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	<title>Márcio Goes</title>
	
	<link>http://www.marciogoes.com.br</link>
	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 02:45:15 +0000</pubDate>
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		<title>Derrubando a cerca</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 02:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 Não vai muito longe o dia em que eu fiz uma colação de grau, tornando-me professor habilitado em letras, onde prometi, entre outros, educar meus alunos para a cidadania&#8230; Porém lá no fundo do meu coração, onde já brotava um imenso amor pela educação, eu fazia mais uma promessa: Contribuir para que meus alunos tivessem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> Não vai muito longe o dia em que eu fiz uma colação de grau, tornando-me professor habilitado em letras, onde prometi, entre outros, educar meus alunos para a cidadania&#8230; Porém lá no fundo do meu coração, onde já brotava um imenso amor pela educação, eu fazia mais uma promessa: Contribuir para que meus alunos tivessem a coragem e a determinação de expressar e defender suas idéias com argumentos sólidos e de maneira diplomática&#8230; E o mais importante: não deixar jamais que sejam “abortados” os seus ideais.<br />
 Durante este ano letivo, tive muitas surpresas por parte de meus “pupilos”, tanto de ensino médio, quanto de quinta a oitava série: Uma tarde, como sou regente de terceirão, eu deveria acompanhar minhas alunas da comissão de formatura para fazer orçamento de camisetas. Aconteceu um imprevisto e elas foram sem a minha presença mesmo. No outro dia, contaram-me tudo o que acontecera na jornada da tarde anterior, com uma intensidade e um envolvimento de alguém que julgava muito importante a minha presença naquele momento&#8230; Ao ouví-las, declarei: - “Isso  merece uma crônica”&#8230; Fui para casa pensando em escrever, mas não escrevi. Na manhã seguinte, a <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/06/o-maniaco-do-porao.html" target="_blank">crônica</a> estava pronta, coerente, coesa, impecável, hilária&#8230; Foi escrita despretensiosamente por minhas alunas queridas, com padrões invejáveis para alunos de ensino médio&#8230;<br />
 Numa outra ocasião, outra aluna traz uma folha para eu ler e dar meu parecer: era um texto que expressava a profunda indignação pelos acontecimentos ao nosso redor, provocados pelos seres humanos e expressados pelo<a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/09/quando-lemos-um-jornal-brasileiro.html" target="_blank"> jornal</a>. E o mais interessante disso tudo: Nenhum desses textos valeu nota, elas escreveram pelo simples prazer de expressar suas idéias, fato que deixa qualquer professor “rindo até para a sombra” de alegria do dever cumprido.<br />
 Porém, a maior surpresa deste ano letivo eu tive nesta segunda-feira, quando os alunos da escola onde trabalho, com o apoio dos pais e professores, fizeram uma <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/11/mobilizacao.html" target="_blank">manifestação</a> pedindo segurança especializada para garantir a integridade física dos cidadãos de bem que usufruem, ou dependem daquele estabelecimento de ensino. Isso depois de muito tempo tentando resolver através de ofícios e reuniões que “não deram em nada”&#8230; O último recurso possível foi a <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/11/lutar-pelos-nossos-direitos.html" target="_blank">manifestação popular </a>com  presença da imprensa local, que nos fez ser ouvidos, finalmente, pelas autoridades. Não foi uma baderna, como ouvi dizer, e sim um protesto pacífico e voluntário, feito pela comunidade escolar, para melhorar o ambiente onde passamos grande parte de nosso tempo. Um exemplo concreto daquilo que prometi na minha colação de grau: educar para a cidadania.<br />
 No dia seguinte, tivemos a presença da Guarda Municipal para nos auxiliar e desde então, não registrou-se mais nenhuma presença de pessoas mal-intencionadas dentro da escola que voltou a cumprir seu papel social.<br />
 Alguém (uma autoridade), me perguntava ainda ontem, ironicamente: - “Agora que transformamos a escola num presídio, está bom pra você?”&#8230; Minha resposta foi o silêncio, pois presídio não é lugar de estudantes e professores comprometidos com o crescimento pessoal. Além do mais, eu estava muito feliz para discutir picuinhas&#8230; Feliz por ver que nosso trabalho de educadores valeu a pena&#8230; Feliz por ter alunos conscientes que não se desmobilizam com represálias excludentes&#8230; Feliz porque aquela comunidade, tão “Martellada” pelas críticas e discriminações, foi destaque na mídia através de uma atitude altamente positiva, que surtiu efeito imediato: coisa que não aconteceu quando tentava-se discretamente.<br />
 Não nego e jamais negarei meu apoio integral a qualquer atitude desta natureza que só faz crescer nossos alunos e comunidade&#8230; E se preciso for, não deixaremos de lutar por nossos ideais, pois o ser humano é maior do que pensa&#8230; E como diz o nosso bispo diocesano: - “Se o boi soubesse a força que tem, derrubaria a cerca”&#8230;</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;">Márcio Roberto Goes</span></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=MaNXaG"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=MaNXaG" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Lutar pelos nossos direitos</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 02:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Talentos da Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio ao mundo em que vivemos, ainda enfrentamos muitos desafios em todos os setores da vida, mas o mais importante é saber enfrentar os desafios de cabeça erguida.
