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	<title>Márcio Goes &#187; Política</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Torneira relapsa</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:23:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/torneira-relapsa.html' addthis:title='Torneira relapsa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Seja bem-vindo ao meu modesto lar. Ainda não é meu de verdade&#8230; Busco um financiamento para a casa própria&#8230; Mas aqui você encontrará muito calor humano. Pode não ser a casa mais organizada que deve ter visitado, mas sempre tem um bom lugar reservado aos amigos e pessoas de bem&#8230; Já na entrada, encontrará [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/torneira-relapsa.html' addthis:title='Torneira relapsa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Seja bem-vindo ao meu modesto lar. Ainda não é meu de verdade&#8230; Busco um financiamento para a casa própria&#8230; Mas aqui você encontrará muito calor humano. Pode não ser a casa mais organizada que deve ter visitado, mas sempre tem um bom lugar reservado aos amigos e pessoas de bem&#8230;</p>
<p>Já na entrada, encontrará dois seres mais humanos que muitos homo sapiens desumanizados. Meus grandes amigos: um labrador e outro vira-latas que, apesar de terem valores diferentemente estipulados pelo capitalismo selvagem, ocupam lugares idênticos em meu coração, entre nós circula o amor verdadeiro, sem pretensões, sem cobranças, sem limites&#8230; Vez por outra, visto uma roupa sujável e dou um banho em minha alma ao rolar no piso com eles. Meus companheiros ficam felizes e eu também, aliviamos as tensões, eles abanam o rabo e eu alargo o sorriso de orelha a orelha. Às vezes, a namorada mais maravilhosa do mundo chega de supetão e não pensa duas vezes antes de entrar na brincadeira e provar também da sensação de que não é preciso riquezas materiais para o enriquecimento da alma&#8230; Mas peço perdão, neste momento em particular, pelo canil um tanto sujo. Mesmo os melhores amigos do homem produzem dejetos&#8230; A parte sólida foi possível juntar, mas o líquido evaporou e deixou apenas o odor que se reforça nas tardes ensolaradas de verão&#8230;</p>
<p>Depois de passar pela prova de resistência canina, fique a vontade para entrar num lar feliz. Não tire o calçado. Entre, puxe uma cadeira e sente-se. Sinta-se confortável e, por favor, não olhe para a pia, pois toda a louça do café da manhã e do almoço ainda está por lavar&#8230; De onde está sentado, é possível visualizar a lavanderia improvisada anexo à cozinha, lá se vê uma montanha de roupas esperando para serem lavadas. Por gentileza, não repare&#8230;</p>
<p>Se precisar usar o banheiro, por favor, evite fazer o número dois, pois não se pode dar descarga temporariamente e as mãos não poderão ser lavadas&#8230; Não pense que sou relaxado, relapso, ou não tenho asseio pessoal. Minha humilde residência sempre foi muito bem cuidada para que eu e meus visitantes pudéssemos nos sentir bem, confortáveis, com sensação de leveza e limpeza. Mas há dias não é possível, pela constante falta de água&#8230; Sim! O líquido precioso é raro pelas bandas do Martello, mais precisamente no loteamento Morada do Sol. Nunca sabemos se podemos iniciar o banho essencial e diário, sem sermos surpreendidos com o enfraquecimento do chuveiro e a consequente interrupção do processo&#8230; Se deixo para lavar o canil depois, posso não obter resposta alguma ao abrir a torneira&#8230; Após o café, não tinha água, foi assim durante toda a manhã. Após o almoço, mesma situação. A louça ainda espera ser lavada e agora, não existe água potável nem mesmo para oferecer-lhe um cafezinho passado na hora, ou um chimarrão para compartilharmos, na cuia e na bomba, esperanças e temores&#8230; A máquina de lavar roupas também  não consegue cumprir seu papel se não tiver uma ajuda líquida inodora, sem sabor e incolor&#8230;</p>
<p>Amigo visitante, esta situação já se arrasta há meses&#8230; “Estamos fazendo manutenção”, dizem os responsáveis para justificar as constantes interrupções no abastecimento&#8230; Me parece um tanto demorada a tal manutenção, pois moro aqui há cinco meses e a falta de água é constante&#8230; Final do ano passado, compareci a duas solenidades de formatura de ensino médio, numa delas exerci o papel de mestre de cerimônias, na outra, compuseram a mesa de honra as autoridades que contribuem para esta situação humilhante. Em ambas, tive que vestir o terno sobre o banho do dia anterior e deixar a barba por fazer&#8230;
<p>E o pior de tudo é que, a cobrança da tarifa é a mesma. Pagamos pelo vento na torneira, pagamos pelo odor de um canil não higienizado, pagamos pelo spray de ar sobre os cabelos quando tentamos tomar um banho descente. Pagamos pelo descaso dispensado aos moradores dos bairros mais afastados do centro financeiro e comercial, luxuoso, capitalista, chique, privilegiado&#8230; Afinal a elite não pode sofrer a falta do líquido precioso. A ela é permitido esbanjar e o meio ambiente que “sifo”&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>Nossa conta está lá todo mês. Se usamos demais, pagamos mais, se usamos de menos, a taxa não diminui. Não me parece justo pagarmos a mesma taxa por um fornecimento pela metade. Não me parece legítimo sofrermos constantes danos morais e higiênicos, e ainda pagarmos por isso. Não me parece nada legal sermos obrigados a adivinhar os momentos certos para tomar banho, lavar roupa, louça, ou mesmo fazer as refeições&#8230; Não é nada agradável vermos tantas campanhas pela preservação dos recursos naturais, pela economia sustentável, pela coleta seletiva do lixo e, principalmente pelo uso consciente da água, se aqueles que coordenam o processo não têm consciência da importância deste líquido precioso para a vida de todos os seres humanos, sejam eles ricos, ou pobres, do centro, ou da periferia&#8230; Todos precisamos e temos direito à água potável. Nem todos a temos o suficiente para as necessidades básicas diárias, mas todos pagamos como se a tivesse&#8230;</p>
