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	<title>Márcio Goes &#187; Cotidiano</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Morte moral</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 18:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/02/morte-moral.html' addthis:title='Morte moral '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>“Nossa, nossa Assim você me mata Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego&#8230;” Nunca me agradou o fato de escrever sobre fatos ou ideias que já são amplamente divulgadas pela mídia, porém, resolvi abrir uma exceção&#8230; Meu coração apaixonado pela educação pública e minha mente viajante não me deixam ficar calado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/02/morte-moral.html' addthis:title='Morte moral '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>“Nossa, nossa<br />
Assim você me mata<br />
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego&#8230;”</p>
<p>Nunca me agradou o fato de escrever sobre fatos ou ideias que já são amplamente divulgadas pela mídia, porém, resolvi abrir uma exceção&#8230; Meu coração apaixonado pela educação pública e minha mente viajante não me deixam ficar calado diante de tão grande sucesso que leva a nossa música a todos os cantos do mundo&#8230; Já existem versões em inglês, alemão, italiano, entre outras e agora, acabo de ver na tela do “plim plim”, a mais nova versão em japonês&#8230;</p>
<p>Me parece uma valorização exagerada da banalização do sexo através de uma letra vergonhosa encaixada numa melodia muito bem construída que mereceria um poema de verdade&#8230; Trinta e uma palavras diferentes, o resto é só repetição e, o pior: Estas palavras tomam conta de nossa mente e dificilmente desgrudam dos pensamentos por um bom tempo. Basta ouvi-la uma única vez para contaminar o cérebro durante um dia inteiro&#8230;</p>
<p>É claro que existem muitas outras músicas com letras muito piores, mas nenhuma delas tem sido tão divulgada como esta que ora ganha o mundo e me faz duvidar da casualidade do fato, pois as grandes redes de TV só divulgam o que lhes dá retorno, portanto, exitem pessoas muito interessadas em divulgar o rebaixamento da cultura, pois, provavelmente dá lucro&#8230;</p>
<p>O Brasil é um palco a céu aberto, “deitado eternamente em berço esplêndido”, muitos artistas nossos já ganharam o mundo, Rodrigo Santoro no cinema internacional, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Caetano Veloso e tantos outros na música, sem falar no esporte que a cada dia revela novos talentos nas mais diversas modalidades&#8230; Nenhum deles é divulgado tão amplamente quanto este que tenta fazer os jovens acreditarem que o ato de “pegar a tal delícia” os fará melhores e mais populares&#8230; Tem até coreografia que gira o mundo e continua a mesma em todos os idiomas&#8230;</p>
<p>Vi uma frase no Facebook que dizia mais ou menos o seguinte: “As mulheres esperam um príncipe encantado, mas não se preocupam em se comportar como princesas”&#8230; Penso que este fato também seja inerente aos homens que esperam uma princesa, mas não procuram ser nobres, nem cuidar bem de seu cavalo branco&#8230; Em virtude destes comportamentos, encontro jovens, já desiludidos com o amor, não acreditam mais numa relação duradoura, ou quem sabe eterna, não buscam mais aquela emoção de procurar e encontrar a pessoa certa, já não guardam a intimidade para ser compartilhada com quem realmente ama reciprocamente&#8230; O negócio é pegar e, da mesma forma que pega, largar com a mesma facilidade. Está tudo muito explícito, tudo é liberado&#8230; Não se sente mais aquele friozinho na barriga no primeiro encontro. Parece que o coração fica inerte diante dos encontros e desencontros da vida&#8230; O importante é pegar e ser pegado, beijar sem dar a devida importância para  esta maravilhosa manifestação de amor, fazer sexo e nada mais, esquecendo-se que se trata do contato mais íntimo entre duas pessoas e deveria ser consequência do amor, não somente da atração física como acontece constantemente&#8230;</p>
<p>Sou Católico Apostólico Romano, mas independente desta placa religiosa, sou admirador da obra literária e artística do padre Zezinho SCJ, cuja música já chegou a mais de quarenta países. Seu maior sucesso, “Oração pelas famílias”, também correu o mundo e só na voz dele conheço as versões em Português, Espanhol e Italiano, sem contar as gravações em outras tantas nações nos seus próprios idiomas com outras vozes&#8230; Por que então não o vemos constantemente na mídia cantando o refrão de seu maior sucesso?&#8230; Para os poderosos não interessa a fama de um padre que divulga os mais sublimes valores familiares, de onde nascem as melhores personalidades&#8230; Isso não dá IBOPE, não dá lucro nem status para os veículos de comunicação&#8230;
<p>Como ele, existem inúmeros padres, pastores, leigos e até artistas que não têm uma religião oficial, mas que cantam as belezas da vida e as maravilhas que o amor produz nos seres humanos, nos fazem pensar e analisar os fatos e ideias que nos cercam, não nos furtam ao direito e à coragem de sermos felizes e fazermos felizes aos que nos cercam&#8230; Existem milhares de atristas neste país com proporções continentais que cantam o amor, a alegria de viver, a valorização dos sentimentos mais puros, a ânsia por dias melhores, as lutas populares&#8230; Porém a eles não é dada a voz dos principais meios de comunicação, pois cantar os valores humanos e morais não dá dinheiro aos já poderosos&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>A caixinha preta que nos faz economizar cérebro, chamada televisão, não nos permite pensar e analisar o mundo ao nosso redor&#8230; É mais cômodo cantar um refrão pobre, mas que nos faz acreditar na delícia de se pegar outro ser humano do sexo oposto sem compromisso, esquecendo-se que aquele corpo que os olhos enxergam como gostoso, abriga uma criatura divina, um ser humano complexo que vai além da casca, cheio de esperanças e temores, mas que renuncia a tudo isso por uma pegada, um momento, um prazer carnal&#8230;</p>
