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	<title>Márcio Goes &#187; Cotidiano</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Comemorando meia dúzia</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 02:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[seis anos]]></category>

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		<description><![CDATA[    Em festa de aniversário de criança o que tem de alegria, tem de bagunça, o que tem de ingenuidade, tem de estratégias, o que tem de inocência tem de joguinhos de interesse&#8230; Dia desses fui convidado para uma festa de seis anos de minha sobrinha. Já começou pelo almoço, farto e suculento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/vela.jpg"><img class="size-medium wp-image-757  aligncenter" title="vela" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/vela-300x225.jpg" alt="Seis anos da Paola" width="300" height="225" /></a> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p>Em festa de aniversário de criança o que tem de alegria, tem de bagunça, o que tem de ingenuidade, tem de estratégias, o que tem de inocência tem de joguinhos de interesse&#8230;</p>
<p>Dia desses fui convidado para uma festa de seis anos de minha sobrinha. Já começou pelo almoço, farto e suculento e com mais da metade dos convidados que estariam no ato solene do corte do bolo mais tarde&#8230; Nunca vi tanta gente junta numa única casa, tampouco vi tanta criança reunida num ambiente doméstico&#8230; Lá fora, alguns pupilos brincavam de qualquer coisa usando uma bola improvisada, metade ficava na varanda e os demais no barro mesmo&#8230; Que importância tem as roupas sujas, se todas as marcas de detergente em pó prometem limpar com facilidade e segurança?&#8230; Além do mais, porque se preocupar com a roupa, se a infância pede o direito a um espaço que não é eterno e, por isso, tem que ser vivido intensamente?&#8230;</p>
<p>Lá dentro, brincava-se de tudo: boneca, cozinha, adivinhações, música&#8230; O ambiente decorado com muitos balões que os meus pulmões ajudaram a encher, aperitivos apareciam a toda hora, linguicinha, xixo, refrigerante e para os adultos, com exceção deste que vos escreve, uma cervejinha&#8230;</p>
<p>Na hora do almoço, cada um se virava como podia, a mesa tornou-se pequena, então qualquer ambiente estava propício para as refeições, o importante foi a comida que não deixou a desejar e, com certeza saciou a fome de todos os presentes.</p>
<p>À tarde, a tradicional canção: Parabéns a você, seguida do apagar da velinha que ainda é composta de um único algarismo e do corte do bolo, igualmente delicioso e tentador para aqueles que estão de regime&#8230; É claro que não é o meu caso, pois preciso manter minha elefância.</p>
<p>A anfitriã nos convidou para ver os presentes. Reunimos-nos, mais ou menos uma meia dúzia de populares curiosos num dos quartos para prestigiar os regalos da aniversariante que os desempacotava orgulhosamente aos nossos olhos: Esse foi de fulano, esta de cicrano, a boneca da tia tal, a jaqueta do tio negão, o pijama, os brinquedos&#8230; De repente, vejo os cobertores se moverem&#8230; O que é isso, meu Deus?&#8230; Era a avó materna que tirava uma pestana (ou, pelo menos, tentava)&#8230; Parece que a nossa presença, finalmente a despertou&#8230; Nunca fui de segurar riso e desta vez não foi diferente, obriguei-me a cair na gargalhada sem breque&#8230; A distinta senhora virou-se para a minha pessoa: “Escuta, você acha que nunca ‘vai ficá véio’?”&#8230; Não sei bem o motivo, mas o riso abandonou meu rosto naquele momento e tratei de me justificar, afinal eu não estava rindo da idade, nem criticando a velhice que reflete a experiência digna de nosso respeito e admiração. Meu riso sem freio era pelo fato de estarmos vendo presentes diante de uma pessoa que não queria nada mais que repousar sossegadamente por alguns minutos e nós não estávamos deixando.</p>
<p>O restante do dia, como toda tarde de festa infantil, correu com brincadeiras e diversões e, como sempre, a arrumação ficou por conta dos pais e familiares que continuaram na hora extra até que tudo estivesse no seu devido lugar&#8230;</p>
<p>Festa infantil é isso: cheia de alegrias, surpresas e até cochilos interrompidos pelos adultos curiosos ante os presentes da aniversariante&#8230;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/">www.marciogoes.com.br</a></span></span></p>
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		<title>Jobulani no quintal</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 02:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[jobulani]]></category>
		<category><![CDATA[pelada]]></category>

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		<description><![CDATA[              Domingo, final da copa&#8230; Eu, ao contrário da maioria dos brasileiros, cochilo levemente no quarto de minha residência oficial das quatro estações, enquanto ouço, lá no fundo da bigorna, o jogo entre Holanda e Espanha, ainda virgens de gols nesta partida&#8230; Lá fora, algumas crianças jogam uma pelada, também parecem não estar preocupadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script type="text/javascript"><!--
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1227233334850_f.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-749" title="Pelada" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1227233334850_f-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a></p>
<p>            Domingo, final da copa&#8230; Eu, ao contrário da maioria dos brasileiros, cochilo levemente no quarto de minha residência oficial das quatro estações, enquanto ouço, lá no fundo da bigorna, o jogo entre Holanda e Espanha, ainda virgens de gols nesta partida&#8230; Lá fora, algumas crianças jogam uma pelada, também parecem não estar preocupadas com o que acontece no Soccer City&#8230;</p>
<p>            Meu cérebro sonolento já não diferencia os ruídos da TV e os da rua, ambos têm sons de bola no pé e vuvuzelas, que, aliás, tomaram conta nas redondezas da minha casa nesta copa&#8230;</p>