<p>Mas o capitalismo desumano é assim, tira de quem não tem e dá para quem já não sabe onde acumular. Defende a ilegalidade de quem deveria lutar pelo cumprimento da lei e condena sempre o indefeso&#8230; Dá poder a quem já é poderoso e tira os direitos de quem já não os tem&#8230;</p>
<p>Parece que o líquido precioso só está sendo fornecido abundantemente para quem já é nobre&#8230; E o pobre? Que vá tomar banho de rio!&#8230; Ainda assim poderá ser condenado por poluir a água que, depois de tratada, será vergonhosamente negada a ele nas torneiras da vida&#8230;</p>
<p>Márcio Roberto Goes</p>
<p><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></p>
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		<title>Palavras que provocam</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 23:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/palavras-que-provocam.html' addthis:title='Palavras que provocam '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Depois de “O grande condutor”, lá se vão seis anos de publicações semanais nos jornais impressos e sites de notícias caçadorenses, além do meu blog&#8230; Por conta disso, nunca ganhei dinheiro, só o reconhecimento do público em inúmeros e-mails, mensagens, recados e até conversas ao vivo, nas ruas, supermercados e comércio em geral, além, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/palavras-que-provocam.html' addthis:title='Palavras que provocam '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Depois de “O grande condutor”, lá se vão seis anos de publicações semanais nos jornais impressos e sites de notícias caçadorenses, além do meu blog&#8230; Por conta disso, nunca ganhei dinheiro, só o reconhecimento do público em inúmeros e-mails, mensagens, recados e até conversas ao vivo, nas ruas, supermercados e comércio em geral, além, é claro dos maravilhosos testemunhos de meus alunos&#8230;</p>
<p>Quando sou derrubado pelo abraço de um estudante, isso se transforma em crônica e o protagonista da cena fica perplexo ao ver seu nome publicado no texto deste que vos escreve, estou sendo recompensado pela minha obra&#8230; Quando uma aluna chora ao ler “As hortênsias” e, a partir do texto, toma uma nova postura de vida diante de sua mãe, sinto-me honrado em saber que minhas palavras ajudaram a mudar a vida de uma adolescente&#8230; Da mesma forma, me sinto feliz ao ver que, uma ex aluna, estagiária do curso de Letras, ao trabalhar crônicas em uma aula cedida por mim, lê para os alunos e se emociona com as palavras do “Porco com batatas”&#8230;</p>
<p>Também sinto-me realizado ao ver que, minhas palavras de protesto surtem efeito, ainda que discreto, mesmo quando, ironicamente, não tenho “nada a declarar”, fato que custou o cancelamento da parceria com o jornal impresso&#8230; Apesar de ser penalizado, algumas vezes, ainda assim meu coração me diz para não parar de emprestar a voz aos injustiçados&#8230;</p>
<p>Nestes seis anos, aprendi que as palavras têm força e sempre provocam uma reação, seja ela negativa, ou positiva. Em qualquer dos casos, é gratificante ser causa da inquietação que quebra a inércia do conformismo&#8230;</p>
<p>Ao dizer que a nossa educação é de vitrine, os manequins se puseram contra&#8230; Ao colocar-me metaforicamente na cadeira do dragão, os carrascos se posicionaram na defensiva&#8230; Ao reclamar quando chamado de vadio por alguém que dependeu de nossa classe para ser o que é, reclamava em nome de todo o professorado que sofria e sofre todos os tipos de discriminação e, por vezes não é respeitado nem mesmo como ser humano&#8230; Por fim, ao descrever a “Escola dos meus sonhos”, recebo inúmeras manifestações em favor de minhas ideias, o que prova que este sonho não é só meu&#8230; Porém os manequins querem manter a vitrine e os carrascos continuar pondo o professor na cadeira do dragão, para que ele confesse o que não fez, ou simplesmente relaxe e feche os olhos para a realidade, anestesiando-se e esquecendo a luta por melhores condições do magistério público&#8230; Enfim, querem nos fazer acreditar nos sonhos capitalistas e corruptos das autoridades em detrimento aos nossos&#8230;</p>
<p>Apesar de tudo, o bom mesmo, é fazer protesto rindo: Muitas pessoas, até hoje me falam da “Bolacha recheada”, do “Psicólogo de ratos”, da “Batata assassina”, dos já esquecidos “Buracossaulos Rex”, da distração diante do cortejo fúnebre, ou das vassourinhas encantadas que se desencantaram ao se deparar com uma escola pública.</p>
<p>Portanto, as publicações destes seis anos se confundem com minha própria vida, já que a crônica é subjetiva e, como tal, depende muito da vivência de quem escreve&#8230; Tentaram e tentam a cada dia calar minha voz cada vez que minhas palavras não agradam aos poderosos&#8230; Eles esquecem que o poder deles só é realidade porque foi emanado do povo (pelo menos é o que diz a constituição federal)&#8230; Mas “não dá nada”, como dizia minha mãe: “Deus tem mais pra dar do que o encardido pra tirar”&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>DORMIR TRISTE NÃO BASTA</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 04:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/dormir-triste-nao-basta.html' addthis:title='DORMIR TRISTE NÃO BASTA '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Pelo amigo enganado Pelo pobre massacrado Por aquele injustiçado Pelo justo condenado Pelo desacreditado Porém, bem aventurado Hoje vou dormir mais triste Pela paz tão desejada Quase nunca cultivada Pela luta derrotada Pela vitória adiada Pela guerra declarada Hoje vou dormir mais triste Mas, só dormir triste não basta Se ainda uso da mentira Pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/dormir-triste-nao-basta.html' addthis:title='DORMIR TRISTE NÃO BASTA '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: center;">Pelo amigo enganado</p>