 Eu estava junto a um grupo de amigos, quando a gente começou a questionar e dar as nossas opiniões sobre os últimos fatos acontecidos na escola&#8230; Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao mundo em que vivemos, ainda enfrentamos muitos desafios em todos os setores da vida, mas o mais importante é saber enfrentar os desafios de cabeça erguida.<br />
 Eu estava junto a um grupo de amigos, quando a gente começou a questionar e dar as nossas opiniões sobre os últimos fatos acontecidos na escola&#8230; Foi aí que tivemos a idéia de mobilizar o maior número possível de professores, alunos e pais para que fizéssemos um protesto reivindicando mais segurança na escola, já que nos sentíamos todos inseguros. Nos reunimos com professores e demais alunos e resolvemos que deveríamos tomar providências rápidas, pois a direção da escola já tinha enviado vários ofícios e a parte administrativa havia participado de diversas reuniões, porém nada tinha sido resolvido.<br />
 Combinamos, então que estaríamos presentes na escola, na segunda-feira (17/11/2008) para pedir que as autoridades tomassem alguma providência na questão da segurança, pois recebíamos ameaças freqüentes e já não tínhamos tranqüilidade para estudar em paz&#8230;<br />
 O grande dia chegou, todos estavam lá: alunos, professores, pais unidos pela mesma causa. Logo fomos surpreendidos por diversos meios de comunicação, imprensa falada e escrita, inclusive com transmissão ao vivo pela rádio&#8230; Finalmente conseguimos falar tudo o que estava engasgado já há muito tempo.</p>
<p>Tivemos resposta imediata da Gerência de Educação e da Guarda Municipal e hoje, já temos profissionais trabalhando na escola para garantir a integridade física dos alunos, professores e demais funcionários.<br />
 Acho que devemos tomar conhecimento de nossos direitos e lutar por eles, seja na escola, no trabalho, ou nos órgãos públicos. Aos poucos, conseguiremos conquistar uma escola melhor, daqui a pouco um bairro melhor e quem sabe um dia, um país e um mundo melhor.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Priscila Schikorski Azeredo<br />
Escola Estadual de Educação Básica Wanda Krieger Gomes<br />
Caçador - SC<br />
3º ano 03 – Noturno<br />
Ensino médio</strong></p>
<p><a href="http://www.marciogoes.com.br"></a></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=9Ypnii"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=9Ypnii" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Mobilização</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 02:37:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[Caçador]]></category>

		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

		<category><![CDATA[segurança]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto a seguir é resultado da vontade de alunos e professores de uma das maiores escolas públicas estaduais de Caçador de mudar a realidade absurda em que se encontra&#8230;
Há três anos que vivemos um constante descaso com a qualidade de ensino e a segurança de alunos e funcionários&#8230;
Já presenciamos ameaças, agressões a professores e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto a seguir é resultado da vontade de alunos e professores de uma das maiores escolas públicas estaduais de Caçador de mudar a realidade absurda em que se encontra&#8230;</p>
<p>Há três anos que vivemos um constante descaso com a qualidade de ensino e a segurança de alunos e funcionários&#8230;</p>
<p>Já presenciamos ameaças, agressões a professores e funcionários e até uma bala perdida na área administrativa&#8230; Por várias vezes conversamos com as autoridades responsáveis e a resposta sempre é a mesma: &#8220;Estamos tomando providências&#8221;&#8230; No entanto tudo está do mesmo jeito. Não temos segurança, os portões já foram arrombados e os muros não medem mais que um metro e meio de altura. Recentemente um professor foi ameaçado de morte por alguns elementos ( não são alunos) armados. Não cabe a nós &#8220;arriscar o Pelo&#8221; pela segurança da escola&#8230;</p>
<p>Afinal, o que falta acontecer para que se tome uma providência???</p>
<p>POrque parece que tudo é tão complicado para se resolver, quando se trata de escola pública???</p>
<p>Por quanto tempo ainda vão nos enrolar???</p>
<p>Queremos uma solução já!!! Não é amanhã, nem depois&#8230; É já!!!</p>
<p>Nossa vida não pode mais ficar exposta a tanto descaso&#8230;</p>
<p>As palavras a seguir são de uma equipe que ama sua escola e está indignada com este descaso&#8230;</p>