<p>Tudo isso passa. No final, colhemos o que plantamos. Então, é infinitamente melhor plantar o amor, do contrário “assim você me mata”&#8230; Me mata da pior forma possível: a morte moral&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Márcio Roberto Goes</p>
<p><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></p>
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		<title>Mulheres &#8211; coreografia</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 03:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/02/mulheres-coreografia.html' addthis:title='Mulheres &#8211; coreografia '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Mulheres youtube]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/02/mulheres-coreografia.html' addthis:title='Mulheres &#8211; coreografia '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=PQhYkCgzyAg">Mulheres youtube</a></p>
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		<title>Torneira relapsa</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:23:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/torneira-relapsa.html' addthis:title='Torneira relapsa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Seja bem-vindo ao meu modesto lar. Ainda não é meu de verdade&#8230; Busco um financiamento para a casa própria&#8230; Mas aqui você encontrará muito calor humano. Pode não ser a casa mais organizada que deve ter visitado, mas sempre tem um bom lugar reservado aos amigos e pessoas de bem&#8230; Já na entrada, encontrará [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/torneira-relapsa.html' addthis:title='Torneira relapsa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Seja bem-vindo ao meu modesto lar. Ainda não é meu de verdade&#8230; Busco um financiamento para a casa própria&#8230; Mas aqui você encontrará muito calor humano. Pode não ser a casa mais organizada que deve ter visitado, mas sempre tem um bom lugar reservado aos amigos e pessoas de bem&#8230;</p>
<p>Já na entrada, encontrará dois seres mais humanos que muitos homo sapiens desumanizados. Meus grandes amigos: um labrador e outro vira-latas que, apesar de terem valores diferentemente estipulados pelo capitalismo selvagem, ocupam lugares idênticos em meu coração, entre nós circula o amor verdadeiro, sem pretensões, sem cobranças, sem limites&#8230; Vez por outra, visto uma roupa sujável e dou um banho em minha alma ao rolar no piso com eles. Meus companheiros ficam felizes e eu também, aliviamos as tensões, eles abanam o rabo e eu alargo o sorriso de orelha a orelha. Às vezes, a namorada mais maravilhosa do mundo chega de supetão e não pensa duas vezes antes de entrar na brincadeira e provar também da sensação de que não é preciso riquezas materiais para o enriquecimento da alma&#8230; Mas peço perdão, neste momento em particular, pelo canil um tanto sujo. Mesmo os melhores amigos do homem produzem dejetos&#8230; A parte sólida foi possível juntar, mas o líquido evaporou e deixou apenas o odor que se reforça nas tardes ensolaradas de verão&#8230;</p>
<p>Depois de passar pela prova de resistência canina, fique a vontade para entrar num lar feliz. Não tire o calçado. Entre, puxe uma cadeira e sente-se. Sinta-se confortável e, por favor, não olhe para a pia, pois toda a louça do café da manhã e do almoço ainda está por lavar&#8230; De onde está sentado, é possível visualizar a lavanderia improvisada anexo à cozinha, lá se vê uma montanha de roupas esperando para serem lavadas. Por gentileza, não repare&#8230;</p>
<p>Se precisar usar o banheiro, por favor, evite fazer o número dois, pois não se pode dar descarga temporariamente e as mãos não poderão ser lavadas&#8230; Não pense que sou relaxado, relapso, ou não tenho asseio pessoal. Minha humilde residência sempre foi muito bem cuidada para que eu e meus visitantes pudéssemos nos sentir bem, confortáveis, com sensação de leveza e limpeza. Mas há dias não é possível, pela constante falta de água&#8230; Sim! O líquido precioso é raro pelas bandas do Martello, mais precisamente no loteamento Morada do Sol. Nunca sabemos se podemos iniciar o banho essencial e diário, sem sermos surpreendidos com o enfraquecimento do chuveiro e a consequente interrupção do processo&#8230; Se deixo para lavar o canil depois, posso não obter resposta alguma ao abrir a torneira&#8230; Após o café, não tinha água, foi assim durante toda a manhã. Após o almoço, mesma situação. A louça ainda espera ser lavada e agora, não existe água potável nem mesmo para oferecer-lhe um cafezinho passado na hora, ou um chimarrão para compartilharmos, na cuia e na bomba, esperanças e temores&#8230; A máquina de lavar roupas também  não consegue cumprir seu papel se não tiver uma ajuda líquida inodora, sem sabor e incolor&#8230;</p>
<p>Amigo visitante, esta situação já se arrasta há meses&#8230; “Estamos fazendo manutenção”, dizem os responsáveis para justificar as constantes interrupções no abastecimento&#8230; Me parece um tanto demorada a tal manutenção, pois moro aqui há cinco meses e a falta de água é constante&#8230; Final do ano passado, compareci a duas solenidades de formatura de ensino médio, numa delas exerci o papel de mestre de cerimônias, na outra, compuseram a mesa de honra as autoridades que contribuem para esta situação humilhante. Em ambas, tive que vestir o terno sobre o banho do dia anterior e deixar a barba por fazer&#8230;</p>
<p>E o pior de tudo é que, a cobrança da tarifa é a mesma. Pagamos pelo vento na torneira, pagamos pelo odor de um canil não higienizado, pagamos pelo spray de ar sobre os cabelos quando tentamos tomar um banho descente. Pagamos pelo descaso dispensado aos moradores dos bairros mais afastados do centro financeiro e comercial, luxuoso, capitalista, chique, privilegiado&#8230; Afinal a elite não pode sofrer a falta do líquido precioso. A ela é permitido esbanjar e o meio ambiente que “sifo”&#8230;</p>
