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Categoria: Talentos da Escola

Talentos da escola – Linda Vitrine

Por Bruna Tainara Bialeski

 

Os “pesos mortos da educação” são aqueles que fazem de tudo para se livrar da responsabilidade de “reconstruir” os pilares da educação, que já estão quase caindo, por conta da incapacidade daqueles que se dizem preocupados e responsáveis pela qualidade de ensino de nosso país, estado, município. O que me leva a crer cada vez mais que a hipocrisia entre estes, jamais cessará. Você conhece algum(s) deles?

Não há de ver que este ano o “povo do poder”, lembrou-se do ex- abacatão do Martello. Digo ‘ex’ porque neste momento está restando só o caroço do nosso querido abacate. É que certo “alguém” lembrou que existíamos, e mandou pintar o Wanda Krieger Gomes de cima a baixo. Ainda tenho dúvidas (quase certezas) de que só lembraram de nós porque é ano de eleição, e precisam do nosso voto, mas isso não vem ao caso.

Pois bem, já faz umas duas semanas que estão na função de “rebocar” nosso colégio. Ora, mas por que “rebocar”? É muito simples, ou será que alguém já viu em algum lugar, começar uma reforma pela pintura? Acho difícil, quase impossível, que as paredes de qualquer estrutura fiquem bonitinhas por muito tempo, tendo em vista que a tinta foi passada em cima das inúmeras infiltrações que ali existem e insistem em permanecer. Ah é, já estava esquecendo que a data de validade dessa pintura “linda” vai só até a próxima eleição.

Perdoem-me, acho que estou sendo muito grosseira. Mas deixar de me indignar com tal situação. Não preciso, ou melhor, não precisamos de uma “educação de vitrine”, não precisamos de uma escola com nova pintura. E que bosta de pintura, hem! Precisamos sim, de uma escola com uma estrutura boa o suficiente para instalar bem alunos e professores, uma escola onde não temos a necessidade de usar pés-de-pato para chegar até as salas de aula em dias chuvosos. Enfim, não precisamos de uma escola linda por fora, e precária por dentro, com paredes que “vertem” água, ou mesmo, rampas destruídas.

Hoje percebo que a ganância é o pior defeito que um ser humano pode ter. Ela corrompe, aniquila, destrói os sonhos e ideais mais lindos e puros. A mesma ganância que fez com que, como já disse, certo “alguém” mandasse pintar e reformar nossa querida escola.

“- Mas estão deixando a escola mais bonita!” Não duvido que nossa escola fique bonita, por alguns meses, quem sabe até uns dois ou três anos, até a próxima eleição, quando a escola estará em estado lastimável novamente, e “eles” repetirão o mesmo processo de “reformar” a escola, inaugurar a reforma, e ganhar o apoio político do povo em suas disputas pelo poder. Povo este, que nem imagina o peso morto e hipócrita que existe por de trás de cada sorriso falso e aperto de mão cuidadoso.

Povo este que talvez, não tenha noção do “corretivo” que foi passado em cima dos sonhos e talentos de cada aluno desta escola. Verdadeiras obras de arte, que foram pintadas ano passado por alguns alunos num projeto da professora de artes, com a contribuição dos demais professores.

Estas obras foram destruídas em prol da sede de poder de uns poucos, que por sua vez, querem mostrar serviço, destruindo talentos, inibindo ideais e disfarçando problemas sérios com feitos pequenos e inúteis, que os promoveram durante um curto espaço de tempo, mas que serve para continuar dilacerando nossos sonhos de uma educação de qualidade e vida melhor por um bom tempo.

 

Bruna Tainara Bialeski

Orientadora: Professora Marlise Aparecida Recalcate Petrykowski

2º ano 01 – Ensino médio regular – Matutino

EEEB Wanda Krieger Gomes – Caçador, SC

31/05/2012

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Talentos da Escola – Douglas Alves

Minha Historia de Amor

 

(Para Gabrielle Chostak)

Te conheci na escola e la, já se revelou um sentimento que após um certo tempo, tomou conta de mim.

