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	<title>Márcio Goes &#187; Língua Portuguesa</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 20:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/11/os-terceiroes-da-minha-vida-%e2%80%93-parte-i-santo-damo.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Durante minha modesta vida de onze anos de educação, já passei por várias turmas de formandos de ensino médio, nas escolas por onde andei. Quase todos os anos sou escolhido como regente de terceiro ano, portanto, quase sempre cabe a mim a difícil tarefa de apaziguar as relações de turmas que se conhecem muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/11/os-terceiroes-da-minha-vida-%e2%80%93-parte-i-santo-damo.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Durante minha modesta vida de onze anos de educação, já passei por várias turmas de formandos de ensino médio, nas escolas por onde andei. Quase todos os anos sou escolhido como regente de terceiro ano, portanto, quase sempre cabe a mim a difícil tarefa de apaziguar as relações de turmas que se conhecem muito bem, portanto sabem qualidades, defeitos e pontos fracos, uns dos outros&#8230; Porém, este ano foi diferente. Em virtude da licença prêmio usufruída por este que vos escreve nos três primeiros meses letivos, eu não estava presente, portanto não fui votado como regente&#8230; Este fato me dá, enfim, condições de escrever sobre meus pupilos formandos de forma imparcial. Mas, como convivo com seis turmas de terceiro ano em duas escolas públicas e uma particular, um só texto seria pouco para falar de todos, portanto resolvi dividir em partes, de forma que se torne mais confortável para os leitores e se encaixe neste espaço aqui ó&#8230; Sem sobrar, nem faltar&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Pela primeira vez, trabalho na Escola Estadual de Educação Básica Dr João Santo Damo, onde convivo com uma “galerinha sangue bom” de dois terceiros anos&#8230; Lá, vejo de tudo: professores sonhadores como eu, que se sentem indignados com a situação da educação pública, companheiros, parceiros para todas as horas e alunos mais ecléticos ainda&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Entre os estudantes é que encontramos grandes exemplos de vida: Os gênios de óculos (ou não), que lutam contra sua deficiência, leve, ou grave em busca do conhecimento (ou não)&#8230; Tem aqueles que sempre estão a postos para ajudar seus mestres no carregamento do conhecimento a tiracolo, na organização da sala, apagando o quadro negro e até escrevendo nele quando o professor é portador de rinite alérgica e não pode ter uma relação amigável com o giz, que na verdade, já deveria estar extinto dos educandários do século vinte e um&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Encontra-se, lá no fundão, uma turma que gosta de trabalhar sempre em equipe, mesmo que não seja para fazer aquilo que o professor pede&#8230; À frente, grupo quase sempre composto por meninas, estão as mais interessadas (Pelo menos aparentemente), que sempre têm disposição para responder os questionamentos, apontar soluções e revelar sugestões sobre o assunto proposto, além  de, nos dias cinzas do cotidiano escolar, encarregarem-se de distrair o professor para que ele escreva o mínimo possível e alongue o debate sobre o que for: fato que não é de todo mau quando se trata de Língua Portuguesa, disciplina que trabalha também a comunicação e expressão&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Na sua maioria, nossos alunos Santodamenses são pró-ativos, o que revela uma excelente base filosófica e de cidadania, mérito de todos os outros professores antecedentes. Vivemos juntos, muitas alegrias: projetos, discussões, produções de texto magníficas, socializações de trabalhos, integração com os anos iniciais do ensino fundamental através da obra de Monteiro Lobato, festa julina, entre tantas outras&#8230;<br />
Porém, um fato me deixou flutuando de satisfação (é assim que fica um professor quando vê um aluno caminhando com as próprias pernas): Uma aluna, mais precisamente a Ellen, da turma 302, conhecida por todos, amada por uns e odiada por outros, me procurou durante a reposição de aula no dia da proclamação da república, com caderno, lápis e borracha em mãos: “Queria que desse uma olhada num texto que produzi durante a viagem ao congresso da UBES”&#8230;
<p>&nbsp;<br />
Para tudo!!!&#8230; Eu não pedi que os alunos participantes do congresso produzissem textos sobre o assunto&#8230; Isso quer dizer que ela escreveu por livre e espontânea vontade, sem pressão, sem promessa de nota (até porque já garantiu seus vinte e oito pontos)&#8230; Ou seja, escreveu com o coração!&#8230; Já gostei!&#8230; Gostei mesmo!&#8230;Sem ler, já gostei!&#8230; Pois o ser humano escreve bem quando o faz com o coração&#8230; Li e gostei mais ainda: palavras que revelam uma aluna consciente e cheia de vontade de lutar pelos seus ideais e pelos direitos das pessoas que a cercam&#8230; Uma escritora em potencial&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>“Eu sô assim memo&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 23:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/10/%e2%80%9ceu-so-assim-memo.html' addthis:title='“Eu sô assim memo&#8221; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Alguém me disse que eu não sei dar aulas&#8230; Graças a Deus! É a mais pura verdade&#8230; Nem quero aprender&#8230; A educação está cheia de pesos mortos dadores de aula que se acham os gênios só pelo fato de manterem cheios os cadernos dos alunos e a lousa&#8230; Cheios de palavras, fórmulas, regras, padrões e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/10/%e2%80%9ceu-so-assim-memo.html' addthis:title='“Eu sô assim memo&#8221; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p align="JUSTIFY">Alguém me disse que eu não sei dar aulas&#8230; Graças a Deus! É a mais pura verdade&#8230; Nem quero aprender&#8230; A educação está cheia de pesos mortos dadores de aula que se acham os gênios só pelo fato de manterem cheios os cadernos dos alunos e a lousa&#8230; Cheios de<br />