<p> </p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;">&#8220;Convidamos a todos os professores, alunos e demais funcionários da Escola de Educação Básica Wanda Krieger Gomes, bem como seus familiares, comunidade em geral e imprensa, para uma mobilização a fim de alertar as autoridades competentes para a urgência de uma solução para a segurança em nossa escola, a realizar-se nesta segunda-feira, 17/11/2008 as 19h.00min em frente à escola.<br />
Nossa luta é pela garantia da integridade física de alunos, profesores e funcionários da, visto que já estamos fartos de enviar ofícios e mais ofícios para as autoridades que sempre dizem que estão tomando providências, mas até agora não vimos resultado nenhum. Constantemente nossa escola é invadida por pessoas que não são alunos e chegam a ameaçar  verbalmente professores e funcionários&#8230;<br />
Vamos dar um BASTA nesta situação.<br />
Segunda-feira em frente a escola, as 19h.00min.<br />
Junte-se a nós nesta luta!&#8221;</span></span><br />
 <br />
 <br />
Ass: Alunos e professores da EEB Wanda Krieger Gomes<br />
Caçador- SC</em></strong></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=DVvawG"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=DVvawG" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Professor também é gente</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 03:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[ Ao contrário do que muita gente pensa, sou um professor como outro qualquer, cheio de dúvidas, afetos, desafetos, realizações e decepções. Já gritei na sala, já dei soco na mesa, já discuti com aluno, já tive vontade de “socar” alguns alunos na parede, etc&#8230; Ora, sou professor&#8230; Sou humano&#8230; Tenho atitudes humanas. O problema é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Ao contrário do que muita gente pensa, sou um professor como outro qualquer, cheio de dúvidas, afetos, desafetos, realizações e decepções. Já gritei na sala, já dei soco na mesa, já discuti com aluno, já tive vontade de “socar” alguns alunos na parede, etc&#8230; Ora, sou professor&#8230; Sou humano&#8230; Tenho atitudes humanas. O problema é quando estas atitudes fazem parte do cotidiano e os alunos são obrigados a agüentar uma pessoa mal-amada, estressada, autoritária e irredutível como professor, tornando o que deveria ser um ambiente de conhecimento, num local de constantes ameaças para se manter a “ordem”&#8230; Ordem?&#8230; Um cheirando a nuca do outro, parados em seus lugares como robôs: isso é ordem?&#8230; Pode até ser, mas não melhora em nada o nível de conhecimento do aluno. Desta forma, o estudante aprende muito mais na “desordem” aparente.<br />
 Numa dessas manhãs de sombra, eu adentrava numa sala de primeiro ano de ensino médio, com minha pastinha preta e minha garrafinha de água e enquanto apagava o quadro, um fato me intrigava profundamente: Parecia que ninguém havia notado a minha presença naquele local, a julgar pelas atitudes dos meus “pupilos”:Alguns ouvindo, despreocupadamente seu MP3, outros “fuçando” no celular, metade da turma pendurada na janela, risos de um lado, palavrões do outro, pique-nique no fundão, bolinhas de papel voando&#8230; Opa!&#8230; Tudo é tolerável, mas bolinhas de papel, nãããããoooooo!!!&#8230; Será que essa gente nunca ouviu falar de aquecimento global?&#8230;<br />
 Parei imediatamente e “soltei o verbo”, conseguindo o que parecia impossível naquele momento, gritar mais alto que o restante dos seres humanos presentes naquela sala:<br />
 - Chega! Estou cansado de mendigar respeito de quem não merece!&#8230; Estou farto de lutar pela causa de estudantes que não querem “nada com nada”&#8230;<br />
 Neste momento, inexplicavelmente, todos notaram minha presença, os MP3, os celulares e as bolinhas de papel pararam imediatamente envergonhados, as janelas ficaram vazias e todos voltaram-se para me ouvir:<br />
 - “Acho que o que vocês querem mesmo é ficar fazendo exercícios e mais exercícios de fixação, que na verdade só fixam o desprezo pela língua que falam e escrevem&#8230; Quando se tenta fazer um trabalho de análise e produção de texto, conteúdo realmente útil para nossa vida prática, me deparo com esta situação lastimável: Uma perfeita demonstração de falta de respeito ao seu semelhante&#8230; Desisto!&#8230; Desisto de tentar desenvolver o gosto pela leitura, análise e produção de texto!&#8230; Vou passar aquele monte de regras que todo mundo odeia, mas que cai na prova, por isso é importante “decorar”&#8230; E por falar em prova, vou fazer uma, já que o que se procura por aqui é fazer de conta que se aprende. Sim! Porque, para mim, prova é “um faz de conta”. Acontece sob pressão e não revela o que realmente o aluno aprendeu,. Principalmente quando é elaborada com perguntas e respostas prontas e gabaritadas que não permitem ao aluno pensar e refletir sobre a resposta. Pensando bem, vou sentar e esperar a aula passar, façam o que quiserem, a aula é de vocês&#8230;”<br />