No tempo em questão era um sentimento bobo, um sentimento de criança, você não me dava bola, nunca me deu razão para levar esse pequeno sentimento à frente. Um dia tomei coragem e resolvi ir até sua casa para ver se conseguia, ao menos, um beijo seu. Não consegui. Dias depois seus pais vieram até minha casa tomar satisfação. Perguntaram a mim, porque fui até lá, disse que fui porque gostava de você, e na presença de nossos pais falei que queria te namorar. Seus pais, na hora, já falaram não, porque éramos apenas crianças e que eu poderia te namorar só quando estivéssemos mais velhos…

Três anos se passaram e eu, caminhando com alguns amigos, te encontrei e um deles, sem saber que eu já a conhecia pediu a você se queria ficar com ele. Você não quis, então em um gesto de coragem também lhe pedi o mesmo, você falou que não podia, mas eu insisti e me coloquei a sua frente e ali demos nosso primeiro beijo…

Depois disso não a vi mais…

Meses depois, começaram as aulas. Sabendo que você iria estudar na mesma escola que eu, já fui pensando em você. Ao ver você chegar lá, despertou em mim, aquilo que havia sentido por você tempos atrás. Só que foi diferente: o sentimento veio mais forte, no começo uma paixão, coisa que achei que iria dar e passar, eu estava errado. Por quê? Porque dessa vez não passou. Novamente pedi para ficar com você, novamente você não quis e eu, como não desisto fácil, continuei a tentar e tentar mas não queria mais só um beijo, agora queria o seu amor…

Demorou muito tempo pra conseguir conquistar você, mas mesmo assim não desisti. Confesso que muitas vezes me decepcionei com o que ouvi de você, mais já era tarde, aquele sentimento de criança tinha virado paixão, da paixão se tornou um grande amor, você ainda não querendo ter nada comigo chegou e falou. – Isso não irá acontecer eu gosto de outra pessoa. Foi a primeira vez…

Primeira vez que chorei por você, não chorei de raiva, chorei porque estava triste, chorei por naquele momento ter um amor não correspondido. Depois disso, eu só andava triste sem ânimo pra nada, você acabou percebendo isto, e resolveu me dar essa chance. Ai que aconteceu nosso segundo beijo. Nós dois estávamos com a boca seca, sem saber se seria apenas mais um beijo entre tantos que já havíamos dado.

Depois disso começamos a “ficar”. Não era nada sério, mas pra mim, já estava de bom tamanho. Um dia achei que tudo iria acabar, vi que você não estava tão envolvida nisso quanto eu, então, enquanto me afogava em pranto perguntando a Deus porque não foi como eu quis, um lindo amor entre duas pessoas, mas logo depois, você se deu conta de que havia perdido um grande amor.

Depois de tudo isso, aí começamos a namorar, percebi que ainda você não me amava tanto quanto eu a amo, mas, poucos dias depois, deu-se conta de que era isso o que queria e que estava ao lado da pessoa que ama. Hoje estamos juntos, dois meses e meio de namoro, após esse tempo que estou ao seu lado, vejo que minha vida não teria o mesmo sentido sem você comigo e que não sei… não sei mais viver sem você.

 

 Douglas Alves.

1º ano 03 – Ensino médio integral
EEEB Wanda Krieger Gomes
Professor orientador: Márcio Roberto Goes
Caçador, SC

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Analisando letras – Michel Teló (sim, é possível!). – Por Alexandre Cachoeira

Hoje vamos analisar um “clássico” da “música sertaneja”… Trata-se da música Humilde Residência, do Michel Teló. Essa música, em particular, me chamou muito a atenção, não somente porque acaba com a imagem da mulher como a conhecemos, mas também pelo fato de as mulheres do Brasil inteiro estarem cantando e dançando esse “hino”, composto especialmente para elas… É mais uma homenagem da celebridade do momento, Michel Teló.

