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	<title>Márcio Goes &#187; Caçador</title>
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	<description>Crônicas sobre Educação, Política, Literatura Etc e tal</description>
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		<title>Torneira relapsa</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:23:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/torneira-relapsa.html' addthis:title='Torneira relapsa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Seja bem-vindo ao meu modesto lar. Ainda não é meu de verdade&#8230; Busco um financiamento para a casa própria&#8230; Mas aqui você encontrará muito calor humano. Pode não ser a casa mais organizada que deve ter visitado, mas sempre tem um bom lugar reservado aos amigos e pessoas de bem&#8230; Já na entrada, encontrará [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/torneira-relapsa.html' addthis:title='Torneira relapsa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Seja bem-vindo ao meu modesto lar. Ainda não é meu de verdade&#8230; Busco um financiamento para a casa própria&#8230; Mas aqui você encontrará muito calor humano. Pode não ser a casa mais organizada que deve ter visitado, mas sempre tem um bom lugar reservado aos amigos e pessoas de bem&#8230;</p>
<p>Já na entrada, encontrará dois seres mais humanos que muitos homo sapiens desumanizados. Meus grandes amigos: um labrador e outro vira-latas que, apesar de terem valores diferentemente estipulados pelo capitalismo selvagem, ocupam lugares idênticos em meu coração, entre nós circula o amor verdadeiro, sem pretensões, sem cobranças, sem limites&#8230; Vez por outra, visto uma roupa sujável e dou um banho em minha alma ao rolar no piso com eles. Meus companheiros ficam felizes e eu também, aliviamos as tensões, eles abanam o rabo e eu alargo o sorriso de orelha a orelha. Às vezes, a namorada mais maravilhosa do mundo chega de supetão e não pensa duas vezes antes de entrar na brincadeira e provar também da sensação de que não é preciso riquezas materiais para o enriquecimento da alma&#8230; Mas peço perdão, neste momento em particular, pelo canil um tanto sujo. Mesmo os melhores amigos do homem produzem dejetos&#8230; A parte sólida foi possível juntar, mas o líquido evaporou e deixou apenas o odor que se reforça nas tardes ensolaradas de verão&#8230;</p>
<p>Depois de passar pela prova de resistência canina, fique a vontade para entrar num lar feliz. Não tire o calçado. Entre, puxe uma cadeira e sente-se. Sinta-se confortável e, por favor, não olhe para a pia, pois toda a louça do café da manhã e do almoço ainda está por lavar&#8230; De onde está sentado, é possível visualizar a lavanderia improvisada anexo à cozinha, lá se vê uma montanha de roupas esperando para serem lavadas. Por gentileza, não repare&#8230;</p>
<p>Se precisar usar o banheiro, por favor, evite fazer o número dois, pois não se pode dar descarga temporariamente e as mãos não poderão ser lavadas&#8230; Não pense que sou relaxado, relapso, ou não tenho asseio pessoal. Minha humilde residência sempre foi muito bem cuidada para que eu e meus visitantes pudéssemos nos sentir bem, confortáveis, com sensação de leveza e limpeza. Mas há dias não é possível, pela constante falta de água&#8230; Sim! O líquido precioso é raro pelas bandas do Martello, mais precisamente no loteamento Morada do Sol. Nunca sabemos se podemos iniciar o banho essencial e diário, sem sermos surpreendidos com o enfraquecimento do chuveiro e a consequente interrupção do processo&#8230; Se deixo para lavar o canil depois, posso não obter resposta alguma ao abrir a torneira&#8230; Após o café, não tinha água, foi assim durante toda a manhã. Após o almoço, mesma situação. A louça ainda espera ser lavada e agora, não existe água potável nem mesmo para oferecer-lhe um cafezinho passado na hora, ou um chimarrão para compartilharmos, na cuia e na bomba, esperanças e temores&#8230; A máquina de lavar roupas também  não consegue cumprir seu papel se não tiver uma ajuda líquida inodora, sem sabor e incolor&#8230;</p>
<p>Amigo visitante, esta situação já se arrasta há meses&#8230; “Estamos fazendo manutenção”, dizem os responsáveis para justificar as constantes interrupções no abastecimento&#8230; Me parece um tanto demorada a tal manutenção, pois moro aqui há cinco meses e a falta de água é constante&#8230; Final do ano passado, compareci a duas solenidades de formatura de ensino médio, numa delas exerci o papel de mestre de cerimônias, na outra, compuseram a mesa de honra as autoridades que contribuem para esta situação humilhante. Em ambas, tive que vestir o terno sobre o banho do dia anterior e deixar a barba por fazer&#8230;
<p>E o pior de tudo é que, a cobrança da tarifa é a mesma. Pagamos pelo vento na torneira, pagamos pelo odor de um canil não higienizado, pagamos pelo spray de ar sobre os cabelos quando tentamos tomar um banho descente. Pagamos pelo descaso dispensado aos moradores dos bairros mais afastados do centro financeiro e comercial, luxuoso, capitalista, chique, privilegiado&#8230; Afinal a elite não pode sofrer a falta do líquido precioso. A ela é permitido esbanjar e o meio ambiente que “sifo”&#8230;</p><p style="float: left;"><script type="text/javascript"><!--