<p>            De repente, ouço um quicar mais próximo que os demais, meu cão de guarda late incansavelmente, mas minha preguiça é maior que a vontade de ver o que acontece no quintal&#8230; Alguém força o portão, mas parece desistir ao ver o cadeado, uma voz de criança balbucia: “Bata palmas”&#8230; Ouço então, umas palminhas muito fracas que não conseguem ultrapassar os decibéis da África do Sul&#8230; Mas, como toda criança, elas são persistentes e ouço a mesma vozinha dizendo: &#8220;Vamos bater palmas juntos!”&#8230; Foi o que fizeram:</p>
<p>            Minha preguiça não suportou tamanha persistência e união das crianças em busca de uma bola perdida. O mundo preocupado com quem dos dois será primeiro pela primeira vez campeão mundial, e meus pequenos vizinhos preocupados em recuperar uma bola&#8230; Ouço meu nome sendo chamado&#8230; Ué? O Galvão me conhece?&#8230; Mas não parece a voz do locutor esportivo da poderosa do Plim! Plim!&#8230; É uma voz infantil, Aliás, a mesma que se destacou ainda a pouco na multidão e nas vuvuzelas. Está no portão, pensa que eu não ouvi e convida seu amiguinho para chamarem juntos&#8230; Não suporto tamanha dedicação, persistência e carinho pelo meu modesto nome, que vem do Latim e significa guerreiro&#8230;</p>
<p>Pois o guerreiro, finalmente desperta para o mundo real&#8230; Quem se importa com o campeão mundial de futebol? Existe uma partida paralisada em minha rua, a Jobulani da “piazada” está aqui no meu quintal e não tem gandula para recuperá-la&#8230; Levanto-me, tiro a “remela do zóio” e trato de fazer minha parte para salvar a diversão da meninada. É preciso vestir uma cara de bravo, apesar de não me agüentar de vontade de sorrir: “Da próxima vez, eu não devolvo”&#8230;</p>
<p>Tento voltar a dormir, mas a algazarra não deixa, sobretudo porque agora me tornei um curioso com o jogo da molecada. Na TV, angústia diante de duas traves da melhor qualidade que não se movem&#8230; Na rua, duas traves improvisadas com pedras que seguidamente são atravessadas pela bola dantes libertada do meu território&#8230; Na África, a Jobulani tem medo da rede&#8230; Do outro lado do portão, a infância se materializa destemida e insistente diante dos meus olhos, que agora permanecem bem abertos na janela e o Galvão falando sozinho na sala&#8230;</p>
<p>Do outro lado do Atlântico, quase final do segundo tempo da prorrogação, finalmente a pelota encontra uma trave, a da Holanda&#8230; Final de jogo, o juiz apita anunciando o novo campeão do mundo&#8230; Do outro lado da cerca, quase final de tarde, mamãe apita na janela. É hora de tomar banho e recolher-se&#8230; Os holandeses reclamam a derrota&#8230; As crianças reclamam o fim da brincadeira&#8230; Um escritor maluco, da janela, reclama a falta de assuntos que mereçam uma crônica&#8230; É! Todo mundo reclama de barriga cheia!&#8230;</p>
<p>Márcio Roberto Goes</p>
<p>WWW.marciogoes.com.br</p>
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		<title>Máscara branca</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2010/07/mascara-branca.html</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 02:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[dentista]]></category>
		<category><![CDATA[máscara branca]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[  É de suma importância os cuidados com a saúde física: manter uma boa alimentação, praticar esportes, consultar um médico regularmente, entre outros cuidados que tornam nossa vida melhor e mais confortável&#8230; Sem falar é claro, da saúde mental e espiritual: fazer boas leituras regularmente, acreditar em Deus e nos irmãos, praticar atitudes que melhorem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_745" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/dentista-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-745" title="dentista 2" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/dentista-2-300x242.jpg" alt="Fonte: http://realidadecontundente.blogspot.com" width="300" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: http://realidadecontundente.blogspot.com</p></div>
<p> </p>
<p>É de suma importância os cuidados com a saúde física: manter uma boa alimentação, praticar esportes, consultar um médico regularmente, entre outros cuidados que tornam nossa vida melhor e mais confortável&#8230; Sem falar é claro, da saúde mental e espiritual: fazer boas leituras regularmente, acreditar em Deus e nos irmãos, praticar atitudes que melhorem a vida das pessoas ao nosso redor&#8230;</p>
<p>Mas uma boa saúde, seja ela física ou mental, não será possível se não tiver início na boca, no sentido real ou figurado: Na boca está a língua, uma faca de dois gumes, pode ser promotora ou acusadora, agradar ou desagradar, amar ou desamar&#8230; Na boca estão os dentes que contribuem para o sorriso, muitas vezes contagiante, e com a mastigação, essencial para o processamento de uma boa alimentação&#8230;</p>
<p>Numa das visitas à pessoa que me deixa, literalmente, de boca aberta, foi diagnosticada a necessidade de se fazer uma tratamento de canal num dos incisivos superiores. Dali pra gente, foram três dolorosas e demoradas visitas ao dentista&#8230; Na primeira, tivemos que matar o bichinho&#8230; Um dente morto não dói, porém continua exercendo sua função mastigatória, pena que, com o tempo, perde a cor da vida e o branco torna-se cada vez mais escuro até chegar ao tom de um sorrido cor de milho vencido.</p>
<p>Para realizar o assassinato do pobre incisivo indefeso, o dentista colocou um tubo exaustor no canto esquerdo da minha boca, ligou aquela britadeira, gentilmente chamada de broca que só de ouvir já causa arrepios e começou a tortura&#8230; Enfiou, sem dó, as duas mãos em minha boca. Parece que o trabalho estava difícil, de vez em quando sentia alguns cacos de dente deslizando por minha língua e rapidamente serem sugados pelo exaustor&#8230; Até aí, tudo bem. Procedimento normal, o problema é que fiquei mais de uma hora na horizontal com a boca aberta e cheia de ferramentas estranhas, enquanto o homem da máscara branca e óculos estilo para-brisa de kombi bipartida me enchia de perguntas. É claro que não consegui responder nenhuma, pois meu aparelho de fala estava todo ocupado com as ferramentas assassinas do “Máscara Branca”&#8230; Quando fazemos uma pergunta, esperamos uma resposta. Mas se o interlocutor estiver impossibilitado de falar?&#8230; Isso é muito cruel!&#8230;</p>