<p>Nossa conta está lá todo mês. Se usamos demais, pagamos mais, se usamos de menos, a taxa não diminui. Não me parece justo pagarmos a mesma taxa por um fornecimento pela metade. Não me parece legítimo sofrermos constantes danos morais e higiênicos, e ainda pagarmos por isso. Não me parece nada legal sermos obrigados a adivinhar os momentos certos para tomar banho, lavar roupa, louça, ou mesmo fazer as refeições&#8230; Não é nada agradável vermos tantas campanhas pela preservação dos recursos naturais, pela economia sustentável, pela coleta seletiva do lixo e, principalmente pelo uso consciente da água, se aqueles que coordenam o processo não têm consciência da importância deste líquido precioso para a vida de todos os seres humanos, sejam eles ricos, ou pobres, do centro, ou da periferia&#8230; Todos precisamos e temos direito à água potável. Nem todos a temos o suficiente para as necessidades básicas diárias, mas todos pagamos como se a tivesse&#8230;</p>
<p>Mas o capitalismo desumano é assim, tira de quem não tem e dá para quem já não sabe onde acumular. Defende a ilegalidade de quem deveria lutar pelo cumprimento da lei e condena sempre o indefeso&#8230; Dá poder a quem já é poderoso e tira os direitos de quem já não os tem&#8230;</p>
<p>Parece que o líquido precioso só está sendo fornecido abundantemente para quem já é nobre&#8230; E o pobre? Que vá tomar banho de rio!&#8230; Ainda assim poderá ser condenado por poluir a água que, depois de tratada, será vergonhosamente negada a ele nas torneiras da vida&#8230;</p>
<p>Márcio Roberto Goes</p>
<p><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></p>
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		<title>Nostalgia radiofônica</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 11:50:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio caçanjurê]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/nostalgia-radiofonica.html' addthis:title='Nostalgia radiofônica '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Por conta da divulgação do meu romance de folhetim visitei, esta semana, os estúdios da Rádio Caçanjurê AM e da 92 FM&#8230; A recepção de cara nova, a sala do chefe, agora reciclada, onde no dia nove de setembro de mil novecentos e noventa e seis, às onze horas da manhã, eu recebi a triste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/nostalgia-radiofonica.html' addthis:title='Nostalgia radiofônica '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Por conta da divulgação do meu romance de folhetim visitei, esta semana, os estúdios da Rádio <a title="Rádio Caçanjurê AM" href="http://rbvradios.inf.br/am1110/index.php" target="_blank">Caçanjurê AM </a>e da <a title="Rádio 92 FM, Caçador, SC" href="http://rbvradios.inf.br/fm929/2012/" target="_blank">92 FM&#8230;</a></p>
<p>A recepção de cara nova, a sala do chefe, agora reciclada, onde no dia nove de setembro de mil novecentos e noventa e seis, às onze horas da manhã, eu recebi a triste notícia da minha demissão, a nova sala da chefe, outrora um depósito, a manutenção, o atual departamento de jornalismo&#8230; A antiga sala do mestre Joair dos Santos Lima, apesar de um pouco diferente, permanece lá a espera do jornalista mor de Caçador. A impressão que dá é que ele logo volta, vai sentar naquela cadeira, ajeitar os bigodes e fazer jornalismo na velha máquina de escrever&#8230; Voltei no tempo, eu era sonoplasta do jornal, rodava as entrevistas num rolo de fita gigantesco que, às vezes apanhava e distorcia a voz do entrevistado, via através do aquário o seu Joair se segurando pra não rir&#8230; Hoje, o entrevistado sou eu e minha voz é fielmente captada por um aparelho minúsculo nas mãos da comadre Rita Martini, que começou a carreira um pouco antes de mim e ainda permanece lá, com Denilson Araújo, Luiz Roberto Damaceno, contundido, a Anne que sinto não conseguir escrever corretamente seu sobrenome, o Flavinho e, é claro, a Tia Ita que me recebeu com a hospitalidade de sempre e me levou conhecer as novas instalações das emissoras de rádio caçadorenses&#8230;</p>
<p>Na sequência, não tive como deixar de parar na discoteca, repleta de vinil em desuso e, quem diria, cheia de CDs também obsoletos. Novamente, minha criatividade nostálgica desenhou em meu cérebro a imagem daquele operador de som, apelidado por um dos locutores de Garibaldo,  perdido no meio dos bolachões, segurando o disco com a mão até que o locutor anunciasse a música e a agulha, que já estava no ponto, pudesse transitar livremente sobre a superfície do vinil e levasse ao ar o pedido do ouvinte&#8230; Isso até enroscar e o sonoplasta ter que dar uma sopradinha de leve na agulha para que ela pulasse o furo&#8230; Quantas vezes o sopro era mais forte que o necessário e a agulha ia parar na última faixa, obrigando o operador a abrir o microfone e o locutor a improvisar diante da situação quase constrangedora&#8230;</p>
<p>Paramos no estúdio da 92 FM: Tudo diferente, um locutor diante de um computador, cujo monitor de LCD é fixado na parede. Tudo programável, tudo agilizável. Dá até tempo de bater um papinho com a visita, o bloco de comerciais é programado automaticamente. Tem até uma câmera que transmite as imagens em tempo real pela internet&#8230; Me senti no BBB&#8230; Deus me livre! Sem falar na porta de vidro, que deu um designer todo moderno para a emissora&#8230;</p>
