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MEU CHUCHUZINHO


11/04/2007
CAÇADOR ONLINE

14/04/2007
JORNAL INFORME
Pois é!… Aqui estou eu… Já é madrugada, nem o sono nem a inspiração resolveram me visitar esta noite… Mas preciso escrever algo, afinal tenho um compromisso com os leitores… Tarefa difícil, já que não tem acontecido nada de especial, ou eu não tenho prestado muita atenção ao meu redor nos últimos dias… o fato é que não tive nenhuma interrupção da turma do “fundão” nas minhas aulas esta semana, ninguém me abordou para comentar alguma “barbaridade”, nenhum buracossaulo-rex novo nas ruas (permanecem só os velhos, que já estão virando grandes crateras), nenhuma luz de neon no fim do túnel, nenhuma vaca perdida, nenhuma história hilariante e filosófica do João dos Sonhos Azuis, nada de aquecimento global, nenhuma besteira dita ou feita por aquele presidente “galo de briga” que se acha dono do mundo e que esteve nos visitando só para cheirar nosso petróleo, nenhuma batata assassinando um mísero e indefeso copo de extrato de tomate, nenhum filósofo conferindo o peso das bananas… Enfim, nenhum acontecimento novo. Assim não dá pra ser feliz, ninguém colabora com este cronista!
Bem, então o jeito é escrever sobre assuntos banais, daqueles que são abordados despreocupadamente nas rodas de chimarrão, nas ruas da cidade, nos balcões de bares, na Beira-rio domingão à noite, na fila do banco ou do SUS, à espera de mais uma ficha…
Ou melhor, vamos falar da caixinha preta que nos faz economizar cérebro: a televisão… Que tal BBB sete?… Alemão na cabeça!… Saiu, finalmente vitorioso daquela casa que é símbolo da corrupção e ganância humana, onde vale tudo por um milhão de reais: até sacrificar a dignidade e a honestidade… sem falar que o prêmio é pago por cada votante que gasta seu suado dinheirinho em ligações do “0300” para eliminar fulano ou bertano da disputa… Em um único paredão, a poderosa do “plim-plim” fatura o suficiente para pagar muito mais de um prêmio de um milhão de reais.
A solução então é mudar de canal… Olha a “Lu”!… Bela e formosa: uma mulher linda e “Super pop”, pena que depois que abre a boca, meu conceito sobre ela toma rumos desesperadores, principalmente quando chama aquele “tchô” que não me recordo o nome (e nem faria questão), que fica botando defeito na roupa das famosas. Puxa vida! Deixa a mulherada se vestir como quiser e puder!… Outro dia, este “vivente” estava se gabando por achar seu pé bonito, chegou até a tirar o sapato para mostrá-lo em rede nacional… É muita falta do que mostrar na TV!…
Perdão, meus amigos! Eu também estou sentindo falta do que escrever hoje. Aliás, escrever sobre estes e alguns outros programas da TV aberta é a mesma coisa que comer chuchu sem tempero: tem gosto de nada com coisa nenhuma.
Mas eu insisto: vamos falar das novelas globais… Que tal a das oito, que começa às nove?… Cheia de falcatruas e estratégias, onde todos querem levar vantagem com o menor esforço possível (Não parece nada com o paraíso)… E a das sete?… Repleta de triângulos, quartetos e quintetos amorosos… Então, a novela das seis, que brinca descaradamente com a fé do povo… Aliás, quero morrer no PROJAC, que é pra eu poder voltar a este mundo de vez em quando com eco na voz e cheio de raios luminosos pelo corpo, fato que acontece com qualquer defunto das novelas do plim-plim.
Bem, acho que consegui concluir minha crônica… Vou chamá-la de “meu chuchuzinho”… Que tal?… Não tem muito conteúdo, mas é “legal pra chuchu”!
Márcio Roberto Goes

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