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Sonhos azuis – Apresentação…

Ainda na faculdade de Letras, tive conhecimento dos romances de folhetins do século dezenove, que são considerados os avós das novelas de hoje, progrediram para as radionovelas e, finalmente, as telenovelas tão conhecidas pelo povo brasileiro.

Naquela época, sem rádio, TV, telefone e, muito menos internet, a distração das mulheres ricas eram os folhetins, distribuídos diária, ou semanalmente para assinantes e, se reunidos os capítulos, formavam um romance completo. Foi o que aconteceu com “Dom Casmurro” de Machado de Assis, publicado primeiramente em folhetins, depois como livro e, já no século vinte e um, torna-se minissérie na rede Globo, com o título “Capitu”… Assim como ele, o pai da verdadeira Literatura prosaica brasileira, José de Alencar, também começou publicando folhetins que serviam, inclusive para reunir as famílias. Como nem todos sabiam ler na época, uma pessoa lia e os outros escutavam atentos. Mas a grande diferença dos romances de folhetins para as novelas atuais é que havia uma interação entre os familiares, além de provocar a criatividade e a análise dos fatos pelos leitores e ouvintes que, desprovidos de imagens, formavam por si os conceitos, subsidiados tão somente pelas descrições subjetivas do autor que não tinha nada mais que palavras para expressar suas ideias…

Me encantei pelos tais romances de folhetins e desde então tento encontrar uma maneira de ressuscitar esta ideia no século vinte e um. Mas como chamar atenção para um folhetim semanal impresso se existe a concorrência desleal das mídias eletrônicas que chamam muito mais a atenção, são muito mais fascinantes e ecologicamente corretas que um caderninho de papel-jornal, cujo destino será forrar o chão de um carro recém-lavado, embrulhar bananas, ou pior, servir de privada para algum cãozinho de estimação?… A solução estava diante dos meus olhos e, com um clic, entendi tudo… O folhetim do século vinte e um não pode ter outro formato que não seja o digital. É claro! A união do arcaico com o moderno. Está aí uma oportunidade de ajudar o povo a começar a gostar de ler. Mas eu precisava de parceria para realizar o projeto e encontrei as portas escancaradas do Portal Caçador, que sempre acreditou na minha obra e nunca me furtou o direito à liberdade de expressão…

Portanto, estamos preparando o primeiro romance de folhetim caçadorense do século vinte e um: Sonhos azuis.

Escrevi este romance a partir de uma crônica “Joãos e Marias” que deu origem a seu protagonista “João dos Sonhos Azuis”: um cara pacato, de hábitos simples que, como a maioria do povo caçadorense e brasileiro, sonha com coisas simples, um casamento perfeito, uma vida em família, um carro, uma casa própria, um grande amor…

Ao contrário dos folhetins do século dezenove, “Sonhos azuis” se identifica com o povão, que vive as intempéries do cotidiano. O escrevi e estarei revisando cada capítulo antes da publicação, com linguagem simples e acessível, descrevendo uma realidade comum à maioria dos leitores deste portal, sempre analisando os fatos de forma filosófica e humana e, é claro descrevendo os encontros e desencontros de mais uma história de amor. Tenho certeza que muitas pessoas vão se identificar com os personagens desta história simples, com poucas células dramáticas, mas preparada com muito carinho e amor que tenho pelas letras e pela educação pública, cujos alunos são a razão do meu trabalho e da minha obra literária. Gostaria de ser o primeiro de muitos, pois vejo uma carência de material literário da nossa terra para ser estudado e analisado em sala de aula…

Agradeço imensamente este portal que, comigo aceitou o desafio de transformar um cronista semanal em romancista. Tenho certeza que, quem gosta de ler, terá uma oportunidade de viver comigo as emoções deste romance que mistura ficção com as realidades da vida moderna e, quem não gosta, poderá desenvolver o gosto pela leitura, já que é de linguagem simples e acessível. Peço a todos que lerem e gostarem, que repassem o link a fim de divulgar os valores da nossa querida terra. São repassadas tantas porcarias nos e-mails e redes sociais. Por que não encaminhar literatura para sua lista de amigos? Tenho certeza que surtirá efeito muito maior que aquelas correntes sem noção que recebemos todos os dias…

Márcio Roberto Goes

http://www.portalcacador.com.br/index.php?ap=3&colunista=11&titulo=Folhetim – Sonhos Azuis – Em breve o 1º Capítulo.

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