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Tag: capivara

Consciência ecológica

Fonte: www.google.com.br
Fonte: www.google.com.br

Na calada da noite… ouve-se um tiro… e outro… outro… mais um… Alguém se incomoda e olha pela janela, do outro lado do rio… Mais uma capivara é cruelmente assassinada em nome do conforto humano para satisfazer a gula desumana…

Estes mamíferos só querem viver, são animais silvestres protegidos por lei… Mas, na calada da noite, não existe lei… A justiça torna-se cega de um olho, não vê a crueldade sofrida pelos animais roedores que agonizam sem socorro, não vê o porte ilegal de armas dos outros animais, os que se dizem humanos…

A moça da janela procura ajuda… a ajuda não vem. Dizem que tem que pegar em flagrante… Ninguém tem boas intenções ao portar uma arma de fogo, ainda mais se for ilegal (como deveria, a meu ver, ser todas as armas que não estão sendo portadas pela polícia)… Nenhuma pessoa mata ouro animal, humano ou não, por amor… Mas “à noite, todos os gatos são pardos”, mesmo no Gioppo, mesmo na beira do rio, que conforme o lugar privilegiado que se encontra recebe asfalto, passeios e ciclovia… Mas este local não aparece, não rende votos, não é interessante urbanizar… Melhor deixar a mercê dos caçadores interesseiros, soturnos, sorrateiros e cruéis de capivaras.

O ser humano é o único animal cruel o suficiente para criar um animal, dar-lhe alimento e depois matá-lo só para satisfazer seu paladar, ou tirar algum proveito do cadáver… Às vezes, “mata só para ver o tombo”, apesar de sabermos que existem muitas outras formas de saciar a fome sem precisar do sacrifício de vidas inocentes…

“Mas é só um animal!”… Me dizia alguém, esquecendo-se que também é um animal, mamífero que vive para comer, “trepar” e defecar tão, ou mais fétido que aquela capivara morta, jundo com tantas outras desenfreada e desumanamente, enquanto outros buscam flagrantes…

É inadmissível, revoltante até, o fato de um pobre animal morrer pelo simples fato de se comercializar, clandestinamente seu óleo precioso, ou satisfazer as pupilas gustativas com o sabor do holocausto…

Comer carne é uma atitude adotada por muitos, até por mim, apesar de estar diminuindo o consumo deste tipo de “desalimento” por não me agradar com o fato de que uma vida seja sacrificada para me alimentar, sendo que existem outras formas menos cruéis e mais saudáveis de matar a fome… Mas tudo bem! Não condeno os comedores compulsivos de carne. Quem sou eu para isso? Porém, não podemos aceitar o exagero, a matança sem controle que pode até se transformar num desequilíbrio ecológico ainda maior num planeta que, há muito tempo pede socorro sem ninguém para ouvir seu clamor…

Até quando vamos matando os animais na beira do rio, jogando dejetos (humanos ou não) em suas águas?… Por quanto tempo ainda deixaremos de reciclar o que é reciclável? Até as fontes se esgotarem? Será tarde demais!…

Nada é eterno, nem o rio, nem o lixo, seja ele reciclável ou orgânico, nem a capivara, nem eu, nem você… Mas podemos fazer de nosso breve passeio por este planeta azul, algo mais confortável, sustentável e longevo, se usarmos nosso cérebro para exercitar a consciência ecológica…

 

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