palavras, fórmulas, regras, padrões e conceitos que, na sua maioria, jamais serão úteis na vida prática e profissional do aluno&#8230; Pior: Isso tudo não ajudará nem um pouco no crescimento pessoal de nossos estudantes sedentos por conhecimento de verdade&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Os dadores de aula não se importam com a realidade dos alunos, como a maioria dos gestores que gosta mesmo é de ostentar números e mais números, se gabando que investiram tanto aqui, tanto ali, não sei quanto acolá, mostrando uma educação de vitrine que prima por construções faraônicas e vazias&#8230; Até hoje, não vi nenhum engravatado enxergando a educação com os olhos do coração. Sentem-se na obrigação de mostrar grandes obras a fim de angariar votos para o próximo pleito. E o povo que já depositou seu voto de confiança na esperança de ver uma representação realmente popular? Ah! Este fica em segundo plano e quando se aproximarem as próximas eleições, certamente será lembrado de novo&#8230; Eles sempre lembram de nós na campanha&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Como dador de aula, eu deveria carregar pilhas de livros cheios de exercícios que só ajudam a fazer o aluno tentar pensar como o professor, achando que agradando àquele que dá aulas, conseguirá melhores notas&#8230; Os dadores de aula têm esta prática. Ainda bem que estou fora deste grupo&#8230; Não sei dar aula, principalmente de cima para baixo, vomitando palavras e ideias bitoladas em conceitos de pessoas que não conhecem nossa realidade e exigindo que meu aluno tenha a mesma prática, deixando de ser protagonista de sua própria história&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Não consigo pedir uma produção de texto sem antes organizar um debate, por menor que seja, sobre o assunto que deve ser abordado. Não consigo inscrever meu aluno num concurso de redação sobre a semana do idoso sem colocá-lo de frente com a situação&#8230; Tampouco sei fazer isso sem ajudá-lo a questionar sobre nossas atitudes diante dos nossos anciãos&#8230; Será que liberamos nosso lugar no ônibus para eles? Temos conhecimento do Estatuto do Idoso? Fazemos cumprir a lei que os defende?&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Não sou perfeito. Tenho plena consciência disso. Preciso melhorar, e muito&#8230; Porém, se for para eu melhorar e virar um dador de aulas, prefiro continuar imperfeito, mesmo sofrendo duras críticas&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Não se educa só nas quatro paredes da sala de aula. Educa-se nos corredores, nos abraços despretensiosos entre professores e alunos que às vezes até os leva ao chão, na hora do recreio, no contra-turno  e até fora da escola&#8230; Quantos dos nossos alunos são<br />
visitados por nós em sua residência? Conhecemos sua realidade, o bairro, a rua onde moram?&#8230; Temos algum laço afetivo com eles,<br />
sentimos alegria nas suas vitórias e tristeza nas suas derrotas na certeza de que, onde quer que estejam, um pouco de nós estará lá<br />
também?&#8230; Sabemos de suas famílias, de seus problemas, esperanças e temores?&#8230; Ajudamo-los a vencer os obstáculos que a vida os<br />
proporciona?&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Não faremos nada disso enquanto formos míseros e fétidos dadores de aula, só esperando o final do mês para recebermos aquele salário com um pequeno reajuste conquistado com mais de sessenta dias de greve&#8230; Só conseguiremos transformar, realmente, a educação quando agirmos com o coração&#8230; E isso só realiza quem abdica o trono de dador de aula em favor de um profissional transformador de vidas, começando inevitavelmente pela sua&#8230;</p>
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		<title>Tô voltando pra ficar</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 03:32:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/to-voltando-pra-ficar.html' addthis:title='Tô voltando pra ficar '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Todo trabalhador tem direito ao descanso, a fim de revigorar suas forças para uma nova jornada de trabalho. Além de ser um direito, a folga é uma necessidade humana e combate o estresse&#8230; Mas o ócio nem sempre é agradável, principalmente quando se ama a profissão abraçada e se dedica a cumprir seu dever da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/to-voltando-pra-ficar.html' addthis:title='Tô voltando pra ficar '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Todo trabalhador tem direito ao descanso, a fim de revigorar suas forças<br />
para uma nova jornada de trabalho. Além de ser um direito, a folga é<br />
uma necessidade humana e combate o estresse&#8230;</p>
<p>Mas o ócio nem sempre é agradável, principalmente quando se ama a<br />
profissão abraçada e se dedica a cumprir seu dever da melhor forma<br />
possível&#8230;</p>
<p>Estive gozando de uma licença prêmio durante três longos meses da minha<br />
vida, logo depois das férias de fim de ano, o que somam quase cinco<br />
meses&#8230; Meu Deus! Cinco meses longe da escola!&#8230; Cinco meses<br />
“azedando” na cama!&#8230; Cinco meses sem me comunicar com alunos e<br />
professores!&#8230; Cinco meses de descanso. Verdade?&#8230; Mentira!&#8230;</p>
<p>Quando saiu a portaria da minha licença, pensei que não iria aguentar<br />
tanto tempo longe da escola. Ao decorrer dos dias comprovei que minha<br />
angústia era verdadeira, pois não deixei de visitar o educandário<br />
que me faz feliz, periodicamente, apesar de alguns colegas<br />
incomodarem-se e me mandarem de volta pra casa descansar: “Quando<br />