<p style="text-align: center;">Pelo pobre massacrado</p>
<p style="text-align: center;">Por aquele injustiçado</p>
<p style="text-align: center;">Pelo justo condenado</p>
<p style="text-align: center;">Pelo desacreditado</p>
<p style="text-align: center;">Porém, bem aventurado</p>
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Pela paz tão desejada</p>
<p style="text-align: center;">Quase nunca cultivada</p>
<p style="text-align: center;">Pela luta derrotada</p>
<p style="text-align: center;">Pela vitória adiada</p>
<p style="text-align: center;">Pela guerra declarada</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">Mas, só dormir triste não basta</p>
<p style="text-align: center;">Se ainda uso da mentira</p>
<p style="text-align: center;">Pra enganar o meu irmão</p>
<p style="text-align: center;">Se não luto por justiça</p>
<p style="text-align: center;">Se não cultivo a união</p>
<p style="text-align: center;">Se massacro, se critico</p>
<p style="text-align: center;">Se pra paz eu digo não</p>
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">Mas dormir triste não basta</p>
<p style="text-align: center;">Se não faço a minha parte</p>
<p style="text-align: center;">Por um futuro melhor</p>
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste<br />
Porém, dormir triste não basta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>Meu epitáfio 2011</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/12/meu-epitafio-2011.html</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 03:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[epitáfio]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/meu-epitafio-2011.html' addthis:title='Meu epitáfio 2011 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>(Parafraseando Sérgio Brito -Titãs) Devia ter deixado de ser quem não sou&#8230;. Devia ter feito aquilo que meu coração mandou&#8230; Devia não ter sido aquela pessoa que os outros queriam&#8230; Devia ter sido aquela pessoa que eu queria&#8230; Devia querer ser aquela pessoa que sou&#8230; Devia lutar para que os outros quisessem que eu fosse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/meu-epitafio-2011.html' addthis:title='Meu epitáfio 2011 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>(Parafraseando Sérgio Brito -Titãs)</p>
<p>Devia ter deixado de ser quem não sou&#8230;. Devia ter feito aquilo que meu coração mandou&#8230; Devia não ter sido aquela pessoa que os outros queriam&#8230; Devia ter sido aquela pessoa que eu queria&#8230; Devia querer ser aquela pessoa que sou&#8230; Devia lutar para que os outros quisessem que eu fosse aquilo que sou&#8230; Devia ter lutado para que as pessoas ao meu redor quisessem ser aquilo que são, não o que os outros quiseram&#8230; Mas não fui, mas não sou&#8230; Ou será que fui?&#8230; Ou será que sou?&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter sido aquele professor que sempre fui&#8230; Devia ter sido aquele escritor que sempre fui&#8230; Devia ter sido aquele amigo, irmão, companheiro, palhaço que sempre fui&#8230; Devia ter acreditado mais nos elogios e menos nas críticas&#8230; Devia ter sido aquele “amigo certo nas horas incertas”, ou o amigo incerto nas horas certas&#8230; Devia ter prometido menos e cumprido mais&#8230; Não devia ter esquecido aquele almoço na prima, aquela janta no melhor amigo, o nome daquela pessoa querida&#8230; Não devia ter acordado tão tarde aquele dia&#8230; Devia ter dormido mais cedo aquela noite&#8230; Naquele fim de semana, deveria ter dormido mais tarde e acordado mais cedo&#8230; Devia ter construído mais pontes e menos muros nas relações humanas ao meu redor&#8230; Devia ter sido canal de união, nunca de discórdia&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queria ter feito mais por aqueles que fizeram tanto por mim&#8230; Queria ter tempo e condições para exercitar mais a gratidão&#8230; Queria ter valorizado mais as coisas simples da vida: os presentes simples e singelos, as palavras simples e transformadoras, as atitudes simples que se agigantavam nas intenções, as coisas, os alimentos e as roupas simples que nos tornam mais nobres a cada dia, mais humanos e divinos, mais felizes e inquietos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queria ter promovido a paz, porém, queria ter tumultuado mais a fim de que se fizesse justiça&#8230; Não queria ter me calado diante daquelas injustiças contra mim e contra os colegas&#8230; Não queria ter sido tão submisso&#8230; Não queria ter deixado aquela pessoa levantar a voz contra mim sem resposta a altura da minha parte&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter sido um oponente a altura do opressor&#8230; Devia ter desmascarado o tirano&#8230; Devia ter saído daquele local muito antes. Ou será que deveria ter ficado e mantido a luta?&#8230; Devia ter antecipado a felicidade e retardado o desânimo&#8230; devia ter lutado por uma educação democrática&#8230; Não devia ter abandonado o barco tão cedo&#8230; Não devia ter me rendido ao condicionamento enraizado que não deixa o lado humano fluir naquela escola&#8230; Não devia ter desviado do caminho correto só porque os outros e os gestores gostam de mascarar o caminho errado&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter feito mais&#8230; Devia ter sido mais rebelde e menos dócil, mais transformador, protagonista da minha própria história&#8230; Devia ter ouvido mais os amigos de verdade e menos os traíras&#8230; Devia ter amado antes e com mais intensidade, odiado menos e em doses homeopáticas&#8230; Devia ter dito aquelas verdades com mais convicção e me calado na hora reservada ao silêncio que incomoda os injustos&#8230; Devia ter sido mais mestre e menos dador de aulas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter lido mais e visto menos TV&#8230; Devia ter atualizado mais meu blog e menos Facebook, Orkut, Twitter&#8230; Devia ter sido mais aquele escritor com palavras polêmicas para defender a educação pública e menos relapso abstendo-me da responsabilidade do “nada a declarar”&#8230; Devia ter sido a voz dos emudecidos pela tirania, as pernas dos aleijados pela discriminação, os ouvidos dos ensurdecidos pela ditadura mascarada da cadeira daqueles que pensam que mandam, mas também são vítimas da repressão disfarçada de democracia, o cérebro daqueles que são retardados pela mídia que prefere pensar por eles&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por fim, não deveria ter deixado um pecíolo e um limbo seco calarem minha voz quando todos esperavam uma resposta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter sido mais eclético, menos teimoso e egoísta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong><br />
