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QUEM NUNCA USOU MÁSCARA QUE ATIRE A PRIMEIRA MENTIRA

28/02/2007
CAÇADOR ONLINE
03/03/2007
JORNAL INFORME
É triste, quando falamos a verdade e todos pensam que estamos mentindo. Mesmo assim, a mentira faz parte do cotidiano humano e as pessoas convivem com ela amigavelmente (às vezes)…
O mundo de hoje é feito para desonestos, é usado a falsidade para tudo: uma mentirinha aqui, um sorrisinho falso e interesseiro ali… e tudo se ajeita direitinho nos padrões do capitalismo… A falsidade e a mentira são dois vícios intrínsecos no ser humano desde o berço. O próprio Jesus – caminho, verdade e vida – calou-se à pergunta de Pilatos: “O que é a verdade?”
Há tempos não se sabe mais o que é “verdade”, ou “mentira”… Por vezes, a própria verdade vem temperada por uma dose salgada de mentira… Se pararmos para pensar em quantas mentirinhas falamos e ouvimos todos os dias, chegaremos a um resultado surpreendente de falta de verdade.
Percebe-se o uso da “inverdade” pelos motivos mais irrisórios e insignificantes possíveis: medo de cair no ridículo (pagar mico), para prender a atenção, para mostrar o que se julga saber, vingança, necessidade de pôr a própria culpa sobre os ombros de alguém (quase sempre, mais fraco), mostrar uma pseudo-coragem, ou até pelo motivo paradoxal de conquistar confiança…
E o mais grave de tudo é que estes fatos tornaram-se parte da vida do ser humano. Aprendemos assim com nossos pais e infelizmente ensinamos aos nossos filhos a habilidade de contar mentiras e estar preparado para acolhê-la como pseudo-verdade, fingindo acreditar e contribuindo para sua divulgação, sabendo que o outro também tem essa consciência e finge, mentirosamente, não saber.
Na verdade não sabemos mesmo… Ou preferimos pensar que não sabemos, afinal, a mentira do outro sempre é mais mentirosa e digna de condenação que a nossa. Nossa mentirinha inocente e menos mentirosa que a mentira dos outros, nos permite condenar as mentironas que vemos e ouvimos todos os dias nos noticiários… Condenamos, principalmente as autoridades que elegemos (ou que mentimos que elegemos), sejam elas federais, estaduais (apesar de serem descentralizadas), ou municipais, que inclusive prometeram, mentirosamente, até asfalto de graça e hoje procuram uma forma de fazer recapeamento econômico para cobrar menos da população (Não consigo entender como é que se diminui o valor de uma coisa que foi prometida de graça, mesmo assim finjo entender, me conformando com esta mentirinha básica…)
Pra falar a verdade (ou mentira), sinto-me confortável com tudo isso, pois o fato de as autoridades mentirem, prova que elas pensam tanto no povo que “perdem o sono” inventando discursos bonitos, bem elaborados e mentirosos, afim de persuadir e convencer a população que sua mentira é mais verdadeira e menos mentirosa que a dos adversários e antecessores: escondem-se nas máscaras da politicagem desumana e conativa e esquecem-se que o povo prefere uma linguagem mais referencial e menos poética ou emotiva… Falando nisso, permitam-me encerrar, explorando a função metalinguística da linguagem:
A verdade é algo que não usa máscaras: vale por si só e não precisa provar nada a ninguém.

Márcio Roberto Goes
Desculpe minhas mentirinhas!

2 Comments

  1. Alisson
    Alisson 13 de março de 2007

    As vezes é difícil dizer a verde,
    outras vezes é insúportável ter que engolir as mentiras…
    o incrível é conviver com as duas todos os dias

  2. Alisson
    Alisson 13 de março de 2007

    As vezes é difícil dizer a verde,
    outras vezes é insúportável ter que engolir as mentiras…
    o incrível é conviver com as duas todos os dias

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