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	<title>Márcio Goes &#187; Língua Portuguesa</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Não sou jornalista</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 02:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[Certo dia em que fui a um certo supermercado: destes que têm de tudo, desde xampu até pneu, encontro com um atendente que tenta me vender uma cafeteira&#8230; E conseguiu, mas isso não vem ao caso&#8230; O que me chamou a atenção foi o papo dele, confundindo minha profissão e minha função por aqui : “Você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/img.jpg"><img class="size-medium wp-image-605   alignleft" title="img" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/img-211x300.jpg" alt="" width="154" height="218" /></a></p>
<p>Certo dia em que fui a um certo supermercado: destes que têm de tudo, desde xampu até pneu, encontro com um atendente que tenta me vender uma cafeteira&#8230; E conseguiu, mas isso não vem ao caso&#8230; O que me chamou a atenção foi o papo dele, confundindo minha profissão e minha função por aqui :</p>
<p>“Você ganha bem, é jornalista!”&#8230;<span id="more-604"></span></p>
<p>Bem estamos diante de dois equívocos: Primeiro que a maioria dos jornalistas não está “nadando no dinheiro”, com exceção daqueles que estão no horário nobre das grandes redes de televisão e rádio. Segundo que, apesar de ter um jornalista na família, não sou um deles. Minha formação acadêmica é Licenciatura em letras: Língua Portuguesa, Literatura e língua Espanhola, ou seja, sou professor de profissão e escritor de coração. Ao contrário do que se pensa, nunca tive honorários escrevendo, sou colunista, nada mais&#8230; E meu único pagamento é o reconhecimento dos leitores cada vez que os encontro por aí e sou abordado para ouvir comentários sobre meus textos, ou recebo mensagens no correio eletrônico, comentando sobre meus escritos&#8230;</p>
<p>Num destes comentários, ouvi de um transeunte o seguinte: “Mude de profissão, você não serve para jornalista, é muito enrolado.”&#8230; Outro ainda declarou ser um leitor assíduo de minhas “reportagens”&#8230;</p>
<p>Pois bem, vou repetir com todas as letras: Não sou jornalista!&#8230; O que escrevo não é reportagem, é crônica, este gênero literário que se aproveita de um momento corriqueiro para romancear e feito para quem quer gostar de ler&#8230; Não tenho compromisso com a notícia denotativa, e sim com a análise subjetiva dela, quando se torna conveniente ao gosto do escritor&#8230; Deixo as notícias imparciais para os jornalistas. Eu faço literatura, cujo compromisso maior é a arte de usar as palavras, apesar de muitos estudiosos dizerem que a crônica também faz parte do jornalismo&#8230;</p>
<p>O que me deixa realizado nisso tudo e me faz tolerar estes comentários é que aquilo que escrevo tem utilidade, faz algumas pessoas pensarem e analisarem os fatos e ideias que as rodeiam, formando uma opinião sobre o assunto, ainda que seja contrária à minha&#8230;. Quando chegar o dia em que meus textos não sirvam mais para fazer, sobretudo os jovens estudantes, lerem, analisarem, formarem opinião e escreverem sobre o assunto abordado, deixo de escrever&#8230; Quando este dia chegar, será o fim de minhas palavras e das palavras de todos aqueles que escrevem&#8230;</p>
<p>Quando as reticências, abundantes entre minhas palavras, não provocarem o pensamento para a análise, aposentarei este teclado e usarei meu computador apenas para xeretar a vida dos outros no Orkut&#8230;</p>
<p>Por hora, devo dizer que este dia ainda não chegou, portanto, continuarei escrevendo, apesar de muitas pessoas me confundirem com jornalista&#8230; Tudo bem! Muita gente confunde médicos e advogados com doutores, mesmo quando estes não têm um doutorado em seus currículos&#8230;Se para meus amigos de imprensa isso não for problema, então, não me dói nada ser chamado de jornalista, porém não o sou&#8230; não o sou&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>Vivendo e desaprendendo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 04:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Aprendi a colocar os ovos na gaveta própria para isso na porta da geladeira&#8230; Desaprendi&#8230; Agora divulga-se a ideia de que não é o ideal, pois com o abre-e-fecha, os ovos estão expostos a mudanças bruscas de temperatura, prejudicando sua qualidade&#8230; Aprendi também, em nome da preservação dos recursos naturais, a economizar água nas tarefas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script type="text/javascript"><!--
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</script></p><p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aprendi a colocar os ovos na gaveta própria para isso na porta da geladeira&#8230; Desaprendi&#8230; Agora divulga-se a ideia de que não é o ideal, pois com o abre-e-fecha, os ovos estão expostos a mudanças bruscas de temperatura, prejudicando sua qualidade&#8230; Aprendi também, em nome da preservação dos recursos naturais, a economizar água nas tarefas domésticas como lavar louça, tomar banho e lavar as mãos&#8230; Desaprendi&#8230; Agora surge um tal “H1N1” que nos obriga a lavar as mãos com água corrente e sabão em abundância, sem falar no álcool em gel que nunca foi tão consumido&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Na minha infância, mais precisamente quando iniciava a vida escolar para nunca mais parar, ouvi de minha mãe que eu deveria respeitar os professores como seres humanos e como profissionais do conhecimento, com o passar do tempo desaprendi&#8230; Aprendi que o professor, agora sou eu e que existem muitos e muitos alunos com os quais convivo diuturnamente que, nem sempre ouvem os mesmos conselhos de seus pais&#8230; Aprendi que eu devo ser o primeiro a me respeitar e respeitar meus jovens estudantes&#8230; Que apesar de tanta decadência na educação, ainda é muito importante para a vida destes jovens, tudo aquilo que seu mestre