública catarinense. Uma proposta não se implanta de fora, mas se planta junto, na prática cotidiana e em meio a seus embates, confrontos e divergências. Mediante os fatos aqui mencionados, ainda não está claro para nós, qual é afinal a proposta pedagógica da secretaria estadual de educação e da gerência regional de educação.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Colegas professores, este texto pretende ser o início de uma discussão sobre a educação em Santa Catarina a partir das experiências que vivenciamos concretamente em sala de aula. Temos consciência do nosso papel fundamental na melhoria da qualidade da educação. Não são os prédios (diga-se de passagem, bastante precários), nem tecnologia, nem uniforme&#8230; que farão a diferença. Mas o efetivo trabalho do educador em sala de aula. Infelizmente cada vez mais nossa profissão está desprestigiada, sendo menor o número de jovens que desejam ser professores. Diante disso, o que será do futuro? Por isso, não podemos mais deixar de manifestar nossa opinião. E se você concordar conosco, repasse este manifesto para seus colegas professores e outras pessoas interessadas em melhorar o nível de educação do povo catarinense.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Professores(as) da Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti.</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Caçador SC, 14 de julho de 2010.</strong></span></span></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Mural</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 02:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>

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		<description><![CDATA[  A cada dia que passa, mais me surpreendo com a rotina escolar, por vezes, a surpresa não é muito agradável, mas esta semana vivi mais uma experiência marcante&#8230; Há dias que via duas colegas pintando o mural do rol de entrada do Wandão&#8230; Devagarinho as cores foram se destacando e revelando diferentes formas&#8230; Era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script type="text/javascript"><!--
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<p>A cada dia que passa, mais me surpreendo com a rotina escolar, por vezes, a surpresa não é muito agradável, mas esta semana vivi mais uma experiência marcante&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-0121.jpg"><img class="aligncenter" title="Tayana" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-0121-300x246.jpg" alt="" width="300" height="246" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-011.jpg"><img class="size-medium wp-image-700  aligncenter" title="Tere" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-011-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Há dias que via duas colegas pintando o mural do rol de entrada do Wandão&#8230; Devagarinho as cores foram se destacando e revelando diferentes formas&#8230; Era possível notar um fundo verde-claro, algumas folhas verdes e flores brancas em ambas as extremidades&#8230;</p>
<p>Certo dia, ao entrar na escola encontro algumas letras rabiscadas a lápis por cima da tinta e no canto inferior direito, o nome do autor: Paulo Freire&#8230; Já fiquei antenado, pois, apesar de ser professor há quase dez anos, só agora tenho a oportunidade de conhecer melhor a obra deste que é considerado o maior educador brasileiro, apesar de ter sido reconhecido somente após desenvolver sua teoria no Guiné-Bissau, pois aqui não tinha credibilidade&#8230; Esta oportunidade sorriu para mim através de minha irmã que cursa o quarto ano de magistério&#8230;</p>
<p>A aula transcorreu normalmente, passou-se um dia letivo, e outro&#8230; Numa hora de folga, olho para o mural, agora quase pronto e, finalmente consigo ler a frase que já estava toda escrita: “Não se pode falar de educação sem amor”&#8230;</p>
<div id="attachment_701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-002.jpg"><img class="size-medium wp-image-701" title="PauloFreire" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-002-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Mural da EEEB Wanda Krieges Gomes, Caçador, SC</p></div>
<p>Enquanto ainda contemplava aquela obra de arte, passa pela minha frente um menino, deveria ser de alguma turma que não dou aula. Ele também para por alguns segundos, lê o painel com atenção e fala as seguintes palavras: “Um dia, vai ter uma frase minha aí nesse mural”&#8230; Disse isso meio que divagando entre seus pensamentos, como quem tem a consciência de que ninguém ouviu e, na verdade, não era sua intenção ser ouvido, tratava-se de um grito interior&#8230; Era a alma querendo crescer e pedindo maior empenho do corpo&#8230;</p>
<p>Como me ocorre frequentemente, fiquei com este fato preenchendo minha mente criativa e viajante, confabulando, analisando e tentando saber o que se passa na cabeça de um adolescente que profere estas palavras para si como que se desafiando&#8230; A partir daí percebo o quanto a escola pode transformar a vida de uma pessoa e nós, professores, temos em mãos a maior fortuna da humanidade: o conhecimento que somado com a força de vontade e determinação de alunos e professores pode render muitos bons frutos&#8230;</p>