<strong><a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a></strong></p>
<p style="text-align: right;">Confira o video:</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6zfB3RoNFm8&amp;feature=related">Epitáfio &#8211; Titâs</a></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1003&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Que noite feliz é esta?</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/que-noite-feliz-e-esta-2.html' addthis:title='Que noite feliz é esta? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A vitrine iluminada Movimento na avenida Promoções por todo lado Comércio movimentado Todos vendendo alegria Férias pro trabalhador Mais trabalho ao vendedor Cresce mais a economia De quem não economiza Mas também nunca reparte No Natal capitalista De quem é o aniversário? De quem são as homenagens? Pra quem vai nosso presente? O que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/que-noite-feliz-e-esta-2.html' addthis:title='Que noite feliz é esta? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: center;">A vitrine iluminada<br />
Movimento na avenida<br />
Promoções por todo lado<br />
Comércio movimentado<br />
Todos vendendo alegria<br />
Férias pro trabalhador<br />
Mais trabalho ao vendedor<br />
Cresce mais a economia<br />
De quem não economiza<br />
Mas também nunca reparte</p>
<p style="text-align: center;">No Natal capitalista<br />
De quem é o aniversário?<br />
De quem são as homenagens?<br />
Pra quem vai nosso presente?<br />
O que é feliz natal?<br />
Que noite feliz é esta?</p>
<p style="text-align: center;">Tem papai Noel na rua<br />
Dando doces e abraços<br />
Tem presentes a comprar<br />
Árvores a enfeitar<br />
Familiares para ver<br />
Cartões para entregar<br />
Alegria a desejar<br />
Tanto luxo e desperdício<br />
E o aniversariante<br />
Dorme lá na manjedoura</p>
<p style="text-align: center;">&#8220; Dorme em paz ó meu Jesus&#8221;<br />
Enquanto ainda é criança<br />
Pois, sabemos que ao crescer<br />
Alguém vai te condenar<br />
Por só dizer a verdade<br />
Vai morrer, ressuscitar</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Veja o vídeo</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jUP9t4n9S4s&amp;feature=g-upl&amp;context=G2c985a0AUAAAAAAAgAA">Que noite feliz é esta?</a></p>
<p style="text-align: right;"><strong> Letra: Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Música: Leandro Souza de Matos</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1000&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Andar a pé</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/09/andar-a-pe.html</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 22:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/09/andar-a-pe.html' addthis:title='Andar a pé '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Caminhar, além de fazer bem para a saúde, também nos remete para um mundo desconhecido àqueles que vivem sobre quatro rodas. Infelizmente, as correrias do dia-a-dia nos obrigam a usar menos as pernas e mais os pés de borracha do veículo automotor&#8230; Só que um automóvel ainda é um bem que a maioria da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/09/andar-a-pe.html' addthis:title='Andar a pé '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Caminhar, além de fazer bem para a saúde, também nos remete para um mundo desconhecido àqueles que vivem sobre quatro rodas. Infelizmente, as correrias do dia-a-dia nos obrigam a usar menos as pernas e mais os pés de borracha do veículo automotor&#8230; Só que um automóvel ainda é um bem que a maioria da população não tem direito a usufruir, a não ser que seja alienado a algum banco, ou financiadora que têm total poder sobre aquele bem até que seja quitado pelo proprietário, que na verdade não passa de um locatário pagante de um valor final muito maior do que aquele estipulado pela tabela por conta dos juros, quase sempre abusivos&#8230;<br />
Quando o comprador de um veículo é atingido pelos tropeços da vida e, porventura deixa de pagar as parcelas acertadas em contrato “unilateral” pelo banco, este tem o direito, garantido por lei, de tirar o veículo do comprador, independente do número de parcelas pagas&#8230; Aí a instituição financeira que é legalmente poderosa, dá uma de cordeirinho e faz uma proposta de renegociação. O pseudo-proprietário do carro lê (ou não) e assina, concordando em refinanciar seu pezinho de borracha. Depois de algum tempo, dá-se conta de que o grande favorecido foi, de novo, o banco que jamais entra numa negociação para perder&#8230; Afinal, o capitalismo exige que os gigantes cresçam cada vez mais e os pequenos, por sua vez, se conformem com a pequenez desumana que sempre os distancia da dignidade&#8230;<br />