<p>Finalmente, senti uma puxada que quase levou meu cérebro junto, era a raiz do meu querido dente sendo mostrada ao sol pela primeira e última vez&#8230; Pronto! Aqui jaz um dente, não deve doer mais&#8230; Após uma semana com um curativo tapando aquela cratera, volto ao cara de Kombi para fazer um novo remendo. Desta vez, a orientação era de levantar a mão ao sentir dor, só não fui avisado que a bandeja dos equipamentos estaria em cima do meu tórax trazida por uma mesa móvel&#8230; Doeu e eu fiz o gesto combinado, só vi as ferramentas odontológicas do mascarado voando por cima de mim até encontrar o chão frio e cheio de bactérias. O Máscara branca do zóião de vidro pulou da cadeira assustado, alguém abriu a porta e juntou gente pra ver&#8230; Incrível, como a desgraça, em qualquer nível, tem o poder de juntar populares que buscam mais um assunto para comentar e fofocar&#8230; Depois de tuto reunido e encaminhado para uma nova esterilização, inclusive o dente, tive que voltar na semana seguinte para tapar, definitivamente, o buraco da morte&#8230;</p>
<p>Depois de tudo isso, creio que o cara de kombi bipartida não queira me ver novamente, pois o prejuízo foi muito grande só para uma eutanásia de um incisivo que teimava em doer&#8230;</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: small;"><strong>ww.cacador.net</strong></span></a></span></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>Amigo fiel</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2010/06/amigo-fiel.html</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 04:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amigo fiel]]></category>
		<category><![CDATA[bilu]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[cão]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre digo aos meus alunos que o ser humano escreve melhor quando o faz com o coração&#8230; Sou um ser humano, também tenho sentimentos, o único diferencial é que escrevo o que sinto com maior frequência. As palavras a seguir, apesar de muita zombaria por parte de alguns seres humanos ao meu redor, relatam o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;">
<p>Sempre digo aos meus alunos que o ser humano escreve melhor quando o faz com o coração&#8230; Sou um ser humano, também tenho sentimentos, o único diferencial é que escrevo o que sinto com maior frequência. As palavras a seguir, apesar de muita zombaria por parte de alguns seres humanos ao meu redor, relatam o que meu coração está sentindo. E como escritor, sinto-me na obrigação de extrapolar com o teclado e a arte de usar as palavras&#8230;</p>
<p>Um dos meus melhores amigos morreu esta semana, um filho adotivo, companheiro de todas as horas, ficava feliz com minha chegada e triste com minha despedida, cuidava de mim e eu cuidava dele. Era herança de minha mãe que o encheu de bardas e mimos, mantidos por mim&#8230;</p>
<p>Com ele, não tinha tempo ruim, sempre prestativo e despretensioso, tinha trânsito livre em minha casa, sentava à mesa comigo, dormia em meu quarto&#8230; Demorarei a acostumar com sua ausência a cada vez que retorno ao lar. Não verei mais aqueles olhos brilhando, o latido característico em homenagem à minha chegada, a cauda abanando expressando a alegria mais pura e sincera&#8230;</p>
</div>
<div id="attachment_734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/406000011.jpg"><img class="size-medium wp-image-734" title="bilu" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/406000011-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Bilu da silva Goes</p></div>
<p> </p>
<p>Mas tudo acaba um dia, como escreveu e cantou Raul Seixas: “Oh morte, que matas o gato, o rato e o homem”&#8230; Meu amigo não resistiu a esta vilã de dois gumes agravada pelo peso da idade, afinal, um cão que completa catorze anos já é um vencedor sobrevivente. Há meses já se encontrava debilitado e, nos últimos dias, tetraplégico, ainda expressava seus sentimentos através daquele olhar mais humano do que o de muita gente que se diz racional e civilizada&#8230;
<p>Cresci aprendendo a gostar de cães, sempre os tive por perto. Nunca comprei nenhum, pois não acredito que se possa pôr valores materiais em vidas quase humanas. Sempre os ganhei, ou adotei, vira-latas, ou sem raça definida&#8230; Aliás, não sei quem foi o mercenário que resolveu estipular valores diferentes para animais semelhantes, não sei quem inventou que uma raça é mais valiosa que outra, tampouco sei quem teve a ideia de dizer que o valor de uma vida é maior que o de outra só por causa de peculiaridades, comuns a qualquer ser vivo&#8230; Os seres humanos julgam-se melhores uns que os outros, é natural que classifiquem os animais indefesos da mesma forma: Natural, porém cruel&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>Meu amigo Bilú não tem preço, não paguei nada por ele, mas enriqueceu minha vida de forma inesquecível, no que diz respeito ao crescimento pessoal e ao relacionamento humano&#8230; Incrível, mas um animal quadrúpede, que só sabe falar duas vogais, é capaz de nos ensinar mais do que muitos seres que se dizem humanos&#8230;</p>
<p>Meu amigo, filho adotivo, meu cão de guarda, motivo de muitas alegrias, agora me fez chorar. Um choro, todavia conformado, pois ele cumpriu seu papel neste mundo, foi feliz e me fez feliz, amou e foi amado&#8230; Viveu, como todo cão de estimação, para fazer a alegria de seu dono. Continuará, como todo animal de família, num cantinho especial do meu coração e no espaço dedicado especialmente a ele nas minhas memórias&#8230;</p>