eu pegar licença, não quero nem passar perto da escola.” Dizia<br />
um&#8230; “Não vejo a hora de me aposentar!” Ponderava outro! “Você<br />
é louco. Vá viajar, se distrair&#8230;”</p>
<p>De fato, segui o conselho deste: viajei, me distraí, passei uns dias<br />
fora da cidade. Porém ao retornar, o primeiro lugar que mereceu<br />
minha visita foi a alface gigante do Martello, meu querido Wandão&#8230;<br />
Está certo que precisamos descansar, porém alimentar ódio pela<br />
escola durante a folga é preparar a desgraça moral e intelectual<br />
futura de professores e, principalmente, alunos&#8230;</p>
<p>Durante minhas férias prolongadas, muita coisa mudou ao meu redor: mudei de<br />
jornal impresso, temos pela primeira vez, uma presidenta da<br />
república, uma mulher também esteve a frente do executivo municipal<br />
durante quase trinta dias, presenciamos uma inédita cassação de<br />
prefeito e vice, e uma eleição indireta também inédita. A<br />
oposição e a situação tiveram uma relevante e surpreendente<br />
mudança de posição. Nomearam nova direção para nossa escola e<br />
para a gerência regional de educação. Quiseram calar minha voz&#8230;<br />
Quiseram me ouvir&#8230;</p>
<p>Para as más línguas, fui diretor de duas escolas estaduais aqui da nossa<br />
cidade, traí e fui traído, quiseram minha retirada&#8230; Porém nenhum<br />
fato comprovado, já que todos sabiam detalhes dos acontecimentos<br />
cujo protagonista era eu, que não sabia de nada&#8230; Todos me<br />
perguntavam, mas ninguém ouvia a minha resposta, ninguém sabia<br />
minha versão, ou aversão&#8230;</p>
<p>Já as boas línguas orientaram os bons e maus ouvidos para me ouvir&#8230;<br />
Conversei com jovens e adultos, alunos do CEJA de Caçador e Rio das<br />
Antas&#8230; Iniciei um trabalho voluntário no projeto PESCAR CDL&#8230;<br />
vivi grandes experiências&#8230; Ri e fui rido, Chorei e fui chorado&#8230;<br />
Alegrei e fui alegrado&#8230; Li e fui lido&#8230; Ouvi e fui ouvido&#8230; Vivi<br />
e fui vivido&#8230; Morri e fui morrido&#8230; Estudei e fui estudado&#8230;</p>
<p>Agora, estou de volta&#8230; Reinicio o trabalho que sempre me realizou e,<br />
apesar de alguns me julgarem utópico e sensacionalista, sinto-me<br />
extremamente feliz em poder ser este grão de areia na construção<br />
de uma sociedade um pouco melhor&#8230; Dei a volta ao mundo sem sair das<br />
redondezas: falei novas palavras e descobri algumas antigas, chorei<br />
novos choros, sorri novos sorrisos, senti novos sentimentos, conheci<br />
novos desconhecidos e desconheci velhos conhecidos&#8230; Errei novos<br />
erros e acertei novos acertos, acertei velhos erros e errei velhos<br />
acertos&#8230; Quebrei paradigmas, iludi, desiludi&#8230; Transformei e fui<br />
transformado&#8230; Fui e voltei.</p>
<p>Voltei ao melhor lugar do mundo para se conhecer pessoas. Voltei para o<br />
local de onde nunca deveria ter saído: A sala de aula, mas não é<br />
qualquer sala, ela pertence a uma escola pública, o que a torna<br />
ainda mais nobre&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Jornal Folha da Cidade – Caçador, SC</strong></span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>CEJA cidadão</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 03:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/ceja-cidadao.html' addthis:title='CEJA cidadão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Semana passada tive a honra e a satisfação de fazer duas visitas ao CEJA (Centro de educação de jovens e adultos). A primeira, segunda-feira, na vizinha cidade de Rio das Antas, a convite da professora de Arte, Marta Aparecida Goes que acumula o cargo de minha irmã. Lá conversei sobre a arte de escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/05/ceja-cidadao.html' addthis:title='CEJA cidadão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<p>Semana<br />
passada tive a honra e a satisfação de fazer duas visitas ao CEJA<br />
(Centro de educação de jovens e adultos). A primeira,<br />
segunda-feira, na vizinha cidade de Rio das Antas, a convite da<br />
professora de Arte, Marta Aparecida Goes que acumula o cargo de minha<br />
irmã. Lá conversei sobre a arte de escrever com alunos, na sua<br />
maioria moradores do interior da cidade e que, com muitas<br />
dificuldades, se deslocam quilômetros para saciar a sede do<br />
conhecimento, ainda que em tempo diferente da maioria dos seres<br />
humanos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já<br />
havia estado outras vezes por lá, acompanhando a Martinha no<br />
exercício de sua missão como professora de jovens e adultos. Sempre<br />
fui bem recebido, respeitado e indagado em diversos assuntos do<br />
cotidiano. Todos os alunos têm algo a dizer, lhes falta serem<br />
ouvidos&#8230; Todos querem ouvir o professor, falta-lhes o interesse<br />
sincero dos educadores&#8230; Mas, como nosso tratamento sempre foi de<br />
amigos, estávamos livres destas barreiras, inclusive com a<br />
professora&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na<br />
quinta-feira, foi a vez do CEJA de Caçador. A convite da professora<br />
Marinês, lá estive e encontrei com a professora Kátia, ambas<br />
minhas colegas de faculdade. Minha conversa com os alunos também foi<br />
acompanhada pela professora Karem, todas as três habilitadas em<br />
língua Portuguesa e Literatura, como eu&#8230;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em ambas<br />
as turmas, mesmo tratando-se passagens rápidas, conversei com alguns<br />
alunos que me procuraram no final do evento. Todos tinham algo a<br />
dizer e acrescentar nas minhas palavras, fossem elas escritas ou<br />
faladas, alguns traziam comentários positivos, outros negativos,<br />
outros ainda sugeriam assuntos para textos futuros, porém a maioria<br />