faz, pensa, ou fala&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aliás, aprendi, sem nenhuma falsa soberba a ouvi-los me chamando de “mestre” mesmo sem ter cursado um mestrado (ainda) e penso que todo professor deveria fazer o mesmo, afinal, qualquer médico recém-formado emplaca seu consultório com o título de “doutor”, mesmo sem ter cursado um doutorado&#8230; Nada contra, penso que seja até merecido, portanto os professores podem e devem ser chamados de “mestres”, precisamos popularizar esta palavra em relação aos educadores da mesma forma que a palavra “doutor” foi popularizada para médicos, dentistas e advogados&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aprendi que a gramática era importante, que era fundamental reconhecer o sujeito e o predicado da frase, que quem não sabia análise sintática não aprendia Português, que era necessário a decoreba para preencher os vazios das provas ameaçadoras, organizadas com os alunos cheirando um a nuca do outro&#8230; Aprendi um monte de regrinhas de acentuação e tenho até hoje minha tabelinha com estas regras, feita em cartolina na quinta série&#8230; Desaprendi (Graças a Deus!), primeiro porque as regras mudaram em nome de uma unificação que nunca deixará de ser inviável. Além do mais, quanto mais estudo, mais vejo que elas não são, nunca serão fundamentais&#8230; Conheço alunos ótimos nas decorebas de gramáticas que são incapazes de expressar suas ideias num texto de forma coesa e coerente&#8230; Quem tem que saber as regras é o juiz, os jogadores devem jogar&#8230; Nossos alunos são os jogadores, portanto devem fazer uso da comunicação escrita de forma prática. Ler, analisar e produzir textos: isso realmente será importante para a vida e o crescimento pessoal dos estudantes e dos professores&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Aprendi que deveria obedecer, cegamente, tudo o que o professor mandasse, sem pestanejar, reclamar, discutir, ou analisar&#8230; Desaprendi (Mais uma vez, graças a Deus)&#8230; Pois sei que não posso exigir que meu aluno escreva textos maravilhosos se ficar batendo na tecla da gramática pura, elitista e desumana, insistindo naquela visão falsificada de que, quem fala a linguagem culta é melhor do que aquele que faz uso da forma coloquial&#8230; Aliás, quem foi que definiu o que é culto e o que é coloquial?&#8230; Quem será que se achou no direito de dividir os seres humanos pelas variações linguísticas que só enriquecem nosso idioma?&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Por fim, aprendi e não desaprendi, que não posso exigir que meu aluno produza bons textos se ele não tiver a oportunidade de ler este e outros textos produzidos por mim&#8230;</p>
<p style="text-align: left; margin-bottom: 0cm;">Vivendo e desaprendendo&#8230;</p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><strong>www.cacador.net</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></span></span></span></p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000080;"><span lang="zxx"><span style="color: #800000;"><span style="TEXT-DECORATION: none"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></span></span></p>
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		<title>Utopia de educador</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/09/utopia-de-educador.html</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 16:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma aluna lendo&#8230; compenetradamente&#8230; O mundo ao seu redor não importa, só existe o livro a sua frente, só as palavras rodeiam sua mente&#8230; Palavras escritas, grande invenção da humanidade que revolucionou e transformou nossa história&#8230; Ela “nem pisca”&#8230; estática, concentrada, vez por outra mexe no cabelo, ajeita-se naquela cadeira desconfortável de escola, apoia os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_475" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/EncontroMarcado2009-024.jpg"><img class="size-medium wp-image-475" title="EncontroMarcado2009 024" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/EncontroMarcado2009-024-300x225.jpg" alt="Encontro marcado 2009" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro marcado 2009</p></div>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Uma aluna lendo&#8230; compenetradamente&#8230; O mundo ao seu redor não importa, só existe o livro a sua frente, só as palavras rodeiam sua mente&#8230; Palavras escritas, grande invenção da humanidade que revolucionou e transformou nossa história&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">Ela </span><span lang="pt-BR"><em>“nem pisca”</em></span><span lang="pt-BR">&#8230; estática, concentrada, vez por outra mexe no cabelo, ajeita-se naquela cadeira desconfortável de escola, apoia os cotovelos na mesa&#8230; Alguns colegas conversam ao seu redor, mas seus ouvidos encontram-se anestesiados para o mundo exterior, nem mesmo os passos do professor conseguem mover suas bigornas&#8230;</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Às vezes, dá um suspiro, seus olhos e sua feição refletem tímidas reações que as palavras escritas provocam no mais íntimo de sua percepção&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Lá fora, uma turma em educação física: bola, apitos, gritos, barulho de todo gênero, aqueles sons próprios de qualquer esporte coletivo. Nada disso existe em sua mente de exímia leitora momentânea&#8230; Repentinamente sorri, indigna-se, ama, balança a cabeça, “desama”, anima, desanima&#8230; Parece hipnotizada, está em outra dimensão, a das palavras, a da literatura, das mentiras reais, da ficção, da verossimilhança, dos sonhos, da vida perpetuada através dos signos linguísticos, do conhecimento e do prazer que só a leitura solitária é capaz de proporcionar&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">De repente, fecha o livro, levanta seu olhar para o mundo, como quem volta a mentira da realidade, troca algumas palavras com o professor sobre o objeto lido, dá uma olhada ao redor, visivelmente se desagrada com a situação, abre o livro mais uma vez e volta a ler compenetradamente, volta a viajar nas mentiras verdadeiras, emocionar-se, indignar-se, sorrir, amar, desamar&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Um sonho para qualquer professor de Língua Portuguesa, chega a ser utopia&#8230; Mas foram as utopias que revolucionaram o mundo, que fizeram os gênios, pensadores, revolucionários e “metidos” em geral, a serem o que são. Alguém insistiu mais de duas mil vezes numa utopia para recriar a luz&#8230; e recriou através da eletricidade que hoje já é uma constante no planeta e não é possível imaginar o mundo sem ela&#8230; Será que estou diante da versão feminina e brasileira de Thomas Edison?