Vamos seguir com nossa análise dividindo a letra em três partes. Eis a primeira:

Vou te esperar aqui,

Mas vê se atende o telefone mesmo se for a cobrar

Hoje eu não vou sair

Porque meu carro tá quebrado,

Eu não tô podendo gastar

Quando chegar aqui,

Me dê um grito lá na frente,

Eu vou correndo te buscar

Não tem ninguém aqui,

Mas vou deixar a luz acesa

Essa parte da música é a menos agressiva, mas já nos dá uma dica sobre a estirpe do personagem que está querendo “se dar bem”. Já direi o porquê. Antes de qualquer coisa, é bom ressaltar que o compositor não foi de todo tolo. Pelo menos, não sei se de propósito ou por sorte mesmo, ele não cometeu o erro de dizer que o personagem é humilde ou simples, como em outros “hinos” que estaremos analisando, porque humildade e simplicidade não tem nada a ver com poder aquisitivo.

Feita a primeira análise, vamos à segunda parte:

 

Já te passei meu celular e o endereço

Naquele dia em que te vi sair de casa.

Eu tô ligado que você sempre me deu uma moral

Até dizia que me amava

Agora tá mudada, se formou na faculdade

No meu cursinho eu não cheguei nem na metade

Você tá muito diferente

Eu vou atrás, você na frente,

Tô louco pra te pegar

Essa é a melhor parte, pois é aqui que ficam evidentes os “esculachos” com as mulheres. Pelo menos as mulheres sérias se sentiriam “esculachadas” com tais insultos, mascarados por uma melodia dançante e um sorrisinho malicioso no rosto do cantor, mas enfim, vamos à análise.

Já “de sola” o personagem coloca “Eu tô ligado que você sempre me deu uma moral, até dizia que me amava”. Aqui fica evidente o machismo fundamental da música, esse trecho da letra diz, nada menos, que a referida mulher sempre “comeu na palma da mão” do personagem, em outras palavras, sempre “pagou pau” e o personagem, por sua vez, sempre a esnobou.

Agora vem a parte mais engraçada, pelo menos para quem parou pra pensar: “Agora tá mudada, se formou na faculdade, no meu cursinho eu não cheguei nem na metade, você tá muito diferente eu vou atrás, você na frente, tô louco pra te pegar”. Aqui está revelada a identidade do personagem. Uma pessoa sem dinheiro? Talvez, mas isso não importa. O que realmente se destaca aqui, é o fato de que o personagem principal, o esnobe, que tem a mulher nas mãos, é uma pessoa sem nenhuma perspectiva de vida e sem nenhum respeito pelo caráter da mulher. Isso fica claro em “no meu cursinho eu não cheguei nem na metade”, posto que a mulher já é formada na faculdade, e também em “você tá muito diferente, eu vou atrás, você na frente, tô louco pra te pegar”, pois é aqui que o personagem expressa o quanto é interesseiro e utilitarista.

Note que antes o personagem não se importava com a mulher, mas agora que ela “tá mudada e se formou na faculdade” a história muda. Mas ele continua não se importando, pois alguém que “está louco te pegar” não está nem aí pra quem você é de verdade… Sendo a “gostosa” do momento, está valendo… Isso torna o imbecil popular entre os outros imbecis, não homens, imbecis mesmo.

Feita a análise principal do texto, vamos ao refrão para fechar com chave de ouro:

Vou te esperar

Na minha humilde residência

Pra gente fazer amor

Mas eu te peço só um pouquinho de paciência,

A cama tá quebrada e não tem cobertor

Perto das outras partes da música, o refrão é só a mesma ideia trocada em miúdos. O personagem vai esperar a mulher em casa, o que significa que ela vai até ele, por que não se dá o valor, e não se importa com o fato de o personagem tê-la esnobado até aquele momento. Mas o refrão tem seu ponto forte, é aqui a “mulher” se transforma em “piriguete”.