<p>Não quero meu cãozinho de volta. Ele já cumpriu seu papel como todos os seres vivos cumprem o ciclo natural da vida, porém, jamais renunciarei às lembranças e aos sentimentos que ele me proporcionou&#8230;</p>
<p>Bilú, meu cão, meu amigo&#8230; Jamais o esquecerei, jamais serei o mesmo, pois um amigo fiel, ainda que irracional, tem o poder dado a ele pelo Criador, de transformar a vida daqueles que o cercam&#8230; Há catorze anos, minha vida tem sido melhor, entre outros, por causa de um cachorro. Tenho outro cãozinho de estimação, com certeza, terei outros ainda, porém esta criaturinha cresceu comigo, envelheceu, morreu, mas está eternizada em meu coração&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">23/06/2010<a href="http://www.marciogoes.com.br/"></a></p>
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		<title>A casa azul</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 02:44:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[casa azul]]></category>

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		<description><![CDATA[    Já faz tempo que não escrevo sobre meu personagem preferido. Estava até com saudades dele e de seu fusquinha azul da cor do céu, da cor de seus sonhos&#8230; Pois bem, João dos sonhos Azuis está de volta e de casa nova. Acontece que nosso protagonista, como qualquer sonhador, espera ansiosamente pela casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1168302724tB0Y2v.jpg"><img class="size-full wp-image-727  aligncenter" title="1168302724tB0Y2v" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/1168302724tB0Y2v.jpg" alt="" width="300" height="286" /></a> </p>
<p> </p>
<p>Já faz tempo que não escrevo sobre meu personagem preferido. Estava até com saudades dele e de seu fusquinha azul da cor do céu, da cor de seus sonhos&#8230; Pois bem, João dos sonhos Azuis está de volta e de casa nova.</p>
<p>Acontece que nosso protagonista, como qualquer sonhador, espera ansiosamente pela casa própria e enquanto ela não chega, seja pelos planos de habitação do governo, ou por condições próprias, ele vai morando de aluguel.</p>
<p>João morava com sua esposa numa casa há quinze degraus do chão, bonita, confortável, cimento bruto por fora, rosa por dentro, num bairro abandonado, “martellado” e esquecido pelas autoridades, estrada de chão, onde a patrola passa a cada aparição do cometa Halley, sem saneamento básico e castigada pela erosão&#8230; Porém, o local o agradava muito, estava feliz, gostava da vizinhança, do ambiente e da solidariedade que sempre é uma constante no povão dos bairros, pois lá não se tem os mesmos direitos da nobreza central que a cada instante é agraciada por novas melhorias&#8230;</p>
<p>E eis que um dia, desses que parecem ter uma nuvem de maus presságios, ao cobrar o aluguel, sempre pago em dia, a dona do imóvel dá uma notícia que nenhum inquilino gosta de receber: Deveria desocupar a casa num prazo máximo de trinta dias, pois precisaria ser ocupada por uma pessoa da família&#8230;</p>
<p>Triste, cabisbaixo e desolado, nosso sonhador de sonhos azuis parte a procura de uma nova residência para alugar, já que seu cadastro para a casa própria ainda não havia sido aprovado&#8230; Não foi preciso procurar muito, logo encontrou a casa a uma esquina de seu trabalho, azul, da cor de seu fusquinha, da cor de seus sonhos. Seria alugada a princípio, com grandes possibilidades de compra. Mais um sonho azul na vida de um sonhador de sonhos azuis&#8230;</p>
<p>Nosso sonhador “sem-teto” contratou então o caminhão e reuniu os amigos para ajudá-lo nesta missão. A equipe estava lá, na hora marcada, transportando os móveis para fora até que se deram conta de que faltava um pequeno detalhe: o caminhão&#8230; Já passavam sessenta minutos do combinado e nada do veículo aparecer na esquina. Não havia nenhuma explicação plausível para tal fato, até então não se tinha conhecimento de nenhum imprevisto, nem “jogo da seleção” que justificasse a ausência do transporte naquele momento tão importante e conturbado na vida de um sonhador de sonhos azuis&#8230;</p>
<p>Até que um de seus amigos, o menor em tamanho, mas com um enorme coração, liga para um conhecido que vem prontamente com uma caminhonete a fim de salvar nosso sonhador daquela angústia&#8230; Foram quatro viagens a bordo da D20 lotada de móveis que salvaram João daquela espera ansiosa com a mobilha a céu aberto&#8230;</p>
<p>O fato juntou gente, na maioria populares que não contribuem em nada, a não ser para aumentar a multidão de curiosos que sempre aparecem nos momentos hilários e angustiantes de nossa vida. Porém, sete deles arregaçaram as mangas e se bolearam no trabalho para ajudá-lo: eram seus amigos, convidados anteriormente para aquela missão. Sete é o número da plenitude, da perfeição&#8230; E uma amizade plena se comprova nos momentos mais difíceis da vida de um sonhador de sonhos azuis, cor do seu fusquinha, cor do céu, cor de sua casa nova&#8230; A casa dos sonhos do João dos Sonhos Azuis&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;"><strong>www.cacador.net</strong></span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;"><strong>www.portalcacador.com.br</strong></span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;" lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>Toc, Toc&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 02:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[sapatenis]]></category>
		<category><![CDATA[toctoc]]></category>

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		<description><![CDATA[    Depois de mais de uma década calçando só sapatos, resolvi mudar&#8230; inovar&#8230; arriscar&#8230; Saí em busca de um tênis, mas precisava ser barato, confortável, bonito, resistente e combinar comigo&#8230; Fiz um rastreamento por toda a avenida Barão do Rio Branco, dispensei uma tarde do meu precioso tempo para isso, acompanhado de minha companheira para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>   </p>