<p>Espero, sinceramente ver uma frase deste aluno num mural de escola, surtindo tanto efeito quanto esta, apesar de não saber seu nome, qual sua sala, se produz bons textos, se gosta de estudar, se sua família é bem, ou mal estruturada&#8230; Não sei nada sobre este figurante que virou protagonista de meu texto, só sei que se trata de um futuro escritor em potencial, despertado por uma frase que fala da importância de se humanizar a escola&#8230; Algo simples, pintado com tinta guache no mural que antes só servia para inflamar a poluição visual com avisos que nem sempre chamam a devida atenção&#8230;</p>
<p>Um dia, também eu sonhei ser um escritor, tive muito apoio de meus professores, sobretudo na graduação e aqui estou, digitando estas palavras que acabam de ser lidas por você, esperando que, também elas o façam refletir, formar opinião e produzir bons frutos&#8230; Portanto, está na hora de criarmos algo novo, menos maçante e mais proveitoso nas escolas&#8230; Já passou o tempo da cara feia e das filas indianas&#8230; Já não é possível educar com aquelas provas de decorebas, que só provam o quanto somos tolos ensinando um monte de regras e fórmulas inúteis na vida prática ou para o crescimento pessoal de nossos estudantes&#8230;</p>
<p>Está mais do que na hora de despertarmos para o fato de que não trabalhamos com seres inferiores, e sim com seres humanos, nossos semelhantes, que têm um gênio adormecido só esperando por alguém que o desperte&#8230; Porém, antes de despertarmos o gênio de outrem, é necessário acordar o nosso&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><strong>www.marciogoes.com.br</strong></span></p>
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		<title>Meu amigo mala</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 04:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[mala]]></category>

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		<description><![CDATA[  Meu amigo Sidney é destes caras que não conseguem passar por nossas vidas sem ter alguma influência sobre elas&#8230; Quando o conheci, confesso que minha impressão não foi das melhores, porém, com o passar do tempo, meu amigo revelou-se um grande pensador do século vinte e um, quase um filósofo. Participou das olimpíadas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_680" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/mala-sem-alca1.jpg"><img class="size-medium wp-image-680" title="mala-sem-alca" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/mala-sem-alca1-300x230.jpg" alt="MEu amigo mala" width="300" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">blogs.abril.com.br/hotwheels/2009/09/dizeres</p></div>
<p> </p>
<p>Meu amigo Sidney é destes caras que não conseguem passar por nossas vidas sem ter alguma influência sobre elas&#8230;</p>
<p>Quando o conheci, confesso que minha impressão não foi das melhores, porém, com o passar do tempo, meu amigo revelou-se um grande pensador do século vinte e um, quase um filósofo. Participou das olimpíadas da Língua Portuguesa em 2008 e, surpreendentemente, chegou até a fase regional, vencendo o preconceito contra a escola e o bairro onde mora&#8230;</p>
<p>Ao contrário do que pensava, recebi, por este fato, muitas críticas, me acusando de ter feito um trabalho diferenciado com ele e outras coisas que colocavam em dúvida minha competência de educador e a capacidade de produção do meu aluno&#8230; As críticas eram justificadas aos olhos clínicos dos educadores pré-históricos, já que para a maioria dos professores, meu amigo Sidão não inspirava o mesmo conceito&#8230; Mas, como sou “do contra”, sempre acreditei no seu talento para usar as palavras, provando que não existe idade para aprender, ou aprimorar as habilidades, já que, no auge dos seus vinte e sete anos é um dos concluintes do ensino médio neste ano, fato que comprova a tese de que não existe dificuldade maior que a solução&#8230;</p>
<p>O cara não é aquele esteriótipo de aluno bonzinho. Às vezes assusta pelos seus argumentos em sala, coloca o professor “contra a parede”, numa troca de ideias que só fazem crescer o lado humano e social da escola. Este meu aluno, com certeza, está sendo protagonista de sua própria história, ao contrário da maioria da juventude que se submete à passividade diante do império dos meios de comunicação que, no geral, mostram uma pseudo-realidade, aceita como verdade absoluta por muitos.</p>
<p>Aprendi e continuo aprendendo muito com o Sidney e com qualquer aluno que tenha a coragem de ser autêntico, mesmo quando o modelo de educação vigente tenta obrigá-lo a encaixar-se numa forma moral na qual devem ser moldados os ditos “alunos perfeitos”&#8230;</p>
