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Não bebo, não fumo… Só escrevo…

Fonte: http://doomar.blogspot.com

 Todos sabem que não morro de amores pela atual administração municipal… Aliás, sempre serei contra qualquer acordo que esqueça realmente do povo, como aconteceu com os “sete anões”, liderados pelo tucano nas últimas eleições municipais… Antes que os adeptos da atual política se manifestem, como já fizeram, com palavras de baixo calão contra a minha pessoa chamando minhas palavras de “asneiras”, repito pela enésima vez: “Não sou jornalista… Não tenho compromisso com a imparcialidade”… Além do mais, como escritor, sinto-me na obrigação de ser autêntico e minha postura não permite que eu fique calado diante do show que se monta para agradar os olhos do povo… Sim, porque quase tudo o que aqui se faz de bom é para a elite usufruir e o povão ficar olhando, quando muito aproveitar um pouco e, dependendo do horário, voltar para casa a pé, percorrendo vários quilômetros até seu bairro…

Mas dia desses li uma nota que merece meus aplausos para os idealizadores. Trata-se do tão polêmico “Carnaval sem álcool” em Caçador… Venho publicamente manifestar minha aprovação incondicional a esta ideia. Tenho motivos muito particulares para isso, mas acho que beneficiaria muitas pessoas que gostam de brincar o carnaval de forma saudável e democrática… Esta festa popular tem uma origem cristã e significa “adeus a carne”. O carnaval, portanto é composto por três dias de festa que antecedem a quaresma, época de reflexão para os cristãos e abstinência de carne para os mais conservadores. Mas estes três dias de folia não precisam ser recheados de irresponsabilidades criadas pelo uso excessivo de bebidas alcoólicas.

Sou filho de um alcoólatra que morreu, provavelmente, por complicações causadas pelo vício, tenho alcoólatra na família que já causou muitos problemas e desavenças… Já está comprovado cientificamente que alcoolismo é uma dependência química, porém existe diferença entre aquele que precisa evitar o primeiro gole para não recair e aquele que bebe além da conta por sem-vergonhice mesmo, só para ter alguma história besta para contar no dia seguinte, este é o que causa a maioria dos problemas…

Jamais interferi no livre arbítrio dos meus familiares, mas se eles mantinham este vício catastrófico, nunca foi com meu dinheiro. Algo parecido estaria sendo feito pela prefeitura neste carnaval, ou seja, quem quisesse encher o “cofofió” de cachaça, que fizesse bom proveito, mas não financiado pelos cofres públicos. Estaria feliz em saber que meus impostos pagariam um desperdício a menos… E eu que nunca simpatizei com o carnaval, até admitiria a possibilidade de participar também, já que as duas drogas lícitas que mais matam e causam transtornos, álcool e cigarro, estariam proibidas dentro do cordão do divertimento…

Porém, tudo não passou de especulação e a correção foi feita na mesma coluna no dia seguinte… Lastimável!… As pessoas vão continuar enchendo a cara com o apoio da prefeitura em vias públicas… Não foi desta vez que pude fazer um elogio sincero ao executivo… Quem sabe, no futuro?…

Aliás, como cidadão caçadorense, quero sugerir aos gestores municipais para transformarem esta fofoca em regra, em todas as vias públicas, pois existe um gasto exorbitante do nosso dinheiro na limpeza das porquices causadas pelos bebuns nas avenidas da cidade… Se alguém não acredita, basta acordar cedo no domingo, ou na segunda-feira, antes do sol raiar e dar uma passeada na avenida Barão do Rio Branco e na Beira-rio… Verá uma quantidade incontável de garrafas e latinhas no chão, fruto do vício egoísta dos seres desumanos que por ali estiveram fazendo festa e não tiveram a determinação de usar o lixeiro para aquilo que foi destinado: receber lixo…

A administração municipal teria meu total apoio se esta ideia fosse real, apesar de polêmica, traria benefícios para toda a cidade e quem não gostasse, enchesse a cara em outro lugar, não público, gastasse o seu dinheiro com o líquido e a fumaça da desgraça, Vivesse e morresse feliz… Mas não foi desta vez… O jeito é passar o carnaval escrevendo mesmo… Asneiras, ou não…

Márcio Roberto Goes

www.marciogoes.com.br

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