queria mesmo expressar a satisfação e a admiração pelo fato de se<br />
identificarem muito com aquilo que escrevi em determinado texto, ou<br />
falei durante o encontro&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta foi<br />
minha grande surpresa da semana: Existem pessoas crentes de que<br />
minhas palavras foram escritas para elas, se identificam com o texto,<br />
têm uma história semelhante para contar, riem, choram, indignam-se,<br />
sentem vontade de mudar a realidade&#8230; Sei que não se trata de um<br />
milagre das minhas palavras, mas da enorme vontade do povo expressar<br />
suas ideias e, às vezes sentem uma certa realização sentimental ao<br />
verem que alguém escreve palavras que os fazem buscar sentimentos,<br />
muitas vezes sufocados por este mundo versátil, capitalista e<br />
desumano&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos dois<br />
casos, terminamos um pouco antes do horário costumeiro das aulas, o<br />
que é, de certa forma bom para alunos do noturno que poderão<br />
descansar mais cedo a fim de recuperar suas forças para o trabalho<br />
no dia seguinte. Mas, tanto em Caçador, quanto em Rio das Antas, vi<br />
alunos, mesmo já dispensados abordando as professoras para saber se<br />
não teriam aqueles poucos minutos restantes de aula, indagando sobre<br />
trabalhos, tarefas, ou pesquisas&#8230; Em todas as escolas em que<br />
trabalhei, dificilmente encontrei alunos que reclamassem ao sair mais<br />
cedo da escola, a maioria sentia prazer em “perder” tempo&#8230; Será<br />
que isso é uma característica inerente aos jovens e adultos que não<br />
querem nem precisam mais perder tempo? Ou será que não estamos<br />
ensinando aos nossos alunos a verdadeira importância do tempo que<br />
passamos nos bancos escolares?&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A<br />
verdade é que nem sempre poderemos ter  uma segunda chance. Quando a<br />
temos, agarramos de unhas e dentes, se não, corremos o risco da<br />
estagnação que leva a inércia moral e intelectual: Tudo o que os</p>
<p>poderosos querem, pois um povo sem conhecimento é fácil de<br />
manipular&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cabe a<br />
nós, profissionais da educação, sobretudo de jovens e adultos,<br />
seja qual for a área de atuação, não deixarmos de levantar<br />
discussões sobre assuntos, fatos e ideias cotidianas que regem<br />
nossas vidas de cidadãos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.marciogoes.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: x-small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Jornal<br />
Folha da Cidade – Caçador, SC</strong></span></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=901&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Não sou jornalista</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 02:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/nao-sou-jornalista.html' addthis:title='Não sou jornalista '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Certo dia em que fui a um certo supermercado: destes que têm de tudo, desde xampu até pneu, encontro com um atendente que tenta me vender uma cafeteira&#8230; E conseguiu, mas isso não vem ao caso&#8230; O que me chamou a atenção foi o papo dele, confundindo minha profissão e minha função por aqui : “Você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2010/02/nao-sou-jornalista.html' addthis:title='Não sou jornalista '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/img.jpg"><img class="size-medium wp-image-605   alignleft" title="img" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/img-211x300.jpg" alt="" width="154" height="218" /></a></p>
<p>Certo dia em que fui a um certo supermercado: destes que têm de tudo, desde xampu até pneu, encontro com um atendente que tenta me vender uma cafeteira&#8230; E conseguiu, mas isso não vem ao caso&#8230; O que me chamou a atenção foi o papo dele, confundindo minha profissão e minha função por aqui :</p>
<p>“Você ganha bem, é jornalista!”&#8230;<span id="more-604"></span></p>
<p>Bem estamos diante de dois equívocos: Primeiro que a maioria dos jornalistas não está “nadando no dinheiro”, com exceção daqueles que estão no horário nobre das grandes redes de televisão e rádio. Segundo que, apesar de ter um jornalista na família, não sou um deles. Minha formação acadêmica é Licenciatura em letras: Língua Portuguesa, Literatura e língua Espanhola, ou seja, sou professor de profissão e escritor de coração. Ao contrário do que se pensa, nunca tive honorários escrevendo, sou colunista, nada mais&#8230; E meu único pagamento é o reconhecimento dos leitores cada vez que os encontro por aí e sou abordado para ouvir comentários sobre meus textos, ou recebo mensagens no correio eletrônico, comentando sobre meus escritos&#8230;</p>
<p>Num destes comentários, ouvi de um transeunte o seguinte: “Mude de profissão, você não serve para jornalista, é muito enrolado.”&#8230; Outro ainda declarou ser um leitor assíduo de minhas “reportagens”&#8230;</p>
<p>Pois bem, vou repetir com todas as letras: Não sou jornalista!&#8230; O que escrevo não é reportagem, é crônica, este gênero literário que se aproveita de um momento corriqueiro para romancear e feito para quem quer gostar de ler&#8230; Não tenho compromisso com a notícia denotativa, e sim com a análise subjetiva dela, quando se torna conveniente ao gosto do escritor&#8230; Deixo as notícias imparciais para os jornalistas. Eu faço literatura, cujo compromisso maior é a arte de usar as palavras, apesar de muitos estudiosos dizerem que a crônica também faz parte do jornalismo&#8230;</p>