<p>E a Caçanjurê? Meu ganha-pão durante três anos de minha vida&#8230; Não está mais lá. Agora, de um lado do aquário, é CPA (centro de produções de áudio), do outro é estúdio reserva&#8230; Retrocesso de tempo em minha mente de novo: Lá estava eu, dez quilos mais magro e catorze anos mais moço, fones nos ouvidos, microfone a frente na mesa redonda, acordando o povo com o “Cheiro de Terra” e tomando chimarrão com o pessoal no Entardecer na Querência. Durante mais de dois anos conversei com os ouvintes dentro de um estúdio isolado acusticamente, tendo um sonoplasta do outro lado do vidro como companhia&#8230; Às vezes, era necessário assumir a técnica também, levava o microfone para o outro lado do aquário e fazia tudo sozinho. Os comerciais eram rodados em três cartucheiras. Os cartuchos utilizados eram de fita K7 que enrolava e desenrolava no mesmo rolo, parando com um bip, que às vezes, vazava no ar, armazenados em uma torre rotatória ao lado da mesa de som. Cada comercial, ou vinheta ocupava um cartucho, portanto, o sonoplasta precisava dar o play em cada comercial separadamente. Um servição que era cumprido agilmente a cada trinta segundos. Por vezes, estava no ar, sozinho, enquanto falava com o povo, puxava um cartucho para a próxima vinheta e sem perceber, a torre toda vinha abaixo. Quem ouvia em casa devia pensar que estava desmoronando a rádio, tamanha era a barulheira&#8230; Mas o ruído maior era a mijada do chefe depois&#8230;</p>
<p>E onde era o CPA, agora funciona o estúdio da Caçanjurê. Lá encontrei meu amigo Flávio Henrique, solitário, sendo ouvido pela cidade inteira. A tecnologia não precisa mais do trabalho do operador&#8230; Tudo me pareceu diferente, novo e de uma estranheza que nos faz pensar o quanto a humanidade evolui sem perceber&#8230; Flavinho está no ar, é o show da manhã&#8230; Sem aviso prévio me chama para bater um papo ao vivo&#8230; Apesar de um pouco enferrujado, consigo dar meu recado&#8230; É preciso muito talento para falar na latinha sem saber quem está ouvindo do outro lado&#8230; Ser radialista é amar a solidão que reúne multidões, é preciso isolar-se fisicamente do mundo ao seu redor para que o resto da população tenha acesso a ele, se torna necessário abdicar a própria liberdade, momentaneamente para que seus ouvintes sejam livres para analisar as informações audíveis através dos amplificadores. É essencial renunciar ao direito de ir e vir, para que sua voz ecoe em todos os cantos da cidade e penetre nos mais diversos e longínquos lares, ganhando também o mundo através da Internet&#8230; Este radialista meia boca que vos escreve tomou outros rumos. Sou imensamente feliz como professor e escritor. Mas, confesso, naquele momento me deu um nó na garganta, uma saudade gigantesca e uma imensurável contrição por não fazer mais parte do mundo fascinante da radiodifusão&#8230;</p>
<p>Mas eu não poderia deixar o recinto sem antes relembrar o cafezinho da tia Ita. As xícaras ainda são as mesmas, o cafezinho continua saboroso e a hospitalidade não se corrompeu com o passar do tempo&#8230;</p>
<p>A Rádio Caçanjurê é patrimônio histórico de nossa querida Caçador, a história dela se confunde com a história de muitos caçadorenses, incluindo este que vos escreve, cujos olhos avermelham-se neste momento e as lágrimas teimam em escorrer pelo rosto, numa homenagem passional e nostálgica deste que, por três anos, fez parte de sua equipe&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></p>
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		<title>Peitão</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 02:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Utilidade Pública]]></category>
		<category><![CDATA[peitão]]></category>
		<category><![CDATA[silicone]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/peitao.html' addthis:title='Peitão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Ela era linda! Corpo perfeito (pelo menos para os pseudo-padrões), rosto bonito, olhos estonteantes&#8230; Mas tinha um defeito, aliás muitos defeitos, como todos os seres humanos os têm. Não podemos escapar deles. Mas imperfeição trata-se de um ponto de vista: o que é defeito para uns, pode ser qualidade para outros&#8230; Como as mulheres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/peitao.html' addthis:title='Peitão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Ela era linda! Corpo perfeito (pelo menos para os pseudo-padrões), rosto bonito, olhos estonteantes&#8230; Mas tinha um defeito, aliás muitos defeitos, como todos os seres humanos os têm. Não podemos escapar deles. Mas imperfeição trata-se de um ponto de vista: o que é defeito para uns, pode ser qualidade para outros&#8230; Como as mulheres nunca sabem quais são os quesitos considerados qualidades pelos homens de verdade, procuram mascarar aquilo que acreditam ser feio com quilos de maquiagem, roupas que valorizam esta, ou aquela parte do corpo, barriguinha a mostra, bermudas e microssaias menores que o cinto&#8230; Ou seja, procuram mostrar aquilo que desperta os machos e quando não têm, preferem mascarar, ocultar a essência&#8230; Os principais defeitos dela eram: orgulho, sentimento que nos faz ver os outros de cima para baixo e a vaidade excessiva, que nos deixa irremediavelmente descontentes com aquilo que somos e aquilo que temos. Estes, juntos, dão origem a um terceiro, muito querido pelo capitalismo, aliás, criado por ele: o consumismo&#8230;</p>
<p>A menina bonita contemplava seu lindo corpo nu no espelho, enxergando aquilo que ninguém mais via ao seu redor, mesmo quando estava quase devidamente vestida: uma celulite aqui, uma estria ali, uma pintinha indesejada acolá&#8230; De repente, seus olhos param naquele lugar que nos alimenta nos primeiros meses de nossa vida terrena, algo divino, capaz de fazer um bebê com cara de joelho virar o xodó da família através do leite materno&#8230; Mas ela não via todas essas vantagens, só percebia seus seios muito pequenos&#8230; “Os homens não gostam”, pensava ela acariciando os mamilos. Estava depressiva, percebia-se feia, descontente&#8230; Seu corpo não era perfeito. Não se sentia feliz. Os homens jamais quereriam namorá-la, ou simplesmente pegá-la daquele jeito&#8230; A jovem linda, então chorou de desgosto por não poder agradar aos olhos e às mãos de seus possíveis pretendentes. Precisava estufar mais o sutiã e as mãos do ficante. Necessitava chamar a atenção para os desejos mais promíscuos dos homens ao seu redor. Queria ser sexy&#8230; gostosa&#8230; Não bastava um rosto bonito, um corpo (agora quase) perfeito&#8230; Queria mais&#8230; Queria ser desejada pelos homens mais pegadores, mas para isso era preciso ter peitos maiores&#8230; Só queria ser linda o suficiente para não perder nenhuma chance com o sexo oposto&#8230;</p>