&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">O mais incrível é que este sonho de educador tornou-se realidade diante dos meus olhos&#8230; Um momento único na vida de um professor&#8230; É possível termos alunos leitores&#8230; Digo leitores, não vomitadores de palavras, mas sim aqueles que leem, formam opinião e produzem novas ideias a partir da leitura e através da escrita.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Sei que existem várias formas de se conseguir bons resultados na educação, haja vista as inúmeras teorias praticáveis, ou não das quais tomamos conhecimento na graduação. Porém, quando nos desarmamos das regras vãs e descartáveis da gramática pura, elitista e desumana, conseguimos resultados surpreendentes.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">A aluna em questão, estava lendo crônicas, este gênero textual feito para quem quer gostar de ler, de um escritor chamado <a title="Fábio Bruggemann" href="http://bloguedobruggemann.blogspot.com/" target="_blank">Fábio Bruggemann</a>, num livro disponibilizado por um projeto chamado Encontro Marcado, promovido pela<a title="Unimed Caçador" href="http://www.unimed.com.br/pct/index.jsp?cd_canal=52823&amp;cd_secao=52813" target="_blank"> UNIMED </a>e a 10ª GERED de Caçador. O escritor, em visita a Caçador, mais precisamente na Escola de Educação Básica Wanda Krieger Gomes, viu todo tipo de contextualização de seus escritos, porém, mal sabe ele da revolução intelectual acontecida na vida daquela aluna e de muitos outros estudantes que manusearam, leram, analisaram e produziram novas ideias instigados por sua obra&#8230; Utopia de educador?&#8230; Não foi o que pareceu a meus sentidos passionais pela educação&#8230;</p>
<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"> Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>Os dois lados da moeda</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 01:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem uma coisa que gosto de fazer, além de escrever, é visitar as escolas, estar “de cara” com a situação, ver a realidade dos educandários a meu redor&#8230; Na última quinzena, fiz duas visitas inesquecíveis, em ambas fui muito bem recebido e percebi que meus textos estão ajudando aos alunos e acadêmicos a adquirir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem uma coisa que gosto de fazer, além de escrever, é visitar as escolas, estar “de cara” com a situação, ver a realidade dos educandários a meu redor&#8230; Na última quinzena, fiz duas visitas inesquecíveis, em ambas fui muito bem recebido e percebi que meus textos estão ajudando aos alunos e acadêmicos a adquirir, ou desenvolver o gosto pela leitura, análise e produção de textos&#8230;. A primeira delas, ao curso de pedagogia da UnC, a convite da Rúbia, uma acadêmica de primeira fase, para complementar o trabalho de seu grupo sobre comunicação. Durante cerca de meia hora, conversamos sobre os elementos da comunicação e como esta se dá entre os seres vivos, sobretudo os humanos, únicos capazes de criar linguagens abstratas, entre elas, a escrita, pela qual tenho imensa paixão. Rejubilei-me ao ver um grupo de futuros alfabetizadores, interessados em discutir e analisar os aspectos sociais e linguísticos da comunicação escrita. Foi um prazer voltar à instituição onde cursei licenciatura em Letras e trocar ideias com meus colegas que hora abraçam a mesma profissão que escolhi e que na verdade torna-se um estilo de vida, além de tudo, voltei para casa de gravata nova&#8230;</p>
<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/Pedagogia.GIF"><img class="aligncenter size-medium wp-image-430" title="Pedagogia" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/Pedagogia-300x225.GIF" alt="Pedagogia" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Para completar minha alegria, fui convidado a fazer uma visita a uma das escolas que ainda mora no meu coração: O Irmão Leo. Fiz uma bonita troca de experiências com duas turmas de segundo ano de ensino médio que trabalharam sob orientação das estagiárias Andrieli e Ivânia, com alguns textos meus&#8230; Conversamos sobre a importância de ler e escrever e de como a leitura e a escrita podem transformar a vida de muitas pessoas. Alegrei-me e mais uma vez, senti-me realizado ao ver os olhos e ouvidos daqueles jovens atentos às minhas palavras que resultaram em troca de ideias, haja vista os depoimentos que ouvi durante nosso encontro.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-429" title="IrmaoLeo" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/IrmaoLeo-300x225.GIF" alt="IrmaoLeo" width="300" height="225" /></p>
<p>Como sempre, é um prazer visitar e interagir com pessoas envolvidas com a educação, seja de que lado for: dos professores, dos futuros professores, ou dos alunos, afinal os dois lados de uma moeda completam seu valor&#8230; Sabemos que não existe método perfeito. Nenhum deles vai suprir de imediato as falhas de nossa educação, seja ela pública ou privada. É preciso uma mudança de conceitos, práticas e condutas em massa, num trabalho a longo prazo, porém, quando se abrem as portas da escola para a comunidade, ou visitantes, abrem-se também as portas do conhecimento para todos os envolvidos.