E quando a situação não melhora para os pequenos?&#8230; O recurso é devolver o veículo para seu verdadeiro dono: o banco. Normalmente é feito um contrato de devolução amigável. Por telefone, o funcionário fantasma sem rosto e sem nome, que representa uma empresa terceirizada, sempre chamada de “Alguma coisa advogados” só para pressionar psicologicamente o infeliz (des)proprietário do veículo, faz uma proposta de devolução amigável com quitação de contrato. Isso é o que diz o título, mas o conteúdo só favorece ao banco que tem direito de vender o carro pelo valor que achar conveniente e, se este valor não corresponder à quitação da dívida, o desproprietário continua devendo ao banco um valor que nunca foi seu&#8230; Quem assinar um contrato nada amigável destes, estará dando totais poderes aos já poderosos para continuarem dominando o bolso e a dignidade dos pequenos&#8230;<br />
Infelizmente, a lógica do mercado automobilístico é simplesmente ilusionista. Em nome do status, adquire-se uma dívida que se transforma numa bola de neve morro abaixo&#8230;<br />
Por essas e outras, resolvi usar um pouco mais os pés e gastar menos o bem que é do banco, pois se houver algum dano e eu tiver que devolvê-lo, os prejuízos sempre serão meus&#8230;<br />
Caminhando pelas ruas, vejo cachorros em busca de atenção e carinho em virtude do abandono de donos relapsos, isso quando têm dono&#8230; Vejo novas construções urbanas que, dentro de um carro jamais mereceriam minha atenção. O mesmo acontece com as árvores a beira da estrada e as pessoas que me encontram. Sim! As pessoas precisam de atenção e enquanto as vemos de dentro de um veículo automotor alienado a uma grande instituição financeira através de um contrato unilateral, jamais poderemos desfrutar de uma boa conversa que cura qualquer desafeto da vida sem precisar de diagnóstico, ou receituário&#8230;<br />
Mas é preciso tempo, algo escasso na vida moderna para aqueles que vivem atarefados e correndo contra o relógio. Neste caso, a alienação de um pé de borracha se torna indispensável para o transporte rápido&#8230; Mas por que não há tempo?&#8230; Porque é preciso trabalhar mais, para ganhar mais dinheiro, pagar as contas e financiar um veículo.. Aí é preciso aproveitar o tempo livre que resta e deixar de “conversa mole” nas esquinas para ganhar mais dinheiro, pagar as dívidas antigas e adquirir novas&#8230;<br />
Andar a pé, portanto, é usufruir das delícias que a vida só oferece para quem ousa tocar o chão com os pés vagarosa e atenciosamente, sem preocupação com o tempo, ou com os compromissos capitalistas e alienistas&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a><br />
<a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
Jornal Folha da Cidade</p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=963&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Recuo</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/07/recuo.html</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 23:24:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/07/recuo.html' addthis:title='Recuo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Infelizmente, nossa jovem democracia ainda obriga as massas a radicalizarem para que se cumpra seus direitos garantidos por lei&#8230; Não seria preciso, se aqueles excelentíssimos eleitos por nós para criarem e fazerem cumprir as leis, o fizessem, verdadeiramente, voltados aos interesses do povo&#8230; Estou voltando de uma greve de quase cinquenta dias, dos quais, participei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/07/recuo.html' addthis:title='Recuo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Infelizmente, nossa jovem democracia ainda obriga as massas a radicalizarem para<br />
que se cumpra seus direitos garantidos por lei&#8230; Não seria preciso,<br />
se aqueles excelentíssimos eleitos por nós para criarem e fazerem<br />
cumprir as leis, o fizessem, verdadeiramente, voltados aos interesses<br />
do povo&#8230;</p>
<p>Estou voltando de uma greve de quase cinquenta dias, dos quais, participei<br />
de trinta, resultando menos do que sonhávamos&#8230; Porém, já<br />
conquistamos alguns avanços que, sem a pressão popular, jamais<br />
seriam realidade, apesar de ainda estarmos aquém daquilo que manda a<br />
lei federal&#8230;</p>
<p>Não fomos derrotados. Estes dias, aparentemente perdidos serão repostos<br />
e, mesmo que não fossem, não são eles que vão definir o nível de<br />
qualidade da educação pública em nosso estado&#8230; Nossos<br />
governantes pregam uma educação de vitrine, gostam de construir e<br />
inaugurar obras gigantescas e vazias, querem que cumpramos duzentos e<br />
tantos dias letivos, mas não nos dão as devidas condições de<br />
trabalho que começam num salário justo e vão até as salas<br />
equipadas e escolas bem estruturadas&#8230;</p>
<p>Todos pagamos impostos, parte deles deveria ser destinada à educação,<br />
mas nem aquilo que a lei manda chega integralmente ao destino, prova<br />
disso foi o fato do governo federal negar ajuda ao nosso estado por<br />
perceber, a meu ver de forma justa, que Santa Catarina tem dinheiro<br />
de sobra para pagar o piso e melhorar nossas condições de<br />
trabalho&#8230; Mas onde está essa verba toda?&#8230; Conferi minha conta<br />
corrente e lá não está, portanto não sou culpado pela defasagem<br />
do meu salário, nem pela situação precária em que se encontram<br />
nossas escolas, apesar de muitas pessoas assim entenderem e acharem<br />
justo aquilo que contemplam nossos contracheques&#8230;</p>
<p>Entendo que não voltamos à sala de aula derrotados, tivemos muitas<br />
vitórias, colocamos a cara nas ruas, nos posicionamos contra este<br />
sistema opressor que joga tudo de cima para baixo, esquecendo-se dos<br />
protagonistas que estão diuturnamente em sala e vivem na pele a<br />
situação que os engravatados tentam mascarar&#8230; Entenda-se este<br />
fato como um recuo, pois a luta continua, ainda há muitos degraus a<br />
serem subidos até a escola de nossos sonhos&#8230;</p>
<p>Valeu a pena ouvir críticas, pais indignados, governo estadual<br />
desestruturado e desgastado pela situação que ele mesmo e seu<br />
antecessor criaram&#8230; Valeu a pena até ser chamado de vadio por<br />