<p>Depois da sessão depressão, a garota que já agradava aos olhos alheios, se vê tomada pelo orgulho, vaidade e consumismo. Envolvida por estes sentimentos, procura então um médico a fim de melhorar a autoestima e turbinar seus peitos&#8230; Consulta feita, cirurgia marcada&#8230; a solução para todos os seus problemas estava a um passo de se realizar&#8230; Um ato cirúrgico e duas próteses de silicone seriam o suficiente para que os machos mudassem o conceito sobre aquela fêmea infeliz até então&#8230;</p>
<p>Depois da cirurgia, o pós-operatório que quanto maior o avanço da medicina, menor é seu tempo&#8230; Processo feito, recuperação sofrivelmente vencida. Novamente, encontra-se nua no espelho, contempla aquela obra magnífica da ciência que transformou duas laranjinhas em melões suculentos e chamativos&#8230; Agora estava linda, gostosa, apetitosa, nutritiva: Uma cavalona!&#8230; Seus seios pareciam ter sido esculpidos no torno, de tão perfeitos&#8230; Precisava divulgar o resultado com urgência. Foi às compras: mais decotes, menos sutiã, mostrava quase tudo, deixava um pouco para as mentes criativas masculinas imaginarem, mas se desse mole, certamente comprovariam in loco&#8230; Nunca pegou tanto, nunca foi tão pegada&#8230; Estava feliz&#8230; Sempre tinha companhia&#8230; Todos os machos queriam acariciar seus peitos, sonhavam em cair de boca naqueles melões simétricos, durinhos, empinados, sempre olhando o infinito. Ela era agora uma mulher de peito&#8230; Havia satisfeito seus mais profundos desejos sexuais e os dos seus parceiros também, não queria mais nada além de curtir a vida&#8230;</p>
<p>E eis que vieram os sintomas: a ardência nos seios perfeitos, a febre, a infecção&#8230; O médico de novo, os exames e a constatação: seu sonho de um corpo perfeito se rompeu. Os melões não eram tão perfeitos assim, tinham um grave defeito de fábrica que jamais seria considerado virtude por alguém: silicone industrial, de qualidade contestável, impróprio para o uso no corpo humano&#8230; A indústria fez o mesmo que aquela mulher para esconder seus defeitos: mascarou, maquiou, enganou&#8230; Agora ela era a vítima. Outra vez na mesa de cirurgia. Era preciso retirar, urgentemente os peitões tão sonhados por ela para que não causasse maiores danos. A recuperação foi muito mais dolorosa&#8230; Onde estavam agora aqueles que caíram de boca nos seus melões artificiais?&#8230; Por onde andavam os homens que lhe fizeram companhia e trocaram prazeres carnais? O que seria dela agora, sem seu atrativo principal?&#8230;</p>
<p>Seu maior erro foi achar que, chamando a atenção para o sexo, seria feliz&#8230; Só queria ser popular&#8230; E conseguiu! É capa de jornal! Teve implantada uma prótese da empresa que agora está proibida de comercializar seus produtos no Brasil&#8230; Mas todos daqueles que usufruíram de seus dotes corporais, agora somem. A eles não interessa a fama, o que importa é que, em algum momento de suas vidas, puderam se gabar  que pegaram uma mulher gostosa&#8230;</p>
<p>Ela vive a amargura da derrota e do abandono. O corpo é só a casca&#8230; “O essencial é invisível aos olhos”, dizia a raposa ao pequeno príncipe na obra de Exupery&#8230; Ela cuidou demais da casca e esqueceu-se da essência&#8230; Mascarou a realidade a fim de escondê-la. Mas a realidade agora é outra, está mutilada, em nome da vaidade e do consumismo&#8230;</p>
<p>Um homem de verdade, olharia sim para seus peitões, mas quando seus desejos descessem dos olhos para a genitália, passariam, inevitavelmente pela avaliação do coração. Este não julga somente o que vê, mas pesa muito o que sente. Portanto, minhas queridas, se quiserem um príncipe encantado, é necessário ter comportamentos e sentimentos de princesa, do contrário terão companhia na balada e na cama, mas ficarão solitárias nas intempéries da vida, principalmente quando a casca for danificada&#8230;</p>
<p>Pena que ainda não inventaram uma prótese que aumente o coração, a fim de podermos ver melhor aquilo que os olhos não enxergam&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></p>
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		<title>Palavras que provocam</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 23:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/palavras-que-provocam.html' addthis:title='Palavras que provocam '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Depois de “O grande condutor”, lá se vão seis anos de publicações semanais nos jornais impressos e sites de notícias caçadorenses, além do meu blog&#8230; Por conta disso, nunca ganhei dinheiro, só o reconhecimento do público em inúmeros e-mails, mensagens, recados e até conversas ao vivo, nas ruas, supermercados e comércio em geral, além, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/palavras-que-provocam.html' addthis:title='Palavras que provocam '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Depois de “O grande condutor”, lá se vão seis anos de publicações semanais nos jornais impressos e sites de notícias caçadorenses, além do meu blog&#8230; Por conta disso, nunca ganhei dinheiro, só o reconhecimento do público em inúmeros e-mails, mensagens, recados e até conversas ao vivo, nas ruas, supermercados e comércio em geral, além, é claro dos maravilhosos testemunhos de meus alunos&#8230;</p>
<p>Quando sou derrubado pelo abraço de um estudante, isso se transforma em crônica e o protagonista da cena fica perplexo ao ver seu nome publicado no texto deste que vos escreve, estou sendo recompensado pela minha obra&#8230; Quando uma aluna chora ao ler “As hortênsias” e, a partir do texto, toma uma nova postura de vida diante de sua mãe, sinto-me honrado em saber que minhas palavras ajudaram a mudar a vida de uma adolescente&#8230; Da mesma forma, me sinto feliz ao ver que, uma ex aluna, estagiária do curso de Letras, ao trabalhar crônicas em uma aula cedida por mim, lê para os alunos e se emociona com as palavras do “Porco com batatas”&#8230;</p>