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<p>Nossa conta está lá todo mês. Se usamos demais, pagamos mais, se usamos de menos, a taxa não diminui. Não me parece justo pagarmos a mesma taxa por um fornecimento pela metade. Não me parece legítimo sofrermos constantes danos morais e higiênicos, e ainda pagarmos por isso. Não me parece nada legal sermos obrigados a adivinhar os momentos certos para tomar banho, lavar roupa, louça, ou mesmo fazer as refeições&#8230; Não é nada agradável vermos tantas campanhas pela preservação dos recursos naturais, pela economia sustentável, pela coleta seletiva do lixo e, principalmente pelo uso consciente da água, se aqueles que coordenam o processo não têm consciência da importância deste líquido precioso para a vida de todos os seres humanos, sejam eles ricos, ou pobres, do centro, ou da periferia&#8230; Todos precisamos e temos direito à água potável. Nem todos a temos o suficiente para as necessidades básicas diárias, mas todos pagamos como se a tivesse&#8230;</p>
<p>Mas o capitalismo desumano é assim, tira de quem não tem e dá para quem já não sabe onde acumular. Defende a ilegalidade de quem deveria lutar pelo cumprimento da lei e condena sempre o indefeso&#8230; Dá poder a quem já é poderoso e tira os direitos de quem já não os tem&#8230;</p>
<p>Parece que o líquido precioso só está sendo fornecido abundantemente para quem já é nobre&#8230; E o pobre? Que vá tomar banho de rio!&#8230; Ainda assim poderá ser condenado por poluir a água que, depois de tratada, será vergonhosamente negada a ele nas torneiras da vida&#8230;</p>
<p>Márcio Roberto Goes</p>
<p><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></p>
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		<title>Nostalgia radiofônica</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 11:50:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio caçanjurê]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/nostalgia-radiofonica.html' addthis:title='Nostalgia radiofônica '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Por conta da divulgação do meu romance de folhetim visitei, esta semana, os estúdios da Rádio Caçanjurê AM e da 92 FM&#8230; A recepção de cara nova, a sala do chefe, agora reciclada, onde no dia nove de setembro de mil novecentos e noventa e seis, às onze horas da manhã, eu recebi a triste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/nostalgia-radiofonica.html' addthis:title='Nostalgia radiofônica '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Por conta da divulgação do meu romance de folhetim visitei, esta semana, os estúdios da Rádio <a title="Rádio Caçanjurê AM" href="http://rbvradios.inf.br/am1110/index.php" target="_blank">Caçanjurê AM </a>e da <a title="Rádio 92 FM, Caçador, SC" href="http://rbvradios.inf.br/fm929/2012/" target="_blank">92 FM&#8230;</a></p>
<p>A recepção de cara nova, a sala do chefe, agora reciclada, onde no dia nove de setembro de mil novecentos e noventa e seis, às onze horas da manhã, eu recebi a triste notícia da minha demissão, a nova sala da chefe, outrora um depósito, a manutenção, o atual departamento de jornalismo&#8230; A antiga sala do mestre Joair dos Santos Lima, apesar de um pouco diferente, permanece lá a espera do jornalista mor de Caçador. A impressão que dá é que ele logo volta, vai sentar naquela cadeira, ajeitar os bigodes e fazer jornalismo na velha máquina de escrever&#8230; Voltei no tempo, eu era sonoplasta do jornal, rodava as entrevistas num rolo de fita gigantesco que, às vezes apanhava e distorcia a voz do entrevistado, via através do aquário o seu Joair se segurando pra não rir&#8230; Hoje, o entrevistado sou eu e minha voz é fielmente captada por um aparelho minúsculo nas mãos da comadre Rita Martini, que começou a carreira um pouco antes de mim e ainda permanece lá, com Denilson Araújo, Luiz Roberto Damaceno, contundido, a Anne que sinto não conseguir escrever corretamente seu sobrenome, o Flavinho e, é claro, a Tia Ita que me recebeu com a hospitalidade de sempre e me levou conhecer as novas instalações das emissoras de rádio caçadorenses&#8230;</p>
<p>Na sequência, não tive como deixar de parar na discoteca, repleta de vinil em desuso e, quem diria, cheia de CDs também obsoletos. Novamente, minha criatividade nostálgica desenhou em meu cérebro a imagem daquele operador de som, apelidado por um dos locutores de Garibaldo,  perdido no meio dos bolachões, segurando o disco com a mão até que o locutor anunciasse a música e a agulha, que já estava no ponto, pudesse transitar livremente sobre a superfície do vinil e levasse ao ar o pedido do ouvinte&#8230; Isso até enroscar e o sonoplasta ter que dar uma sopradinha de leve na agulha para que ela pulasse o furo&#8230; Quantas vezes o sopro era mais forte que o necessário e a agulha ia parar na última faixa, obrigando o operador a abrir o microfone e o locutor a improvisar diante da situação quase constrangedora&#8230;</p>
