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Tag: auto-ajuda

Não sou jornalista

Certo dia em que fui a um certo supermercado: destes que têm de tudo, desde xampu até pneu, encontro com um atendente que tenta me vender uma cafeteira… E conseguiu, mas isso não vem ao caso… O que me chamou a atenção foi o papo dele, confundindo minha profissão e minha função por aqui :

“Você ganha bem, é jornalista!”…

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Meu texto de auto-ajuda

Minhas queridas e meus queridos leitores, venho através destas mal traçadas linhas, manifestar minha profunda indignação com a qualidade daquilo que andamos lendo: É um tal de “Em busca da felicidade prá cá” e “Além do segredo prá lá”, “Como salvar seu casamento” pra cá e “Como enriquecer” pra lá… Chega!… Estou farto de livros de auto-ajuda que só servem para aqueles que os escrevem… Apesar de ter certa lógica, pois “autobiografia” trata da vida de quem escreve, logicamente “auto-ajuda” serve para ajudar o autor do livro… De certa forma a obra cumpre com o seu objetivo. Porém, ao ler um destes livros, cria-se a falsa ilusão de que nossa vida vai ficar cor-de-rosa depois da leitura: o que não é verdade, pois a mudança deve ocorrer de dentro para fora e só consegue vencer aquele que, mesmo não lendo um livro desta espécie, tenha determinação e uma imensa vontade de romper com o velho e abraçar o novo, sem medo nem vergonha de ser feliz.

Devo abrir parêntese para um livro maravilhoso e extremamente útil a quem quer descobrir um pouco da essência da liderança sem fórmulas milagrosas e que, apesar de algumas pessoas classificarem-no como de auto-ajuda, creio que não o é: Trata-se de “O monge e o executivo” de James C Hunter. Aliás, levando-se em conta que ele pode causar uma grande revolução interna naquele leitor que entender sua mensagem, então podemos chamá-lo de um livro entusiástico, com argumentos sólidos e concretos sobre a influência de um líder na sua equipe, ou de um pai na sua família, de acordo com seus atos. A auto-ajuda, na verdade está dentro do indivíduo, palavras impressas num livro só servem para despertar a essência da pessoa como ela é, sem máscaras ou disfarces, mas para isso é necessário que o leitor esteja apto a admitir conclusões: Ou se descobre o empurrãozinho que faltava para crescer, ou chega-se a conclusão de que aquilo não tem nada a ver com seus anseios.

Fechado o parêntese, sabe-se que a felicidade, além de ser uma sensação maravilhosa, também implica no âmbito biológico da pessoa: melhora o humor, a saúde e a relação com os demais. Buscar tudo isso em livrinhos que prometem mudanças mágicas é no mínimo arriscado, pois a sensação de decepção é muito mais dolorosa do que a realidade que se tentou modificar com superstições infundadas, ou seja, acreditar que algo abstrato pode mudar sua vida pode acabar num tremendo desapontamento…

Creio piamente que a fé pode remover uma montanha, uma prova disso é a segunda maior montanha russa do mundo que atravessou o oceano até o Brasil e levará quatro meses para ser remontada no Beto Carrero World…  Mas é preciso reunir forças para movê-la, do contrário, só com pensamentos positivos, será impossível transportar os montes para qualquer lugar.

Bem, acho que consegui, mesmo com certa incoerência, construir meu texto de auto-ajuda. E olha que ele me ajudou um bocado nos meus desabafos… Afinal, auto-ajuda é para ajudar-se a si próprio. Com o perdão do pleonasmo, neste caso o “si próprio” sou eu. E o meu eu interior agradece o meu eu exterior pela profunda ajuda concedida gratuitamente, fazendo o meu eu interior refletir e concluir que: a auto-ajuda é importante, desde que o eu interior não se iluda com fórmulas milagrosas dos outros “eus exteriores” que só querem ganhar dinheiro em cima das diversas carências dos demais “eus interiores”.

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