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O maníaco do porão

Tudo começou numa tarde de quarta-feira quando três amigas e uma penetra estavam fazendo um orçamento de camisetas para sua turma: tarefa que lhes foi dada… E para elas, missão dada é missão cumprida… Bem, tudo parecia muito bom e simples, mas… Tudo o que é bom, um dia estraga.

Elas se deslocaram até uma malharia, cujo nome não será divulgado por motivos de segurança. A atendente, cover da Fafá de Belém, explicou que elas deveriam ir até um serigrafista… Elas foram: até aí, nada de sobrenatural.

Chegando lá, tiveram uma sensação estranha: “Ora, pois!”… Era num porão, e além de tudo o porão era escuro e de lá de dentro, ouvia-se algo que parecia ser o barulho de uma máquina triturando ossos… Assustador!

Como eram corajosas, elas resolveram entrar (mas todos sabemos o que acontece com as pessoas corajosas), observaram o local e viram coisas horrendas: Em uma banheira velha eram criadas duas criaturinhas inocentes, duas lindas e meigas tartaruguinhas, com uma luz vermelha fluorescente que as ofuscava… Imagine a cena: Um porão todo escuro com um clarão vermelho.

Mais além, uma aranha gigante que parecia muito real, mas não se vê aranhas reais daquele tamanho; um desenho medonho da morte e fotos de pessoas felizes, mas não sabemos se ainda vivem.

De repente, cessou o barulho e uma sombra monstruosa veio na direção delas. Quando se aproximou, elas “gelaram” e paralisaram completamente os sentidos, então a sombra em forma de homem perguntou com uma voz grossa:

– “O que vocês querem?”

Elas se afastaram do balcão e explicaram o que queriam… A sósia da Fafá de Belém tinha dito, anteriormente, que o que elas procuravam custaria R$ 16,00, mas ele disse que sairia por R$ 23,00. Abismadas, mas sem coragem para pechinchar, elas estavam como robôs, só conseguiam resmungar: – “Ahâm! Ahâm!

O homem era alto, entroncado, lábios finos, sobrancelhas grossas, da sua cabeça brotavam tufos de cabelo, ele trajava um macacão tipo o do assassino do “Massacre da serra elétrica” e estava todo sujo de manchas vermelhas que lembravam sangue… Mas não podemos afirmar nada…

Naquela altura da conversa, se o indivíduo lhes dissesse que custaria R$ 100,00, elas concordariam… Depois disso, nunca mais as vi: uns dizem que elas saíram de lá e caminharam sem rumo, outros já afirmam que não as viram sair de lá nunca mais.

Mas o que posso garantir é que isso é assustador e até o fim do ano, as camisetas vão chegar vermelho-sangue…

Você que está lendo esta história, tome cuidado! Quando passar perto de serigrafias ou porões, pois garantimos que você entrará, mas não podemos dizer que você sairá de lá.

Patrícia Aparecida Pelepe e Priscila Barrichelo
3º ano 01 – Ensino Médio
EEEB Wanda Krieger Gomes – Caçador – SC

One Comment

  1. Márcio Goes- Derrubando a cerca
    Márcio Goes- Derrubando a cerca 20 de novembro de 2008

    […] uma crônica”… Fui para casa pensando em escrever, mas não escrevi. Na manhã seguinte, a crônica estava pronta, coerente, coesa, impecável, hilária… Foi escrita despretensiosamente por […]

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