 Surpreendentemente, a maioria realizou as atividades de leitura e produção de texto, mas ao final da aula, uma aluna me procurou para contar-me o seguinte:<br />
 - “Professor, sabia que meu namorado teve uma nota muito acima da média nacional na redação do ENEM este ano? Ele me disse que deve isso ao professor de Língua portuguesa do ensino médio, que parou durante um bimestre inteiro só para trabalhar com produção de texto&#8230; Sabe quem foi o professor de Português dele no Ensino Médio?&#8230; Você!”<br />
 Lá no fundo de meus pensamentos, retirei tudo o que eu havia dito anteriormente.<br />
 Quando tudo parece estar perdido, sempre surge um anjo para abrir meus olhos. É por isso que ainda acredito na educação inovadora e de qualidade para todos.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;">Márcio Roberto Goes</span></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=xnx4kl"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=xnx4kl" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Abraço de urso</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 03:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 Quando escrevi, há algumas semanas, minha sincera homenagem a um de meus mestres da graduação, fiquei, de certa forma, encabulado, pois não se trata de um fato comum no cotidiano das pessoas civilizadas, que são orientadas a não demonstrar seus sentimentos explicitamente&#8230; Alguém tirou o coração dos seres humanos e colocou uma pedra no lugar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> Quando escrevi, há algumas semanas, minha sincera homenagem a <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/10/ao-mestre-com-carinho.html" target="_blank">um de meus mestres da graduação</a>, fiquei, de certa forma, encabulado, pois não se trata de um fato comum no cotidiano das pessoas civilizadas, que são orientadas a não demonstrar seus sentimentos explicitamente&#8230; Alguém tirou o coração dos seres humanos e colocou uma pedra no lugar, pois parece tão fácil fofocar e falar mal das pessoas ao nosso redor e infinitamente difícil, abrir um sorriso sincero, dar um abraço, ou fazer, despretensiosamente, um simples elogio para aquelas pessoas que nos ajudam a transformar nossa vida para melhor (isso aquece o coração das pessoas)&#8230; E quando se trata de um homem rasgando elogios para outro homem, aí é que os preconceituosos e mal-amados de plantão rasgam o verbo para julgar.<br />
 Fui julgado sim, não lembro por quem, nem faço questão de lembrar, mas ouvi coisas que nunca pensei que o coração humano fosse capaz de alimentar. Da mesma forma, fui julgado por distribuir abraços nos corredores da escola&#8230;<br />
 - “Você anda abraçando demais as meninas” - me dizia alguém do meu convívio profissional. Lógico! Eu gosto de abraços, ainda mais do sexo oposto, mas gostaria de justificar publicamente esta minha atitude que me foi repreendida por alguém com título acima do meu: Em primeiro lugar, não são só as meninas que merecem o meu abraço, os meninos também, apesar de muitas vezes ficarem meio ressabiados, mas os olhos humanos ao meu redor, só conseguem identificar a parte maldosa que diz respeito aos meus abraços&#8230; e se tratando de adolescentes e jovens de ensino médio, o perigo é ainda maior&#8230; Perigo???&#8230; Que perigo???&#8230; Por favor, deixem-me relacionar humanamente com meus alunos! O que me conforma é saber que não sou o único: conheço muitos professores que amam sua profissão e seus alunos&#8230; Quem ama, abraça&#8230; Os amigos se abraçam, pais e filhos se abraçam, os irmãos se abraçam&#8230; Porque então, os professores têm que abortar de seus alunos e de si mesmos a vontade e a necessidade de dar e receber abraços?<br />
 Eis que há quase um mês, na véspera do dia dos professores, recebi muitos abraços, felicitações e cartões os quais agradeço de coração, mas uma coisa me chamou a atenção: todos os cartões foram confeccionados pelos próprios alunos, por livre iniciativa e de forma muito simples, o que me encantou, porém um deles me chamou especial atenção por causa do remetente: um menino do ensino médio&#8230; Isso mesmo, um adolescente do sexo masculino, confeccionando um cartão em homenagem a seu professor&#8230; Naquele momento, despi-me de qualquer tipo de preconceito, ou repressão e dei-lhe um abraço de urso, daqueles de “quebrar as costelas”, além de contar-lhe meu testemunho vivido anteriormente com a homenagem que fiz ao meu mestre, com a mesmíssima intenção: homenagear sinceramente uma pessoa admirada por mim&#8230; São atitudes como estas do cotidiano escolar que ainda me fazem acreditar na educação como um processo de crescimento e relacionamento pessoal, e resgato lá do fundo de meu coração e do cantinho mais utópico de meu cérebro, <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/04/a-escola-dos-meus-sonhos.html" target="_blank">a escola dos meus sonhos</a>.<br />