<p>O que me deixa realizado nisso tudo e me faz tolerar estes comentários é que aquilo que escrevo tem utilidade, faz algumas pessoas pensarem e analisarem os fatos e ideias que as rodeiam, formando uma opinião sobre o assunto, ainda que seja contrária à minha&#8230;. Quando chegar o dia em que meus textos não sirvam mais para fazer, sobretudo os jovens estudantes, lerem, analisarem, formarem opinião e escreverem sobre o assunto abordado, deixo de escrever&#8230; Quando este dia chegar, será o fim de minhas palavras e das palavras de todos aqueles que escrevem&#8230;</p>
<p>Quando as reticências, abundantes entre minhas palavras, não provocarem o pensamento para a análise, aposentarei este teclado e usarei meu computador apenas para xeretar a vida dos outros no Orkut&#8230;</p>
<p>Por hora, devo dizer que este dia ainda não chegou, portanto, continuarei escrevendo, apesar de muitas pessoas me confundirem com jornalista&#8230; Tudo bem! Muita gente confunde médicos e advogados com doutores, mesmo quando estes não têm um doutorado em seus currículos&#8230;Se para meus amigos de imprensa isso não for problema, então, não me dói nada ser chamado de jornalista, porém não o sou&#8230; não o sou&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=604&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Vivendo e desaprendendo</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/11/vivendo-e-desaprendendo.html</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 04:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/11/vivendo-e-desaprendendo.html' addthis:title='Vivendo e desaprendendo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Aprendi a colocar os ovos na gaveta própria para isso na porta da geladeira&#8230; Desaprendi&#8230; Agora divulga-se a ideia de que não é o ideal, pois com o abre-e-fecha, os ovos estão expostos a mudanças bruscas de temperatura, prejudicando sua qualidade&#8230; Aprendi também, em nome da preservação dos recursos naturais, a economizar água nas tarefas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/11/vivendo-e-desaprendendo.html' addthis:title='Vivendo e desaprendendo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aprendi a colocar os ovos na gaveta própria para isso na porta da geladeira&#8230; Desaprendi&#8230; Agora divulga-se a ideia de que não é o ideal, pois com o abre-e-fecha, os ovos estão expostos a mudanças bruscas de temperatura, prejudicando sua qualidade&#8230; Aprendi também, em nome da preservação dos recursos naturais, a economizar água nas tarefas domésticas como lavar louça, tomar banho e lavar as mãos&#8230; Desaprendi&#8230; Agora surge um tal “H1N1” que nos obriga a lavar as mãos com água corrente e sabão em abundância, sem falar no álcool em gel que nunca foi tão consumido&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Na minha infância, mais precisamente quando iniciava a vida escolar para nunca mais parar, ouvi de minha mãe que eu deveria respeitar os professores como seres humanos e como profissionais do conhecimento, com o passar do tempo desaprendi&#8230; Aprendi que o professor, agora sou eu e que existem muitos e muitos alunos com os quais convivo diuturnamente que, nem sempre ouvem os mesmos conselhos de seus pais&#8230; Aprendi que eu devo ser o primeiro a me respeitar e respeitar meus jovens estudantes&#8230; Que apesar de tanta decadência na educação, ainda é muito importante para a vida destes jovens, tudo aquilo que seu mestre faz, pensa, ou fala&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aliás, aprendi, sem nenhuma falsa soberba a ouvi-los me chamando de “mestre” mesmo sem ter cursado um mestrado (ainda) e penso que todo professor deveria fazer o mesmo, afinal, qualquer médico recém-formado emplaca seu consultório com o título de “doutor”, mesmo sem ter cursado um doutorado&#8230; Nada contra, penso que seja até merecido, portanto os professores podem e devem ser chamados de “mestres”, precisamos popularizar esta palavra em relação aos educadores da mesma forma que a palavra “doutor” foi popularizada para médicos, dentistas e advogados&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aprendi que a gramática era importante, que era fundamental reconhecer o sujeito e o predicado da frase, que quem não sabia análise sintática não aprendia Português, que era necessário a decoreba para preencher os vazios das provas ameaçadoras, organizadas com os alunos cheirando um a nuca do outro&#8230; Aprendi um monte de regrinhas de acentuação e tenho até hoje minha tabelinha com estas regras, feita em cartolina na quinta série&#8230; Desaprendi (Graças a Deus!), primeiro porque as regras mudaram em nome de uma unificação que nunca deixará de ser inviável. Além do mais, quanto mais estudo, mais vejo que elas não são, nunca serão fundamentais&#8230; Conheço alunos ótimos nas decorebas de gramáticas que são incapazes de expressar suas ideias num texto de forma coesa e coerente&#8230; Quem tem que saber as regras é o juiz, os jogadores devem jogar&#8230; Nossos alunos são os jogadores, portanto devem fazer uso da comunicação escrita de forma prática. Ler, analisar e produzir textos: isso realmente será importante para a vida e o crescimento pessoal dos estudantes e dos professores&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aprendi que deveria obedecer, cegamente, tudo o que o professor mandasse, sem pestanejar, reclamar, discutir, ou analisar&#8230; Desaprendi (Mais uma vez, graças a Deus)&#8230; Pois sei que não posso exigir que meu aluno escreva textos maravilhosos se ficar batendo na tecla da gramática pura, elitista e desumana, insistindo naquela visão falsificada de que, quem fala a linguagem culta é melhor do que aquele que faz uso da forma coloquial&#8230; Aliás, quem foi que definiu o que é culto e o que é coloquial?&#8230; Quem será que se achou no direito de dividir os seres humanos pelas variações linguísticas que só enriquecem nosso idioma?