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	<title>Márcio Goes &#187; Educação</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Vadios</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 22:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/vadios.html' addthis:title='Vadios '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Durante nossa greve, semana passada estivemos mobilizados no início de uma certa noite, no semáforo da parte baixa da Avenida Barão do Rio Branco&#8230; Acompanhavam-nos faixas e cartazes expondo nossa indignação frente às atitudes de um governo estadual que não quer cumprir uma lei federal, fato que já constitui uma ilegalidade daqueles que deveriam lutar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/vadios.html' addthis:title='Vadios '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Durante nossa greve, semana passada estivemos mobilizados no início de uma certa noite, no semáforo da parte baixa da Avenida Barão do Rio Branco&#8230; Acompanhavam-nos faixas e cartazes expondo nossa indignação frente às atitudes de um governo estadual que não quer cumprir uma lei federal, fato que já constitui uma ilegalidade daqueles que deveriam lutar pelo cumprimento da lei, afinal foram eleitos pelo povo para representá-lo e defender seus princípios&#8230; Porém, existem outros interesses que precisam ser atendidos primeiro, principalmente daqueles que injetaram dinheiro, na maioria das vezes de procedência duvidosa, na campanha daquele que já foi eleito “colombo” quente e obediente aos princípios do capitalismo que financiou seu pleito&#8230;</p>
<p>Lá estávamos nós, fazendo nossa parte, “botando a cara na rua”,pedindo que se cumprisse a lei&#8230; Muitos populares se aproximavam,alguns solidários à luta, outros de cara feia, afinal interrompíamos o caminho dos conformados&#8230; Virei-me, por um momento para trás e, por entre a vitrina de uma loja infantil que tem nome de bruxa, entre os manequins e mostruários, vi uma moça bonita, certamente vendedora, balbuciava algo de forma a deixar dúvidas sobre o fato de querer ser ouvida&#8230; Mas pude ler claramente em seus lábios: V a d i o s&#8230;</p>
<p>Pois bem, sou um vadio que passou a infância e adolescência numa família que precisava lutar diuturnamente pela sobrevivência até que um de seus filhos, após ser explorado num chão de fábrica, resolve abraçar a profissão que julgava a mais importante e digna de todas: Professor&#8230;</p>
<p>Sou um vadio que estudou todo o ensino fundamental em escola pública, tendo que juntar as moedinhas para comprar os materiais e livros didáticos que, na época, não eram fornecidos pelo governo&#8230; Alfabetizado pela própria mãe e complementado pelas cartilhas: Barquinho Amarelo, O menino azul e o livro: Português Dinâmico de quinta a oitava séries&#8230;</p>
<p>Sou um honorável vadio que cursou, com a mesma dificuldade, o magistério: quatro anos  e meio de ensino médio me preparando para ser professor das séries iniciais&#8230; Aprendi lá, muita coisa que nem mesmo a faculdade me ensinou&#8230;
<p>Este que vos escreve, é um digníssimo vadio, beneficiário do artigo 170, única opção para os menos abastados cursarem  uma graduação no início dos anos 2000, ainda assim, com direito a apenas trinta por cento de desconto no valor das mensalidades&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>Mas, a partir da primeira fase do curso de letras, sou um vadio, orgulhosamente atuante em sala de aula, com um infeliz intervalo de dois anos num cargo de confiança, que só me despertou desconfiança perante a politicagem que ainda impera nos bastidores desta política que só dá poder a quem já é poderoso e empobrece quem já é pobre&#8230;</p>
<p>Desde que me tornei educador, sou um vadio que trabalha quarenta horas semanais para garantir uma remuneração que não representa nem a metade daquilo que outros profissionais com o mesmo nível de graduação contemplam em seus contracheques&#8230;</p>
<p>Sou um magnífico vadio que investiu numa pós-graduação que me deu o título de especialista em análise e produção de texto, a fim de ajudar meus amados alunos a descobrirem o escritor em potencial que existe em cada um deles&#8230; Sou vadio do tipo que mostra a cara na rua e na capa do jornal com um único propósito: Dar uma aula de cidadania, com a ajuda de muitos companheiros que ainda alimentam o sonho de uma escola pública de qualidade&#8230;</p>
<p>Este magnífico escritor meia-boca encerra com um recado para esta querida vendedora, extensivo a todos que ainda nos incluem o adjetivo “vadio”: Se você tem um emprego digno hoje, se sabe se expressar a ponto de ser vendedora e ter vocabulário suficiente para convencer o cliente da qualidade daquilo se propõe a vender&#8230; Enfim, se você é uma cidadã de bem, entre outros, é graças aos vadios como eu que passaram pela sua vida quando esteve em sala de aula&#8230;</p>
<p>Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>Saudade dos oitenta</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 09:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[anos 8o]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/11/saudade-dos-oitenta.html' addthis:title='Saudade dos oitenta '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Na década de oitenta do século vinte, pisei pela primeira vez numa sala de aula e dali pra frente a escola pública se tornou proprietária do maior tempo útil da minha vida&#8230; Quanta diferença com o passar dos tempos&#8230; Sou da geração que começavam as aulas no dia primeiro de março, julho era todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/11/saudade-dos-oitenta.html' addthis:title='Saudade dos oitenta '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p> </p>
<p>Na década de oitenta do século vinte, pisei pela primeira vez numa sala de aula e dali pra frente a escola pública se tornou proprietária do maior tempo útil da minha vida&#8230; Quanta diferença com o passar dos tempos&#8230;</p>
<p>Sou da geração que começavam as aulas no dia primeiro de março, julho era todo férias e no dia primeiro de dezembro estávamos todos em casa, com ou sem exames finais. Não se ouvia falar da obrigatoriedade de duzentos e poucos dias letivos, nem no fato de se inventar cinquenta e poucos tipos de eventos aos sábados para completar a carga horária&#8230; Fui alfabetizado pela minha mãe, o barquinho amarelo e o menino azul: métodos já em desuso graças a Freud, Piaget e Vigotski&#8230;</p>