<p>Paramos no estúdio da 92 FM: Tudo diferente, um locutor diante de um computador, cujo monitor de LCD é fixado na parede. Tudo programável, tudo agilizável. Dá até tempo de bater um papinho com a visita, o bloco de comerciais é programado automaticamente. Tem até uma câmera que transmite as imagens em tempo real pela internet&#8230; Me senti no BBB&#8230; Deus me livre! Sem falar na porta de vidro, que deu um designer todo moderno para a emissora&#8230;</p>
<p>E a Caçanjurê? Meu ganha-pão durante três anos de minha vida&#8230; Não está mais lá. Agora, de um lado do aquário, é CPA (centro de produções de áudio), do outro é estúdio reserva&#8230; Retrocesso de tempo em minha mente de novo: Lá estava eu, dez quilos mais magro e catorze anos mais moço, fones nos ouvidos, microfone a frente na mesa redonda, acordando o povo com o “Cheiro de Terra” e tomando chimarrão com o pessoal no Entardecer na Querência. Durante mais de dois anos conversei com os ouvintes dentro de um estúdio isolado acusticamente, tendo um sonoplasta do outro lado do vidro como companhia&#8230; Às vezes, era necessário assumir a técnica também, levava o microfone para o outro lado do aquário e fazia tudo sozinho. Os comerciais eram rodados em três cartucheiras. Os cartuchos utilizados eram de fita K7 que enrolava e desenrolava no mesmo rolo, parando com um bip, que às vezes, vazava no ar, armazenados em uma torre rotatória ao lado da mesa de som. Cada comercial, ou vinheta ocupava um cartucho, portanto, o sonoplasta precisava dar o play em cada comercial separadamente. Um servição que era cumprido agilmente a cada trinta segundos. Por vezes, estava no ar, sozinho, enquanto falava com o povo, puxava um cartucho para a próxima vinheta e sem perceber, a torre toda vinha abaixo. Quem ouvia em casa devia pensar que estava desmoronando a rádio, tamanha era a barulheira&#8230; Mas o ruído maior era a mijada do chefe depois&#8230;</p>
<p>E onde era o CPA, agora funciona o estúdio da Caçanjurê. Lá encontrei meu amigo Flávio Henrique, solitário, sendo ouvido pela cidade inteira. A tecnologia não precisa mais do trabalho do operador&#8230; Tudo me pareceu diferente, novo e de uma estranheza que nos faz pensar o quanto a humanidade evolui sem perceber&#8230; Flavinho está no ar, é o show da manhã&#8230; Sem aviso prévio me chama para bater um papo ao vivo&#8230; Apesar de um pouco enferrujado, consigo dar meu recado&#8230; É preciso muito talento para falar na latinha sem saber quem está ouvindo do outro lado&#8230; Ser radialista é amar a solidão que reúne multidões, é preciso isolar-se fisicamente do mundo ao seu redor para que o resto da população tenha acesso a ele, se torna necessário abdicar a própria liberdade, momentaneamente para que seus ouvintes sejam livres para analisar as informações audíveis através dos amplificadores. É essencial renunciar ao direito de ir e vir, para que sua voz ecoe em todos os cantos da cidade e penetre nos mais diversos e longínquos lares, ganhando também o mundo através da Internet&#8230; Este radialista meia boca que vos escreve tomou outros rumos. Sou imensamente feliz como professor e escritor. Mas, confesso, naquele momento me deu um nó na garganta, uma saudade gigantesca e uma imensurável contrição por não fazer mais parte do mundo fascinante da radiodifusão&#8230;</p>
<p>Mas eu não poderia deixar o recinto sem antes relembrar o cafezinho da tia Ita. As xícaras ainda são as mesmas, o cafezinho continua saboroso e a hospitalidade não se corrompeu com o passar do tempo&#8230;</p>
<p>A Rádio Caçanjurê é patrimônio histórico de nossa querida Caçador, a história dela se confunde com a história de muitos caçadorenses, incluindo este que vos escreve, cujos olhos avermelham-se neste momento e as lágrimas teimam em escorrer pelo rosto, numa homenagem passional e nostálgica deste que, por três anos, fez parte de sua equipe&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a><br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></p>
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		<title>Palavras que provocam</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 23:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/palavras-que-provocam.html' addthis:title='Palavras que provocam '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Depois de “O grande condutor”, lá se vão seis anos de publicações semanais nos jornais impressos e sites de notícias caçadorenses, além do meu blog&#8230; Por conta disso, nunca ganhei dinheiro, só o reconhecimento do público em inúmeros e-mails, mensagens, recados e até conversas ao vivo, nas ruas, supermercados e comércio em geral, além, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2012/01/palavras-que-provocam.html' addthis:title='Palavras que provocam '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Depois de “O grande condutor”, lá se vão seis anos de publicações semanais nos jornais impressos e sites de notícias caçadorenses, além do meu blog&#8230; Por conta disso, nunca ganhei dinheiro, só o reconhecimento do público em inúmeros e-mails, mensagens, recados e até conversas ao vivo, nas ruas, supermercados e comércio em geral, além, é claro dos maravilhosos testemunhos de meus alunos&#8230;</p>