<p>Depois de mais de uma década calçando só sapatos, resolvi mudar&#8230; inovar&#8230; arriscar&#8230; Saí em busca de um tênis, mas precisava ser barato, confortável, bonito, resistente e combinar comigo&#8230;</p>
<p>Fiz um rastreamento por toda a avenida Barão do Rio Branco, dispensei uma tarde do meu precioso tempo para isso, acompanhado de minha companheira para todas as horas que me ajudou muito na decisão final&#8230; Provei todo tipo de tênis, de todos os modelos, várias cores e valores, de todas as marcas, com cadarço, com velcro, preto, branco, azul, cinza, marrom, vermelho, carijó, mestiço, de zebrinha, xadrez&#8230; Nenhum me agradou: Este não era confortável, aquele, muito caro, o outro não era bonito, outro ainda não me agradava no modelo, ou na cor&#8230; alguns preenchiam todos os requisitos menos um: o preço&#8230; Em todas as lojas procurava conter minha imensa vontade de provar um sapato, já que deste tipo de calçado não é difícil encontrar um que me agrade&#8230;</p>
<p>Quase a ponto de desistir, entrei numa dessas lojas populares que vivem “fincando fogo” nos estoques&#8230; É queima disso pra cá, queima total daquilo pra lá&#8230; Peraí!&#8230; Se for pra queimar, é melhor dar para alguém que precise. Pois seguindo a lógica do meu cérebro criativo, socialista e meio louco, se é necessário queimar algo a todo instante, é porque tem de sobra&#8230; E se sobra para alguns, certamente falta para outros&#8230; Mas não é bem assim. A realidade é muito mais cruel: Quem tem de sobra, não quer perder, ainda que seja obsoleto, mas quem não tem, deve esperar a boa vontade daqueles quem têm queimar os estoques e, mesmo assim, corre o risco de ficar sem, pois tudo depende daquilo que o capitalismo transformou no vilão do povo: o dinheiro&#8230;</p>
<p>Nesta loja que estava queimando tudo, entrei, meio “ressabiado”, com medo de pegar fogo também e provei alguns tênis&#8230; Um deles, finalmente parecia preencher todos os requisitos do meu gosto exigente e da minha namorada inovadora. Era preto com detalhes em cinza&#8230; Provei-o, andei um pouco no tapete mágico, contemplei-o no espelho próximo ao chão, caminhei mais um pouco&#8230; “Confortável, bonito e barato. A minha cara!&#8230; É esse mesmo! Embrulha que eu vou levar!”&#8230;</p>
<p>Aliviado, certo de ter feito um bom negócio e contente, saí pelas ruas da cidade expondo o logotipo da loja numa sacolinha branca com a caixa do meu novo tênis dentro, até encontrar meu branquelo 79 no estacionamento da catedral&#8230; O fusquinha levou este que vos escreve até sua residência oficial enquanto eu já não suportava a ansiedade que assolava minha alma para inaugurar meu novo calçado&#8230; Já me imaginava fazendo “Nhec!&#8230; Nhec!” com aquela sola de borracha macia nos corredores da escola, chamando a atenção para a novidade&#8230;</p>
<p>Mas, ao usá-lo oficialmente pela primeira vez longe do tapete mágico da loja, só se ouvia: Toc!&#8230; toc!&#8230; toc!&#8230; Ué?&#8230; Isso é um tênis com barulho de sapato!&#8230; Será que estou diante de um calçado com crise existencial?&#8230; Será que fui enganado pelo tapete mágico?&#8230; Ou serão as duas coisas ao mesmo tempo?&#8230; Só sei que a imagem era de um tênis, mas o áudio era de sapato&#8230; “Poxa vida!”&#8230; Pensava eu desolado ao subir as escadas do Wandão&#8230; “Será que fui iludido pelo consumismo outra vez?”</p>
<p>Meus pensamentos indignados foram interrompidos por um aluno no corredor que esclareceu todo o mistério:</p>
<p>“Olha! Que legal o sapatênis do professor!&#8230;”</p>
<p>Parece que, mesmo sem querer, comprei metade de um par de sapatos&#8230; Metade de mim continua o mesmo&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net"><span style="font-size: small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>A fé da minha infância</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 03:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Pe Zezinho SCJ]]></category>

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		<description><![CDATA[A lembrança mais remota que tenho em minha mente é de minha mãe fazendo um curativo em meu cotovelo, certamente fruto de alguma travessura, enquanto me ensinava a rezar o “Santo Anjo”. Eu não devia ter mais do que três anos&#8230; Daí para frente tive minha fé alimentada por minha mãe e pelas canções que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A lembrança mais remota que tenho em minha mente é de minha mãe fazendo um curativo em meu cotovelo, certamente fruto de alguma travessura, enquanto me ensinava a rezar o “Santo Anjo”. Eu não devia ter mais do que três anos&#8230; Daí para frente tive minha fé alimentada por minha mãe e pelas canções que falam das coisas de Deus, sobretudo a música do Padre Zezinho&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<div id="attachment_709" class="wp-caption aligncenter" style="width: 297px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PADRE-ZEZINHO-01.jpg"><img class="size-medium wp-image-709" title="PADRE ZEZINHO 01" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PADRE-ZEZINHO-01-287x300.jpg" alt="A fé da minha infância" width="287" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: fanzineepisodiocultural.blogspot.com/2010/04/...</p></div>
<p>Quem de nós, trintões e quarentões católicos não teve a infância e a juventude embalada pela música deste que foi um dos primeiros sacerdotes cantores do Brasil?&#8230; Padre Zezinho SCJ, resiste ao tempo, aos modismos, ao fogo de palha&#8230; Depois dele vieram muitos que tiveram um surto de fama, aparecendo em todos os canais de TV aberta e, do nada, desapareceram&#8230; Deixaram de ser notícia, deixaram de interessar para “a poderosa do Plim! Plim!”&#8230;</p>