&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Por fim, aprendi e não desaprendi, que não posso exigir que meu aluno produza bons textos se ele não tiver a oportunidade de ler este e outros textos produzidos por mim&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Vivendo e desaprendendo&#8230;</p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><strong>www.cacador.net</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="TEXT-DECORATION: none"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></span></span></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=498&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Utopia de educador</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/09/utopia-de-educador.html</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 16:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/09/utopia-de-educador.html' addthis:title='Utopia de educador '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Uma aluna lendo&#8230; compenetradamente&#8230; O mundo ao seu redor não importa, só existe o livro a sua frente, só as palavras rodeiam sua mente&#8230; Palavras escritas, grande invenção da humanidade que revolucionou e transformou nossa história&#8230; Ela “nem pisca”&#8230; estática, concentrada, vez por outra mexe no cabelo, ajeita-se naquela cadeira desconfortável de escola, apoia os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/09/utopia-de-educador.html' addthis:title='Utopia de educador '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div id="attachment_475" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/EncontroMarcado2009-024.jpg"><img class="size-medium wp-image-475" title="EncontroMarcado2009 024" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/EncontroMarcado2009-024-300x225.jpg" alt="Encontro marcado 2009" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro marcado 2009</p></div>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Uma aluna lendo&#8230; compenetradamente&#8230; O mundo ao seu redor não importa, só existe o livro a sua frente, só as palavras rodeiam sua mente&#8230; Palavras escritas, grande invenção da humanidade que revolucionou e transformou nossa história&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">Ela </span><span lang="pt-BR"><em>“nem pisca”</em></span><span lang="pt-BR">&#8230; estática, concentrada, vez por outra mexe no cabelo, ajeita-se naquela cadeira desconfortável de escola, apoia os cotovelos na mesa&#8230; Alguns colegas conversam ao seu redor, mas seus ouvidos encontram-se anestesiados para o mundo exterior, nem mesmo os passos do professor conseguem mover suas bigornas&#8230;</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Às vezes, dá um suspiro, seus olhos e sua feição refletem tímidas reações que as palavras escritas provocam no mais íntimo de sua percepção&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Lá fora, uma turma em educação física: bola, apitos, gritos, barulho de todo gênero, aqueles sons próprios de qualquer esporte coletivo. Nada disso existe em sua mente de exímia leitora momentânea&#8230; Repentinamente sorri, indigna-se, ama, balança a cabeça, “desama”, anima, desanima&#8230; Parece hipnotizada, está em outra dimensão, a das palavras, a da literatura, das mentiras reais, da ficção, da verossimilhança, dos sonhos, da vida perpetuada através dos signos linguísticos, do conhecimento e do prazer que só a leitura solitária é capaz de proporcionar&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">De repente, fecha o livro, levanta seu olhar para o mundo, como quem volta a mentira da realidade, troca algumas palavras com o professor sobre o objeto lido, dá uma olhada ao redor, visivelmente se desagrada com a situação, abre o livro mais uma vez e volta a ler compenetradamente, volta a viajar nas mentiras verdadeiras, emocionar-se, indignar-se, sorrir, amar, desamar&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Um sonho para qualquer professor de Língua Portuguesa, chega a ser utopia&#8230; Mas foram as utopias que revolucionaram o mundo, que fizeram os gênios, pensadores, revolucionários e “metidos” em geral, a serem o que são. Alguém insistiu mais de duas mil vezes numa utopia para recriar a luz&#8230; e recriou através da eletricidade que hoje já é uma constante no planeta e não é possível imaginar o mundo sem ela&#8230; Será que estou diante da versão feminina e brasileira de Thomas Edison?&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">O mais incrível é que este sonho de educador tornou-se realidade diante dos meus olhos&#8230; Um momento único na vida de um professor&#8230; É possível termos alunos leitores&#8230; Digo leitores, não vomitadores de palavras, mas sim aqueles que leem, formam opinião e produzem novas ideias a partir da leitura e através da escrita.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Sei que existem várias formas de se conseguir bons resultados na educação, haja vista as inúmeras teorias praticáveis, ou não das quais tomamos conhecimento na graduação. Porém, quando nos desarmamos das regras vãs e descartáveis da gramática pura, elitista e desumana, conseguimos resultados surpreendentes.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">A aluna em questão, estava lendo crônicas, este gênero textual feito para quem quer gostar de ler, de um escritor chamado <a title="Fábio Bruggemann" href="http://bloguedobruggemann.blogspot.com/" target="_blank">Fábio Bruggemann</a>, num livro disponibilizado por um projeto chamado Encontro Marcado, promovido pela<a title="Unimed Caçador" href="http://www.unimed.com.br/pct/index.jsp?cd_canal=52823&amp;cd_secao=52813" target="_blank"> UNIMED </a>e a 10ª GERED de Caçador. O escritor, em visita a Caçador, mais precisamente na Escola de Educação Básica Wanda Krieger Gomes, viu todo tipo de contextualização de seus escritos, porém, mal sabe ele da revolução intelectual acontecida na vida daquela aluna e de muitos outros estudantes que manusearam, leram, analisaram e produziram novas ideias instigados por sua obra&#8230; Utopia de educador?&#8230; Não foi o que pareceu a meus sentidos passionais pela educação&#8230;</p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"> Márcio Roberto Goes</p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=474&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Os dois lados da moeda</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/07/os-dois-lados-da-moeda.html</link>