<p>Creio que desta forma, tenho conseguido realizar meu propósito de escrever para o povo e fazê-lo refletir&#8230; Quando chegar o dia, (espero que nunca) em que meus escritos não servirem para as pessoas, principalmente os estudantes, lerem, analisarem e produzirem novos textos, eu aposento o teclado e paro de escrever. Pois a partir do momento em que um texto de minha autoria é publicado, deixa de ser meu e passa a ser de quem o lê&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>Agradeço de coração aos meus amigos de pedagogia da UnC, de ensino médio da Escola de Educação Básica Irmão Leo e estagiárias de Letras, pela iniciativa de trocarmos ideias e experiências de vida para nosso crescimento pessoal.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong> </strong><a href="http://www.cacador.net"><strong>www.cacador.net</strong></a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.portalcacador.com.br"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong> Jornal Informe – O diário Regional</strong></p>
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		<title>Carta ao Trema</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2009/04/carta-ao-trema.html</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 04:35:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Talentos da Escola]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[(Por: Andressa Aparecida Faria)   Querido trema:                           Sinto muito sua falta, éramos companheiros inseparáveis, me lembrei de quando nós brigávamos, eu tentava te esquecer, mas sempre tinha alguém que me lembrava de você. Estava sempre na sua, não mexia com ninguém, ainda não me conformo. Lembra da vez em que você teve a ideia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Por: <strong>Andressa Aparecida Faria)</strong></p>
<p> </p>
<p>Querido trema:</p>
<p>                          Sinto muito sua falta, éramos companheiros inseparáveis, me lembrei de quando nós brigávamos, eu tentava te esquecer, mas sempre tinha alguém que me lembrava de você.<br />
Estava sempre na sua, não mexia com ninguém, ainda não me conformo. Lembra da vez em que você teve a ideia (que também está sozinha agora) de visitarmos a casa das jiboias (pobrezinhas perderam uma parte de si)<br />
No começo era uma ideia muito louca, até achei que você estava paranoico          (mais uma das pobres palavras desamparadas), mas depois acabei aceitando.<br />
Lembro como se fosse hoje da nossa viajem ao Piauí (que ainda está acentuado) você morreu de medo quando viu um tuiuiú você o achou muito feio. Depois tomamos umas e outras na Baiuca (agora vazia) e pegamos a autoestrada (que não está mais separada)<br />
O primeiro dia em que marcamos de sair foi o dia em que fizemos pipoca no micro-ondas (funcionando com -) e alugamos o filme de terror: “o dia em que o vice-presidente assumiu o cargo”, você ficou com muito medo e pulou em cima do meu U e de lá não saiu mais (até o começo de 2009). Faz muito tempo que é amigo, não me conformo com a separação.<br />
Mas ainda bem que você continua lá em cima do Müller, assim posso te visitar de vez em quando.</p>
<p>Beijos<br />
linguiça</p>
<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/40600001.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-334" title="40600001" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/40600001-300x245.jpg" alt="40600001" width="300" height="245" /></a></p>
<p style="text-align: right;">
<strong>Andressa Aparecida Faria<br />
1º 01 matutino<br />
Ensino médio<br />
Escola: Wanda Krieguer Gomes<br />
Caçador, SC, Brasil</strong></p>
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		<title>Novas ideias</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 02:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Talentos da Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ 2009 chegou&#8230; Sabemos que a substituição de um dígito no calendário, não significa uma mudança brusca em nossas vidas, mas a retirada e a alteração de alguns caracteres na escrita padrão de nossa Língua implica em uma mudança considerável e um incrível exercício para nosso cérebro que deverá acostumar-se com a ideia de produzir ideias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/reforma-001a.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-219" title="reforma-001a" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/reforma-001a-300x240.jpg" alt="reforma-001a" width="300" height="240" /></a> 2009 chegou&#8230; Sabemos que a substituição de um dígito no calendário, não significa uma mudança brusca em nossas vidas, <a href="http://cafecombytes.blogspot.com/2009/01/guia-prtico-da-reforma-ortogrfica.html" target="_blank">mas a retirada e a alteração de alguns caracteres na escrita padrão de nossa Língua </a>implica em uma mudança considerável e um incrível exercício para nosso cérebro que deverá acostumar-se com a ideia de produzir ideias sem o acento agudo no ditongo. O mesmo acontece com a pobrezinha da jiboia que agora está mutilada sem o rabinho em cima da letra “O”&#8230;<br />