<p>Ele porém, não é uma estrela pop, não se rende aos interesses capitalistas das grandes redes de mídia e das gravadoras&#8230; É um servo de Deus, canta para evangelizar. Seu encontro com o público é muito bem fundamentado, traz conselhos que nos ajudam a manter os valores mais sublimes, inclusive a família, espécie em extinção na contemporaneidade&#8230; Vendo alguns trechos de seus shows na Internet, percebe-se que não existe apenas “Glória e Aleluia”, não vemos só mãos erguidas batendo palmas e louvando o Senhor&#8230; Claro que Louvar o Criador é importante para nós, criaturas humanas e limitadas, porém se estas canções não nos levarem à ação, de nada adianta o louvor sem obras que ajudem a melhorar a vida de nossos semelhantes&#8230;</p>
<p>Cresci ouvindo a “Utopia” de uma família muito distante da minha realidade, mas como toda utopia, ainda tenho esperança de ser o progenitor de uma delas&#8230; Vi minha mãe chorar cada vez que ouvia “Maria de minha infância” lembrando de minha avó que morreu aos cinquenta e oito anos. Mamãe viveu dez anos a mais, hoje eu ou ouço a mesma canção e sinto a mesma saudade&#8230; Sentimentos que nunca se esquece e que nos dão forças para continuar, embalados por canções que nos fazem crescer e amadurecer na fé e nas atitudes, tornando o mundo ao nosso redor muito mais fraterno&#8230; Mas não bastam as palavras bonitas, é necessário que elas provoquem reações que levam a ações concretas para nós e para nossos irmãos&#8230;</p>
<p>No mundo conturbado em que vivemos, parece fácil ficar algumas horas por semana cantando e louvando ao Senhor, fazendo calo na língua e nos joelhos de tanto orar, tentando “converter” aqueles que acreditamos estarem desviados, desrespeitando o livre arbítrio enquanto o próprio Deus o respeita&#8230; É muito cômodo acreditarmos numa salvação imediata, nos milagres que muitas vezes não são tão reais quanto parecem, dando a ilusão de que nada depende de nosso esforço, Deus faz tudo por nós&#8230;</p>
<p>Outro dia assisti na TV a um programa de uma igreja qualquer que divulgava testemunhos de alguns fiéis. Todos diziam ter enriquecido depois de se converterem para aquela “placa”. A vida era uma droga, entregue ao álcool e outros vícios e, de repente, tudo se transforma e conseguem ter dinheiro sobrando&#8230; Ora, o que sobra para uns, faz falta para outros&#8230; A fé que aprendi desde a minha infância não consegue acreditar numa religião que prega a exploração do homem pelo homem, onde seus fiéis se regozijam mostrando carros novos e casas luxuosas, adquiridas depois da conversão, enquanto muitos de seus semelhantes permanecem na mais lastimável e desassistida miséria&#8230; Estou certo de que não podemos generalizar, pois na sua maioria, as Igrejas Cristãs fazem também seu trabalho de educação para a cidadania além do louvor, porém aquelas de fundo de quintal, continuam a explorar os fiéis enchendo de “graças” a conta bancária de poucos&#8230;</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/"><span style="font-size: small;">www.marciogoes.com.br</span></a></span></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="font-size: small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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		<title>A explosão da cobiça</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 23:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cobiça]]></category>
		<category><![CDATA[explosão]]></category>
		<category><![CDATA[ganância]]></category>

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		<description><![CDATA[    Eram cinco irmãos: uma mulher e quatro homens. Seus pais haviam morrido e eles herdaram uma grande propriedade, onde a progenitora viveu quase toda a sua vida depois de casada. Todos nasceram e se criaram naquelas terras que uniam a família nas datas especiais. Cada irmão tomou seu rumo e só o derradeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p>Eram cinco irmãos: uma mulher e quatro homens. Seus pais haviam morrido e eles herdaram uma grande propriedade, onde a progenitora viveu quase toda a sua vida depois de casada. Todos nasceram e se criaram naquelas terras que uniam a família nas datas especiais. Cada irmão tomou seu rumo e só o derradeiro ainda permanecia na casa até a morte de sua mãe. O pai, por sua vez já não vivia mais com eles ao falecer, fruto de uma separação depois de trinta anos de vida conjugal&#8230;</p>
<p>Mas, como sempre ocorre com os bens materiais, aquilo que era símbolo de união tornou-se motivo de desavenças e cobiça. A família unida deu lugar a um jogo de interesses mesquinhos&#8230; A terra que os unia, agora era de todos e de ninguém&#8230;</p>
<p>O primogênito, sensato e objetivo, tentava manter a calma e, mesmo de longe, aconselhava seus irmãos a continuarem cultivando a união. O segundo entregou-se ao álcool e às drogas, não tinha sequer consciência do que aquela propriedade significava para a família, mas entrava na briga só para ver o tumulto. A do meio, cultivava os sentimentos e a saudade que lhe corroía a alma, tentando buscar uma forma de conservar a história daquela família conturbada. O penúltimo só queria poder voltar à casa quando quisesse para lembrar das coisas que ali viveu, apesar de não ter aproveitado e contribuído para que as lembranças fossem totalmente agradáveis, tanto para ele, quanto para o restante da família. O mais novo tentava manter o controle e tomar atitudes sensatas a fim de não deixar a matéria sobressair aos valores espirituais, morais e éticos&#8230;</p>
<p>Vendo que o acordo entre os herdeiros estava cada vez mais distante da realidade, o mais novo resolve retirar-se daquele local para que não houvesse desigualdade de condições, mas as desavenças continuaram rondando aquele chão e a família continuou dividida. Entrou em contato com a do meio e chegaram a seguinte conclusão: “Já que é isso que divide a família, vamos destruir a casa, assim o mal acaba”&#8230; Organizaram um plano perfeito, compraram os explosivos e instalaram tudo conforme manda as normas de segurança para uma implosão&#8230;</p>