aquela bruxinha sem vassoura. Valeu muito a pena ser reconhecido nas<br />
ruas e na capa do jornal, recebendo inúmeras mensagens de apoio ao<br />
nosso movimento&#8230; Valeu a pena lutar, de forma justa e legal pela<br />
valorização de tudo aquilo que construímos ao longo de nossas<br />
vidas no magistério público&#8230; Como disse a colega Amanda Gurgel:<br />
“Não me sinto constrangido, quem deveria sentir-se constrangidos<br />
com esta situação são os governantes”, afinal, como já escrevi,<br />
receberam o voto da maioria para cuidar dos interesses do povo. Não<br />
cumprir este papel, deveria ser motivo de grande vergonha&#8230;</p>
<p>Não me arrependo de nada nesta luta, assim como todos os meus colegas que<br />
marcharam conosco&#8230; Volto de coração e alma limpos, por fazer<br />
parte de um grupo de educadores conscientes e politizados que não se<br />
calam diante das injustiças que nos rodeiam&#8230; Volto feliz pela aula<br />
de cidadania a céu aberto nas ruas centrais de Caçador&#8230; Volto<br />
orgulhoso pela coragem de não se calar diante de quaisquer<br />
autoridades que foram procuradas por nós para discutir nossos<br />
direitos&#8230; Volto agradecido ao apoio incondicional de muitos pais,<br />
alunos, de uma fatia considerável da sociedade, do SINTE e de outros<br />
sindicatos parceiros&#8230;</p>
<p>Enfim, volto para continuar esta aula de cidadania no melhor lugar para se<br />
conhecer pessoas: a sala de aula. Volto com a certeza do dever<br />
cumprido. Este recuo é apenas o intervalo do lenhador para amolar o<br />
machado a fim de revigorar as forças para continuar a luta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Meu pão de cada dia</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/07/meu-pao-de-cada-dia.html</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 12:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/07/meu-pao-de-cada-dia.html' addthis:title='Meu pão de cada dia '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; &#160; Duas xícaras de farinha de trigo, duas colheres de açúcar, meia colher de sal, uma colher de nata, fermento biológico e, se quiser, um ovo. Tudo isso multiplicado por três, o número de pães que costumo fazer. Esta é uma receita que, por ser relapso, não aprendi com minha mãe, mas bem que poderia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/07/meu-pao-de-cada-dia.html' addthis:title='Meu pão de cada dia '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Duas xícaras de farinha de trigo, duas colheres de açúcar, meia colher<br />
de sal, uma colher de nata, fermento biológico e, se quiser, um ovo. Tudo isso<br />
multiplicado por três, o número de pães que costumo fazer. Esta é<br />
uma receita que, por ser relapso, não aprendi com minha mãe, mas<br />
bem que poderia, pois até hoje não encontrei um pão caseiro melhor<br />
que o dela&#8230; Na verdade, o segredo está nas mãos que o preparam e<br />
não na receita em si, portanto nem tento fazer pães semelhantes aos<br />
da minha progenitora, simplesmente os faço para consumo próprio o<br />
que me rende uma considerável economia&#8230;</p>
<p>Estou diante de um deles, feito por mim&#8230; Este alimento consagrado e<br />
símbolo do fruto de nosso trabalho. É tudo o que eu tenho no<br />
momento: Um pão caseiro, meio pote de margarina e café o suficiente<br />
para preparar algumas xícaras da bebida preta, pois nem leite se<br />
encontra mais nas prateleiras&#8230; A geladeira igual às sessões<br />
ordinárias da câmara de vereadores: quase vazia. Um punhadinho de<br />
carne moída, algumas batatas para o molho do macarrão também<br />
caseiro, um ovo, uma forminha de gelo cheia e inútil neste inverno<br />
rigoroso. Nos armários, um pouco de arroz, feijão, sal e farinha de<br />
trigo para fazer mais pão e macarrão&#8230;</p>
<p>Tudo isso seria o suficiente até o pagamento que estava agendado para<br />
ontem. Meu contracheque? Este está ainda pior que a geladeira, quase<br />
zerado, contas a vencer, cheques para entrar, boletos para pagar&#8230;<br />
Será necessário um novo tratamento para o estresse?&#8230; Espero que<br />
não, pois a greve é legal, direito de qualquer trabalhador.<br />
Trata-se  de uma causa justa. Queremos que se cumpra a lei,<br />
simplesmente&#8230; Porém eu e meus colegas grevistas fomos penalizados,<br />
simplesmente por reivindicarmos uma educação com mais qualidade e<br />
menos vitrine&#8230;.</p>
<p>A nota que vemos na imprensa tenta convencer-nos de que o “Colombinho” e<br />
seus queridos aliados foram muito além do que o governo tem<br />
disponível para nossos honorários e pede que os professores voltem<br />
ao trabalho&#8230; Estive na frente de batalha por trinta dias, voltei<br />
antes das ameaças repressoras de um governo que enobrece só quem já<br />
é nobre e mente que não tem verba para pagar o piso que é lei&#8230;<br />
Muitos colegas, porém, continuam de braços cruzados em protesto<br />
contra esta repressão mascarada de uma continuidade de governo que<br />
nunca cumpriu com as promessas de valorização do magistério<br />
público&#8230; Aliás, até hoje não vi nenhum engravatado eleito pelo<br />
povo que trabalhasse realmente em prol dos interesses populares&#8230;</p>
<p>Há! Mas o governador é bonzinho!&#8230; Diante da pressão, prometeu rodar uma<br />
folha suplementar reparando o desconto ilegal e desumano que<br />
“quebrou” financeira e moralmente todos aqueles que ousaram lutar<br />
por seus direitos&#8230; É assim com o pagamento deste mês, está sendo<br />
assim com a regência de classe: Primeiro retira, depois devolve&#8230;<br />
Qual é a intenção disso? Será que nosso ilustre governador espera<br />
que sejamos eternamente gratos por ele devolver aquilo que nos tirou<br />
ilegalmente?&#8230; Numa análise mais profunda, estamos diante de um<br />
estelionato disfarçado de negociação salarial&#8230; E nos dias em que<br />
