Aperte "Enter" para pular para o conteúdo

Márcio Goes Posts

VISITA À ESCOLA TABAJARA

Visita à escola de Educação Básica Tabajara (Caçador – SC). Encontro com alunos da 4ª série do ensino fundamental. 15 de setembro de 2006.


DEPOIMENTOS:

O dia em que conheci o escritor

Realizei meu sonho dia 15 de setembro de 2006, quando conheci um escritor chamado Márci Goes.
Eu adorei estudar usa crônicas que são lindas! a que mais me chamou a atençâo foi ”de quem é a vaca?”, ele criou essa crônica usando muita criatividade e humor. na sexta ele cantou uma música linda em espanhol chamada: la canción de la alegría e cantou também andar de trem. ele tem uma voz linda! foram duas músicas que farão parte de minha vida!!! Obrigada Márcio querido, pela visita em nossa escola, saiba que você será sempre bem vindo.

Aluna: Juslei Luciana de Freitas

A REALIDADE DE UM SONHO

ESTÁVAMOS ANCIOSOS, SENTADOS EM NOSSAS CADEIRAS PRÓXIMAS AO PALCO QUANDO DE REPENTE, MÁRCIO GOES CHEGOU. ELE FEZ UM BREVE DISCURSO, E EU E MINHA AMIGA JUSLEI SUBIMOS AO PAUCO PARA LHE FAZER ALGUMAS PERGUNTAS. LOGO DEPOIS ELE NOS ALEGROU CANTANDO DUAS MÚSICAS, LA CANCIÓN DE LA ALEGRÍA EM ESPANHOL. É CONSCIDÊNCIA, A PROFESSORA DE LITERATURA TAMBÉM FALA ESPANHOL E FAZ LETRAS! MAS, VOLTANDO AO ASSUNTO, ELE TAMBÉM CANTOU A MÚSICA ANDAR DE TREM. QUE A PROFESSORA ANDRIELI PASSOU NO COMPUTADOR PARA NÓS. MÁRCIO GOES, VC É O ”CARA”!!!!!!!!!!!!!

ALUNA: BIANCA 4a

UMA MANHÃ NESQUECÍVEL!!!!

DIA DE SETEMBRO ( SEXTA-FEIRA) FOI UM DIA MUITO ESPECIAL.
POIS TIVE A OPORTUNIDADE DE CONHECER UM GRANDE ESCRITOR, MÁRCIO GOES.
UM ESCRITOR MUITO ENGRAÇADO QUE ENSINOU AOS ALUNOS DAS 4as SÉRIES DA ESCOLA TABAJARA O VALOR DA LEITURA. MÁRCIO PARABÉNS!!!

