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SAÚDE PARA QUEM?


PUBLICADO EM: 09/11/2006
JORNAL INFORME

Tenho recebido muitos e-mails comentando sobre meus textos publicados no jornal, seja negativa ou positivamente… Todos expressam a opinião e a vontade do povo, onde estruturo a maioria de minhas crônicas e contos. Agradeço, mais uma vez, de coração a todos os leitores, que me surpreendem a cada dia pelo número elevado de manifestações, prova de que os Caçadorenses estão lendo mais frequentemente… e um povo que lê, não engole qualquer “sapo”, além de ter mais subsídios para formar opínião.

Peço licença aos leitores para destacar uma contribuição que recebi recentemente, de um profissional do magistério, como eu e que faz parte do quadro de professores da rede municipal, comentando sobre a situação da saúde caçadorense. Transcrevo, na íntegra, seu depoimento que chega a ser um desabafo:
“A Saúde caçadorense, há muito, tempo vem sofrendo, não é de hoje, mas agora, sabemos que os únicos seres que são profissionais neste município são os médicos, bioqúimicos e dentistas. o restante dos funcionários públicos, não necessita de profissionalismo, nem de flexibilidade no horário, afinal não precisa de mais nada.

Observemos o exemplo dos professores municipais, que tem hora/atividade vigiada, ou seja, não há flexibilidade no horário. O pessoal da central, também concursados e efetivos, não têm flexibidade no horário e não são nada. Sabe-se que para prestar um concurso público, é preciso graduação em faculdade reconhecida e estágio probatório, a pessoa precisa comprovar escolaridade e prova de títulos, portanto estamos falando de profissionais das mais diversas áreas.
Agora o caos da saúde convém lembrar, vem sendo negociado há muitos anos, saúde é tema de campanha política, mas não é política de governo, esqueçam os pobres e miseráveis nas filas dos postos de saúde, no Peti, nos hospitais, esqueçam seus preciosos votos na hora da urna, mande-os para a outra urna, a funerária…
Ou seja, os preciosos funcionários que não tem flexibilidade no horário, querem ampliar seus vencimentos, então sejam claros, negociem seus salários sem tentar enganar as outras classes… E quanto a administração pública, está na hora de parar de brincar com os cidadãos caçadorenses, e deve lembrar-se que foi o voto de quem acreditou em melhores dias que os colocou à frente desta administração.”
Com certeza, estas são palavras que estão entaladas na garganta de muitos funcionários públicos e do povão caçadorense, que indignado, não aguenta mais ver tanta regalia para tão poucas pessoas, que além de tudo ameaçam fazer greve para não cumprir horário (será que eles já ouviram falar de cartão-ponto?)… E se enchem de moral para criticar os professores, quando estes paralizam em busca de melhores salários e condições de trabalho… A urna funerária que meu colega destaca, é o destino de todo ser humano. Enquanro este dia não chega, é melhor fazer o possível para ser bem lembrado no futuro e ter um epitáfio (currículo póstumo) bem apessoado, sobretudo em se tratando de autoridades eleitas pelo povo.
Respeito e admiro o trabalho dos médicos, e sei que a maioria é composta de ótimos profissionais… Porém isso não os torna diferentes dos outros servidores de nível superior, principalmente os professores que são obrigados a cumprir quarenta horas semanais, conforme contrato, comendo pó de giz e “engolindo sapo” em nome da qualidade (?) da educação…
Um professor, nem sempre precisa do médico… Mas o médico, inevitavelmente, necessitou de um professor até para assinar seu diploma…
Márcio Roberto Goes
Em hora atividade

Um Comentário

  1. Adriana Nicoletti
    Adriana Nicoletti 27 de novembro de 2006

    Parabéns marcio pelo seu Blogger,é muito verdadeiro quando relata dos fatos acontecidos.

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