 Querido leitor, querida leitora&#8230; Quem você acha que mais marcou a minha vida: o título de mestrado que julgou meus abraços gratuitos, ou o bilhetinho, também gratuito, daquele aluno que está apenas iniciando o ensino médio?&#8230; É claro que minha mente e meu coração amaram muito mais a segunda atitude, que veio acompanhada do tão perigoso e imoral abraço. Portanto, a vergonha de homenagear meu professor, reduziu-se a pó, enquanto a alegria de poder expressar meus sinceros agradecimentos agigantou-me. Senti-me também mestre&#8230; Um mestre feliz rendendo-se às palavras e aos abraços de seus alunos, que mais uma vez me ensinaram a valorizar as coisas mais simples da vida, sem máscaras.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: right">Márcio Roberto Goes</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=yT1Bth"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=yT1Bth" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Voto do além</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2008/10/voto-do-alem.html</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 02:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Caçador]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[ Após “baixar a poeira” das eleições municipais ainda me recordo de algumas cenas infelizmente corriqueiras em uma época de campanha. Fatos que chegam a ser hilários em meio à corrupção aberta e explícita que ainda sobrevoa todo pleito, apesar das restrições feitas pela justiça eleitoral.
 Em certa comunidade retirada do centro, andávamos com um de nossos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Após “baixar a poeira” das <a href="http://placar.eleicoes.uol.com.br/2008/1turno/sc/?cidade=80578" target="_blank">eleições municipais </a>ainda me recordo de algumas cenas infelizmente corriqueiras em uma época de campanha. Fatos que chegam a ser hilários em meio à corrupção aberta e explícita que ainda sobrevoa todo pleito, apesar das restrições feitas pela <a href="http://www.tse.gov.br/internet/index.html" target="_blank">justiça eleitoral</a>.<br />
 Em certa comunidade retirada do centro, andávamos com um de nossos candidatos a vereador, de porta em porta, pedindo voto de forma limpa e transparente, procurando discutir as idéias socialistas com o povo daquela localidade. Quando conversávamos com uma senhora que nos atendeu da janela mesmo e demonstrou estar pouco, ou nada interessada naquela conversa&#8230; O que ela queria mesmo era levar vantagem de alguma forma, a julgar por suas palavras claras e objetivas:<br />
 - “Olha moço! Eu vou votar naquele candidato que me der umas madeiras para construir um barraquinho pro meu filho que vai casar. Mas tem que ser antes das eleições, porque depois ninguém mais aparece” -  (não posso discordar deste detalhe&#8230;).<br />
 Percebi então que não adiantava nada falar de programa de habitação, ou de casas populares. Ela não pensava no bem comum, só no seu umbigo, como grande parte dos eleitores&#8230; Aliás, isso me faz lembrar a campanha anterior, quando a equipe de um dos candidatos tentava expor um plano habitacional para pessoas que viviam debaixo de lonas e a resposta foi a seguinte:<br />
 - “Nós só queremos uma lona nova e isso o amarelinho bicudo já prometeu.”<br />
 E por falar em ave em extinção, dois dias antes das eleições, ao chegar em casa tive uma surpresa incomensurável: Na minha caixa de correio, três cartas pedindo voto para um dos candidatos a prefeito, com diferentes remetentes. Uma endereçada a mim e duas para<a href="http://www.marciogoes.com.br/2006/09/joao-maria.html" target="_blank"> meu pai</a>. Todas as três falavam das coisas boas feitas pelo candidato até então, e das coisas ruins feitas (ou não) pelo seu principal opositor, algumas coisas até tinham fundamento, mas a maioria das palavras parecia rinha de “piá ranhento” que perdeu a pelada na rua e guarda ódio pelo seu adversário. Até aí tudo bem, pois os candidatos devem aparecer e pedir o voto, ou seja, para se fazer uma boa campanha, deve-se expor e fazer o marketing pessoal, do contrário, ninguém poderá adivinhar o que o fulano fez ou poderá fazer pelo bem comum.<br />
 Tudo estaria normal se não fosse um pequeno detalhe: Meu pai faleceu há mais de dois anos, além disso, antes de partir dessa pra melhor, já fazia dezesseis anos que ele não morava e nem votava mais em Caçador.<br />