<p>Quando sou derrubado pelo abraço de um estudante, isso se transforma em crônica e o protagonista da cena fica perplexo ao ver seu nome publicado no texto deste que vos escreve, estou sendo recompensado pela minha obra&#8230; Quando uma aluna chora ao ler “As hortênsias” e, a partir do texto, toma uma nova postura de vida diante de sua mãe, sinto-me honrado em saber que minhas palavras ajudaram a mudar a vida de uma adolescente&#8230; Da mesma forma, me sinto feliz ao ver que, uma ex aluna, estagiária do curso de Letras, ao trabalhar crônicas em uma aula cedida por mim, lê para os alunos e se emociona com as palavras do “Porco com batatas”&#8230;</p>
<p>Também sinto-me realizado ao ver que, minhas palavras de protesto surtem efeito, ainda que discreto, mesmo quando, ironicamente, não tenho “nada a declarar”, fato que custou o cancelamento da parceria com o jornal impresso&#8230; Apesar de ser penalizado, algumas vezes, ainda assim meu coração me diz para não parar de emprestar a voz aos injustiçados&#8230;</p>
<p>Nestes seis anos, aprendi que as palavras têm força e sempre provocam uma reação, seja ela negativa, ou positiva. Em qualquer dos casos, é gratificante ser causa da inquietação que quebra a inércia do conformismo&#8230;</p>
<p>Ao dizer que a nossa educação é de vitrine, os manequins se puseram contra&#8230; Ao colocar-me metaforicamente na cadeira do dragão, os carrascos se posicionaram na defensiva&#8230; Ao reclamar quando chamado de vadio por alguém que dependeu de nossa classe para ser o que é, reclamava em nome de todo o professorado que sofria e sofre todos os tipos de discriminação e, por vezes não é respeitado nem mesmo como ser humano&#8230; Por fim, ao descrever a “Escola dos meus sonhos”, recebo inúmeras manifestações em favor de minhas ideias, o que prova que este sonho não é só meu&#8230; Porém os manequins querem manter a vitrine e os carrascos continuar pondo o professor na cadeira do dragão, para que ele confesse o que não fez, ou simplesmente relaxe e feche os olhos para a realidade, anestesiando-se e esquecendo a luta por melhores condições do magistério público&#8230; Enfim, querem nos fazer acreditar nos sonhos capitalistas e corruptos das autoridades em detrimento aos nossos&#8230;</p>
<p>Apesar de tudo, o bom mesmo, é fazer protesto rindo: Muitas pessoas, até hoje me falam da “Bolacha recheada”, do “Psicólogo de ratos”, da “Batata assassina”, dos já esquecidos “Buracossaulos Rex”, da distração diante do cortejo fúnebre, ou das vassourinhas encantadas que se desencantaram ao se deparar com uma escola pública.</p>
<p>Portanto, as publicações destes seis anos se confundem com minha própria vida, já que a crônica é subjetiva e, como tal, depende muito da vivência de quem escreve&#8230; Tentaram e tentam a cada dia calar minha voz cada vez que minhas palavras não agradam aos poderosos&#8230; Eles esquecem que o poder deles só é realidade porque foi emanado do povo (pelo menos é o que diz a constituição federal)&#8230; Mas “não dá nada”, como dizia minha mãe: “Deus tem mais pra dar do que o encardido pra tirar”&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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		<title>“Caba não, mundão!”</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 18:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[fim do mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/%e2%80%9ccaba-nao-mundao%e2%80%9d.html' addthis:title='“Caba não, mundão!” '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Em 2011 consegui, novos amigos, novos inimigos, resgatei antigos amigos, perdi grandes amizades&#8230; Conheci novos alunos, outros terminaram sua jornada na escola pública, agora vão em busca de sucesso e realização na universidade, curso técnico, ou mesmo fora dos bancos escolares&#8230; Tive a experiência de trabalhar, pela primeira vez, na rede particular por quatro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/%e2%80%9ccaba-nao-mundao%e2%80%9d.html' addthis:title='“Caba não, mundão!” '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Em 2011 consegui, novos amigos, novos inimigos, resgatei antigos amigos, perdi grandes amizades&#8230; Conheci novos alunos, outros terminaram sua jornada na escola pública, agora vão em busca de sucesso e realização na universidade, curso técnico, ou mesmo fora dos bancos escolares&#8230; Tive a experiência de trabalhar, pela primeira vez, na rede particular por quatro meses&#8230; Depois de catorze anos, tive um registro na carteira de trabalho, pedi demissão, fui, voltei, lutei, perdi, venci, abandonei o barco, o barco me abandonou&#8230; Pela primeira vez gozei uma licença prêmio de três meses, apesar de não ter me desligado totalmente da escola. (Um apaixonado não se afasta facilmente de sua paixão)&#8230;<br />