<p>Já foi chamado de “mala sem alça” e eu concordo plenamente, se analisarmos pela perspectiva daqueles frustrados que não têm a coragem, nem a capacidade de ser engraçados, inteligentes e autênticos ao mesmo tempo&#8230; Mas se olharmos sob uma ótica desprovida de preconceitos e tabus que ainda pairam sobre a escola, veremos que ele é uma mala sim, pesadíssima para quem carrega o peso do orgulho de não admitir sua autenticidade&#8230; E o Sidão não precisa de alças, é capaz de carregar-se sozinho, pois a autenticidade torna-se leve para quem a assume e pesa toneladas para quem se julga melhor que o autêntico, buscando formas de subestimá-lo e projetar suas frustrações nos seus defeitos refletidos em outrem&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Fonte – Diocese de Caçador</strong></span></span></p>
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		<title>As voltas que a escola dá</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2010/02/as-voltas-que-a-escola-da.html</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 01:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Como já escrevi incontáveis e incansáveis vezes, a escola é um lugar de troca de experiências, foi lá que vivi, ou dei início às grandes transformações da minha vida e na vida de muitos de meus alunos&#8230; Certa vez, quando ainda trabalhava na escola Irmão Leo, uma aluna procurou-me para desabafar. Dizia que sua mãe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/sonho1.jpg"><img class="size-medium wp-image-591   alignleft" title="sonho1" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/sonho1-300x225.jpg" alt="" width="263" height="196" /></a> Como já escrevi incontáveis e incansáveis vezes, a escola é um lugar de troca de experiências, foi lá que vivi, ou dei início às grandes transformações da minha vida e na vida de muitos de meus alunos&#8230;</p>
<p>Certa vez, quando ainda trabalhava na escola Irmão Leo, uma aluna procurou-me para desabafar. Dizia que sua mãe estava com câncer, esta doença cruel, desumana e, infelizmente, hereditária que assola a humanidade há séculos e ainda não tem cura, a não ser que seja diagnosticada no início&#8230; Ouvi atentamente seu relato. Dizia que ela e seu irmão viviam um pelo outro e ambos para dar conforto aos últimos dias de vida de sua mãe&#8230; Estava quase desanimando, não sabia mais o que fazer&#8230; Arranjei forças na fé que herdei de minha mãe e proferi as as seguintes palavras que vieram lá do fundo do meu coração:<span id="more-590"></span></p>
<p>“Querida!&#8230; Não desanime!&#8230; Com tudo o que tem vivido, dedicado todo o tempo para ajudar seu irmão e sua mãe, você é uma vitoriosa. Comporte-se como tal&#8230; Os vitoriosos o são porque nunca desanimam&#8230;”</p>
<p>Como resposta, recebi um “abraço de urso” confortador para mim e para ela&#8230; Os anos passaram, sua mãe faleceu e nunca mais a vi, até que me convidaram para ajudar num retiro de jovens católicos no centro de formação João Paulo II&#8230; A essas alturas, o câncer já tinha levado também minha mãe, recebi muito apoio dos meus amigos, alunos ou não, naquele momento triste vivido por minha família&#8230;</p>
<p>Naquele retiro de jovens, não lembrei destes detalhes, só fiquei feliz em ver minha aluna ali, com seu irmão, tocando a vida e se tornando uma liderança no meio em que vivia, participando ativamente do encontro, trocando experiências e testemunhos de vida&#8230;</p>
<p>E por falar em testemunho, foi num destes que vivi mais uma grande emoção&#8230; Minha querida aluna dirige-se a frente para falar sua experiência de vida. Eu estava no último banco da capela e ouvia atentamente:</p>
<p>“Perdi minha mãe muito cedo&#8230; Vivemos eu e meu irmão, que tem suas limitações em virtude das sequelas da poliomielite, um pelo outro&#8230; E a pessoa que me deu força para continuar está aqui, lá no último banco&#8230; Né professor?&#8230;”
<p>Aquela foi uma das poucas situações de minha vida que me deixaram sem jeito&#8230; e ela continuou&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>“No momento que eu mais precisava, no auge de minha angústia, o meu professor abraçou-me e me disse: “Você é uma vitoriosa. Porte-se como tal.”&#8230; Aquelas palavras me acompanham até hoje e me dão força para continuar. Onde quer que eu vá, lembrarei sempre do meu professor e destas palavras que mudaram a minha vida&#8230;”</p>
<p>Regados pelas nossas lágrimas e pelos aplausos dos presentes, repetimos aquele abraço confortador que não era mais de professor para aluna, mas de dois grandes amigos. Seu irmão também foi incluído no abraço, com palavras de agradecimento&#8230;</p>
<p>Nas voltas que a educação dá, muitas vezes, não nos damos conta da importância que temos na vida dos nosso alunos e o quão transformadora pode ser uma atitude banal, tando para educandos quanto para educadores&#8230; Tanto eu quanto minha aluna, não temos mais o colo materno por perto, mas temos o calor confortador de um abraço mútuo que a escola “por acaso” proporcionou&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: xx-small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>Aos mestres da escola&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 03:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FExBzvNhB_4" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/FExBzvNhB_4"></embed></object></p>