 Oh céus!&#8230; Quanta mudança&#8230; Ainda bem que o céu não mudou, continua azul e com acento, mas com o tal aquecimento global, para contemplá-lo, só usando chapéu, que continua assim mesmo, com abas em todos os lados e um acento bem agudo no centro da última sílaba: Privilégio deles que são oxítonos, e ainda por cima ditongos abertos&#8230;.<br />
 “Peraí!”&#8230; Mas a ideia e a jiboia também são abertas&#8230; Por que então precisam ser mutiladas?&#8230; Só porque são pobres e miseráveis paroxítonas?&#8230; Só porque abriram o ditongo na segunda sílaba de trás para frente?&#8230; Isso está me parecendo uma paranoia da gramática contra as penúltimas: pura discriminação!&#8230; Até mesmo o povo heroico do Hino Nacional perdeu a espada de cima do “O”&#8230;<br />
 Não é justo! Vamos convocar uma assembleia (sem acento mesmo) extraordinária (que continua elitizando o acento agudo para as paroxítonas terminadas em ditongo) e deliberar sobre os cortes na acentuação gráfica da Língua Portuguesa&#8230; É preciso reunir os papéis (que ainda não foram demitidos da lista dos acentuados) e documentar as reivindicações de uma classe que não foi poupada pela crise da distribuição dos acentos&#8230;<br />
 Não podemos esperar mais! Se perdermos tempo, estas pobres palavras poderão ser sepultadas junto com o trema, que nunca fez nada, mesmo assim foi executado cruelmente&#8230;<br />
 Mas a luta continua: os ditongos tônicos e abertos das paroxítonas perderam o acento, mas não perderam e jamais perderão a pronúncia e o sentido, pois o bom e velho Português continua belo e versátil&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Professor Márcio Roberto Goes<br />
Professora Marlise Aparecida Recalcate<br />
Suely Miozzo Escher</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>10ª GERED</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Escola Estadual de Educação Básica</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Professora Wanda Krieger Gomes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Caçador - SC</strong></p>
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		<title>Novas idéias&#8230; Ideias novas?</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2008/12/novas-ideias-ideias-novas.html</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 16:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[ Pois é!&#8230; 2009 chegou&#8230; Muita coisa boa ficou em 2008, muita coisa boa nos espera em 2009&#8230; Muita coisa ruim ficou em 2008, mas a esperança nos faz acreditar que este ano será melhor. Sabemos que a substituição de um dígito no calendário, não significa uma mudança brusca em nossas vidas, mas sempre existe a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Pois é!&#8230; 2009 chegou&#8230; Muita coisa boa ficou em 2008, muita coisa boa nos espera em 2009&#8230; Muita coisa ruim ficou em 2008, mas a esperança nos faz acreditar que este ano será melhor. Sabemos que a substituição de um dígito no calendário, não significa uma mudança brusca em nossas vidas, mas sempre existe a fé que nos faz crer em dias melhores.<br />
 Porém, tudo continua pacato e monótono na capital da indústria&#8230; Capital da indústria?.. Bem, só se for do monopólio de interesses de meia dúzia de fábricas, que insistem em mandar no município, vez por outra, deixam penetrar outra empresa de fora para desencargo de consciência, com a desculpa de novos empregos, mas a “penetra”, entre outras exigências, não pode ser concorrente dos gigantes já existentes, nem deixar os pequenos ao seu redor crescerem, para não prejudicar o bom “engordamento” do bolso daqueles colarinho-brancos que insistem em enriquecer às custas dos trabalhadores que fazem o milagre da produção, como recompensa, recebe um caminho de postes gigantes para iluminar a sua glória.<br />
 O chefe do executivo, continua o mesmo, o sub-chefe também, grande parte do legislativo também&#8230; E os cabides?&#8230; Metade muda: “Mudam sete dos quinze cargos de primeiro escalão”, segundo manchete do Informe do dia 30/12/2008&#8230; E os cabides menores?&#8230; E aqueles que não têm cabides?&#8230; E os “oreia seca”?&#8230; A sorte destes depende da bandeira que levantaram (ou venderam) nas últimas eleições.<br />
 E por falar em eleições, <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/04/a-escola-dos-meus-sonhos.html" target="_blank">minha escola </a>(desculpem o exagero do pronome possessivo) terá um novo auxiliar de direção&#8230; Até aí nenhum fato mirabolante. O interessante é que este cargo foi escolhido pela equipe de professores e demais funcionários, que através do voto direto e secreto o escolheram e levaram seu nome para as autoridades competentes que o nomearão&#8230; Assim espero, pois a vontade popular deve prevalecer sobre interesses politiqueiros!&#8230; Bem, não é a primeira vez que o Wandão surpreende: Quase no final do ano letivo passado, <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/11/lutar-pelos-nossos-direitos.html" target="_blank">alunos</a> e alguns professores fizeram uma <a href="http://www.marciogoes.com.br/2008/11/derrubando-a-cerca.html" target="_blank">manifestação</a> pedindo segurança, sendo atendidos prontamente&#8230;<br />