Neste ano que ora termina, mudei conceitos, estado civil, visual, vestimenta&#8230; Usei mais bermuda e chinelo, menos terno e gravata. Tomei decisões que marcaram minha vida positiva, ou negativamente Fiz aquilo que meu coração mandava e, por vezes calei a voz dos sentimentos&#8230; Lutei por ideais antigos, descobri novos ideais e novos parceiros na luta&#8230; Aprendi a amar mais meus alunos como seres humanos, apesar das acusações ao meu redor dizerem que não devo proceder assim&#8230;<br />
Sempre gostei de cachorros, tive alguns este ano: o Gerúndio, uma bolinha branca e peluda, mistura de pinscher com poodle que virou Duque ao ser doado a uma pessoa que não conseguia pronunciar seu nome&#8230; O Bilu, quarto da dinastia, que viveu somente trinta e dois dias e o Bilu quinto, nascido em primeiro de maio, que permanece vivo, hiperativo e bagunceiro, alegrando minha residência oficial das quatro estações, destruindo sofás e vassouras: Um animalzinho esquisito, sem raça definida, oitenta por cento focinho e rabo, rebaixado nas quatro patas, amado por mim e pelas pessoas que frequentam minha modesta casa&#8230;<br />
Nunca comprei um cão, sempre adotei, ou ganhei&#8230; Aliás, o mercenário que resolveu estipular preço à vida de um animalzinho, se esquece do detalhe que ele e todos nós também somos animais e nossas vidas não têm preço, nem valores diferentes só por causa da raça, ou cor&#8230; Portanto, um cão não pode valer mais que outro só por causa das divisões da espécie, ou da aparência&#8230; Meus cães sempre foram de porte pequeno, ou médio. Nunca gostei de cachorros grandes&#8230; Mudei completamente meu conceito ao conhecer o Simba, um labrador que, em pé, alcança minha altura, presente do meu sobrinho querido que hoje faz companhia a mim e ao Bilu Quinto, tornando minha vida mais humana ao perceber que um quadrúpede de mais de cinquenta quilos também é um ótimo amigo, que gosta de troca de carinhos e faz festa com minha presença&#8230; Escrevo estas palavras com o Simba deitado nos meu pés e o Bilu ao meu lado, no sofá, ressonando, dormindo tranquilamente&#8230; Ambos protegendo e com a certeza de estarem sendo protegidos&#8230;<br />
Em 2011, ganhei, além do Simba, muitos presentes significativos:<a title="Um novo presente velho" href="http://www.marciogoes.com.br/2011/08/um-novo-presente-velho.html" target="_blank"> Uma máquina de escrever </a>que me deixou fascinado e saudoso, várias canetas, uma bombacha para acompanhar a “Xuxinha” numa vaneira faceira, um gravador do tempo da fita K7, um kit churrasco na rifa do terceirão, perfumes, livros, além de tantos outros mimos ao decorrer do ano&#8230; Aprendi que as coisas não precisam ser novas para serem boas&#8230;<br />
No ano que se finda, mudei muitas coisas: Troquei de automóvel, de banco, mudei de jornal impresso e acabei ficando sem espaço nos folhetins, troquei de operadora de celular, de endereço, de móveis, saí e voltei ao Martello, perdi e descobri  o amor, perdi tudo, recuperei quase tudo e percebi que é possível viver com muito menos do que se almeja, principalmente no quesito bens materiais&#8230; Fui ao vale e voltei ao pico&#8230;<br />
Descobri que sendo eu mesmo e me aceitando assim, as pessoas ao meu redor também se sentirão confortáveis com minha presença e que tendo alguém ao meu lado, olhando para a mesma direção, o caminho se torna infinitamente mais agradável, mesmo quando atravessamos os pedregulhos&#8230; Percebi que a maturidade não depende dos cabelos brancos e sim da mente e do coração de quem ama&#8230;<br />
Tenho mais de três décadas de vida e, neste tempo o mundo já acabou incontáveis vezes na mente e nas previsões de pessoas que parecem não ter mais o que fazer. Agora me dizem que em 2012 o mundo vai acabar de novo&#8230; Não é possível!&#8230; Tantas vitórias, tantas conquistas, tantas descobertas em três décadas e meia de existência tanta coisa ruim terminando sua existência, tanta coisa boa aflorando e se enraizando em minha vida&#8230; Preciso curtir meu cães, aproveitar minhas descobertas e conquistas, passar pela experiência do tão falado ensino médio integral que até agora é uma incógnita&#8230; Preciso continuar interagindo com as pessoas evoluindo com elas e ajudando-as a evoluir. Necessito continuar no melhor lugar para se conhecer pessoas: a sala de aula&#8230; Quero abraçar mais, trocar mais experiências, fazer novas amizades e regar, diuturnamente, as antigas&#8230;  Preciso viver intensamente o amor verdadeiro e despretensioso&#8230; Portanto, “caba não mundão”!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes<br />
<a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a><br />
<a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1010&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Meu epitáfio 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 03:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[epitáfio]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/meu-epitafio-2011.html' addthis:title='Meu epitáfio 2011 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>(Parafraseando Sérgio Brito -Titãs) Devia ter deixado de ser quem não sou&#8230;. Devia ter feito aquilo que meu coração mandou&#8230; Devia não ter sido aquela pessoa que os outros queriam&#8230; Devia ter sido aquela pessoa que eu queria&#8230; Devia querer ser aquela pessoa que sou&#8230; Devia lutar para que os outros quisessem que eu fosse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/meu-epitafio-2011.html' addthis:title='Meu epitáfio 2011 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>(Parafraseando Sérgio Brito -Titãs)</p>