<p>Também sinto-me realizado ao ver que, minhas palavras de protesto surtem efeito, ainda que discreto, mesmo quando, ironicamente, não tenho “nada a declarar”, fato que custou o cancelamento da parceria com o jornal impresso&#8230; Apesar de ser penalizado, algumas vezes, ainda assim meu coração me diz para não parar de emprestar a voz aos injustiçados&#8230;</p>
<p>Nestes seis anos, aprendi que as palavras têm força e sempre provocam uma reação, seja ela negativa, ou positiva. Em qualquer dos casos, é gratificante ser causa da inquietação que quebra a inércia do conformismo&#8230;</p>
<p>Ao dizer que a nossa educação é de vitrine, os manequins se puseram contra&#8230; Ao colocar-me metaforicamente na cadeira do dragão, os carrascos se posicionaram na defensiva&#8230; Ao reclamar quando chamado de vadio por alguém que dependeu de nossa classe para ser o que é, reclamava em nome de todo o professorado que sofria e sofre todos os tipos de discriminação e, por vezes não é respeitado nem mesmo como ser humano&#8230; Por fim, ao descrever a “Escola dos meus sonhos”, recebo inúmeras manifestações em favor de minhas ideias, o que prova que este sonho não é só meu&#8230; Porém os manequins querem manter a vitrine e os carrascos continuar pondo o professor na cadeira do dragão, para que ele confesse o que não fez, ou simplesmente relaxe e feche os olhos para a realidade, anestesiando-se e esquecendo a luta por melhores condições do magistério público&#8230; Enfim, querem nos fazer acreditar nos sonhos capitalistas e corruptos das autoridades em detrimento aos nossos&#8230;</p>
<p>Apesar de tudo, o bom mesmo, é fazer protesto rindo: Muitas pessoas, até hoje me falam da “Bolacha recheada”, do “Psicólogo de ratos”, da “Batata assassina”, dos já esquecidos “Buracossaulos Rex”, da distração diante do cortejo fúnebre, ou das vassourinhas encantadas que se desencantaram ao se deparar com uma escola pública.</p>
<p>Portanto, as publicações destes seis anos se confundem com minha própria vida, já que a crônica é subjetiva e, como tal, depende muito da vivência de quem escreve&#8230; Tentaram e tentam a cada dia calar minha voz cada vez que minhas palavras não agradam aos poderosos&#8230; Eles esquecem que o poder deles só é realidade porque foi emanado do povo (pelo menos é o que diz a constituição federal)&#8230; Mas “não dá nada”, como dizia minha mãe: “Deus tem mais pra dar do que o encardido pra tirar”&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>DORMIR TRISTE NÃO BASTA</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 04:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/dormir-triste-nao-basta.html' addthis:title='DORMIR TRISTE NÃO BASTA '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Pelo amigo enganado Pelo pobre massacrado Por aquele injustiçado Pelo justo condenado Pelo desacreditado Porém, bem aventurado Hoje vou dormir mais triste Pela paz tão desejada Quase nunca cultivada Pela luta derrotada Pela vitória adiada Pela guerra declarada Hoje vou dormir mais triste Mas, só dormir triste não basta Se ainda uso da mentira Pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/dormir-triste-nao-basta.html' addthis:title='DORMIR TRISTE NÃO BASTA '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: center;">Pelo amigo enganado</p>
<p style="text-align: center;">Pelo pobre massacrado</p>
<p style="text-align: center;">Por aquele injustiçado</p>
<p style="text-align: center;">Pelo justo condenado</p>
<p style="text-align: center;">Pelo desacreditado</p>
<p style="text-align: center;">Porém, bem aventurado</p>
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Pela paz tão desejada</p>
<p style="text-align: center;">Quase nunca cultivada</p>
<p style="text-align: center;">Pela luta derrotada</p>
<p style="text-align: center;">Pela vitória adiada</p>
<p style="text-align: center;">Pela guerra declarada</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">Mas, só dormir triste não basta</p>
<p style="text-align: center;">Se ainda uso da mentira</p>
<p style="text-align: center;">Pra enganar o meu irmão</p>
<p style="text-align: center;">Se não luto por justiça</p>
<p style="text-align: center;">Se não cultivo a união</p>
<p style="text-align: center;">Se massacro, se critico</p>
<p style="text-align: center;">Se pra paz eu digo não</p>
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste</p>
<p style="text-align: center;">Mas dormir triste não basta</p>
<p style="text-align: center;">Se não faço a minha parte</p>
<p style="text-align: center;">Por um futuro melhor</p>
<p style="text-align: center;">Hoje vou dormir mais triste<br />
Porém, dormir triste não basta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>“Caba não, mundão!”</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/12/%e2%80%9ccaba-nao-mundao%e2%80%9d.html</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 18:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[fim do mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/%e2%80%9ccaba-nao-mundao%e2%80%9d.html' addthis:title='“Caba não, mundão!” '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Em 2011 consegui, novos amigos, novos inimigos, resgatei antigos amigos, perdi grandes amizades&#8230; Conheci novos alunos, outros terminaram sua jornada na escola pública, agora vão em busca de sucesso e realização na universidade, curso técnico, ou mesmo fora dos bancos escolares&#8230; Tive a experiência de trabalhar, pela primeira vez, na rede particular por quatro [...]]]></description>
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<p>Em 2011 consegui, novos amigos, novos inimigos, resgatei antigos amigos, perdi grandes amizades&#8230; Conheci novos alunos, outros terminaram sua jornada na escola pública, agora vão em busca de sucesso e realização na universidade, curso técnico, ou mesmo fora dos bancos escolares&#8230; Tive a experiência de trabalhar, pela primeira vez, na rede particular por quatro meses&#8230; Depois de catorze anos, tive um registro na carteira de trabalho, pedi demissão, fui, voltei, lutei, perdi, venci, abandonei o barco, o barco me abandonou&#8230; Pela primeira vez gozei uma licença prêmio de três meses, apesar de não ter me desligado totalmente da escola. (Um apaixonado não se afasta facilmente de sua paixão)&#8230;<br />