 Mas a grande mudança deste ano fica por conta da boa e velha Língua Portuguesa, que vai passar por uma cirurgia para extrair alguns sinais e acentos indesejáveis (Indesejáveis para quem?) e enxertar outros: A começar pelo alfabeto que passa a ter vinte e seis letras. Vamos dar as boas vindas ao K,Y e o W&#8230; Ué?&#8230; Meu teclado sempre teve estas letras e nunca as tratou como estranhas!&#8230; Muito bem, a reforma ortográfica servirá para melhorar nossa auto-estima&#8230; (Ou será autoestima?), visto que o Brasil está muito distante do resto do mundo lusofônico&#8230; Oh! Vamos unificar a Língua!&#8230; Seria possível, não fosse o fato de que a reforma é somente ortográfica, e não vocabular. A ortografia brasileira da Língua Portuguesa é a mais variável, mais criativa e mais democrática do planeta&#8230; Porque matá-la com um acordo inútil?&#8230; Quem foi que teve esta idéia?.. Puts! Esqueci&#8230; Tenho que acostumar com a idéia de escrever &#8220;ideia&#8221; sem acento&#8230;<br />
 Creio que a <a href="http://www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf" target="_blank">reforma ortográfica </a>é assunto para um novo texto, visto que meu espaço é limitado, mas gostaria de escrever mais um pouquinho sobre isso&#8230; Aliás, uma má notícia: Façamos um minuto de silêncio, pois a consequência mais drástica desta reforma, foi a morte do trema, uma prova disso é que ele nem apareceu a dezenove palavras atrás&#8230; Olha, pra falar a verdade, este foi o único tiro certeiro da reforma, pois há muito tempo que o trema foi esquecido pelos brasileiros&#8230;<br />
 Para encerrar, gostaria de dar meu recado, cheio de palavras bonitas e impactantes pra “matá a pau”: Algumas coisas mudam, outras não&#8230; mas a vida continua e é isso que desejo a todos no ano novo e nos próximos: muita vida e vida em abundância, assim mesmo, pleonásmica, vida vivida vívicamente, e cheia de vida, como aquela vinheta da TV: Para todos, do empresário ao proletário, muita vida em 2009!&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes<br />
</strong></p>
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		<title>Uma semana cultural</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 23:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[   Lá estava eu&#8230; Meio atordoado, sem acreditar de súbito, sentado numa cadeira confortabilíssima, flexível e de rodinhas, o chão todo de carpete: Era o plenário da câmara de vereadores&#8230; Ao meu lado, grandes personalidades&#8230; Entre elas, uma de minhas mestras na graduação, professora Ana Paula Carneiro, e o Pinduca, mestre na arte de interpretar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> Lá estava eu&#8230; Meio atordoado, sem acreditar de súbito, sentado numa cadeira confortabilíssima, flexível e de rodinhas, o chão todo de carpete: Era o plenário da câmara de vereadores&#8230; Ao meu lado, grandes personalidades&#8230; Entre elas, uma de minhas mestras na graduação, professora Ana Paula Carneiro, e o Pinduca, mestre na arte de interpretar poesias&#8230; Tanta gente importante e eu ali no meio deles&#8230; Meu Deus!&#8230; O que eu estou fazendo aqui?&#8230; Sou jurado, fui chamado pelo nome e aplaudido pelo público presente, para a difícil missão de avaliar os participantes do segundo recital de poesias da Escola Pierina Santin Perret.<br />
 Ainda um tanto extasiado com a situação, volto das nuvens e me ponho a assistir o recital. Por vezes, esqueço-me até que estou na condição de avaliador e me dou ao luxo de me deliciar com a obra de <a title="Cecília Meireles" href="http://www.releituras.com/cmeireles_bio.asp" target="_blank">Cecília Meireles</a>, <a title="Olavo Bilac" href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u166.jhtm" target="_blank">Olavo Bilac</a>, <a title="Manuek Bandeira" href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u275.jhtm" target="_blank">Manuel Bandeira</a>, <a title="Vinícuis de Moraes" href="http://www.releituras.com/viniciusm_bio.asp" target="_blank">Vinícius de Moraes</a>, entre outros, além de poesias de autoria dos próprios alunos: fato que tornou o evento ainda mais grandioso.<br />
 Tudo foi milimetricamente pensado, desde a preparação dos alunos, até o figurino e o cenário: tudo muito simples, de uma simplicidade tamanha que chegava a ser divina, de uma divindade tamanha que chegava a ser simples o suficiente para apaixonar desde a criança da educação infantil, até os pais que ali estavam para aplaudir e prestigiar seus pequenos gênios.<br />
 No outro dia, à tarde, preparo-me pra lecionar durante cinco aulas, cheias de conteúdo daqueles que deixam qualquer criança “meio vesga” de tanto escrever coisas que, às vezes não as compreende direito, mas o professor mandou copiar, portanto devem ser copiadas para ter um exemplo de caderno completo e bem organizado&#8230;<br />