<p>Devia ter deixado de ser quem não sou&#8230;. Devia ter feito aquilo que meu coração mandou&#8230; Devia não ter sido aquela pessoa que os outros queriam&#8230; Devia ter sido aquela pessoa que eu queria&#8230; Devia querer ser aquela pessoa que sou&#8230; Devia lutar para que os outros quisessem que eu fosse aquilo que sou&#8230; Devia ter lutado para que as pessoas ao meu redor quisessem ser aquilo que são, não o que os outros quiseram&#8230; Mas não fui, mas não sou&#8230; Ou será que fui?&#8230; Ou será que sou?&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter sido aquele professor que sempre fui&#8230; Devia ter sido aquele escritor que sempre fui&#8230; Devia ter sido aquele amigo, irmão, companheiro, palhaço que sempre fui&#8230; Devia ter acreditado mais nos elogios e menos nas críticas&#8230; Devia ter sido aquele “amigo certo nas horas incertas”, ou o amigo incerto nas horas certas&#8230; Devia ter prometido menos e cumprido mais&#8230; Não devia ter esquecido aquele almoço na prima, aquela janta no melhor amigo, o nome daquela pessoa querida&#8230; Não devia ter acordado tão tarde aquele dia&#8230; Devia ter dormido mais cedo aquela noite&#8230; Naquele fim de semana, deveria ter dormido mais tarde e acordado mais cedo&#8230; Devia ter construído mais pontes e menos muros nas relações humanas ao meu redor&#8230; Devia ter sido canal de união, nunca de discórdia&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queria ter feito mais por aqueles que fizeram tanto por mim&#8230; Queria ter tempo e condições para exercitar mais a gratidão&#8230; Queria ter valorizado mais as coisas simples da vida: os presentes simples e singelos, as palavras simples e transformadoras, as atitudes simples que se agigantavam nas intenções, as coisas, os alimentos e as roupas simples que nos tornam mais nobres a cada dia, mais humanos e divinos, mais felizes e inquietos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queria ter promovido a paz, porém, queria ter tumultuado mais a fim de que se fizesse justiça&#8230; Não queria ter me calado diante daquelas injustiças contra mim e contra os colegas&#8230; Não queria ter sido tão submisso&#8230; Não queria ter deixado aquela pessoa levantar a voz contra mim sem resposta a altura da minha parte&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter sido um oponente a altura do opressor&#8230; Devia ter desmascarado o tirano&#8230; Devia ter saído daquele local muito antes. Ou será que deveria ter ficado e mantido a luta?&#8230; Devia ter antecipado a felicidade e retardado o desânimo&#8230; devia ter lutado por uma educação democrática&#8230; Não devia ter abandonado o barco tão cedo&#8230; Não devia ter me rendido ao condicionamento enraizado que não deixa o lado humano fluir naquela escola&#8230; Não devia ter desviado do caminho correto só porque os outros e os gestores gostam de mascarar o caminho errado&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter feito mais&#8230; Devia ter sido mais rebelde e menos dócil, mais transformador, protagonista da minha própria história&#8230; Devia ter ouvido mais os amigos de verdade e menos os traíras&#8230; Devia ter amado antes e com mais intensidade, odiado menos e em doses homeopáticas&#8230; Devia ter dito aquelas verdades com mais convicção e me calado na hora reservada ao silêncio que incomoda os injustos&#8230; Devia ter sido mais mestre e menos dador de aulas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter lido mais e visto menos TV&#8230; Devia ter atualizado mais meu blog e menos Facebook, Orkut, Twitter&#8230; Devia ter sido mais aquele escritor com palavras polêmicas para defender a educação pública e menos relapso abstendo-me da responsabilidade do “nada a declarar”&#8230; Devia ter sido a voz dos emudecidos pela tirania, as pernas dos aleijados pela discriminação, os ouvidos dos ensurdecidos pela ditadura mascarada da cadeira daqueles que pensam que mandam, mas também são vítimas da repressão disfarçada de democracia, o cérebro daqueles que são retardados pela mídia que prefere pensar por eles&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por fim, não deveria ter deixado um pecíolo e um limbo seco calarem minha voz quando todos esperavam uma resposta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devia ter sido mais eclético, menos teimoso e egoísta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong><br />
<strong><a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a></strong></p>