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		<title>Eu já tentei</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 00:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[BBB]]></category>
		<category><![CDATA[Big Brother Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[  Eu tentei assistir ao BBB sem ter motivos para falar mal depois&#8230; Não consegui&#8230; Busquei entender o que se passa na cabeça de quinze desocupados que se submetem à clausura vigiada (e nada santa) em nome de um milhão e meio de reais&#8230; Motivo suficiente para roubar, enganar, mentir, jogar&#8230; Tudo isso, diante de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/bbb.jpg"><img class="size-medium wp-image-548  alignleft" title="bbb" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/bbb-300x226.jpg" alt="" width="233" height="181" /></a><br />
Eu tentei assistir ao BBB sem ter motivos para falar mal depois&#8230; Não consegui&#8230; Busquei entender o que se passa na cabeça de quinze desocupados que se submetem à clausura vigiada (e nada santa) em nome de um milhão e meio de reais&#8230; Motivo suficiente para roubar, enganar, mentir, jogar&#8230; Tudo isso, diante de milhões de telespectadores que se submetem à alienação do reinado da poderosa do “Plim!Plim!”, votando nos componentes do zoológico humano, gastando seu rico dinheirinho em ligações e pagando o prêmio do feliz ganhador, que além da grana, leva para casa o troféu moral da bestialidade humana do século vinte e um&#8230;<span id="more-547"></span></p>
<p style="text-align: left;"> “Mas vale a pena, por um milhão e meio de reais!”&#8230; Me dizia uma fã do “bestialit-show”&#8230; Concordo plenamente. Claro que vale a pena, principalmente quando se tem um cérebro “bostificado&#8221;, que só pensa em riquezas materiais e esquece dos valores morais e humanos&#8230; Dinheiro vem e vai com uma facilidade fugaz, porém uma vez perdidos os valores morais, dificilmente se recuperam. O problema é que, por conta destes programinhas xeretas, existe uma valorização exagerada da banalidade e do exibicionismo&#8230; Não consigo acreditar que uma pessoa realmente talentosa e inteligente, necessite exibir sua vida em todos os detalhes para toda uma nação televisiva&#8230;</p>
<p>O jeito é mudar de canal&#8230; Mas quando meus dedos passeiam pelo controle remoto encontram imitações piores ainda que o original: Ensaio do capitalismo selvagem através de uma disputa de lucros, pessoas trancadas e torturadas em nome do dinheiro&#8230; É! Parece que o negócio é desligar a TV e ligar o computador&#8230; Mas minha indignação ainda transparece através do teclado quando produzo estas palavras&#8230;</p>
<p> <br />
 Tentei&#8230; Tentei mesmo seguir o esteriótipo de professor que, segundo alguns entendidos é aquele que funciona: Tentei amarrar a cara ao entrar na sala de aula a fim de impor respeito, mas quando me deparei com um grupo de adolescentes e jovens ativos, ou querendo atuar de forma positiva no seu meio, meu coração percebeu que tratava-se de seres humanos, iguais a mim, precisavam e mereciam respeito&#8230;<br />
 Quando tento esquecer o sorriso e os abraços na escola, sempre tem alguém que pergunta: “O que houve, professor? Não está bem?”&#8230; Na verdade, não estarei bem toda vez que deixar de ser eu mesmo para seguir padrões ridículos impostos por algum mal-amado, que cultua a “psicologia do cagaço” na escola&#8230; A solução é dar ouvidos ao coração, pois quando o professor ensina com sentimentos, o aluno sente o que aprende e aprende o que sente&#8230; Afinal, tudo o que é emocionante é inesquecível&#8230;<br />
 Desiludido, tentei deixar de acreditar no amor, mas ao perceber que o amor transforma as pessoas, seja ele da forma que for, desisti de tentar&#8230; Só por amor, alguém atravessaria o país mais pobre das Américas e escavaria os escombros com as próprias mãos para salvar a esposa soterrada pela fúria da natureza&#8230; Só o amor levaria alguém, com diploma de medicina a renunciar toda a fortuna que isso a proporcionaria, criar uma instituição como a Pastoral da Criança, para cuidar dos valores mais sublimes da família, principalmente a vida dos pequeninos e morrer trabalhando na própria obra que continua, agora com mais afinco&#8230;<br />
 Para mim, só resta uma solução: Desistir&#8230; Parar de tentar obedecer aos padrões fétidos da humanidade desumana e seguir o coração da humanidade humana&#8230; Apesar do pleonasmo, penso que este seja um dos caminhos para a felicidade: ser autêntico&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes<br />
