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Éramos felizes e não sabíamos

 “Nossa vida é uma caixinha de surpresas”: Já dizia o filósofo anônimo… Algumas surpresas são boas, outras nem tanto… Mas o ser humano, com o passar do tempo, aprende a lidar com as intempéries do cotidiano, contorná-las e até vencê-las quando se faz necessário.
 Porém, os clientes do Banco do Estado de Santa Catarina não vêm tendo muitas surpresas agradáveis ultimamente… Muito pelo contrário, todos os caminhos estão levando para o caos: Primeiramente, resolveram que nosso banco não tinha condições de manter-se sozinho, pois  grande parte do dinheiro ali aplicado expirou… sumiu… desintegrou-se… escafedeu-se… desapareceu.  Chamaram o Banco do Brasil para ajudar, a fim de não privatizar nosso amigo financeiro… E quando a gente pede ajuda a alguém mais poderoso, esse alguém se acha no direito de mandar e desmandar, visto que estamos devendo obrigação… É o capitalismo…
 Depois de algum tempo, nosso “banquinho querido” foi incorporado pelo financeiro de abrangência nacional… Até aí tudo bem, pois trata-se de duas instituições públicas e teoricamente a verba continua na mão do povo (será?…). Bem, segundo o dicionário Aurélio digital, incorporar, entre outros significados, é “reunir ou juntar num só corpo, conjunto ou estrutura”… Neste momento, já percebi que meu amigo estava com os dias contados. O maior problema é que muitos servidores públicos estaduais, estão pendurados até a goela por conta daqueles empréstimos consignados e agora têm seu salário dilacerado todo mês para pagar a dívida: Isso comprova aquela máxima que diz: “Pediu dinheiro emprestado a um amigo, perdeu o amigo”. Pois então, veio o gigante, incorporou nosso amigo e resolveu mudar as regras no meio do jogo, complicando de todo lado a vida do servidor, inventando restrições de todo jeito…
 E o pior é que, quando é preciso reclamar, deve-se reservar cerca de quatro horas do seu precioso tempo esperando para ser atendido e, muitas vezes, não ter seu problema resolvido. Falo isso por experiência própria, pois dia desses, esperei tanto tempo que seria possível ler “Os Sertões”  mais ou menos cinco vezes, e ao ser atendido não obtive resposta, ficando meu problema para ser solucionado no outro dia: Mais quatro horas de espera, mais estresse, mais gente descontente…
 E assim é a rotina de quem precisa do BESC, depois que foi incorporado… Aliás, o nosso banco teve morte cerebral e já não está mais entre nós… Não existe mais… partiu desta pra melhor… evaporou… desintegrou-se… escafedeu-se… expirou…  Com toda essa mudança, uma coisa é certa: O povo jamais foi consultado sobre o assunto, aliás, a população é a última a saber das mudanças. As grandes massas são tratadas com descaso em todos os aspectos por parte dos governantes… Mas eles (os governantes) esquecem que o poder que têm nas mãos foi dado pelo povo através do voto… É este povo que hoje sofre com a mutação, para pior, daquele que a meu ver era um dos melhores bancos de nossa cidade no quesito atendimento e respeito aos clientes… Éramos felizes e não sabíamos. Agora é só lamentar, ou partir para as soluções legais que nos são cabíveis, já que por bem parece não existir ouvidos para escutar os lamentos da população mais afetada negativamente com essas mudanças…
 Um minuto de silêncio pela morte do BESC…

Sentiremos saudades…

Descanse em paz…

Saudades eternas…
Assinado: o povo catarinense.

Márcio Roberto Goes
www.marciogoes.com.br
www.cacador.net
www.portalcacador.com.br

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