sobrevivermos a espera da milagrosa folha suplementar, quem vai<br />
custear os juros pelo atraso das contas?&#8230; Não será o Raimundo<br />
que, com certeza tem sua mesa, diuturnamente recheada de guloseimas<br />
pagas por cada um de nós&#8230;</p>
<p>Não que eu queira me queixar, mas não seria preciso esperar por um direito<br />
já garantido há quase três anos enquanto degusto as fatias que<br />
ainda restam do pão caseiro feito pelas mesmas mãos que digitam<br />
estas palavras de protesto&#8230; Sei que, como eu, milhares de<br />
educadores estado afora encontram-se na mesma situação lastimável,<br />
simplesmente porque não baixaram as orelhas para os opressores que<br />
se acham no direito de pagar um salário indigno da formação dos<br />
educadores das nossas crianças e jovens que também esperam por uma<br />
escola pública com aquela qualidade prometida nas campanhas<br />
eleitorais&#8230;</p>
<p>De qualquer forma, já fui chamado de vadio e sobrevivi, não me dói<br />
nada ser chamado de chorão&#8230; Sei que os gravatinhas do palácio<br />
dificilmente lerão minhas palavras, mas se isso milagrosamente<br />
acontecer, já imagino o comentário:</p>
<ul>
<li>
<ul>
<li>Ora! Larga mão de chorumelas e come teu pão bem feliz, grevista de<br />
bosta!</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=925&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Matemática do Colombo</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/06/matematica.html</link>
		<comments>http://www.marciogoes.com.br/2011/06/matematica.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 23:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marciogoes.com.br/?p=919</guid>
		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/06/matematica.html' addthis:title='Matemática do Colombo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Sou professor da rede pública estadual, leciono Língua Portuguesa e Literatura, pós-graduado. Ainda assim não domino tudo o que diz respeito à nossa querida Língua, quem dirá alguns conceitos de matemática. Desta, sei somente o necessário para sobreviver num mundo onde tudo é cálculo&#8230; Sou um semi-analfabeto matemático assumido, tenho que pensar muito para resolver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/06/matematica.html' addthis:title='Matemática do Colombo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Sou professor da rede pública estadual, leciono Língua Portuguesa e<br />
Literatura, pós-graduado. Ainda assim não domino tudo o que diz<br />
respeito à nossa querida Língua, quem dirá alguns conceitos de<br />
matemática. Desta, sei somente o necessário para sobreviver num<br />
mundo onde tudo é cálculo&#8230;</p>
<p>Sou um semi-analfabeto matemático assumido, tenho que pensar muito para<br />
resolver uma regra de três, às vezes me pego contando nos dedos nas<br />
operações simples e a álgebra então, continua sendo uma incógnita<br />
em minha vida&#8230;</p>
<p>Mas, apesar de tudo, me viro muito bem, dificilmente deixo passar um troco<br />
errado no supermercado, na hora de fechar as médias bimestrais<br />
também não me apuro&#8230;</p>
<p>Meu cérebro de memória pouco numérica, porém não entende a<br />
matemática do governo do estado de Santa Catarina: Ele diz não ter<br />
dinheiro o suficiente para pagar o piso salarial do magistério de<br />
acordo com a lei federal e, bem sabemos, nós pagadores de impostos<br />
que estamos diante de uma grande mentira, pois a verba do FUNDEB<br />
existe, mas na minha conta corrente é que não está, sessenta por<br />
cento é destinada aos honorários dos profissionais da educação,<br />
os outros quarenta por cento são para manutenção: Não vejo nem<br />
bons salários, nem boas manutenções pelas escolas onde passo&#8230;</p>
<p>Aí o “Colombinho” vem a público dizendo que vai incorporar prêmio<br />
educar, jubilar, abono disso e daquilo para chegar ao valor do piso,<br />
o que, nas minhas contas de matemático meia-boca acaba resultando em<br />
perdas salariais, apesar do salário base aumentar de forma<br />
vergonhosa e estratégica para confundir o cérebro dos menos<br />
atentos&#8230;</p>
<p>O vivente fala que vai pagar o piso só para os iniciantes,<br />
desmerecendo toda a carreira dedicada à escola pública dos demais<br />
trabalhadores, depois mostra uma tabela atrás da outra mudando um<br />
número aqui, um algarismo lá, uma porcentagem acolá&#8230; Coloca no<br />
base, tira da regência, que aliás é direito adquirido&#8230; promete<br />
recuperar a regência ano que vem&#8230; Conversa mole que não o deixa<br />
investir mais do que os vinte e dois milhões mensais que diz ter<br />
disponível&#8230;</p>
<p>Peraí! E o resto do dinheiro arrecadado pelos nossos impostos sofrivelmente<br />
pagos em tudo o que compramos?&#8230; Conferi minha conta no BB e lá,<br />
infelizmente também não está. Mas alguém deve ter visto esse<br />
dinheiro e não quer nos contar&#8230; Deve ser muito ocupado para não<br />
perceber que está lidando com o dinheiro do povo e que este deveria<br />
retornar a ele na saúde e na educação, entre outros&#8230;</p>
<p>Isso acontece há quase uma década e ninguém percebe, só o governo<br />
federal que negou ajuda: É claro, pois nosso estado tem uma das<br />
maiores arrecadações do país, porque precisaria ajuda do<br />
planalto?&#8230; É como um mendigo sair pelas ruas pedindo esmola de<br />
carro zero&#8230; Nossos gestores estaduais dizem não ter dinheiro, mas<br />
nunca baixam sua qualidade de vida, continuam com os mesmos<br />
benefícios e regalias de sempre, rindo dos professores que se<br />
obrigam a sobreviver com um salário cada vez mais defasado, um vale<br />
alimentação muito menor que de outros funcionários públicos<br />
estaduais  (Será que eles comem maisque nós?) e um monte de<br />
penduricalhos que agora querem chamar de salário base, tentando nos<br />