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<strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></p>
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		<title>Desfile de contrastes</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/09/desfile-de-contrastes.html</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[desfile]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Pátria]]></category>

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		<description><![CDATA[ Desde que me conheço por gente, vejo falar em desfiles do dia sete de setembro em homenagem à Pátria&#8230; É o dia em que todos se encontram na avenida principal para ver, ou apresentar-se, ao ar livre em homenagem à terra que os viu nascer. Começa sempre com aquela melodia maravilhosa de Francisco Manuel da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Desde que me conheço por gente, vejo falar em desfiles do dia sete de setembro em homenagem à Pátria&#8230; É o dia em que todos se encontram na avenida principal para ver, ou apresentar-se, ao ar livre em homenagem à terra que os viu nascer. Começa sempre com aquela melodia maravilhosa de Francisco Manuel da Silva que deu vida, ritmo e sentimento ao poema de Joaquim Ozório Duque Estrada&#8230; O hino Nacional, julgo ser um dos mais bem construídos textos poéticos de todos os tempos em Língua Portuguesa, fazendo aquilo que só os poetas e os cronistas mais abusados fazem: dar às palavras um sentido e um sentimento que a maioria dos seres ao seu redor não dariam, usando de recursos como as figuras de linguagem ou a inversão da ordem direta.<br />
 Porém, já faz cerca de três anos que não compareço nem para assistir, nem para desfilar&#8230; Depois que descobri o verdadeiro sentido da palavra Pátria: “O país onde nascemos, o torrão natal&#8230;”, de acordo com o dicionário Aurélio digital&#8230; Isso quer dizer que a minha Pátria não é a mesma de “los hermanos al rededor”, ao passo que eu amo esta terra, mas não preciso amar as fronteiras vizinhas, apesar de fazerem parte do mesmo continente e do mesmo planeta, e estarem repletas de seres humanos como eu e você&#8230;<br />
 Permitam-me discordar do Aurélio e de mim mesmo, já que me contradigo em relação a outros textos que escrevi com os olhos fechados pelo preconceito nacionalista. Sou brasileiro, agradeço a Deus por isso, amo meu país, me emociono cada vez que canto ou ouço o hino nacional que sei de cor e de coração, mas amo também a humanidade, sem acepção de cor raça, nacionalidade ou Pátria, afinal, um brasileiro não pode valer mais que um argentino ou estadosunidense, nem menos&#8230; As fronteiras são o resultado da bestialidade e do egoísmo humanos&#8230;</p>
<div id="attachment_471" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1425360198_5a802362c6.jpg"><img class="size-medium wp-image-471" title="Bandeira do mundo" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1425360198_5a802362c6-300x240.jpg" alt="Fonte: www.google.com.br" width="300" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: www.google.com.br</p></div>
<p> Está na hora de convencermos nossa consciência de que nossa Pátria é o planeta, e que devemos tratá-lo com amor e cuidado&#8230; Não era isso que eu via no final de cada desfile de sete de setembro, quando ainda participava: Latas e garrafas ao chão, guardanapos que só foram valorizados enquanto úteis para proteger as mãos da sujeira que se dirigia até a boca e depois eram descartados nas vias públicas&#8230; sujeira para cá, sujeira pra lá&#8230; Tudo isso depois de prestadas homenagens lindas e emocionantes à “Pátria amada mãe gentil”&#8230; Que mãe, por mais gentil que fosse, ficaria feliz com um tratamento desses?&#8230; Tiramos nossos filhos da cama muito cedo no feriado para levá-los até a avenida, expostos a todo tipo de intempérie, para vê-los desfilar só para termos o orgulho de dizer depois: “Olha, aquele é meu filho!&#8230;” Que lindo ver nossas crianças batendo o pé para aquelas gravatas infetas que compõem o palanque oficial, cheio de discursos bonitos, mas igualmente fétidos!&#8230; Que maravilha saber que, enquanto desfilamos e mostramos nosso amor incondicional à Pátria, milhões de pessoas passam fome ao redor do mundo, mas não nos interessa, pois não fazem parte desta faixa de terra que chamamos de nossa Pátria&#8230; Aliás, aqui também, muitas pessoas não têm o suficiente para manter uma alimentação digna e tudo o que fazemos é sentir pena e continuar a bater o pé na avenida, amando e idolatrando a terra, mas desprezando a maioria do povo que nela vive&#8230;<br />
 Porém, neste ano as crianças não precisaram ser obrigadas e desfilar na avenida que idolatra os contrastes sociais, somente as forças armadas e alguns outros segmentos. Ainda bem! Mas a intenção continua a mesma&#8230;<br />
 Infelizmente, a bandeira nacional e a Pátria só são lembradas nas solenidades oficiais e na Copa do mundo, no restante do tempo, a mãe gentil e o planeta são esquecidos e maltratados desumanamente pelos seres humanos&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes<br />
