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Tag: aniversário

Comemorando meia dúzia

Seis anos da Paola 

 

Em festa de aniversário de criança o que tem de alegria, tem de bagunça, o que tem de ingenuidade, tem de estratégias, o que tem de inocência tem de joguinhos de interesse…

Dia desses fui convidado para uma festa de seis anos de minha sobrinha. Já começou pelo almoço, farto e suculento e com mais da metade dos convidados que estariam no ato solene do corte do bolo mais tarde… Nunca vi tanta gente junta numa única casa, tampouco vi tanta criança reunida num ambiente doméstico… Lá fora, alguns pupilos brincavam de qualquer coisa usando uma bola improvisada, metade ficava na varanda e os demais no barro mesmo… Que importância tem as roupas sujas, se todas as marcas de detergente em pó prometem limpar com facilidade e segurança?… Além do mais, porque se preocupar com a roupa, se a infância pede o direito a um espaço que não é eterno e, por isso, tem que ser vivido intensamente?…

Lá dentro, brincava-se de tudo: boneca, cozinha, adivinhações, música… O ambiente decorado com muitos balões que os meus pulmões ajudaram a encher, aperitivos apareciam a toda hora, linguicinha, xixo, refrigerante e para os adultos, com exceção deste que vos escreve, uma cervejinha…

Na hora do almoço, cada um se virava como podia, a mesa tornou-se pequena, então qualquer ambiente estava propício para as refeições, o importante foi a comida que não deixou a desejar e, com certeza saciou a fome de todos os presentes.

À tarde, a tradicional canção: Parabéns a você, seguida do apagar da velinha que ainda é composta de um único algarismo e do corte do bolo, igualmente delicioso e tentador para aqueles que estão de regime… É claro que não é o meu caso, pois preciso manter minha elefância.

A anfitriã nos convidou para ver os presentes. Reunimos-nos, mais ou menos uma meia dúzia de populares curiosos num dos quartos para prestigiar os regalos da aniversariante que os desempacotava orgulhosamente aos nossos olhos: Esse foi de fulano, esta de cicrano, a boneca da tia tal, a jaqueta do tio negão, o pijama, os brinquedos… De repente, vejo os cobertores se moverem… O que é isso, meu Deus?… Era a avó materna que tirava uma pestana (ou, pelo menos, tentava)… Parece que a nossa presença, finalmente a despertou… Nunca fui de segurar riso e desta vez não foi diferente, obriguei-me a cair na gargalhada sem breque… A distinta senhora virou-se para a minha pessoa: “Escuta, você acha que nunca ‘vai ficá véio’?”… Não sei bem o motivo, mas o riso abandonou meu rosto naquele momento e tratei de me justificar, afinal eu não estava rindo da idade, nem criticando a velhice que reflete a experiência digna de nosso respeito e admiração. Meu riso sem freio era pelo fato de estarmos vendo presentes diante de uma pessoa que não queria nada mais que repousar sossegadamente por alguns minutos e nós não estávamos deixando.

O restante do dia, como toda tarde de festa infantil, correu com brincadeiras e diversões e, como sempre, a arrumação ficou por conta dos pais e familiares que continuaram na hora extra até que tudo estivesse no seu devido lugar…

Festa infantil é isso: cheia de alegrias, surpresas e até cochilos interrompidos pelos adultos curiosos ante os presentes da aniversariante…

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