<p>O derradeiro ficou encarregado de acionar o botão e o fez sem pestanejar&#8230; Ele e sua irmã esperaram ansiosos dez segundos, vinte, trinta, um minuto&#8230; E nada&#8230; A razão de suas desavenças continuava intacta, nenhum ruído, nenhum tremor, nenhuma reação. A inércia física e moral continuava sendo uma constante naquele local&#8230; E agora?&#8230; Não funcionou!&#8230; Alguém precisa entrar lá para ver o que houve&#8230; Mas é arriscado, pode detonar tardiamente e acabar machucando, até matando alguém&#8230;</p>
<p>Sem hesitar, o caçula se prontificou a ir, a do meio não gostou da ideia, mas ele foi sem pensar nas consequências&#8230; O caminho do cordão de isolamento até o local dos explosivos foi triplicado por conta dos pensamentos que permearam sua mente: “O que estou fazendo? Os bens materiais são o que são: matéria. Não são tão essenciais quanto pensamos, não levaremos nada disso para o túmulo, nem para a vida eterna&#8230; Mas nem por isso temos o direito de destruí-los só por causa de interesses mesquinhos&#8230; O fato de não conseguirmos destruir esta casa é a prova de que tivemos uma segunda chance, não vou desperdiçá-la&#8230;”</p>
<p>Alguma coisa havia impedido a corrente de chegar até os detonadores e o caçula se encarregou de desconectar qualquer chance daquela explosão acontecer. Tudo foi desligado com suas próprias mãos. Ao voltar para a rua, como num milagre, encontra seus quatro irmãos unidos novamente em torno daquele monumento histórico da família, que depois disso, tornou-se moradia para outras pessoas que não tinham um teto, cumprindo assim sua obrigação social de abrigar a quem precisa de ajuda, atitude tomada pela progenitora durante todo o tempo em que viveu ali&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
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		<title>Mural</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 02:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>

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		<description><![CDATA[  A cada dia que passa, mais me surpreendo com a rotina escolar, por vezes, a surpresa não é muito agradável, mas esta semana vivi mais uma experiência marcante&#8230; Há dias que via duas colegas pintando o mural do rol de entrada do Wandão&#8230; Devagarinho as cores foram se destacando e revelando diferentes formas&#8230; Era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> </p>
<p>A cada dia que passa, mais me surpreendo com a rotina escolar, por vezes, a surpresa não é muito agradável, mas esta semana vivi mais uma experiência marcante&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-0121.jpg"><img class="aligncenter" title="Tayana" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-0121-300x246.jpg" alt="" width="300" height="246" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-011.jpg"><img class="size-medium wp-image-700  aligncenter" title="Tere" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-011-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Há dias que via duas colegas pintando o mural do rol de entrada do Wandão&#8230; Devagarinho as cores foram se destacando e revelando diferentes formas&#8230; Era possível notar um fundo verde-claro, algumas folhas verdes e flores brancas em ambas as extremidades&#8230;</p>
<p>Certo dia, ao entrar na escola encontro algumas letras rabiscadas a lápis por cima da tinta e no canto inferior direito, o nome do autor: Paulo Freire&#8230; Já fiquei antenado, pois, apesar de ser professor há quase dez anos, só agora tenho a oportunidade de conhecer melhor a obra deste que é considerado o maior educador brasileiro, apesar de ter sido reconhecido somente após desenvolver sua teoria no Guiné-Bissau, pois aqui não tinha credibilidade&#8230; Esta oportunidade sorriu para mim através de minha irmã que cursa o quarto ano de magistério&#8230;</p>
<p>A aula transcorreu normalmente, passou-se um dia letivo, e outro&#8230; Numa hora de folga, olho para o mural, agora quase pronto e, finalmente consigo ler a frase que já estava toda escrita: “Não se pode falar de educação sem amor”&#8230;</p>
<div id="attachment_701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-002.jpg"><img class="size-medium wp-image-701" title="PauloFreire" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/PCdoB04-002-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Mural da EEEB Wanda Krieges Gomes, Caçador, SC</p></div>
<p>Enquanto ainda contemplava aquela obra de arte, passa pela minha frente um menino, deveria ser de alguma turma que não dou aula. Ele também para por alguns segundos, lê o painel com atenção e fala as seguintes palavras: “Um dia, vai ter uma frase minha aí nesse mural”&#8230; Disse isso meio que divagando entre seus pensamentos, como quem tem a consciência de que ninguém ouviu e, na verdade, não era sua intenção ser ouvido, tratava-se de um grito interior&#8230; Era a alma querendo crescer e pedindo maior empenho do corpo&#8230;</p>
<p>Como me ocorre frequentemente, fiquei com este fato preenchendo minha mente criativa e viajante, confabulando, analisando e tentando saber o que se passa na cabeça de um adolescente que profere estas palavras para si como que se desafiando&#8230; A partir daí percebo o quanto a escola pode transformar a vida de uma pessoa e nós, professores, temos em mãos a maior fortuna da humanidade: o conhecimento que somado com a força de vontade e determinação de alunos e professores pode render muitos bons frutos&#8230;</p>
<p>Espero, sinceramente ver uma frase deste aluno num mural de escola, surtindo tanto efeito quanto esta, apesar de não saber seu nome, qual sua sala, se produz bons textos, se gosta de estudar, se sua família é bem, ou mal estruturada&#8230; Não sei nada sobre este figurante que virou protagonista de meu texto, só sei que se trata de um futuro escritor em potencial, despertado por uma frase que fala da importância de se humanizar a escola&#8230; Algo simples, pintado com tinta guache no mural que antes só servia para inflamar a poluição visual com avisos que nem sempre chamam a devida atenção&#8230;</p>