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Jornal Informe da tarde – O diário Regional</p>
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		<title>Integrando gerações</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/09/integrando-geracoes.html</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 02:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[integração]]></category>

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		<description><![CDATA[Demorei vinte e cinco anos para decidir o que queria da vida: ser educador, um ofício edificante tanto para mim quanto para qualquer pessoa que se envolve com a educação, seja ela professor, ou aluno. Naquela noite em que eu retirava meu histórico de ensino fundamental na Escola Básica Salgado Filho e o transladava até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Demorei vinte e cinco anos para decidir o que queria da vida: ser educador, um ofício edificante tanto para mim quanto para qualquer pessoa que se envolve com a educação, seja ela professor, ou aluno. Naquela noite em que eu retirava meu histórico de ensino fundamental na Escola Básica Salgado Filho e o transladava até a Escola Paulo Schieffler para matricular-me no curso de magistério, também sacramentava o que seria minha principal atividade até hoje, antes porém, cursei erroneamente, um ano de contabilidade que resultou em reprovação&#8230; Graças a Deus! Só assim tive a chance de cursar aquilo que me realizaria e hoje não consigo me ver, profissionalmente em outro lugar que não seja a sala de aula ou o computador, meu canal de ligação entre minhas ideias e o resto do mundo&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Terminei o magistério e iniciei um caso de amor pela educação pública, porém atuei por pouco tempo nas séries iniciais do ensino fundamental: alguns meses que formaram o alicerce do meu perfil de educador&#8230; Depois, enveredei-me para a área das letras: um mundo fascinante e envolvente que me fez conhecer e viajar pela história e os aspectos sintáticos, morfológicos e semânticos do idioma mais bonito do mundo, o bom e velho Português&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">E eis que nove anos depois, encontro-me com a professora Ema da Escola Esperança que nos brinda com a presença de duas turmas nas dependências da Escola Wanda Krieger Gomes, portanto, fazem parte da família. Esta professora, preocupada com uma melhor qualidade de ensino e com um melhor relacionamento pessoal entre seus alunos, convidou-me para fazer um trabalho envolvendo as duas turmas, regidas pelas professoras Ivone e Nelci, no âmbito do relacionamento humano&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Até hoje, não descobri nenhuma forma eficaz de se trabalhar com pessoas que não tenha distribuição de tarefas&#8230; Para dividir tarefas, é necessário uma equipe&#8230; Que equipe escolher?&#8230; Como devemos educar nossos alunos também para a cidadania, convidei meus pupilos do terceiro ano de ensino médio matutino para formar a equipe de trabalho&#8230; Durante três semanas, sem nenhum peso de consciência, “fugimos” do planejamento anual que todo professor faz, mas nem sempre cumpre, e nos dedicamos de corpo e alma a este projeto. Visitamos as turmas, construímos material, escolhemos dinâmicas e músicas de recreação&#8230; Tudo para que houvesse uma perfeita integração entre distintas gerações de alunos e duas diferentes redes de ensino: estadual e municipal.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-464" title="ProjetoIntegracao 061" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/ProjetoIntegracao-061-300x225.jpg" alt="ProjetoIntegracao 061" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Como tudo o que é novo e diferente, causamos polêmica e preocupação entre alunos e professores envolvidos, porém, como sempre, me surpreendi com o brilhante trabalho dos meus jovens&#8230; Foram além das expectativas, mostrando para quem quiser ver (principalmente os que não acreditavam) que é possível e necessária a convivência entre as diferenças&#8230; Claro que, metade do mérito é das crianças que foram a razão do nosso trabalho, mas o empenho dos alunos do terceirão e dos professores envolvidos foi fundamental para esta injeção de ânimo e de esperança para estas crianças que precisam ter uma perspectiva positiva para si e para a comunidade&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-466" title="ProjetoIntegracao 025" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/ProjetoIntegracao-025-300x225.jpg" alt="ProjetoIntegracao 025" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Desta forma, só resta agradecer ao empenho de toda a equipe que venceu este desafio através da ação, pois de boa vontade vestida de terno e gravata, inaugurando cascas de escola, está cheio por aí&#8230; A ação acontece mesmo é entre os jalecos e uniformes de alunos e professores que são a verdadeira base da educação e deveriam ser o primeiro destino dos investimentos&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><strong>www.cacador.net</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: none;"><strong>Jornal Informe da tarde – O diário Regional</strong></span></span></span></span></p>