<p>Desde pequeno já acompanhava o descaso com a educação pública, principalmente na valorização do profissional&#8230; Vi o primário e o ginásio se tornarem primeiro grau e depois, ensino fundamental; o colegial se transformar em segundo grau e, por fim, ensino médio, sempre mantendo a essência e a luta por uma educação pública de qualidade. Fui presidente de grêmio estudantil, estive presente nas lutas pelos direitos dos estudantes&#8230; Só faltou eu ser preso, ou exilado. Neste caso poderia pleitear a presidência da república&#8230;</p>
<p>E eis que o destino me trouxe de volta a sala de aula compondo o corpo docente efetivo da rede pública estadual de Santa Catarina&#8230; Nunca vi grandes avanços naquela educação que tive, como aluno, nos anos oitenta, a única diferença é que, hoje, o professor tem menos autoridade e mais responsabilidades sobre a vida e a formação de seus alunos, mais até que a própria família. Fazemos papel de pai, mãe, psicólogo, enfermeiro, confessor, irmão mais velho, conselheiro&#8230; Ou seja, somos multifuncionais por um salário composto metade por abono que é ilegalmente furtado durante qualquer tipo de licença que o profissional da educação precise, ou resolva usufruir&#8230;</p>
<p>Como se não bastasse, o estado demora a despertar para o ensino fundamental de nove anos, nos obrigando a mendigar aulas por aí, já que não será possível abrir turmas de quinta série, nem de sexto ano no próximo ano letivo, causando um efeito dominó que trará efeitos colaterais por, no mínimo quatro anos&#8230; Nem o “Silveirinha”, nem o “Pinho”, tampouco o “Pavão Misterioso” resolveram este problema. Agora me chega um cara “Co lombo” quente, acompanhado, de novo pelo “Pinho”, defendendo os mesmos interesses capitalistas dos outros dois, fato que me faz pensar se ainda existe alguma esperança de progresso na educação como um todo&#8230; Porém, duma coisa tenho certeza: Continuaremos vendo cascas de escolas, lindas e vazias sendo construídas e inauguradas, alimentando uma educação de vitrine que dá voto, mas não melhora em nada a vida dos estudantes e dos profissionais, nem a qualidade de ensino&#8230;</p>
<p>Mas a gota d&#8217;água veio pela voz dos ilustríssimos que inventaram que quinta série equivale ao quinto ano, o que não é verdade, pois o primeiro ano substituiu o pré-escolar, de modo que o quinto ano equivale a quarta série&#8230; Só estão querendo, pela falta de noções matemáticas, que o nosso aluno retroceda um ano, o que é ilegal&#8230; Mas para corrigir um absurdo, criou-se outro: o aluno de quinta série, teoricamente, não poderá ser reprovado, pois não existirá nenhuma turma equivalente na rede estadual no próximo ano letivo&#8230; E aí ocorre o efeito dominó de novo&#8230; Ou seja, por no mínimo quatro anos, corremos o risco de ter que “empurrar” alguns alunos não aptos pelo resto do ensino fundamental, acionando uma bomba relógio que há de explodir lá no ensino médio e, em menos de uma década denegrir totalmente o ENEM&#8230;</p>
<p>Queira Deus que eu esteja errado, mas pelo caminho que se desenha, estamos rumo ao caos da educação pública&#8230; Que saudades dos anos oitenta!&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;" lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="mailto:jornalinformediario@blogspot.com"><span style="font-size: xx-small;">jornalinformediario@blogspot.com</span></a></span></span></p>
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		<title>Saber não saber</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 03:44:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[encontro marcado]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/09/saber-nao-saber.html' addthis:title='Saber não saber '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  (Parafraseando Alcides Buss)   Sabemos que urge a necessidade de melhorias na escola pública estadual&#8230; Não sabemos, porém que estas melhorias devem ser na qualidade de ensino, não apenas nas edificações lindas, porém com estrutura precária e vazias, construídas para apresentar uma educação de vitrine e iludir o povo&#8230; Sabemos que fomos iludidos por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/09/saber-nao-saber.html' addthis:title='Saber não saber '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p> </p>
<p><strong><span style="color: #800000;"></span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(Parafraseando Alcides Buss)</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que urge a necessidade de melhorias na escola pública estadual&#8230; Não sabemos, porém que estas melhorias devem ser na qualidade de ensino, não apenas nas edificações lindas, porém com estrutura precária e vazias, construídas para apresentar uma educação de vitrine e iludir o povo&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que fomos iludidos por promessas vãs proferidas por excelentíssimos que, nem sempre têm a verdadeira intenção de ajudar o povo a resolver seus problemas mais básicos e arcaicos&#8230; Não sabemos, porém deixar de votar naqueles que continuam desviando verba pública e rindo da nossa cara a cada pleito conquistado&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que o projeto “Encontro Marcado” é algo altamente proveitoso para professores e alunos que têm a oportunidade ímpar de trocar ideias com escritores catarinenses “ao vivo e em cores”&#8230; Não sabemos, porém, que nossos alunos mobilizam-se da melhor forma possível para acompanhar e contextualizar as obras de cada escritor convidado, mesmo não tendo seus trabalhos expostos no dia do evento&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que nossos jovens vibram com o uso das tecnologias e produzem vídeos em homenagem ao escritor&#8230; Não sabemos, porém que imprevistos acontecem e que, ocasionalmente, o arquivo pode não abrir em qualquer computador, visto que a obsolescência exige que cada versão mate a anterior&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que todo esforço é válido na busca do conhecimento e da melhor qualidade na educação&#8230; Não sabemos, porém, valorizar esse esforço com a motivação necessária e merecida, mesmo quando nem tudo acaba bem&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que o Wandão é a única escola que participou de todas as edições do “Encontro Marcado”, desde a primeira, quando ainda era extensão do Irmão Leo&#8230; Não sabemos porém, incluir o nome: “Wanda Krieger Gomes” nas imagens do evento do ano passado, quando Fábio Brugemann esteve presente no maior evento deste educandário, mobilizando toda a escola e a comunidade&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos deste acontecimento, sabemos que o escritor esteve lá&#8230; Não sabemos, no entanto