<p style="text-align: right;">Confira o video:</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6zfB3RoNFm8&amp;feature=related">Epitáfio &#8211; Titâs</a></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1003&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Que noite feliz é esta?</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/que-noite-feliz-e-esta-2.html' addthis:title='Que noite feliz é esta? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A vitrine iluminada Movimento na avenida Promoções por todo lado Comércio movimentado Todos vendendo alegria Férias pro trabalhador Mais trabalho ao vendedor Cresce mais a economia De quem não economiza Mas também nunca reparte No Natal capitalista De quem é o aniversário? De quem são as homenagens? Pra quem vai nosso presente? O que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/que-noite-feliz-e-esta-2.html' addthis:title='Que noite feliz é esta? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: center;">A vitrine iluminada<br />
Movimento na avenida<br />
Promoções por todo lado<br />
Comércio movimentado<br />
Todos vendendo alegria<br />
Férias pro trabalhador<br />
Mais trabalho ao vendedor<br />
Cresce mais a economia<br />
De quem não economiza<br />
Mas também nunca reparte</p>
<p style="text-align: center;">No Natal capitalista<br />
De quem é o aniversário?<br />
De quem são as homenagens?<br />
Pra quem vai nosso presente?<br />
O que é feliz natal?<br />
Que noite feliz é esta?</p>
<p style="text-align: center;">Tem papai Noel na rua<br />
Dando doces e abraços<br />
Tem presentes a comprar<br />
Árvores a enfeitar<br />
Familiares para ver<br />
Cartões para entregar<br />
Alegria a desejar<br />
Tanto luxo e desperdício<br />
E o aniversariante<br />
Dorme lá na manjedoura</p>
<p style="text-align: center;">&#8220; Dorme em paz ó meu Jesus&#8221;<br />
Enquanto ainda é criança<br />
Pois, sabemos que ao crescer<br />
Alguém vai te condenar<br />
Por só dizer a verdade<br />
Vai morrer, ressuscitar</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Veja o vídeo</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jUP9t4n9S4s&amp;feature=g-upl&amp;context=G2c985a0AUAAAAAAAgAA">Que noite feliz é esta?</a></p>
<p style="text-align: right;"><strong> Letra: Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Música: Leandro Souza de Matos</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1000&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Sonho que se sonha junto</title>
		<link>http://www.marciogoes.com.br/2011/12/sonho-que-se-sonha-junto.html</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 01:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[EEB Wanda Krieger]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/sonho-que-se-sonha-junto.html' addthis:title='Sonho que se sonha junto '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Tudo pronto! A sede campestre reservada, o torneio realizado, dinheiro arrecadado&#8230; Os salgadinhos e o bolo encomendados, a carne temperada, a salada e a maionese prontas para o preparo&#8230; Os professores, direção e funcionários, todos convidados e informados de todos os detalhes do evento&#8230; Mas um deles não deveria saber antes da hora: o homenageado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/sonho-que-se-sonha-junto.html' addthis:title='Sonho que se sonha junto '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Tudo pronto! A sede campestre reservada, o torneio realizado, dinheiro arrecadado&#8230; Os salgadinhos e o bolo encomendados, a carne temperada, a salada e a maionese prontas para o preparo&#8230; Os professores, direção e funcionários, todos convidados e informados de todos os detalhes do evento&#8230; Mas um deles não deveria saber antes da hora: o homenageado. Para garantir sua presença, encarregaram-no de levar alguns alunos até o local do evento&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
O professor foi buscá-los um a um em suas casas, parou em frente à escola par acertar os detalhes e atravessou a cidade em busca do desconhecido&#8230; Chegaram! Parecia tudo normal: Os churrasqueiros preparando o fogo, as mulheres encarregadas da salada, a Keli lavando as folhas de alface na mangueira que derramava água na valetinha em direção ao riacho&#8230; “Precisam de alguma ajuda?” Perguntou ele, solidário&#8230; “Não! A gente se vira&#8230;” (Um homenageado, mesmo ingênuo no processo, normalmente não trabalha no evento em sua homenagem)&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Pois bem, este que vos escreve ficou ora sentado vendo o jogo de futebol através do alambrado, ora conversando com o povo presente e tomando um refrigerante&#8230; Até que descobriu uma rede de dormir e tirou uma soneca&#8230; De vagarinho, os outros convidados foram chegando e se abancando, contando causos, molhando a goela e acompanhando os preparativos.</p>
<p>&nbsp;<br />
Hora do almoço. Tudo normal, xixo, pão, salada, galeto e maionese: tudo carinhosamente preparado pelos alunos e familiares que “mataram a pau” no quesito organização. Comemos e bebemos (refrigerante, é claro) e nos alegramos na presença de pessoas tão queridas e generosas&#8230;<br />