Outra curiosidade, apesar de conhecer vários pontos de distribuição, eu não conheço nenhuma “fábrica” de amor… Mas já que até as crianças estão cantando isso, não é prudente falar em transa ou ato sexual (certo?).

Finalizamos a análise da música humilde residência, do Michel Teló, esperando que você, mulher, pare de “viajar” com essas músicas, tudo bem que gosto não se discute, mas penso que ninguém, gosta de ser ofendido dessa maneira. O problema, é que a maioria das mulheres está sendo a mulher da música… Por favor, acordem.

Fica aqui o apelo. Ouvir, cantar e dançar as coreografias idiotas de músicas como essa, é identificar-se com a letra, com a música em si. Mulheres, se vocês analisarem essas músicas antes de sair por aí divulgando esse tipo de ideia, vão perceber o quanto isso é ridículo.

Ainda há esperança para o nosso país, contribua, não faça do Brasil um país de Tolos.

Alexandre Cachoeira
Acadêmico do curso de História
Uniarp – Universidade do Alto-vale do Rio do Peixe
Caçador, SC

 

 

 

 

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Sustentabilidade – por Thalia Cristina Magalhães

 

 

É muito triste pensar que daqui uns tempos não haverá mais água e nem ar limpo. Já podemos dizer que no futuro não existirá mais PLANETA TERRA, com a poluição, o desmatamento, o grande desperdício de água e vários outras coisas… Nós estaremos vivos até lá? Essa pergunta fica no ar… Nós podemos mudar nossas atitudes, nossos hábitos e quem sabe transformar o nosso Planeta.

Dizem que nos Estados Unidos a porcentagem de matas verdes está cada vez mais baixa, porque
nós desperdiçamos livros e revistas que podem ser recicladas e reutilizadas. Nem que seja um papel de bala, se for reciclado pode fazer a diferença.

Então você ficar parado aí, vendo o planeta Terra sendo destruído. Eu não vou esperar mais, vou
tomar várias atitudes e mudar meus hábitos para mais tarde não sofrer as consequências.

E você quer ver um país melhor, um mundo transformado? Então faça a DIFERENÇA cuide do meio ambiente, das árvores, economize água, consuma menos e o principal: Recicle.

Thalia Cristina Magalhães

1º ano 04 – Ensino Médio Integral

Professor: Márcio Roberto Goes

EEEB Wanda Krieger Gomes

Caçador, SC

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Sustentabilidade – por Taiane Cristina de Moraes

Como surgiram as coisas? Essa é a pergunta que me faço quase todos os dias, e tenho certeza que todos têm essa mesma dúvida, e também não sabem para onde são descartadas.

Sabemos que todos os produtos vêm das fábricas ou quase todos , mas antes do procedimento da fabricação, eles são retirados de florestas e assim contribuem para que comunidades e milhares de pessoas fiquem sem moradia, além de milhares de árvores destruídas, para fazer com que a sociedade seja consumista e com isso movimente a economia do mundo.

Mas a minoria sabe o mal que isso produz no planeta, quando fabricados liberam uma toxina prejudicando a nossa saúde e deixando a “vida” do planeta mais curta.

E tem produtos que não podem ser reciclados, por isso são jogados em ruas,terrenos baldios e dessa maneira quando chove, o lixo vai para boeiros, valas, deixando-os entupidos, fazendo com que transbordem, ocorram enchentes e alagamentos prejudicando centenas de pessoas.

Calma! Nem tudo está perdido: claro, se todo mundo colaborar com reciclagem, economia de água, energia elétrica , e com isso deixar a vida do planeta mais prolongada. Vem!Vamos ajudar!


1º ano 04 – Ensino médio integral

EEEB Wanda Krieger Gomes

Caçador, SC

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