		<comments>http://www.marciogoes.com.br/2009/07/os-dois-lados-da-moeda.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 01:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/07/os-dois-lados-da-moeda.html' addthis:title='Os dois lados da moeda '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Se tem uma coisa que gosto de fazer, além de escrever, é visitar as escolas, estar “de cara” com a situação, ver a realidade dos educandários a meu redor&#8230; Na última quinzena, fiz duas visitas inesquecíveis, em ambas fui muito bem recebido e percebi que meus textos estão ajudando aos alunos e acadêmicos a adquirir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/07/os-dois-lados-da-moeda.html' addthis:title='Os dois lados da moeda '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Se tem uma coisa que gosto de fazer, além de escrever, é visitar as escolas, estar “de cara” com a situação, ver a realidade dos educandários a meu redor&#8230; Na última quinzena, fiz duas visitas inesquecíveis, em ambas fui muito bem recebido e percebi que meus textos estão ajudando aos alunos e acadêmicos a adquirir, ou desenvolver o gosto pela leitura, análise e produção de textos&#8230;. A primeira delas, ao curso de pedagogia da UnC, a convite da Rúbia, uma acadêmica de primeira fase, para complementar o trabalho de seu grupo sobre comunicação. Durante cerca de meia hora, conversamos sobre os elementos da comunicação e como esta se dá entre os seres vivos, sobretudo os humanos, únicos capazes de criar linguagens abstratas, entre elas, a escrita, pela qual tenho imensa paixão. Rejubilei-me ao ver um grupo de futuros alfabetizadores, interessados em discutir e analisar os aspectos sociais e linguísticos da comunicação escrita. Foi um prazer voltar à instituição onde cursei licenciatura em Letras e trocar ideias com meus colegas que hora abraçam a mesma profissão que escolhi e que na verdade torna-se um estilo de vida, além de tudo, voltei para casa de gravata nova&#8230;</p>
<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/Pedagogia.GIF"><img class="aligncenter size-medium wp-image-430" title="Pedagogia" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/Pedagogia-300x225.GIF" alt="Pedagogia" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Para completar minha alegria, fui convidado a fazer uma visita a uma das escolas que ainda mora no meu coração: O Irmão Leo. Fiz uma bonita troca de experiências com duas turmas de segundo ano de ensino médio que trabalharam sob orientação das estagiárias Andrieli e Ivânia, com alguns textos meus&#8230; Conversamos sobre a importância de ler e escrever e de como a leitura e a escrita podem transformar a vida de muitas pessoas. Alegrei-me e mais uma vez, senti-me realizado ao ver os olhos e ouvidos daqueles jovens atentos às minhas palavras que resultaram em troca de ideias, haja vista os depoimentos que ouvi durante nosso encontro.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-429" title="IrmaoLeo" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/IrmaoLeo-300x225.GIF" alt="IrmaoLeo" width="300" height="225" /></p>
<p>Como sempre, é um prazer visitar e interagir com pessoas envolvidas com a educação, seja de que lado for: dos professores, dos futuros professores, ou dos alunos, afinal os dois lados de uma moeda completam seu valor&#8230; Sabemos que não existe método perfeito. Nenhum deles vai suprir de imediato as falhas de nossa educação, seja ela pública ou privada. É preciso uma mudança de conceitos, práticas e condutas em massa, num trabalho a longo prazo, porém, quando se abrem as portas da escola para a comunidade, ou visitantes, abrem-se também as portas do conhecimento para todos os envolvidos.</p>
<p>Creio que desta forma, tenho conseguido realizar meu propósito de escrever para o povo e fazê-lo refletir&#8230; Quando chegar o dia, (espero que nunca) em que meus escritos não servirem para as pessoas, principalmente os estudantes, lerem, analisarem e produzirem novos textos, eu aposento o teclado e paro de escrever. Pois a partir do momento em que um texto de minha autoria é publicado, deixa de ser meu e passa a ser de quem o lê&#8230;</p>
<p>Agradeço de coração aos meus amigos de pedagogia da UnC, de ensino médio da Escola de Educação Básica Irmão Leo e estagiárias de Letras, pela iniciativa de trocarmos ideias e experiências de vida para nosso crescimento pessoal.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong> </strong><a href="http://www.cacador.net"><strong>www.cacador.net</strong></a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.portalcacador.com.br"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong> Jornal Informe – O diário Regional</strong></p>
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		<title>Carta ao Trema</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 04:35:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Talentos da Escola]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/04/carta-ao-trema.html' addthis:title='Carta ao Trema '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>(Por: Andressa Aparecida Faria)   Querido trema:                           Sinto muito sua falta, éramos companheiros inseparáveis, me lembrei de quando nós brigávamos, eu tentava te esquecer, mas sempre tinha alguém que me lembrava de você. Estava sempre na sua, não mexia com ninguém, ainda não me conformo. Lembra da vez em que você teve a ideia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/04/carta-ao-trema.html' addthis:title='Carta ao Trema '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>(Por: <strong>Andressa Aparecida Faria)</strong></p>