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		<title>Preto, ou negro?</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/08/preto-ou-negro.html</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 03:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[conae]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Debatendo sobre o futuro da educação brasileira numa iniciativa inédita, contemplando profissionais, alunos e pais, chamada CONAE (conselho nacional de educação), na instância regional, nos deparamos, num dos itens, com uma palavra que gerou polêmica: “Preto”, referindo-se aos negros&#8230; Houve uma ampla discussão para decidir se esta palavra seria substituída por “negro”, ou afro-descendentes, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Debatendo sobre o futuro da educação brasileira numa iniciativa inédita, contemplando profissionais, alunos e pais, chamada CONAE (conselho nacional de educação), na instância regional, nos deparamos, num dos itens, com uma palavra que gerou polêmica: “Preto”, referindo-se aos negros&#8230; Houve uma ampla discussão para decidir se esta palavra seria substituída por “negro”, ou afro-descendentes, para ser politicamente correto</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Pois bem, se classificarmos por cor, não existem pessoas brancas ou pretas, ou eu sou daltônico, pois observando no espelho, vejo-me bege, com exceção dos olhos e cabelos, cujos fios castanhos estão sendo vagarosamente substituídos pelos brancos&#8230; E aqueles que a sociedade chama de preto, na grande maioria são marrons&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Se o foco for metáfora, então os brancos são cor de papinha e os negros, cor da terra&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Porém, se formos enveredar para o rumo do “politicamente correto”, os negros serão afro-descendentes&#8230; Simples&#8230; O difícil será classificar os brancos, já que existem várias origens da mesma cor: Luso-descendentes, ítalo-descendentes e assim por diante&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Existem muitos movimentos em favor do respeito às diferenças, sejam elas de cor, raça, nacionalidade, étnica, social, religiosa, política e uma infinidade de outras que só o bicho-homem foi capaz de criar. Inclusive, a constituição nos garante no artigo 5º: <em>“Todos são iguais perante a lei”</em>&#8230; Mas como diz a canção <em>“Uns mais iguais que os outros”</em>&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">No entanto, existe um certo exagero quanto aos termos, que por si só, não resolvem o problema da discriminação e do preconceito&#8230; Se chamarmos qualquer pessoa com deficiência de <em>“portador de necessidades especiais”</em>, ela não vai deixar de ser deficiente, não será curada da cegueira, da surdez, da paraplexia, ou de qualquer outra deficiência&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Portanto, se chamarmos um camarada de <em>“afro-descendente”</em> não o fará deixar de ser negro, da mesma forma, se me chamarem de <em>“luso-descendente”</em>, não mudarei de cor, continuarei sendo cor de mingau e descendente de portugueses até o fim dos meus dias.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">O grande contrassenso aqui é o comportamento social, o desprezo e a discriminação aos “diferentes”&#8230; Aliás, diferentes na visão de quem?&#8230; Caro leitor, cara leitora, se você olhar com atenção, ao vivo, verá em mim, muitas diferenças em relação a você e eu perceberei o mesmo quanto a sua pessoa. Mas em algo, temos semelhança: somos seres humanos e como tal, merecemos respeito mútuo na visão ética, social e na constituição&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Então, não é uma palavra nem o conjunto delas compondo termos bonitos que vaio acabar com a bestialidade do preconceito humano, mas sim as atitudes e elas devem brotar do coração, do contrário, só estaremos mascarando um problema milenar entre os seres humanos que ainda julgam-se uns melhores que os outros, quando na verdade, como dizia minha mãe: <em>“Virou no avesso é tudo a mesma coisa”&#8230;</em></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Mas, e o texto do CONAE?</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Virou e mexeu, continuou preto mesmo&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><strong>www.cacador.net</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="TEXT-DECORATION: none"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></span></span></p>
