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Ele percebeu

 
Ele andava pelas ruas, e resolveu prestar atenção em tudo, desde a pessoa que passava a sua frente, até o movimento das árvores que recebiam o mesmo vento que soprava a sua face.
Neste dia, ele percebeu que não conhecia ninguém, até mesmo aqueles com quem conversava todos os dias! Todos não passavam de estranhos: no ônibus que pegava sempre, nas calçadas onde andava, os que olhavam as vitrines… Além de serem anônimos a ele, eram completamente esquisitos.
Olhares distantes, perdidos, famintos. Sorrisos abertos, amarelos ou inexistentes. Sem dúvida pessoas com personalidade, caráter e sonhos diferentes.
Mas a parte mais triste da história, não foi perceber que todo mundo era estranho! Nem mesmo se dar conta de que nunca havia percebido isto antes!
A parte mais lamentável foi cair na real, e compreender que, tão estranhas e insignificantes aquelas pessoas eram para ele, também se refletia de igual maneira sua existência para os outros.

 

Alisson Roberto Cachinski

Acadêmico do curso de Educação Física

UnC –  Universidade do Contestado

Campus Caçador

 

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