destacar este fato no vídeo de apresentação, restringindo-se apenas a três ou quatro fotos misturadas com as de outra escola&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que a presença de um escritor em nossa cidade é um acontecimento histórico e edificante para alunos, professores e todos aqueles que amam a cultura e as artes&#8230; Não sabemos, porém, dar o devido destaque nos órgãos de imprensa nem nas próprias escolas envolvidas&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que Alcides Buss, convidado deste ano, é um poeta que gosta de ser chamado simplesmente de “escritor” e escreve por amor às letras&#8230; Não sabemos, porém ser leitores que retribuem este amor quando não deixamos os outros retribuírem da forma como prepararam, sem máscaras, ou retoques&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que somos escola pública, porém não sabemos ser escola, tampouco pública&#8230; Sabemos que projetos coletivos trazem muito mais resultados que as cadeiras individualistas de chapa de compensado da sala de aula&#8230; Entretanto, não sabemos fazer projeto, nem sabemos ser coletivo&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que nosso aluno produz música a partir da poesia&#8230; Não sabemos, porém o que é cantar um poema, não sabemos, nem mesmo quem é nosso aluno&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Sabemos que somos gente e as pessoas ao nosso redor também, porém não sabemos quem somos nem sabemos quem são aqueles que nos rodeiam&#8230; Não sabemos ser gente&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western" lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
<p class="western"><strong><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><span lang="pt-BR"><a href="mailto:jornalinformediario@blogspot.com">jornalinformediario@blogspot.com</a></span></span></span></strong></p>
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		<title>A professorinha</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 02:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/09/a-professorinha.html' addthis:title='A professorinha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Era uma vez uma escola quase tradicional, quase moderna e o meio termo ficava por conta do tratamento dado aos seus alunos, que cresciam em sabedoria e graça, às custas de muita exigência através da “psicologia do cagaço”&#8230; Naquela escola, problemas do cotidiano, principalmente os comportamentais eram facilmente resolvidos no grito e no chingamento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/09/a-professorinha.html' addthis:title='A professorinha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p> </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Era uma vez uma escola quase tradicional, quase moderna e o meio termo ficava por conta do tratamento dado aos seus alunos, que cresciam em sabedoria e graça, às custas de muita exigência através da “psicologia do cagaço”&#8230; Naquela escola, problemas do cotidiano, principalmente os comportamentais eram facilmente resolvidos no grito e no chingamento. Os alunos já estavam convencidos de que eram uns “retardados” e não conseguiam aprender nada direito&#8230; Acomodaram-se e passaram a ter o mesmo comportamento com os colegas e professores. Mas tudo ficava em paz depois de alguns chingamentos por parte dos gestores, mesmo que este processo precisasse ser repetido diversas vezes durante o dia para manter a paz e a harmonia naquele renomado e bem conceituado educandário público&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E eis que foi trabalhar naquela escola, uma professorinha jovem, universitária, cheia de novas ideias e boas intenções. Fazia um curso superior de Artes Visuais por dois motivos: Amor às artes e amor à educação. Ao ser apresentada para a direção, ela que aparentava menos idade do que tinha, foi olhada da cabeça aos pés pela gestora que lhe perguntou: “Tem certeza de que vai dar conta?”&#8230; Sua resposta, apesar da pergunta humilhante, foi positiva, afinal, estava cheia de novas ideias para pôr em prática, sonhava com cada trabalho, planejava cada aula, mesmo antes de ser contratada&#8230; A diretora, meio ressabiada, aceitou a professorinha e encaminhou a papelada para o contrato temporário para cobrir uma licença&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E eis que a professorinha começou a trabalhar&#8230; Na primeira turma que entrou, foi calorosamente recebida, a maioria dos alunos fez as atividades propostas com louvores. Estava realizada, era aquilo mesmo que queria para sua profissão. Sentia-se feliz&#8230; Já na segunda turma, foi preciso a interferência do setor pedagógico que resolveu o problema no “cagacionismo”. A professorinha assustou-se, ficou com a voz daquela mulher zunindo na bigorna, imaginando que os alunos deveriam estar sentindo o mesmo&#8230; Naquela turma, não conseguiu realizar um trabalho satisfatório, não foi respeitada pelos alunos por não usar de chingamentos e ameaças. Queria propagar o amor as artes, não lhe agradava deixar as crianças fazendo um desenho “nadavê” só para mantê-las ocupadas e em silêncio. Mas era somente isso que dava resultado, aliás, resultado só para a comodidade do professor, pois os alunos, após alguns gritos, permaneciam quietinhos, comportadinhos e vazios&#8230; Vazios de conhecimento, aprendizado e de exemplos&#8230; A professorinha agora entendia a razão de tanta rebeldia daquelas crianças, elas só estavam retribuindo o tratamento “vip” a elas dispensados e seria quase impossível consertar vários anos de estrago em apenas três meses de trabalho.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E eis que a professorinha pediu ajuda&#8230; Mas também usaram a “psicologia do cagaço” com ela. “Esses alunos são assim mesmo, se mostrar os dentes, eles tomam conta”&#8230; Dizia a diretora: “Tem que entrar na sala de cara amarrada e ser bem ruim com eles”&#8230; Mas a professorinha ainda acreditava que poderia mudar aquela situação&#8230; Sei lá!&#8230; Fazer alguma coisa por estas crianças que só serviam para os poderosos comprovarem seu poder através das ameaças&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Ao terminar o turno, um aluno apontou para a professorinha e disse: “amanhã vamos fazer esta professora chorar”&#8230; E eis que no dia seguinte, a professorinha chorou&#8230; Chorou indignada, chorou desconsolada, chorou por não poder fazer nada por aqueles seres humanos que já tão cedo estavam calejados pelas agressões morais&#8230; A professorinha então desistiu. Não teve mais forças para lutar contra um estrago causado desde o primeiro dia do primeiro ano de escola daquelas crianças&#8230; E eis que contrataram outra substituta que seguia feliz, dando desenho para passar o tempo e mantendo a ordem da desordem de uma escola que só dá apoio ao professor, quando utiliza o método do “cagacionismo”&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Era uma vez uma escola&#8230;</p>