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		<title>O abraço proibido</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 05:51:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[abraço]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[ Quem não gosta de um abraço?&#8230; Mas não aquele abraço de quem não quer abraçar, meio de lado, de compadre. Estou falando de abraço mesmo, de corpo inteiro&#8230; Abraço de urso, compartilhado, fraterno, confortante até&#8230; Quem não gosta de dar e receber abraços?&#8230; Eu gosto, aliás é muito difícil viver sem&#8230; Tem gente que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_453" class="wp-caption aligncenter" style="width: 198px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/escoteiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-453" title="Imagem: www.google.com.br" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/escoteiro-188x300.jpg" alt="Imagem: www.google.com.br" width="188" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: www.google.com.br</p></div>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> Quem não gosta de um abraço?&#8230; Mas não aquele abraço de quem não quer abraçar, meio de lado, de compadre. Estou falando de abraço mesmo, de corpo inteiro&#8230; <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/11/abraco-de-urso.html" target="_blank">Abraço de urso</a>, compartilhado, fraterno, confortante até&#8230; Quem não gosta de dar e receber abraços?&#8230; Eu gosto, aliás é muito difícil viver sem&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Tem gente que não tem coragem de abraçar, não aprendeu em casa, nunca viu um abraço de verdade, por isso não o pratica. Lamentável!&#8230; O abraço pode curar muitas doenças da alma. O abraço amigo nas horas desafortunadas da vida, o abraço de pai e de mãe pra filho, de irmãos, da reconciliação, do perdão, da celebração, do amor&#8230; O abraço apaixonado, ousado, porém não menos fraterno&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Desde que me tornei professor, pratico a terapia do abraço com meus alunos e, tenho certeza que os conheço melhor por isso, afinal, um abraço revela muito da personalidade e eles sentem-se mais próximos e confiantes em relação a minha pessoa, pelo menos a maioria. Nos amamos como seres humanos e não apenas como educador e educando&#8230; Porém, como tem aqueles alunos que já vêm ao meu encontro de braços abertos, têm aqueles que rejeitam o ato de abraçar durante todo o ano letivo. Infelizmente, nem todos entendem as intenções de um “abraçador” despretensioso.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Por muitas vezes, tentaram proibir o meu abraço na escola, fui duramente criticado e aconselhado a cuidar quem e como abraçar, sob o pretexto de não ser compreendido por algumas alunas que poderiam distorcer as intenções&#8230; Felizmente, nunca tive problemas em relação a isto com alunas adolescentes, o meu problema maior é com adultos “bem resolvidos” que enxergam chifres em cabeça de cavalo, julgam o ato sem ter conhecimento do contexto&#8230; Existem pessoas que preferem condenar os outros a renderem-se ao abraço: um ato simples que revela uma pessoa humilde e sincera diante dos demais&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Mas agora, finalmente fui derrotado. Meu abraço está proibido, aliás o meu só não, o de todos&#8230; E não foi direção de escola, chefia imediata, colegas, ou qualquer outra pessoa mal-amada que fez tamanha atrocidade com os seres humanos. Foi um ser minúsculo, invisível, terrível e desumano que tem nome e sobrenome: H1N1&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Por causa da presença deste intruso microscópico, estamos proibidos de manifestar carinho. Cumprimento, só de longe e quando pegar na mão, lavá-la imediatamente com água e sabão e desinfetá-la com álcool gel. Demonstrações de carinho viraram falta de higiene e risco para a saúde&#8230; Até o abraço da paz está proibido nas Igrejas&#8230; Nem a Paz de Jesus escapou da Influenza A.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Algumas pessoas dizem, e isto tem fundamento, que trata-se de mais uma doença fabricada pelo capitalismo para obter algum tipo de lucro brincando com a vida das pessoas, como aconteceu com a AIDS e com o vírus ebola. Na verdade, se foi ou não fabricada, neste momento não influencia em nada as consequências. A verdade é que existem pessoas perdendo a vida, aliás o número parece ser muito maior que o divulgado, e o remédio para este mal está patenteado por algumas empresas e só elas podem comercializá-lo&#8230; Coisa de capitalismo selvagem&#8230; Por hora, devemos guardar as demonstrações de carinho e amor para um momento mais oportuno e saudável, quando enfim receberemos a carta de alforria para o abraço.</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><span style="TEXT-DECORATION: none"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></span></span></span></p>
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