ALUNO: DOUGLAS 4a 02

3 Comments

O PROFESSOR NO BANCO DOS RÉUS

PUBLICADO EM: 13/10/2005
JORNAL INFORME. CAÇADOR-SC

O PROFESSOR NO BANCO DOS RÉUS

Antigamente, ser professor era sinônimo de status, inteligência e respeito. Aliás, um grande respeito tinha a sociedade pela pessoa do professor, tanto é que os pais confiavam ao profissional docente seus filhos e jamais contestavam uma decisão por ele tomada, até porque, no dia da colação de grau, o professor faz o juramento de agir sempre com ética, respeitando as diferenças e capacidades de cada educando, pelo menos comigo foi assim, em 2003.
Porém, parece que a rotina do mundo atual tem contaminado agressivamente a mente e o coração de alguns alunos e pais com aspectos muito negativos em relação ao professor, fato que comprovei in óculo:
Um dia desses, na escola em que trabalho, compareceu uma senhora, apresentando-se como mãe de uma aluna de primeiro ano de ensino médio, tendo em mãos um bilhete com o nome de uma de nossas professoras, mostrando-me o bilhete, expressou-me o desejo de falar com a referida pessoa.
Muitas alternativas passaram em minha mente: Será que sua filha teve notas baixas em Português?… Será que é uma aluna faltosa ou indisciplinada?… Teria ela faltado aula no dia da prova ou deixado de entregar algum trabalho?… Bem, na pior das ipóteses, imaginei que professora e aluna não entraram em acordo no aspecto pedagógico, ou não concordaram com algum assunto referente à disciplina (atualmente, o aluno tem direito de discordar do conteúdo)… Mas, minha criatividade não foi suficiente para descobrir do que se tratava, mesmo assim, contive penosamente minha curiosidade.
A referida mãe foi levada até a sala onde a professora se encontrava. Tamanha foi minha surpresa quando, minutos mais tarde, deparei-me com a docente justificando para a turma e para a mãe o porquê da sombrinha de sua filha estar quebrada, já que fora acusada de tamanha traquinagem por mãe, filha e alguns alunos.
Novamente, minha curiosidade criou asas: Em nenhum momento, é claro, imaginei que esta professora tivesse imaturidade suficiente para cometer tal molecagem, visto que foi uma das melhores professoras que tive na faculdade, costumo chamá-la de “mi maestra”, título merecido, não só por ter cursado um mestrado, mas por ser uma professora que ama sua profissão, não só professa, mas atua como mestre e aponta os caminhos, assim como muitos dos professores que conheço; porém, algumas dúvidas cruéis me assolaram a alma naqueles poucos minutos em que observava “mi maestra” justificando-se perante os presentes: Teria ela derrubado aquela sombrinha no chão por descuido?… A sombrinha estava no chão e a professora, por engano pisou em cima?… A aluna deixou a sombrinha em sua mesa e a professora largou seu material em cima, danificando-a? A sombrinha chegou atrasada à aula, faltou à prova, não entregou trabalho na data marcada ou desrespeitou a professora e por isso foi arremessada contra a parede?… Não!… Nada disso. Tudo o que ela fez foi fechar o objeto que estava aberto nos fundos da sala a fim de aproveitar melhor o espaço para realizar a prova bimestral , já marcada anteriormente, tudo isso, com a devida autorização da proprietária.
Mas, como os fatos foram destorcidos dessa maneira?… Através de picuinhas (ou fofocas, melhor dizendo) entre os alunos até chegar aos ouvidos da mãe, que aparentemente acreditou mais nas especulações do que na professora, na escola ou na própria filha.
O fato é que apareceu um objeto quebrado, ninguém sabe quem foi, mas é preciso, como sempre, encontrar um culpado: a professora.
A que ponto chegou a educação pública ao longo dos anos!?… Os papéis inverteram-se: mentiras, especulações e picuinhas têm mais credibilidade que o professor ou a própria unidade escolar.
Esta realidade não é exclusividade desta escola (e mesmo que fosse, não seria motivo para estar me gabando), é a nível nacional e até mundial. Se assim continuar, logo teremos uma escola falida: A instituição que mostra os caminhos para o conhecimento (e assim o faz apesar de todas as dificuldades) repentinamente é vencida por boatos…
Isso aconteceu com uma de minhas colegas, mas poderia ter acontecido com qualquer um de nós, professores ou não, afinal todos estamos vulneráveis ao julgamento dos boatos e picuinhas. Depois, para provar o contrário é uma labuta desumana e penosa para todos os lados…
Sem desmerecer nenhuma profissão, pois o mundo evolui por causa das diferenças, mas não é o médico, o engenheiro ou o advogado que “removem montanhas” no âmbito do conhecimento e sim o professor, afinal, médicos, engenheiros, advogados, operários, gente boa, gente ruim, armados, desarmados, corruptos e “mensaleiros”… todos, absolutamente todos, em algum momento de suas vidas freqüentaram a escola, inclusive aqueles que colocam hoje o professor no banco dos réus.
Portanto, professor, tenha fé, porque a fé do professor remove montanhas de conhecimentos e torna os educandos pessoas melhores.
Parabéns, professor, por acreditar em si mesmo, na escola, nos seus alunos e no mundo, que é um mundo em desenvolvimento e pensante por causa de você.