<p class="western" style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;" lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><span lang="pt-BR">jornalinformediario.blogspot.com</span></span></span></strong></p>
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		<title>Até quando seremos ignorados?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 03:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[rede estadual]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/07/ate-quando-seremos-ignorados.html' addthis:title='Até quando seremos ignorados? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O texto a seguir é dos professores da Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti, Caçador, SC. Porém, faço minhas as palavras deles e me solidarizo inteiramente com a causa já que trata-se de assuntos de interesse de todos nós, professores da rede estadual de Santa Catarina. A seguir, o texto na íntegra: ATÉ QUANDO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/07/ate-quando-seremos-ignorados.html' addthis:title='Até quando seremos ignorados? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><span style="color: #ff0000;">O texto a seguir é dos professores da Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti, Caçador, SC. Porém, faço minhas as palavras deles e me solidarizo inteiramente com a causa já que trata-se de assuntos de interesse de todos nós, professores da rede estadual de Santa Catarina.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">A seguir, o texto na íntegra:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>ATÉ QUANDO SEREMOS IGNORADOS?</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Numa sociedade democrática, pensar a educação e traçar suas diretrizes não pode ser privilégio de um pequeno grupo, deve ser o resultado de um amplo debate, envolvendo todos os agentes envolvidos no processo. No entanto, o que nós, professores, estamos vivenciando aqui na rede estadual de Santa Catarina é uma situação extremamente preocupante. Parece que nós, professores, somos sujeitos tornados objetos, colocados fora do processo histórico, fragmentados em nossa humanidade, retalhados, sufocados numa prática pedagógica contraditória, destituída do diálogo, como se fôssemos incapazes de pensar e tomar decisões.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Senão vejamos: </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O processo pedagógico de ensino e aprendizagem recebe pouca atenção e fica sob a responsabilidade de cada professor isolado em sua disciplina, em sua sala de aula. O que importa ao poder público não é discutir conteúdo, currículo&#8230; Importa o número de aprovação/reprovação. Quer dizer aprovação, número, quantidade, pois isso é o que dá legitimidade às ações governamentais. E a qualidade? Existe o louvável esforço de incluir no ensino regular os alunos com necessidades especiais e, dentro dos limites, estamos tendo sucesso nesse trabalho. E como fica a situação dos demais alunos da escola pública, uma vez que ao concluírem o ensino médio apresentam evidentes desvantagens em relação aos alunos da rede particular e, portanto, ficam excluídos das universidades públicas, dos bons empregos&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O ensino fundamental de 9 anos foi implantado de forma estranha. Resultado: criou-se um vácuo na seriação. Este ano (2010) não tem 5° ano. No próximo ano (2011) não haverá 6° ano. Diante do fato, o que vai acontecer com a carga horária dos professores efetivos numa escola, como a nossa, onde funcionam cinco quintas séries? Talvez a solução seja remanejar&#8230; Mas remanejar para onde se o fato ocorrerá em todas as escolas estaduais? E onde irão estudar os alunos dos 6º anos oriundos de escolas municipais? Ficarão sem estudar um ano, uma vez que a rede municipal não tem estrutura para absorver esses estudantes? Não seria o caso de se ter bom senso, e havendo a demanda, serem abertas turmas de 6º ano nas escolas da rede estadual? O que nos deixa intrigados é como as redes particulares e a rede municipal fizeram com tranqüilidade a transição dos 8 para os 9 anos sem deixar nenhum vácuo na seriação!&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Outra grave implicação do citado vácuo na seriação diz respeito à aprovação automática, que já foi implantada em algumas séries dos primeiros anos do ensino fundamental. Isso significa que o aluno, independente do que aprendeu ou não, será aprovado. Nós, professores, nos sentimos cada vez mais amarrados frente a tantas leis criadas para defender direitos de crianças e adolescentes, mas que esquecem de mencionar que, para cada direito conquistado, existe um dever a ser cumprido. E agora ainda por cima, não pode reprovar. Que motivação o aluno vai ter para se dedicar aos estudos, se sabe de antemão que independente do que fizer será aprovado? Como vamos cobrar posturas adequadas? Como vamos forjar o caráter da justiça baseado no princípio de que para cada ato existe uma consequência? E frente à complexidade do assunto, é insustentável o argumento de que isso tem a ver com a competência do professor (salvaguardadas as exceções), pois apesar do descaso como somos tratados, buscamos incessantemente estudar, planejar e tornar as aulas atrativas e com qualidade. E mesmo que fosse o caso, por que não implantam a aprovação automática na USP onde estão os melhores professores do Brasil? Fica claro que aprovação automática não tem nada a ver com qualidade&#8230; </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Nas primeiras séries do ensino fundamental foi decretado que avaliação deve ser descritiva. Em plena era da informatização em que os signos são cada vez mais condensados, preenchem-se folhas e mais folhas, com informações repetitivas, que ninguém, além do professor, irá ler, uma vez que a maioria dos pais não consegue interpretar os tais descritores</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong> </strong></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">de cada disciplina. Para que sufocar o professor com tanto trabalho inútil? A avaliação expressa em números é absolutamente clara e transparente, acessível à leitura de qualquer cidadão. Não seria uma forma de mascarar a “real” qualidade da educação de nossa rede estadual? Não seria mais inteligente e “produtivo” que, ao invés de preencher papéis, nós, professores, tivéssemos um processo de formação permanente onde os tais descritores fossem compreendidos e incorporados à nossa prática pedagógica?