fazer acreditar que teremos aumento salarial&#8230;</p>
<p>Posso estar errado, por isso consultei uma colega professora de matemática<br />
para que ela me explicasse como é que funcionam os cálculos dessas<br />
gravatas fétidas eleitas por nós&#8230; Eis a resposta dela:</p>
<p>Quanto é cinco mais cinco?&#8230; Dez!&#8230; Quatro mais seis?&#8230; Dez!&#8230; Sete mais<br />
três?&#8230; Dez!&#8230; Oito mais dois?&#8230; Dez, é claro!&#8230; Pois bem, esta<br />
é a matemática do Colombo&#8230; Vira e mexe, é a mesma coisa&#8230;</p>
<p>Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>Cumpra-se</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/05/cumpra-se.html</link>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 03:02:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/cumpra-se.html' addthis:title='Cumpra-se '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Não sei até quando um povo suporta ser pisado, massacrado e humilhado&#8230; Só sei que, na qualidade de professor, estou indignado vendo nossa classe ser tratada igual a porcos que ficam com os restos dos outros&#8230; Qualquer profissão a nível superior, tem valorização muito maior que a nossa em qualquer instância, seja particular ou pública [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/cumpra-se.html' addthis:title='Cumpra-se '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><span style="color: #000000;">Não sei até quando um povo suporta ser pisado, massacrado e humilhado&#8230;<br />
Só sei que, na qualidade de professor, estou indignado vendo nossa<br />
classe ser tratada igual a porcos que ficam com os restos dos<br />
outros&#8230; Qualquer profissão a nível superior, tem valorização<br />
muito maior que a nossa em qualquer instância, seja particular ou<br />
pública nas esferas municipais, estaduais, ou federal&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Tenho muito orgulho em ser professor, sinto muita vergonha pela falta de<br />
consideração de alguns colegas que não lutam pela classe e,<br />
principalmente, daqueles engravatados que foram eleitos por nós para<br />
defender nossos interesses, mas sabemos que na prática a coisa é<br />
diferente&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Desde 2008 existe um piso salarial para o magistério público, estipulado<br />
pelo governo federal e, alguns governadores (inclusive o nosso que<br />
mudou de sigla, mas continua defendendo os mesmos interesses<br />
capitalistas engomados), acham-se no direito de negar aquilo que a<br />
lei nos garante com a desculpa de que não há verba, ou é<br />
necessário esperar uma decisão não sei de quem, blá, blá,<br />
blá&#8230;. Primeiramente, o governo federal garante ajuda financeira<br />
aos municípios e estados que não tiverem orçamento suficiente para<br />
pagar o valor do piso aos profissionais de educação, desde que se<br />
comprove a situação calamitosa&#8230; Nosso estado não se manifestou<br />
para documentar a falta de verba, o que leva a crer que ela existe,<br />
se não nosso governador já tinha pedido ajuda&#8230; Ou ainda, não há<br />
interesse por parte das autoridades na valorização real e concreta<br />
dos professores de escola pública&#8230; Sinceramente, voto nesta última<br />
opção&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Vemos uma educação de vitrine, cheia de construções faraônicas,<br />
superfaturadas e ocas, pois dentro destes prédios magníficos não<br />
se encontra quase nada que possa, de fato, melhorar a educação como<br />
um todo: estrutura, material de pesquisa e prática, valorização do<br />
profissional&#8230; Simplesmente se inauguram novos prédios e o<br />
professor é jogado lá no meio do nada, com uma construção linda e<br />
vazia, sendo obrigado ao contorcionismo moral e intelectual a fim de<br />
se fazer um trabalho realmente significativo na vida destes alunos&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Alguém me disse que seria melhor eu mudar de profissão, em virtude do<br />
descontentamento, que existem pessoas com faculdade trabalhando em<br />
pontas de caixa e no chão de fábrica; e por isso deveria me<br />
conformar. Outro alguém me veio com esta frase: “A educação já<br />
esteve pior!”&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Parece que os excelentíssimos se agradam com nosso conformismo, nivelam por<br />
baixo, dão esmolas, dizem que já esteve pior, querem nosso sorriso<br />
e satisfação, afinal está melhor que antes&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Pode até ter sido pior no passado, mas o presente poderia ser muito<br />
melhor, não fosse o descaso das autoridades e de algumas pessoas da<br />
comunidade, formadas por nós, que dizem ser perda de tempo esta luta<br />
por melhores salários e condições de trabalho&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Não sou advogado, nem engenheiro, nem médico, valorizo cada um destes<br />
profissionais, mas valorizo também o meu trabalho que, para ser<br />
digno, precisou do mesmo tempo de formação que o deles, no entanto,<br />
nossa recompensa financeira é menor&#8230; Não podemos esquecer, porém,<br />
que qualquer destes profissionais, um dia precisaram de professores<br />
para validar aquele diploma bonito que ostentam na parede&#8230;<br />
Portanto, não se trata apenas de uma luta particular dos<br />
professores, mas de toda  uma comunidade que dependeu, depende e<br />
dependerá de nosso trabalho digno, honesto, magnífico e<br />
desvalorizado&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Abono e gratificações não são salários&#8230; O piso é lei. Cumpra-se&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.marciogoes.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Jornal<br />
Folha da Cidade – Caçador, SC</strong></span></span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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