Márcio Roberto Goes

1 Comentário

O GRANDE CONDUTOR – primeira publicação de Márcio Goes

PUBLICADO EM: 06/10/2005
JORNAL INFORME – CAÇADOR, SC.

O GRANDE CONDUTOR
(crônica)

Era por volta das 13h.30min, dirigi-me ao ponto de ônibus, onde esperei cerca de cinco minutos. Subi no coletivo, entreguei o passe ao cobrador cumprimentando-o com um sinal de cabeça e sentei-me no terceiro banco.

Aparentemente, tudo normal… Pessoas dirigindo-se ao centro para fazer compras, passeio ou a trabalho… Tudo perfeitamente rotineiro (aquela rotina que, às vezes incomoda) até o motorista parar ao aceno de uma velhinha de bengala. Neste momento, vi um ato descomunal na rotina daquele ônibus: o condutor parou, puxou o freio-de-mão, ajeitou o bigode, destravou a cadeira, desconectou o cinto de segurança, levantou-se, acomodando a camisa do uniforme dentro da calça e dirigiu-se até a porta estendendo a mão para aquela senhora e conduzindo-a até o banco, só voltando a seu posto depois da certeza de que a velhinha estava perfeitamente acomodada.
Aquele senhor, proletariado, como a maioria dos brasileiros que não pode contar com mensalão ou mensalinho para ajudar no orçamento, quase no fim de seu turno de trabalho, cruza seu olhar com uma senhora quase no fim do turno de sua vida.
Duas vidas totalmente diferentes, unidas por um único objetivo, por um instante, aproximadas pela situação e pelo destino.
Talvez, nunca mais se encontrem, novamente, talvez seja o último passeio de ônibus daquela senhora, ou o último turno daquele motorista que dedicou alguns segundos de sua vida a um ser humano desprezado por muitos, amado por alguns, respeitado por outros.
Por que ele fez aquilo, mesmo não se tratando de uma obrigação profissional (pelo menos, não dele)?… Por respeito, talvez ou por amor?!…
Sim, por amor. Amor fraterno do qual o mundo anda tão carente… Quantas pessoas têm demonstrado amor por aquela senhora ultimamente?… Quantas pessoas têm demonstrado amor pelos idosos ou por qualquer pessoa no mundo atual?…
Tenho certeza que, ao descer daquele ônibus, nem motorista, nem velhinha serão os mesmos, pois provaram a alegria e a ternura de viverem em comunidade fraterna.
Que bom seria se os grandes condutores das grandes nações presenciassem esta pequena cena, deste “pequeno condutor de ônibus” e seguissem seu exemplo, pequeno, mas grandioso. Porém, trata-se de uma utopia, pois grandes condutores de grandes nações, jamais usam ônibus em direção ao centro da cidade, para passear, fazer compras ou trabalhar… Aliás, grandes condutores de grandes nações trabalham?… Creio que grandes condutores têm grandes problemas para resolver. Deve ser por isso que não resolvem, porque são grandes, e tornam grandes os pequenos problemas.
Afinal, há tanto mercado para conquistar, tanto mensalão a pagar ou receber, tanta CPI para resolver, tantos deputados e senadores corruptos para comprar, vender ou julgar, tanta coisa para justificar, que não há tempo para pensar em um motorista de ônibus parando seu trabalho para ajudar uma velhinha desconhecida a subir.Não há tempo para perceber o quanto este exemplo de vida nos torna mais humanos.E quanto mais humanos somos, mais divinos nos tornamos. Sendo divinos, somos grandes, de uma grandeza que transcende a pequenez dos problemas grandes dos grandes condutores.
Márcio Roberto Goes
06/10/2005
Deixe um comentário