<p> </p>
<p>Querido trema:</p>
<p>                          Sinto muito sua falta, éramos companheiros inseparáveis, me lembrei de quando nós brigávamos, eu tentava te esquecer, mas sempre tinha alguém que me lembrava de você.<br />
Estava sempre na sua, não mexia com ninguém, ainda não me conformo. Lembra da vez em que você teve a ideia (que também está sozinha agora) de visitarmos a casa das jiboias (pobrezinhas perderam uma parte de si)<br />
No começo era uma ideia muito louca, até achei que você estava paranoico          (mais uma das pobres palavras desamparadas), mas depois acabei aceitando.<br />
Lembro como se fosse hoje da nossa viajem ao Piauí (que ainda está acentuado) você morreu de medo quando viu um tuiuiú você o achou muito feio. Depois tomamos umas e outras na Baiuca (agora vazia) e pegamos a autoestrada (que não está mais separada)<br />
O primeiro dia em que marcamos de sair foi o dia em que fizemos pipoca no micro-ondas (funcionando com -) e alugamos o filme de terror: “o dia em que o vice-presidente assumiu o cargo”, você ficou com muito medo e pulou em cima do meu U e de lá não saiu mais (até o começo de 2009). Faz muito tempo que é amigo, não me conformo com a separação.<br />
Mas ainda bem que você continua lá em cima do Müller, assim posso te visitar de vez em quando.</p>
<p>Beijos<br />
linguiça</p>
<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/40600001.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-334" title="40600001" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/40600001-300x245.jpg" alt="40600001" width="300" height="245" /></a></p>
<p style="text-align: right;">
<strong>Andressa Aparecida Faria<br />
1º 01 matutino<br />
Ensino médio<br />
Escola: Wanda Krieguer Gomes<br />
Caçador, SC, Brasil</strong></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=333&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Novas ideias</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/02/novas-ideias.html</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 02:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Talentos da Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/02/novas-ideias.html' addthis:title='Novas ideias '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div> 2009 chegou&#8230; Sabemos que a substituição de um dígito no calendário, não significa uma mudança brusca em nossas vidas, mas a retirada e a alteração de alguns caracteres na escrita padrão de nossa Língua implica em uma mudança considerável e um incrível exercício para nosso cérebro que deverá acostumar-se com a ideia de produzir ideias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2009/02/novas-ideias.html' addthis:title='Novas ideias '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/reforma-001a.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-219" title="reforma-001a" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/reforma-001a-300x240.jpg" alt="reforma-001a" width="300" height="240" /></a> 2009 chegou&#8230; Sabemos que a substituição de um dígito no calendário, não significa uma mudança brusca em nossas vidas, <a href="http://cafecombytes.blogspot.com/2009/01/guia-prtico-da-reforma-ortogrfica.html" target="_blank">mas a retirada e a alteração de alguns caracteres na escrita padrão de nossa Língua </a>implica em uma mudança considerável e um incrível exercício para nosso cérebro que deverá acostumar-se com a ideia de produzir ideias sem o acento agudo no ditongo. O mesmo acontece com a pobrezinha da jiboia que agora está mutilada sem o rabinho em cima da letra “O”&#8230;<br />
 Oh céus!&#8230; Quanta mudança&#8230; Ainda bem que o céu não mudou, continua azul e com acento, mas com o tal aquecimento global, para contemplá-lo, só usando chapéu, que continua assim mesmo, com abas em todos os lados e um acento bem agudo no centro da última sílaba: Privilégio deles que são oxítonos, e ainda por cima ditongos abertos&#8230;.<br />
 “Peraí!”&#8230; Mas a ideia e a jiboia também são abertas&#8230; Por que então precisam ser mutiladas?&#8230; Só porque são pobres e miseráveis paroxítonas?&#8230; Só porque abriram o ditongo na segunda sílaba de trás para frente?&#8230; Isso está me parecendo uma paranoia da gramática contra as penúltimas: pura discriminação!&#8230; Até mesmo o povo heroico do Hino Nacional perdeu a espada de cima do “O”&#8230;<br />
 Não é justo! Vamos convocar uma assembleia (sem acento mesmo) extraordinária (que continua elitizando o acento agudo para as paroxítonas terminadas em ditongo) e deliberar sobre os cortes na acentuação gráfica da Língua Portuguesa&#8230; É preciso reunir os papéis (que ainda não foram demitidos da lista dos acentuados) e documentar as reivindicações de uma classe que não foi poupada pela crise da distribuição dos acentos&#8230;<br />
 Não podemos esperar mais! Se perdermos tempo, estas pobres palavras poderão ser sepultadas junto com o trema, que nunca fez nada, mesmo assim foi executado cruelmente&#8230;<br />
 Mas a luta continua: os ditongos tônicos e abertos das paroxítonas perderam o acento, mas não perderam e jamais perderão a pronúncia e o sentido, pois o bom e velho Português continua belo e versátil&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Professor Márcio Roberto Goes<br />
Professora Marlise Aparecida Recalcate<br />
Suely Miozzo Escher</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>10ª GERED</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Escola Estadual de Educação Básica</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Professora Wanda Krieger Gomes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Caçador - SC</strong></p>
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