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Até ano passado, no ensino médio, o aluno reprovado em duas disciplinas poderia frequentar a série seguinte e fazer dependência para ser aprovado nas referidas disciplinas. Então, por decreto, o direito à dependência estendeu-se para as 7ª e 8ª séries. Bem, a escola está gerenciando o efetivo problema criado por tais dependências. Não há espaço físico para todos estes alunos frequentarem aulas no contraturno. Então, por decreto, novamente, acabaram-se as dependências! E os alunos que a freqüentam, deverão terminá-la até a metade do ano. Mais uma vez, decisão tomada e nenhum professor consultado. Mudaram-se as regras no meio do jogo (quer dizer, no meio do ano letivo). Por quê? Ninguém até agora apresentou uma justificativa convincente. Se é assim, por que, nós, professores, pensamos o processo pedagógico, elaboramos PPP e fazemos planejamento? Fica cada vez mais óbvio que tudo isso é perda de tempo. De uma hora para a outra as regras são outras e todo o trabalho que fizemos perde a validade&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O aluno que não atingiu média suficiente tem direito à recuperação paralela. Entende-se como recuperação paralela a revisão de prova e um reforço do conteúdo não apreendido. Isso feito com todos os alunos no tempo normal das aulas. Mas o resultado não está sendo satisfatório, apregoam os especialistas. Então vamos mudar! A partir de agora é assim: o aluno estuda o conteúdo, não atingiu a média; faz recuperação paralela, faz nova prova. Ah, mas ainda não atingiu? Mais uma chance, é claro! Vem à tarde, no contraturno, pois o professor estará ali para dar aulas particulares. Afinal para que servem as horas atividades? Lógico, não é para nós nos prepararmos para ministrar aulas de qualidade, ler, estudar, fazer avaliações e correções inerentes ao processo pedagógico. Pouco importa o conjunto! É preciso recuperar, recuperar, recuperar&#8230; E alguns ainda têm a audácia de exigir que a hora atividade deve ser cumprida exclusivamente na escola! Como conseqüência se instaura a política educacional do faz de conta. Como podemos aproveitar bem a tal de hora atividade em escolas que têm um computador para 40 professores, uma biblioteca sempre movimentada, uma sala de professores sem nenhuma possibilidade de concentração e barulho, muito barulho. Depois de nos submeter a essa prova insana, voltamos para casa, vamos à nossa biblioteca particular, ao nosso computador, ao nosso silêncio e fazemos todo o trabalho que não foi possível realizar nas horas atividades, inclusive nos finais de semana! Somos heróis da resistência? Até quando? Não é de se admirar que Santa Catarina deixou de ter a melhor educação do Brasil, segundo resultado do IDEB de 2009.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Não estamos aqui afirmando categoricamente que todas essas políticas estejam totalmente equivocadas. O Problema é que elas não levam em consideração a realidade da escola pública catarinense. O processo de recuperação paralela proposto seria pertinente numa escola que funcionasse apenas por um turno (pela manhã) e os professores fossem contratados por 40 horas, sendo que na parte da manhã ministrassem as aulas e à tarde cumprissem a hora atividade, ficando à disposição dos alunos para desenvolver projetos, fazer reforço escolar e recuperação, com espaço físico adequado e material didático suficiente. Mas a realidade não é essa! Especialistas que baixam tais decretos desconhecem o que é o chão da sala de aula com todas as mazelas, violência, desinteresse e por vezes a solidariedade e a genialidade que brotam mesmo num terreno tão hostil. Isso sem falar na superlotação de alunos e na precariedade do espaço físico! São as contradições sociais que ganham contorno no ambiente escolar e, inevitavelmente, se confrontam. E o professor mediador precisa dar conta do seu conteúdo, educar (porque, em muitos casos, já foi o tempo em que educação vinha de casa) e recuperar o que as outras instituições sociais não deram conta&#8230; </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Então fica a dúvida: o poder público acredita que nós faremos o “milagre”, ou simplesmente não confia em nós e por isso sequer ouve a nossa opinião, nem faz uma leitura crítica da realidade das escolas públicas. O que esperamos do poder público catarinense? Esperamos que tenha discernimento para compreender, respeitar e apoiar a multiplicidade de experiências pedagógicas realizadas em nossas escolas, que saiba conviver com as diferenças, que incentive e pratique o diálogo e a construção de diversas propostas pedagógicas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Queremos que nossos direitos sejam respeitados: formação permanente em serviço, acompanhada de condições concretas como melhoria salarial, progressão na carreira e avanço na escolaridade. Queremos resguardar, assim, a dimensão humana e a dimensão histórica que nos constitui, enquanto profissionais da escola pública catarinense. Uma proposta não se implanta de fora, mas se planta junto, na prática cotidiana e em meio a seus embates, confrontos e divergências. Mediante os fatos aqui mencionados, ainda não está claro para nós, qual é afinal a proposta pedagógica da secretaria estadual de educação e da gerência regional de educação.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Colegas professores, este texto pretende ser o início de uma discussão sobre a educação em Santa Catarina a partir das experiências que vivenciamos concretamente em sala de aula. Temos consciência do nosso papel fundamental na melhoria da qualidade da educação. Não são os prédios (diga-se de passagem, bastante precários), nem tecnologia, nem uniforme&#8230; que farão a diferença. Mas o efetivo trabalho do educador em sala de aula. Infelizmente cada vez mais nossa profissão está desprestigiada, sendo menor o número de jovens que desejam ser professores. Diante disso, o que será do futuro? Por isso, não podemos mais deixar de manifestar nossa opinião. E se você concordar conosco, repasse este manifesto para seus colegas professores e outras pessoas interessadas em melhorar o nível de educação do povo catarinense.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Professores(as) da Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti.</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Caçador SC, 14 de julho de 2010.</strong></span></span></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Mural</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 02:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/05/mural.html' addthis:title='Mural '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  A cada dia que passa, mais me surpreendo com a rotina escolar, por vezes, a surpresa não é muito agradável, mas esta semana vivi mais uma experiência marcante&#8230; Há dias que via duas colegas pintando o mural do rol de entrada do Wandão&#8230; Devagarinho as cores foram se destacando e revelando diferentes formas&#8230; Era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/05/mural.html' addthis:title='Mural '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: center;"> </p>