 Sinceramente, não sei qual é a vantagem de se pedir voto para um defunto&#8230; Talvez o candidato acreditasse numa força divina que o intercedesse lá no céu, ou que a família se comovesse com tamanha dedicação ao nosso finado pai e descarregasse todos os votos neste vivente.<br />
 Teoricamente, todo cidadão tem o direito de votar e ser votado, desta forma, já que meu pai recebeu duas cartas pedindo voto, mesmo estando na glória eterna, estou pensando seriamente em lançá-lo como candidato a deputado nas próximas eleições, já que dos vivos, até o presente momento, não vi nenhum projeto realmente favorável ao povo que os elegeu.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #ff0000;">Márcio Roberto Goes<br />
</span></strong></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=it5Wcd"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=it5Wcd" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O guarda-cana</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 03:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma praça&#8230; Um banco&#8230; Um homem deitado&#8230; Seus dois melhores amigos por perto: um cão e um litro de cachaça (aprecie com moderação&#8230; O cão). O litro jogado ao chão, já vazio&#8230; O homem jogado no banco, já quase cheio (da vida e da cachaça)&#8230; O cão jogado pela vida, mas de prontidão, cheio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma praça&#8230; Um banco&#8230; Um homem deitado&#8230; Seus dois melhores amigos por perto: um cão e um litro de cachaça (aprecie com moderação&#8230; O cão). O litro jogado ao chão, já vazio&#8230; O homem jogado no banco, já quase cheio (da vida e da cachaça)&#8230; O cão jogado pela vida, mas de prontidão, cheio de orgulho por seu dono “tomado” pela bebida que antes era inofensiva dentro do litro, mas agora torna-se doce veneno que faz o homem esquecer da vida cheia de desassossegos e vazia de oportunidades, pelo menos para um bêbado deitado no banco da praça às quinze horas de uma daquelas quintas-feiras cinzentas de sua vida&#8230;</p>
<p> <br />
 Uma praça&#8230; Um banco&#8230; Um homem&#8230; Qualquer homem&#8230; João-ninguém, que poderia ser alguém, mas está embriagado e jogado naquele banco frio, sujo, desconfortável, para ele um divã, cujo psicólogo é nada mais que um cachorro de prontidão, desnecessário, pois ninguém aproxima-se de seu herói, sequer para saber se ainda vive, julgá-lo, culpar o boteco da esquina, rebaixá-lo orgulhando-se de não estar na mesma situação, ou quem sabe, ajudá-lo de alguma maneira exibicionista e hipócrita, ou mesmo prestá-lo, de coração, a merecida assistência, enquanto ser humano&#8230;</p>
<p> <br />
 Uma praça&#8230; Um banco&#8230; Um homem&#8230; Qualquer homem&#8230; Maltrapilho sem família&#8230; Em casa (se tiver), uma família sem seu maltrapilho mor, preocupada com a ausência (ou não) de seu membro mais sublime&#8230; O cachorro de orelhas em pé&#8230; O homem de braços caídos&#8230; O litro deitado no solo, tão inútil quanto o homem: ambos já foram úteis&#8230; O enchimento de um e o esvaziamento do outro, os tornaram desnecessários&#8230; Pior: um estorvo para a sociedade&#8230; Eles não podem continuar ali: incomodam&#8230; Estorvam&#8230; Atrapalham&#8230; Enojam&#8230; Desanimam&#8230; Mas ninguém faz nada. Por quê? Medo da reação do vira-lata ou da sociedade?</p>
<p> <br />
 Uma praça&#8230; Um banco&#8230; Um homem&#8230; Qualquer homem&#8230; Um cão de guarda&#8230; Qualquer cão que ocupa a vaga de melhor amigo de alguém, com um agravante: Esse alguém é um dependente químico, ou simplesmente um bêbado que também merece ter um melhor amigo, com um agravante: seu melhor amigo é um cão, que merece ter um dono&#8230; Quem é o dono de quem?&#8230; Quem protege quem?&#8230;</p>
<p> <br />
 Uma praça&#8230; Um banco&#8230; Um homem&#8230; Qualquer homem inconsciente, contando com a assistência de um quadrúpede consciente, que o protege dos outros conscientes bípedes e da sua justiça que foi injusta com aquele que perdeu a consciência, a identidade e as oportunidades da vida&#8230; Que vida?&#8230; Que</p>
<p> </p>
<p>oportunidades?&#8230; Que identidade?&#8230; Que consciência?&#8230; Que sociedade?&#8230; Que cidade?&#8230; Que país?&#8230;<br />
 Que praça?&#8230; Que banco?&#8230; Que homem?&#8230; Que cachorro?&#8230;</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes<br />