<p>Um dia, também eu sonhei ser um escritor, tive muito apoio de meus professores, sobretudo na graduação e aqui estou, digitando estas palavras que acabam de ser lidas por você, esperando que, também elas o façam refletir, formar opinião e produzir bons frutos&#8230; Portanto, está na hora de criarmos algo novo, menos maçante e mais proveitoso nas escolas&#8230; Já passou o tempo da cara feia e das filas indianas&#8230; Já não é possível educar com aquelas provas de decorebas, que só provam o quanto somos tolos ensinando um monte de regras e fórmulas inúteis na vida prática ou para o crescimento pessoal de nossos estudantes&#8230;</p>
<p>Está mais do que na hora de despertarmos para o fato de que não trabalhamos com seres inferiores, e sim com seres humanos, nossos semelhantes, que têm um gênio adormecido só esperando por alguém que o desperte&#8230; Porém, antes de despertarmos o gênio de outrem, é necessário acordar o nosso&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><strong>www.marciogoes.com.br</strong></span></p>
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		<title>A solidão do álcool gel</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 02:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[álcool gel]]></category>
		<category><![CDATA[gripe]]></category>
		<category><![CDATA[H1N1]]></category>

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		<description><![CDATA[    A solidão é o pior dos sentimentos&#8230; Assola a alma e o coração de qualquer ser humano, ou não, animado, ou inanimado, ativo, ou inerte, útil, ou inútil&#8230; Em agosto do ano passado, vivenciei a extrema valorização de um produto quase em desuso por pessoas normais&#8230; O tal do álcool gel. Todo mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/CRISE-FINANCEIRA-GRIPE.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-694" title="CRISE-FINANCEIRA-GRIPE" src="http://www.marciogoes.com.br/wp-content/CRISE-FINANCEIRA-GRIPE-300x220.jpg" alt="" width="300" height="220" /></a></p>
<p>A solidão é o pior dos sentimentos&#8230; Assola a alma e o coração de qualquer ser humano, ou não, animado, ou inanimado, ativo, ou inerte, útil, ou inútil&#8230;</p>
<p>Em agosto do ano passado, vivenciei a extrema valorização de um produto quase em desuso por pessoas normais&#8230; O tal do álcool gel. Todo mundo tratou de se prevenir e adquirir seu potinho para fazer a higienização das mãos, por conta do tal H1N1. Dispensaram-se as aulas, proibiram-se os abraços e aglomerações em locais fechados, difundiu-se, mais do que nunca, a importância da higiene pessoal para nós e para as pessoas que nos rodeiam&#8230; E durante todo este tempo e em todos os lugares, lá estava ele: o álcool gel, seja em potinho, um frasco parafusado na parede, ou em embalagens menores que cabem no bolso e na bolsa&#8230;</p>
<p>Passado o perigo, voltamos a nos abraçar, nos aglomerar, espirrar e tossir sem medo&#8230; E o pobre do miserável do álcool gel foi esquecido, abandonado, deixado de lado&#8230; Já não tem mais tanta importância, já não vale mais a pena aderir a prevenção e a higiene&#8230;</p>
<p>Pobre álcool gel! Agora é só mais um artigo abandonado nas prateleiras das farmácias e supermercados&#8230; De vez em quando lembrado e visitado pelo espanador&#8230; Às vezes, alguém o pega na mão, sente o calor humano momentaneamente, mas é subitamente devolvido, pois existem outros artigos de maior importância a serem comprados&#8230; Não existe mais perigo, não é mais importante usá-lo na limpeza das mãos&#8230;</p>
<p>Mas o perigo está prestes a voltar, por isso já fui vacinado, passei um dia amuado, com sono por conta da reação que, segundo o que se divulga, é leve&#8230; Sendo assim, não quero conhecer a reação pesada, já que não conseguia manter meus olhos abertos durante os dois dias fatídicos seguintes à agulhada no glúteo&#8230; Mas valeu a pena&#8230; Estou imune, não corro mais o risco de ser contaminado pelo vírus da gripe suína que, na verdade, não tem nada a ver com porco&#8230; Aliás, o nome faz sentido, já que um dos fatores de risco é a falta de higiene e, teoricamente a metáfora faz sentido&#8230;</p>
<p>Porém, sou ultra-prevenido e já providenciei álcool gel a fim de imunizar também as pessoas ao meu redor numa possível volta do vírus&#8230; Mas eu sozinho não posso garantir a sobrevivência da espécie dos “álcool-gelicus”, portanto, quero conclamar a todos para me ajudarem a livrar da extinção esta importante espécie criada pelos cientistas, da mesma forma que foi criada, acidentalmente ou não, a própria influenza A, o HIV e tantas outras doenças do mundo moderno&#8230;</p>
<p>Por favor, não deixem o pobre potinho perecer&#8230; Será que ninguém se comove ao ver o miseravinho abandonado num canto escuro das lojas, supermercados e repartições públicas?&#8230; Será que ninguém vai acordar para a importância de salvar o álcool gel da extinção?</p>
<p>Será que vamos nos render novamente ao sistema que diz que tudo o que cai em desuso deve ser descartado?&#8230; Isso se faz com objetos, animais e até seres humanos, por conta de atos desumanos dos seus semelhantes que se julgam melhores só porque têm mais dinheiro ou detêm os meios de produção&#8230;</p>
<p>Parece estranho, mas não é&#8230; Tudo o que não serve aos poderosos deve cair na obsolescência&#8230; é natural que isso aconteça também com o pobrezinho do álcool gel&#8230;</p>
<p>Mas ele voltará, assim que os “grandes” acharem necessário&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.marciogoes.com.br/"><span style="font-size: xx-small;">www.marciogoes.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cacador.net/"><span style="font-size: xx-small;">www.cacador.net</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.portalcacador.com.br/"><span style="font-size: xx-small;">www.portalcacador.com.br</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: right;" lang="pt-BR"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Jornal Informe – O diário Regional</strong></span></span></p>
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