Neste ano que ora termina, mudei conceitos, estado civil, visual, vestimenta&#8230; Usei mais bermuda e chinelo, menos terno e gravata. Tomei decisões que marcaram minha vida positiva, ou negativamente Fiz aquilo que meu coração mandava e, por vezes calei a voz dos sentimentos&#8230; Lutei por ideais antigos, descobri novos ideais e novos parceiros na luta&#8230; Aprendi a amar mais meus alunos como seres humanos, apesar das acusações ao meu redor dizerem que não devo proceder assim&#8230;<br />
Sempre gostei de cachorros, tive alguns este ano: o Gerúndio, uma bolinha branca e peluda, mistura de pinscher com poodle que virou Duque ao ser doado a uma pessoa que não conseguia pronunciar seu nome&#8230; O Bilu, quarto da dinastia, que viveu somente trinta e dois dias e o Bilu quinto, nascido em primeiro de maio, que permanece vivo, hiperativo e bagunceiro, alegrando minha residência oficial das quatro estações, destruindo sofás e vassouras: Um animalzinho esquisito, sem raça definida, oitenta por cento focinho e rabo, rebaixado nas quatro patas, amado por mim e pelas pessoas que frequentam minha modesta casa&#8230;<br />
Nunca comprei um cão, sempre adotei, ou ganhei&#8230; Aliás, o mercenário que resolveu estipular preço à vida de um animalzinho, se esquece do detalhe que ele e todos nós também somos animais e nossas vidas não têm preço, nem valores diferentes só por causa da raça, ou cor&#8230; Portanto, um cão não pode valer mais que outro só por causa das divisões da espécie, ou da aparência&#8230; Meus cães sempre foram de porte pequeno, ou médio. Nunca gostei de cachorros grandes&#8230; Mudei completamente meu conceito ao conhecer o Simba, um labrador que, em pé, alcança minha altura, presente do meu sobrinho querido que hoje faz companhia a mim e ao Bilu Quinto, tornando minha vida mais humana ao perceber que um quadrúpede de mais de cinquenta quilos também é um ótimo amigo, que gosta de troca de carinhos e faz festa com minha presença&#8230; Escrevo estas palavras com o Simba deitado nos meu pés e o Bilu ao meu lado, no sofá, ressonando, dormindo tranquilamente&#8230; Ambos protegendo e com a certeza de estarem sendo protegidos&#8230;<br />
Em 2011, ganhei, além do Simba, muitos presentes significativos:<a title="Um novo presente velho" href="http://www.marciogoes.com.br/2011/08/um-novo-presente-velho.html" target="_blank"> Uma máquina de escrever </a>que me deixou fascinado e saudoso, várias canetas, uma bombacha para acompanhar a “Xuxinha” numa vaneira faceira, um gravador do tempo da fita K7, um kit churrasco na rifa do terceirão, perfumes, livros, além de tantos outros mimos ao decorrer do ano&#8230; Aprendi que as coisas não precisam ser novas para serem boas&#8230;<br />
No ano que se finda, mudei muitas coisas: Troquei de automóvel, de banco, mudei de jornal impresso e acabei ficando sem espaço nos folhetins, troquei de operadora de celular, de endereço, de móveis, saí e voltei ao Martello, perdi e descobri  o amor, perdi tudo, recuperei quase tudo e percebi que é possível viver com muito menos do que se almeja, principalmente no quesito bens materiais&#8230; Fui ao vale e voltei ao pico&#8230;<br />
Descobri que sendo eu mesmo e me aceitando assim, as pessoas ao meu redor também se sentirão confortáveis com minha presença e que tendo alguém ao meu lado, olhando para a mesma direção, o caminho se torna infinitamente mais agradável, mesmo quando atravessamos os pedregulhos&#8230; Percebi que a maturidade não depende dos cabelos brancos e sim da mente e do coração de quem ama&#8230;<br />
Tenho mais de três décadas de vida e, neste tempo o mundo já acabou incontáveis vezes na mente e nas previsões de pessoas que parecem não ter mais o que fazer. Agora me dizem que em 2012 o mundo vai acabar de novo&#8230; Não é possível!&#8230; Tantas vitórias, tantas conquistas, tantas descobertas em três décadas e meia de existência tanta coisa ruim terminando sua existência, tanta coisa boa aflorando e se enraizando em minha vida&#8230; Preciso curtir meu cães, aproveitar minhas descobertas e conquistas, passar pela experiência do tão falado ensino médio integral que até agora é uma incógnita&#8230; Preciso continuar interagindo com as pessoas evoluindo com elas e ajudando-as a evoluir. Necessito continuar no melhor lugar para se conhecer pessoas: a sala de aula&#8230; Quero abraçar mais, trocar mais experiências, fazer novas amizades e regar, diuturnamente, as antigas&#8230;  Preciso viver intensamente o amor verdadeiro e despretensioso&#8230; Portanto, “caba não mundão”!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes<br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a><br />
<a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1010&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Que noite feliz é esta?</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/que-noite-feliz-e-esta-2.html' addthis:title='Que noite feliz é esta? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A vitrine iluminada Movimento na avenida Promoções por todo lado Comércio movimentado Todos vendendo alegria Férias pro trabalhador Mais trabalho ao vendedor Cresce mais a economia De quem não economiza Mas também nunca reparte No Natal capitalista De quem é o aniversário? De quem são as homenagens? Pra quem vai nosso presente? O que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/que-noite-feliz-e-esta-2.html' addthis:title='Que noite feliz é esta? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: center;">A vitrine iluminada<br />
Movimento na avenida<br />
Promoções por todo lado<br />
Comércio movimentado<br />
Todos vendendo alegria<br />
Férias pro trabalhador<br />
Mais trabalho ao vendedor<br />