 Quem?&#8230; </p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=hKatH6"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=hKatH6" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O ratão que virou leão</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 03:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Caçador]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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 Era uma vez, um queijo&#8230; Um enorme queijo que era compartilhado com quase oitenta mil ratinhos, destes, quase quarenta mil tinham o direito de escolher seus líderes, pois eram mais maduros que os demais, carregados de experiências e sabedoria&#8230; Afinal o queijo era muito importante para eles, significava a própria vida, e de fato o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/jornal_ratos.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-184" title="jornal_ratos" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/jornal_ratos-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a></p>
<p> Era uma vez, um queijo&#8230; Um enorme queijo que era compartilhado com quase oitenta mil ratinhos, destes, quase quarenta mil tinham o direito de escolher seus líderes, pois eram mais maduros que os demais, carregados de experiências e sabedoria&#8230; Afinal o queijo era muito importante para eles, significava a própria vida, e de fato o era, pois era aquele queijo que os sustentava, portando todos amavam e cuidavam a seu modo do queijo gigante.<br />
 A cada quatro anos os ratinhos tinham a oportunidade de escolher, através do voto, seus líderes&#8230; Então se organizavam os candidatos, que pediam apoio a outros ratos para unir forças a fim de derrubar os adversários.<br />
 E eis que houve uma disputa entre três ratões: O ratão bicudo que já tinha o poder do queijo há quatro anos, o ratão do pé “vermeio”, e o ratão da estrelinha&#8230; Todos os três organizaram-se de acordo com seus princípios buscando forças para poder administrar o queijo gigante e também ter a oportunidade de morder uma fatia um pouco maior&#8230;<br />
 O grupo do ratão bicudo reuniu outros seis grupos de ratos que trabalharam para ele em três frentes de batalha, deveriam lambê-lo e limpá-lo para que parecesse límpido aos olhos dos demais ratinhos&#8230; A família do ratão do pé “vermeio” conseguiu o apoio de mais três grupos de ratos, lutaram todos unidos e ajudaram a construir as metas para melhor repartir o queijo&#8230; A equipe do ratão estrelinha não conseguiu apoio e resolveu lutar sozinha mesmo, apesar de alguns ratinhos lutarem por sua conta e apoiarem os outros dois ratões às escondidas&#8230;<br />
 Foi dada a largada e todos os ratos começaram a batalha, tentando convencer a rataiada de que tinham as melhores propostas para a partilha do queijo gigante&#8230; O ratão bicudo se gabava das melhorias momentâneas feitas por ele no queijo, como medidas emergenciais para conseguir mais votos&#8230; O ratão do pé “vermeio” mostrava tudo o que tinha feito pela rataiada, apesar de não ter nascido naquele porão&#8230; O ratão da estrelinha ficava no meio do fogo cruzado, por vezes atacava, timidamente, um e outro.<br />
 Nos últimos dias antes da votação, os três ratões organizaram as melhores estratégias para ganhar o pleito, porém o ratão bicudo teve a melhor (ou pior) idéia: Adiantou-se e repartiu algumas migalhas do queijo com os ratinhos mais magros conquistando a confiança deles&#8230; Resultado: foi escolhido pela maioria da rataiada para administrar o queijo por mais quatro anos. Então os seis ratões que apoiaram o ratão bicudo transformaram-no num leão invencível, o que os reduziu à calda, mas isso não tinha a menor importância, eles estavam todos no poder, poderiam fazer o que quisessem com o queijo, mesmo sendo calda de leão. Porém, leões não comem queijo, nem necessitam dele, só precisam disponibilizar algumas migalhas aos ratinhos para engordá-los e depois devorá-los&#8230;<br />
Mas agora, o ratão bicudo que virou leão tem um grande problema: Como repartir a maior fatia do queijo com sete ratões famintos que lutaram em três frentes de batalha e agora fazem parte de sua calda?<br />
Como diz meu amigo Zé: É melhor ser cabeça de rato do que calda de leão.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;">
<strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=kgo4XJ"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=kgo4XJ" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ele percebeu</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 03:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Talentos da Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Ele andava pelas ruas, e resolveu prestar atenção em tudo, desde a pessoa que passava a sua frente, até o movimento das árvores que recebiam o mesmo vento que soprava a sua face.