<p>A cada dia que passa, mais me surpreendo com a rotina escolar, por vezes, a surpresa não é muito agradável, mas esta semana vivi mais uma experiência marcante&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-0121.jpg"><img class="aligncenter" title="Tayana" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-0121-300x246.jpg" alt="" width="300" height="246" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-011.jpg"><img class="size-medium wp-image-700  aligncenter" title="Tere" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-011-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Há dias que via duas colegas pintando o mural do rol de entrada do Wandão&#8230; Devagarinho as cores foram se destacando e revelando diferentes formas&#8230; Era possível notar um fundo verde-claro, algumas folhas verdes e flores brancas em ambas as extremidades&#8230;</p>
<p>Certo dia, ao entrar na escola encontro algumas letras rabiscadas a lápis por cima da tinta e no canto inferior direito, o nome do autor: Paulo Freire&#8230; Já fiquei antenado, pois, apesar de ser professor há quase dez anos, só agora tenho a oportunidade de conhecer melhor a obra deste que é considerado o maior educador brasileiro, apesar de ter sido reconhecido somente após desenvolver sua teoria no Guiné-Bissau, pois aqui não tinha credibilidade&#8230; Esta oportunidade sorriu para mim através de minha irmã que cursa o quarto ano de magistério&#8230;</p>
<p>A aula transcorreu normalmente, passou-se um dia letivo, e outro&#8230; Numa hora de folga, olho para o mural, agora quase pronto e, finalmente consigo ler a frase que já estava toda escrita: “Não se pode falar de educação sem amor”&#8230;</p>
<div id="attachment_701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-002.jpg"><img class="size-medium wp-image-701" title="PauloFreire" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-002-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Mural da EEEB Wanda Krieges Gomes, Caçador, SC</p></div>
<p>Enquanto ainda contemplava aquela obra de arte, passa pela minha frente um menino, deveria ser de alguma turma que não dou aula. Ele também para por alguns segundos, lê o painel com atenção e fala as seguintes palavras: “Um dia, vai ter uma frase minha aí nesse mural”&#8230; Disse isso meio que divagando entre seus pensamentos, como quem tem a consciência de que ninguém ouviu e, na verdade, não era sua intenção ser ouvido, tratava-se de um grito interior&#8230; Era a alma querendo crescer e pedindo maior empenho do corpo&#8230;</p>
<p>Como me ocorre frequentemente, fiquei com este fato preenchendo minha mente criativa e viajante, confabulando, analisando e tentando saber o que se passa na cabeça de um adolescente que profere estas palavras para si como que se desafiando&#8230; A partir daí percebo o quanto a escola pode transformar a vida de uma pessoa e nós, professores, temos em mãos a maior fortuna da humanidade: o conhecimento que somado com a força de vontade e determinação de alunos e professores pode render muitos bons frutos&#8230;</p>
<p>Espero, sinceramente ver uma frase deste aluno num mural de escola, surtindo tanto efeito quanto esta, apesar de não saber seu nome, qual sua sala, se produz bons textos, se gosta de estudar, se sua família é bem, ou mal estruturada&#8230; Não sei nada sobre este figurante que virou protagonista de meu texto, só sei que se trata de um futuro escritor em potencial, despertado por uma frase que fala da importância de se humanizar a escola&#8230; Algo simples, pintado com tinta guache no mural que antes só servia para inflamar a poluição visual com avisos que nem sempre chamam a devida atenção&#8230;</p>
<p>Um dia, também eu sonhei ser um escritor, tive muito apoio de meus professores, sobretudo na graduação e aqui estou, digitando estas palavras que acabam de ser lidas por você, esperando que, também elas o façam refletir, formar opinião e produzir bons frutos&#8230; Portanto, está na hora de criarmos algo novo, menos maçante e mais proveitoso nas escolas&#8230; Já passou o tempo da cara feia e das filas indianas&#8230; Já não é possível educar com aquelas provas de decorebas, que só provam o quanto somos tolos ensinando um monte de regras e fórmulas inúteis na vida prática ou para o crescimento pessoal de nossos estudantes&#8230;</p>
<p>Está mais do que na hora de despertarmos para o fato de que não trabalhamos com seres inferiores, e sim com seres humanos, nossos semelhantes, que têm um gênio adormecido só esperando por alguém que o desperte&#8230; Porém, antes de despertarmos o gênio de outrem, é necessário acordar o nosso&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><strong>www.marciogoes.com.br</strong></span></p>
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		<title>Meu amigo mala</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 04:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[mala]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/04/meu-amigo-mala.html' addthis:title='Meu amigo mala '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Meu amigo Sidney é destes caras que não conseguem passar por nossas vidas sem ter alguma influência sobre elas&#8230; Quando o conheci, confesso que minha impressão não foi das melhores, porém, com o passar do tempo, meu amigo revelou-se um grande pensador do século vinte e um, quase um filósofo. Participou das olimpíadas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/04/meu-amigo-mala.html' addthis:title='Meu amigo mala '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div id="attachment_680" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/mala-sem-alca1.jpg"><img class="size-medium wp-image-680" title="mala-sem-alca" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/mala-sem-alca1-300x230.jpg" alt="MEu amigo mala" width="300" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">blogs.abril.com.br/hotwheels/2009/09/dizeres</p></div>