 E eis que minha rotina escolar é interrompida quando sou informado que devo descer com meus alunos até o <a title="SESC ler Caçador" href="http://www.sesc-sc.com.br/educacao/?c=projeto&amp;p=41" target="_blank">SESC</a> para uma apresentação teatral&#8230; Novamente me enchi de expectativas e acompanhei meus pequenos heróis até lá. Outra vez flutuei e desta feita com a obra de <a title="Clarice Lispector" href="http://www.releituras.com/clispector_bio.asp" target="_blank">Clarice Lispector</a>, representada grandemente e de forma criativa por três atrizes do projeto “Baú de histórias”, com a peça “Clarícias&#8221;.<br />
 Mais uma vez, minha escola utópica sai lá do fundo dos meus sonhos, daquele cantinho especial de meu coração e toma forma, cor, movimento, emoção&#8230;<br />
Fatos como estes, me fazem ressuscitar meus sonhos de escola ideal e perceber que minha utopia não é só minha&#8230; É muito bom saber que um sonho tem uma razão de ser, sobretudo quando outras pessoas também o sonham, melhor ainda, o realizam.<br />
Quiçá um dia todas as escolas, todos os professores e equipes pedagógicas tivessem a ousadia de tirar seus sonhos da gaveta das teorias e os tornasse realidade, para o bem dos nossos alunos, crianças e jovens&#8230; Oxalá a sala dos professores deixasse de ser um divã e se transformasse num lugar de projetos e de fomento de idéias como essas que tive a honra de presenciar esta semana.<br />
As coisas boas só acontecem quando somos ousados o suficiente para sonhar&#8230;</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
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		<title>Tesoura neles</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 01:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
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		<description><![CDATA[Segundo o Dicionário Aurélio digital, a palavra tesoura pode ter inúmeros significados: Pode se tratar de uma “peça longitudinal, de madeira ou de ferro, nos jogos dianteiros dos carros de quatro rodas”, o que parece meio vago para a minha pobre inteligência de um cérebro mortal, pois, no Brasil, bem sabemos que todos os carros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/301mat002_editado1.jpg"></a></p>
<p>Segundo o Dicionário Aurélio digital, a palavra tesoura pode ter inúmeros significados:<br />
Pode se tratar de uma “peça longitudinal, de madeira ou de ferro, nos jogos dianteiros dos carros de quatro rodas”, o que parece meio vago para a minha pobre inteligência de um cérebro mortal, pois, no Brasil, bem sabemos que todos os carros têm quatro rodas, pelo menos na regra geral, em se tratando de automóveis.<br />
Sob outra ótica, tesoura pode ser o “cruzamento das rédeas com que os cocheiros dirigem uma parelha de tiro”: também parece meio complicado para um encéfalo que não se preocupa com estes pequenos e importantes detalhes da vida cotidiana.<br />
Esta palavrinha medíocre pode significar também “cada um dos barrotes de madeira presos obliquamente aos jazentes, para os segurarem na carreira de construção”&#8230; Opa!&#8230; Começaram clarear minhas idéias, pois sou filho de carpinteiro e alguma coisa eu entendo destes conceitos de construção, pelo menos consigo me virar nas reformas do dia-a-dia. O mesmo posso dizer deste outro conceito: “Conjunto de peças de madeira ou de ferro, que sustenta a cobertura de um edifício”&#8230; Vejo que valeu a pena ouvir alguns conselhos e instruções de meu finado pai&#8230; Nada é por acaso!<br />
Seguindo nossa utilíssima pesquisa morfológica no Aurélio, invadimos a zoologia para dizer que a palavra tesoura tem o seguinte significado: “Ave passeriforme, tiranídea (Muscivora tyrannus), de coloração geral cinzento-clara, alto da cabeça preto, meio do vértice amarelo, asas e uropígio pardo-escuros, cauda preta e retrizes exteriores marginadas de branco na parte basal”&#8230; Meu Deus!&#8230; Com tanta riqueza de detalhes, chego a suspeitar que esta ave tenha sido batizada por José de Alencar em um de seus romances clássicos.<br />
Não podemos deixar de citar o lado cultural, esportivo e histórico da tesoura: “Golpe desequilibrante em que o capoeirista salta com uma perna atrás do joelho do adversário e a outra no seu abdome, com o objetivo de derrubá-lo”.</p>
<p><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/301mat002_editado1.jpg"></a><br />
E assim, poderíamos elencar tantos outros significados para esta palavrinha, que por vezes parece insignificante para nossas vidas, mas o sentido mais conhecido dado para a tesoura na Língua Portuguesa é: “Instrumento cortante, constituído por duas lâminas reunidas por um eixo, sobre o qual se movem, abrindo em cruz” que serve para cortar&#8230; A verdade é que o ser humano moderno não vive sem tesoura, mas há algum tempo venho notando o crescente uso deste pequeno objeto para uma nova finalidade: “Substituta de maçaneta”. Meus amados e diletos alunos, como todo brasileiro, encontraram um jeitinho para driblar a situação caótica em que se encontra a maioria das portas da nossa escola. Devido ao vento encanado e ao vandalismo, dificilmente encontramos um trinco inteiro, por isso, este pequeno objeto chamado de tesoura, está sendo promovido a “trinco mestre”, pois só ela é capaz de girar o buraquinho quadrado destinado à penetração da maçaneta na porta de um lado para outro a fim de abri-la.<br />