Neste dia, ele percebeu que não conhecia ninguém, até mesmo aqueles com quem conversava todos os dias! Todos não passavam de estranhos: no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/natal2007-231.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-182" style="float: right;" title="natal2007-231" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/natal2007-231-300x260.jpg" alt="" width="300" height="260" /></a><br />
Ele andava pelas ruas, e resolveu prestar atenção em tudo, desde a pessoa que passava a sua frente, até o movimento das árvores que recebiam o mesmo vento que soprava a sua face.<br />
Neste dia, ele percebeu que não conhecia ninguém, até mesmo aqueles com quem conversava todos os dias! Todos não passavam de estranhos: no ônibus que pegava sempre, nas calçadas onde andava, os que olhavam as vitrines&#8230; Além de serem anônimos a ele, eram completamente esquisitos.<br />
Olhares distantes, perdidos, famintos. Sorrisos abertos, amarelos ou inexistentes. Sem dúvida pessoas com personalidade, caráter e sonhos diferentes.<br />
Mas a parte mais triste da história, não foi perceber que todo mundo era estranho! Nem mesmo se dar conta de que nunca havia percebido isto antes!<br />
A parte mais lamentável foi cair na real, e compreender que, tão estranhas e insignificantes aquelas pessoas eram para ele, também se refletia de igual maneira sua existência para os outros.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;">Alisson Roberto Cachinski</p>
<p style="text-align: right;">Acadêmico do curso de Educação Física</p>
<p style="text-align: right;"><a title="Unc" href="http://www.cdr.unc.br/" target="_blank">UnC -  Universidade do Contestado</a></p>
<p style="text-align: right;"><a title="Unc" href="http://www.cdr.unc.br/" target="_blank">Campus Caçador</a></p>
<p> </p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=VoZxIT"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=VoZxIT" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ao mestre, com carinho…</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 01:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 Durante nossas vidas, muitas pessoas marcam profundamente e nos ajudam até a construir nossa personalidade&#8230; Além do mais, precisamos dos outros para nos completar e os outros necessitam de nós para completarem-se.
 Neste contexto, comigo não seria diferente: Tive muitas pessoas marcantes na minha vida, seja de forma positiva ou negativa, mas gostaria de ressaltar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> Durante nossas vidas, muitas pessoas marcam profundamente e nos ajudam até a construir nossa personalidade&#8230; Além do mais, precisamos dos outros para nos completar e os outros necessitam de nós para completarem-se.<br />
 Neste contexto, comigo não seria diferente: Tive muitas pessoas marcantes na minha vida, seja de forma positiva ou negativa, mas gostaria de ressaltar a extrema importância que tiveram, e continuam tendo meus mestres, na construção de minhas vitórias, já que estamos próximos do dia dos professores. Peço licença aos inúmeros educadores que fizeram parte da minha vida, para homenagear um deles. Sei que todos os meus mestres permanecem em minhas atitudes e em minha personalidade, afinal eles me ensinaram e acreditaram neste “oreia seca” que devagar está conquistando seu espaço na sociedade&#8230; Mas um deles é o primeiro e principal responsável por hoje eu estar escrevendo estas palavras que agora você lê no jornal impresso, ou pela Internet.<br />
 Certo dia, quando ainda cursava Letras na <a title="UnC" href="http://www.cdr.unc.br/" target="_blank">Universidade do Contestado</a>, fui corajosamente desafiado, juntamente com o restante da turma, para produzir uma crônica, com data e hora marcados para a entrega: trabalho solicitado pelo professor de Teoria da Literatura, Nilton Preveda&#8230; Os dias passavam rápido e nada de eu ter uma idéia criativa o suficiente para a tal crônica, parece que tudo o que acontecia no Brasil e no mundo não me dava a devida inspiração.<br />
 Quando de repente, em sala de aula, presencio um fato corriqueiro, mas que no momento mereceu um texto, fazendo valer a característica da crônica enquanto obra literária: “Aproveitar o momento para fazer graça e reflexão”&#8230; Bingo!&#8230; Na hora mesmo, puxei da caneta e “descasquei”&#8230;. O resto da aula nem ouvi, só sei que ao terminar meu rascunho, mostrei para meu mestre que parou a aula para fazer uma leitura em voz alta&#8230; Nossa!&#8230; Me senti uma criança de quarta série que tem seus versinhos lidos pela professora para a sala inteira&#8230;<br />
 Talvez, meu mestre não saiba, mas aquele foi o pontapé inicial para muitos outros textos que ficariam algum tempo engavetados até que eu pudesse publicá-los, isso porque ele, que também cursou sofrivelmente uma faculdade como eu, acreditou nos meus rabiscos e regou esta semente.<br />
 Sei que tenho muito que aprender, mas jamais me esquecerei daqueles professores que sempre acreditaram que um dia eu seria um deles, sobretudo o Nilton, mesmo não sendo mais meu professor, é um grande incentivador da minha modesta obra, além de ser meu espelho profissional.<br />
 A você, Nilton Preveda, meus mais sinceros agradecimentos por todas as exigências à minha pessoa, que só me fizeram crescer profissionalmente, e onde quer que eu vá, lembrar-me-ei do teu exemplo e das tuas orientações. Desta forma estendo a todos os mestres que creram nas minhas fortalezas, a minha singela homenagem. Obrigado por ajudarem a me apaixonar pela educação!</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes<br />
Professor, com muito orgulho</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?a=Q7AoDH"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/marciogoes?i=Q7AoDH" border="0"></img></a></p>]]></content:encoded>
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