Cresce mais a economia<br />
De quem não economiza<br />
Mas também nunca reparte</p>
<p style="text-align: center;">No Natal capitalista<br />
De quem é o aniversário?<br />
De quem são as homenagens?<br />
Pra quem vai nosso presente?<br />
O que é feliz natal?<br />
Que noite feliz é esta?</p>
<p style="text-align: center;">Tem papai Noel na rua<br />
Dando doces e abraços<br />
Tem presentes a comprar<br />
Árvores a enfeitar<br />
Familiares para ver<br />
Cartões para entregar<br />
Alegria a desejar<br />
Tanto luxo e desperdício<br />
E o aniversariante<br />
Dorme lá na manjedoura</p>
<p style="text-align: center;">&#8220; Dorme em paz ó meu Jesus&#8221;<br />
Enquanto ainda é criança<br />
Pois, sabemos que ao crescer<br />
Alguém vai te condenar<br />
Por só dizer a verdade<br />
Vai morrer, ressuscitar</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Veja o vídeo</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jUP9t4n9S4s&amp;feature=g-upl&amp;context=G2c985a0AUAAAAAAAgAA">Que noite feliz é esta?</a></p>
<p style="text-align: right;"><strong> Letra: Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Música: Leandro Souza de Matos</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1000&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Sonho que se sonha junto</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 01:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/sonho-que-se-sonha-junto.html' addthis:title='Sonho que se sonha junto '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Tudo pronto! A sede campestre reservada, o torneio realizado, dinheiro arrecadado&#8230; Os salgadinhos e o bolo encomendados, a carne temperada, a salada e a maionese prontas para o preparo&#8230; Os professores, direção e funcionários, todos convidados e informados de todos os detalhes do evento&#8230; Mas um deles não deveria saber antes da hora: o homenageado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/sonho-que-se-sonha-junto.html' addthis:title='Sonho que se sonha junto '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Tudo pronto! A sede campestre reservada, o torneio realizado, dinheiro arrecadado&#8230; Os salgadinhos e o bolo encomendados, a carne temperada, a salada e a maionese prontas para o preparo&#8230; Os professores, direção e funcionários, todos convidados e informados de todos os detalhes do evento&#8230; Mas um deles não deveria saber antes da hora: o homenageado. Para garantir sua presença, encarregaram-no de levar alguns alunos até o local do evento&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
O professor foi buscá-los um a um em suas casas, parou em frente à escola par acertar os detalhes e atravessou a cidade em busca do desconhecido&#8230; Chegaram! Parecia tudo normal: Os churrasqueiros preparando o fogo, as mulheres encarregadas da salada, a Keli lavando as folhas de alface na mangueira que derramava água na valetinha em direção ao riacho&#8230; “Precisam de alguma ajuda?” Perguntou ele, solidário&#8230; “Não! A gente se vira&#8230;” (Um homenageado, mesmo ingênuo no processo, normalmente não trabalha no evento em sua homenagem)&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Pois bem, este que vos escreve ficou ora sentado vendo o jogo de futebol através do alambrado, ora conversando com o povo presente e tomando um refrigerante&#8230; Até que descobriu uma rede de dormir e tirou uma soneca&#8230; De vagarinho, os outros convidados foram chegando e se abancando, contando causos, molhando a goela e acompanhando os preparativos.</p>
<p>&nbsp;<br />
Hora do almoço. Tudo normal, xixo, pão, salada, galeto e maionese: tudo carinhosamente preparado pelos alunos e familiares que “mataram a pau” no quesito organização. Comemos e bebemos (refrigerante, é claro) e nos alegramos na presença de pessoas tão queridas e generosas&#8230;<br />
“Vamos até lá atrás ver e fotografar os pés de guabiroba?”&#8230; Perguntava alguém, então fomos eu, alguns alunos e duas professoras “fazer hora” no meio do mato (No bom sentido, é claro!). Pisamos nas grimpas, atravessamos um riacho, atolei o pé na lama, fizemos fotos em vários lugares e as guabirobas foram esquecidas&#8230; Este professor meia-boca então voltou ao local do evento, sem noção, desligado, ingênuo, como  se diz em espanhol: plomo! Acompanhado de alguns alunos, uma professora conterrânea e outra baiana: todos cúmplices descarados&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Na chegada, fui recebido com a canção “Parabéns a você”. Momento emocionante por si. Ao se aproximar, este funesto escritor avista na mesa de tábua bruta um bolo com as palavras “Parabéns professor Márcio”&#8230; Não tem quem não se emocione num momento desses, mesmo que seja um dia depois do aniversário&#8230; Mas a emoção maior ficou por conta da revelação de que todos aqueles eventos, desde o torneio para angariar fundos, o almoço, os salgadinhos e o bolo,  haviam sido produzidos com um único propósito: homenagear o professor pela passagem do seu aniversário e declarar publicamente o apoio mútuo ao seu jeitão meio polêmico de trabalhar em sala e lidar com as pessoas ao seu redor&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Ou seja, meus sonhos para a escola pública, são os mesmos de todo aquele povo que estava presente, revelados através de uma magnífica homenagem surpresa por conta dos meus trinta e oito anos vividos a maioria na rede pública de ensino, seja como aluno, ou como professor&#8230;<br />
Para completar minha surpresa profética, a Dani me presenteia com um livro intitulado: “Nunca desista de seus sonhos”, de Augusto Cury&#8230; Pois é, com tantas surpresas e sinais só posso chegar a uma conclusão: Meus sonhos não são só meus, fato que é um pé na realidade&#8230; Acho que estou no caminho certo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong><br />
<strong><a href="http://www.marciogoes.com.br">www.marciogoes.com.br</a></strong></p>
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