Pois é!&#8230; As coisas são mais simples do que parecem, quem complica são as autoridades, cheias de teorias e mais teorias, que raramente saem do papel, sobre a escola perfeita. Enquanto isso, os alunos mostram-se maravilhosamente sábios, buscando, do seu jeito, soluções para problemas básicos que não são resolvidos pelas teorias vindas de cima&#8230;<br />
Tesoura: um instrumento que abre muitas portas, inclusive a do conhecimento filosófico da educação pública.<br />
Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>Amor em versos didáticos</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 03:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>

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		<description><![CDATA[Já que acabamos de viver o dia dedicado aos namorados, resolvi dar minha pequena parcela para alimentar ainda mais o amor nos corações apaixonados, ainda que com um pouco de atraso, afinal, o amor perpassa as barreiras do tempo, “não tem idade, não tem hora, nem lugar”, já dizia o poeta&#8230; E por falar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já que acabamos de viver o dia dedicado aos namorados, resolvi dar minha pequena parcela para alimentar ainda mais o amor nos corações apaixonados, ainda que com um pouco de atraso, afinal, o amor perpassa as barreiras do tempo, <em>“não tem idade, não tem hora, nem lugar”</em>, já dizia o poeta&#8230; E por falar em poeta, que tal um poema?&#8230; Mas como se começa um poema de amor?&#8230; Bem, primeiramente, inicia-se com a própria palavra amor, <em>“segundamente” </em>(hehe&#8230; só brincando de neologismo), seria apropriado o uso de uma figura de linguagem, neste caso, não existe nenhuma mais romântica que a metáfora, ou a prosopopéia&#8230; Então prepare-se&#8230; Lá vão meus primeiros versinhos:</p>
<p style="text-align: center;"><em>“Amor é fogo que arde sem se ver<br />
É ferida que dói e não se sente”</em></p>
<p style="text-align: left;">Lindo, né?&#8230; Pena que Camões teve a mesma idéia há mais de quinhentos anos, e já foi parafraseada por Renato Russo e tantos outros poetas. Além do mais, apesar de ser uma brilhante metáfora, comparar o amor com fogo é até perigoso: vai que ele se materializa (o amor não deixa de ser matéria) e transforma seu monitor em chamas?&#8230; Bem, preciso de algo mais original&#8230; Aí estão o terceiro e o quarto versinhos do meu primeiro poema de amor:</p>
<p style="text-align: center;"><em>“Que não seja imortal, posto que é chama<br />
Mas que seja infinito enquanto dure”</em></p>
<p style="text-align: left;">Estou profundamente surpreendido com esses versos que da minha mente saem, pena eles também já terem sido pensados por Vinícius de Moraes e cantados nas mais diversas vozes&#8230; E olha a chama servindo de metáfora de novo&#8230; Tenho medo de me queimar com o amor!</p>
<p style="text-align: left;">Nas sou um sujeito utópico e sonhador <em>“pleonasmático” </em>(outra neologia: to ficando bão nisso&#8230;) e não desisto por tão pouco. Por isso resolvi apelar para os mais profundos de meus sentimentos que moram lá na parte mais inacessível de meu coração, cavoucar profundamente o encéfalo para ver se de dentro de um cérebro cronista também brotam poesias de amor&#8230; E descasquei:</p>
<p style="text-align: center;"><em>“O amor é uma antítese:<br />
Vida que leva à morte,<br />
Morte que leva à vida&#8230;<br />
Pois quem ama<br />
A cada dia morre um pouco<br />
Para viver a pessoa amada”</em></p>
<p style="text-align: left;">Legal, né?&#8230; Esse eu gostei, adorei, amei&#8230; Lindo! Super! Hiper! Master! Mega! Power!&#8230; Manero! Canal! Massa!&#8230; Tipo assim: tudo isso porque é meu, só meu&#8230; Não apelei para nenhum poeta famoso nem para os <a title="Abutres de Plantão" href="http://www.marciogoes.com.br/2008/06/abutres-de-plantao.html">abutres de plantão</a>. É uma obra minha&#8230; Uhú!!! Gostei dessas <em>“paradinha”</em>!</p>
<p style="text-align: left;">Bem, agora preciso terminar com alguma coisa chique, tipo aquelas conclusões de dissertação, cheias de palavras cultas&#8230; Lá vai <em>“os finalmente”</em>:</p>
<p style="text-align: left;">Em virtude dos argumentos apresentados, conclui-se que o amor, por ser um sentimento universal, pode estar em todos os corações e nas mais diversas formas de personificação, ao passo que pode-se chamá-lo de intertextualidade.</p>
<p style="text-align: left;">É isso, o amor é uma intertextualidade intertextualizada! Tá ligado?</p>
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