<p> </p>
<p>Meu amigo Sidney é destes caras que não conseguem passar por nossas vidas sem ter alguma influência sobre elas&#8230;</p>
<p>Quando o conheci, confesso que minha impressão não foi das melhores, porém, com o passar do tempo, meu amigo revelou-se um grande pensador do século vinte e um, quase um filósofo. Participou das olimpíadas da Língua Portuguesa em 2008 e, surpreendentemente, chegou até a fase regional, vencendo o preconceito contra a escola e o bairro onde mora&#8230;</p>
<p>Ao contrário do que pensava, recebi, por este fato, muitas críticas, me acusando de ter feito um trabalho diferenciado com ele e outras coisas que colocavam em dúvida minha competência de educador e a capacidade de produção do meu aluno&#8230; As críticas eram justificadas aos olhos clínicos dos educadores pré-históricos, já que para a maioria dos professores, meu amigo Sidão não inspirava o mesmo conceito&#8230; Mas, como sou “do contra”, sempre acreditei no seu talento para usar as palavras, provando que não existe idade para aprender, ou aprimorar as habilidades, já que, no auge dos seus vinte e sete anos é um dos concluintes do ensino médio neste ano, fato que comprova a tese de que não existe dificuldade maior que a solução&#8230;</p>
<p>O cara não é aquele esteriótipo de aluno bonzinho. Às vezes assusta pelos seus argumentos em sala, coloca o professor “contra a parede”, numa troca de ideias que só fazem crescer o lado humano e social da escola. Este meu aluno, com certeza, está sendo protagonista de sua própria história, ao contrário da maioria da juventude que se submete à passividade diante do império dos meios de comunicação que, no geral, mostram uma pseudo-realidade, aceita como verdade absoluta por muitos.</p>
<p>Aprendi e continuo aprendendo muito com o Sidney e com qualquer aluno que tenha a coragem de ser autêntico, mesmo quando o modelo de educação vigente tenta obrigá-lo a encaixar-se numa forma moral na qual devem ser moldados os ditos “alunos perfeitos”&#8230;</p>
<p>Já foi chamado de “mala sem alça” e eu concordo plenamente, se analisarmos pela perspectiva daqueles frustrados que não têm a coragem, nem a capacidade de ser engraçados, inteligentes e autênticos ao mesmo tempo&#8230; Mas se olharmos sob uma ótica desprovida de preconceitos e tabus que ainda pairam sobre a escola, veremos que ele é uma mala sim, pesadíssima para quem carrega o peso do orgulho de não admitir sua autenticidade&#8230; E o Sidão não precisa de alças, é capaz de carregar-se sozinho, pois a autenticidade torna-se leve para quem a assume e pesa toneladas para quem se julga melhor que o autêntico, buscando formas de subestimá-lo e projetar suas frustrações nos seus defeitos refletidos em outrem&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Fonte – Diocese de Caçador</strong></span></span></p>
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		<title>As voltas que a escola dá</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 01:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/as-voltas-que-a-escola-da.html' addthis:title='As voltas que a escola dá '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Como já escrevi incontáveis e incansáveis vezes, a escola é um lugar de troca de experiências, foi lá que vivi, ou dei início às grandes transformações da minha vida e na vida de muitos de meus alunos&#8230; Certa vez, quando ainda trabalhava na escola Irmão Leo, uma aluna procurou-me para desabafar. Dizia que sua mãe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/as-voltas-que-a-escola-da.html' addthis:title='As voltas que a escola dá '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/sonho1.jpg"><img class="size-medium wp-image-591   alignleft" title="sonho1" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/sonho1-300x225.jpg" alt="" width="263" height="196" /></a> Como já escrevi incontáveis e incansáveis vezes, a escola é um lugar de troca de experiências, foi lá que vivi, ou dei início às grandes transformações da minha vida e na vida de muitos de meus alunos&#8230;</p>
<p>Certa vez, quando ainda trabalhava na escola Irmão Leo, uma aluna procurou-me para desabafar. Dizia que sua mãe estava com câncer, esta doença cruel, desumana e, infelizmente, hereditária que assola a humanidade há séculos e ainda não tem cura, a não ser que seja diagnosticada no início&#8230; Ouvi atentamente seu relato. Dizia que ela e seu irmão viviam um pelo outro e ambos para dar conforto aos últimos dias de vida de sua mãe&#8230; Estava quase desanimando, não sabia mais o que fazer&#8230; Arranjei forças na fé que herdei de minha mãe e proferi as as seguintes palavras que vieram lá do fundo do meu coração:<span id="more-590"></span></p>
<p>“Querida!&#8230; Não desanime!&#8230; Com tudo o que tem vivido, dedicado todo o tempo para ajudar seu irmão e sua mãe, você é uma vitoriosa. Comporte-se como tal&#8230; Os vitoriosos o são porque nunca desanimam&#8230;”</p>
<p>Como resposta, recebi um “abraço de urso” confortador para mim e para ela&#8230; Os anos passaram, sua mãe faleceu e nunca mais a vi, até que me convidaram para ajudar num retiro de jovens católicos no centro de formação João Paulo II&#8230; A essas alturas, o câncer já tinha levado também minha mãe, recebi muito apoio dos meus amigos, alunos ou não, naquele momento triste vivido por minha família&#8230;</p>
<p>Naquele retiro de jovens, não lembrei destes detalhes, só fiquei feliz em ver minha aluna ali, com seu irmão, tocando a vida e se tornando uma liderança no meio em que vivia, participando ativamente do encontro, trocando experiências e testemunhos de vida&#8230;</p>
<p>E por falar em testemunho, foi num destes que vivi mais uma grande emoção&#8230; Minha querida aluna dirige-se a frente para falar sua experiência de vida. Eu estava no último banco da capela e ouvia atentamente:</p>
<p>“Perdi minha mãe muito cedo&#8230; Vivemos eu e meu irmão, que tem suas limitações em virtude das sequelas da poliomielite, um pelo outro&#8230; E a pessoa que me deu força para continuar está aqui, lá no último banco&#8230; Né professor?&#8230;”</p>
<p>Aquela foi uma das poucas situações de minha vida que me deixaram sem jeito&#8230; e ela continuou&#8230;</p>
<p>“No momento que eu mais precisava, no auge de minha angústia, o meu professor abraçou-me e me disse: “Você é uma vitoriosa. Porte-se como tal.”&#8230; Aquelas palavras me acompanham até hoje e me dão força para continuar. Onde quer que eu vá, lembrarei sempre do meu professor e destas palavras que mudaram a minha vida&#8230;”</p>
<p>Regados pelas nossas lágrimas e pelos aplausos dos presentes, repetimos aquele abraço confortador que não era mais de professor para aluna, mas de dois grandes amigos. Seu irmão também foi incluído no abraço, com palavras de agradecimento&#8230;</p>
<p>Nas voltas que a educação dá, muitas vezes, não nos damos conta da importância que temos na vida dos nosso alunos e o quão transformadora pode ser uma atitude banal, tando para educandos quanto para educadores&#8230; Tanto eu quanto minha aluna, não temos mais o colo materno por perto, mas temos o calor confortador de um abraço mútuo que a escola “por acaso” proporcionou&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: xx-small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>Aos mestres da escola&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 03:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/aos-mestres-da-escola.html' addthis:title='Aos mestres da escola&#8230; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/aos-mestres-da-escola.html' addthis:title='Aos mestres da escola&#8230; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FExBzvNhB_4" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/FExBzvNhB_4"></embed></object></p>
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		<title>Eu já tentei</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 00:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[BBB]]></category>
		<category><![CDATA[Big Brother Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/01/eu-ja-tentei.html' addthis:title='Eu já tentei '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Eu tentei assistir ao BBB sem ter motivos para falar mal depois&#8230; Não consegui&#8230; Busquei entender o que se passa na cabeça de quinze desocupados que se submetem à clausura vigiada (e nada santa) em nome de um milhão e meio de reais&#8230; Motivo suficiente para roubar, enganar, mentir, jogar&#8230; Tudo isso, diante de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/01/eu-ja-tentei.html' addthis:title='Eu já tentei '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p> <a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/bbb.jpg"><img class="size-medium wp-image-548  alignleft" title="bbb" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/bbb-300x226.jpg" alt="" width="233" height="181" /></a><br />
Eu tentei assistir ao BBB sem ter motivos para falar mal depois&#8230; Não consegui&#8230; Busquei entender o que se passa na cabeça de quinze desocupados que se submetem à clausura vigiada (e nada santa) em nome de um milhão e meio de reais&#8230; Motivo suficiente para roubar, enganar, mentir, jogar&#8230; Tudo isso, diante de milhões de telespectadores que se submetem à alienação do reinado da poderosa do “Plim!Plim!”, votando nos componentes do zoológico humano, gastando seu rico dinheirinho em ligações e pagando o prêmio do feliz ganhador, que além da grana, leva para casa o troféu moral da bestialidade humana do século vinte e um&#8230;<span id="more-547"></span></p>
<p style="text-align: left;"> “Mas vale a pena, por um milhão e meio de reais!”&#8230; Me dizia uma fã do “bestialit-show”&#8230; Concordo plenamente. Claro que vale a pena, principalmente quando se tem um cérebro “bostificado&#8221;, que só pensa em riquezas materiais e esquece dos valores morais e humanos&#8230; Dinheiro vem e vai com uma facilidade fugaz, porém uma vez perdidos os valores morais, dificilmente se recuperam. O problema é que, por conta destes programinhas xeretas, existe uma valorização exagerada da banalidade e do exibicionismo&#8230; Não consigo acreditar que uma pessoa realmente talentosa e inteligente, necessite exibir sua vida em todos os detalhes para toda uma nação televisiva&#8230;</p>
<p>O jeito é mudar de canal&#8230; Mas quando meus dedos passeiam pelo controle remoto encontram imitações piores ainda que o original: Ensaio do capitalismo selvagem através de uma disputa de lucros, pessoas trancadas e torturadas em nome do dinheiro&#8230; É! Parece que o negócio é desligar a TV e ligar o computador&#8230; Mas minha indignação ainda transparece através do teclado quando produzo estas palavras&#8230;</p>
<p> <br />
 Tentei&#8230; Tentei mesmo seguir o esteriótipo de professor que, segundo alguns entendidos é aquele que funciona: Tentei amarrar a cara ao entrar na sala de aula a fim de impor respeito, mas quando me deparei com um grupo de adolescentes e jovens ativos, ou querendo atuar de forma positiva no seu meio, meu coração percebeu que tratava-se de seres humanos, iguais a mim, precisavam e mereciam respeito&#8230;<br />
 Quando tento esquecer o sorriso e os abraços na escola, sempre tem alguém que pergunta: “O que houve, professor? Não está bem?”&#8230; Na verdade, não estarei bem toda vez que deixar de ser eu mesmo para seguir padrões ridículos impostos por algum mal-amado, que cultua a “psicologia do cagaço” na escola&#8230; A solução é dar ouvidos ao coração, pois quando o professor ensina com sentimentos, o aluno sente o que aprende e aprende o que sente&#8230; Afinal, tudo o que é emocionante é inesquecível&#8230;<br />
 Desiludido, tentei deixar de acreditar no amor, mas ao perceber que o amor transforma as pessoas, seja ele da forma que for, desisti de tentar&#8230; Só por amor, alguém atravessaria o país mais pobre das Américas e escavaria os escombros com as próprias mãos para salvar a esposa soterrada pela fúria da natureza&#8230; Só o amor levaria alguém, com diploma de medicina a renunciar toda a fortuna que isso a proporcionaria, criar uma instituição como a Pastoral da Criança, para cuidar dos valores mais sublimes da família, principalmente a vida dos pequeninos e morrer trabalhando na própria obra que continua, agora com mais afinco&#8230;<br />
 Para mim, só resta uma solução: Desistir&#8230; Parar de tentar obedecer aos padrões fétidos da humanidade desumana e seguir o coração da humanidade humana&#8230; Apesar do pleonasmo, penso que este seja um dos caminhos para a felicidade: ser autêntico&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes<br />
</strong><a href="http://www.marciogoes.com.br"><strong>www.marciogoes.com.br</strong></a><br />
<a href="http://www.cacador.net"><strong>www.cacador.net</strong></a><br />
<a href="http://www.portalcacador.com.br"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a><br />
<strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></p>
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