“Vamos até lá atrás ver e fotografar os pés de guabiroba?”&#8230; Perguntava alguém, então fomos eu, alguns alunos e duas professoras “fazer hora” no meio do mato (No bom sentido, é claro!). Pisamos nas grimpas, atravessamos um riacho, atolei o pé na lama, fizemos fotos em vários lugares e as guabirobas foram esquecidas&#8230; Este professor meia-boca então voltou ao local do evento, sem noção, desligado, ingênuo, como  se diz em espanhol: plomo! Acompanhado de alguns alunos, uma professora conterrânea e outra baiana: todos cúmplices descarados&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Na chegada, fui recebido com a canção “Parabéns a você”. Momento emocionante por si. Ao se aproximar, este funesto escritor avista na mesa de tábua bruta um bolo com as palavras “Parabéns professor Márcio”&#8230; Não tem quem não se emocione num momento desses, mesmo que seja um dia depois do aniversário&#8230; Mas a emoção maior ficou por conta da revelação de que todos aqueles eventos, desde o torneio para angariar fundos, o almoço, os salgadinhos e o bolo,  haviam sido produzidos com um único propósito: homenagear o professor pela passagem do seu aniversário e declarar publicamente o apoio mútuo ao seu jeitão meio polêmico de trabalhar em sala e lidar com as pessoas ao seu redor&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Ou seja, meus sonhos para a escola pública, são os mesmos de todo aquele povo que estava presente, revelados através de uma magnífica homenagem surpresa por conta dos meus trinta e oito anos vividos a maioria na rede pública de ensino, seja como aluno, ou como professor&#8230;<br />
Para completar minha surpresa profética, a Dani me presenteia com um livro intitulado: “Nunca desista de seus sonhos”, de Augusto Cury&#8230; Pois é, com tantas surpresas e sinais só posso chegar a uma conclusão: Meus sonhos não são só meus, fato que é um pé na realidade&#8230; Acho que estou no caminho certo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong><br />
<strong><a href="http://www.marciogoes.com.br">www.marciogoes.com.br</a></strong></p>
<img src="http://www.marciogoes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=998&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os terceirões da minha vida &#8211; Parte III &#8211; Meu querido Wandão</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 02:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/os-terceiroes-da-minha-vida-parte-iii-meu-querido-wandao.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida &#8211; Parte III &#8211; Meu querido Wandão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Nãop oderia terminar esta sequência sem escrever sobre a escola que me abraçou como efetivo há cinco anos, além de trabalhar lá como ACT (admitido em caráter temporário), desde 2002, antes mesmo te ter uma sede própria e se transformar no Abacatão mais querido do Martello&#8230; Lá, na escola Wanda Krieger Gomes, tenho vivido grandes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/os-terceiroes-da-minha-vida-parte-iii-meu-querido-wandao.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida &#8211; Parte III &#8211; Meu querido Wandão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p align="CENTER">
<p align="CENTER">
<p align="JUSTIFY">Nãop oderia terminar esta sequência sem escrever sobre a escola que me<br />
abraçou como efetivo há cinco anos, além de trabalhar lá como ACT<br />
(admitido em caráter temporário), desde 2002, antes mesmo te ter<br />
uma sede própria e se transformar no Abacatão mais querido do<br />
Martello&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Lá, na escola Wanda Krieger Gomes, tenho vivido grandes experiências que só<br />
fazem crescer cada vez mais meu amor pela educação pública que tem<br />
muito mais calor humano, existe luta coletiva por melhores condições,<br />
o que torna a equipe unida, seja ela composta de alunos, professores,<br />
ou ambos. Encontram-se lá,  pessoas que respeitam o professor,<br />
inicialmente como ser humano e, principalmente como amigo&#8230; Amigos<br />
se amam, com um amor tão fraterno que chega a ser partilha de<br />
vida&#8230; Vidas que, apesar das diferenças, se unem em favor de uma<br />
educação de qualidade que favoreça realmente o povão e os<br />
profissionais envolvidos, ao invés de engordar o bolso daqueles que<br />
foram eleitos para trabalhar em favor da população e não o<br />
fazem&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Foi no Wandão que encontrei uma turma de segundo ano de ensino médio capaz<br />
de produzir um torneio, angariar fundos, alugar uma sede campestre,<br />
envolver famílias, professores, direção e os próprios alunos,<br />
organizar um almoço com o dinheiro arrecadado no torneio, comprar<br />
salgadinhos e bolo&#8230; Tudo isso só para homenagear um professor<br />
aniversariante, tentando reanimá-lo a fim de continuar sua missão<br />
mais sublime que é simplesmente ser professor&#8230; Conseguiram! Este<br />
que vos escreve teve uma injeção de ânimo ao ser homenageado de<br />
surpresa num evento que parecia ser uma comemoração de final de ano<br />
letivo&#8230; Mas tinha algo mais: o amor pela educação pública também<br />
presente em meu coração passional&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Nesta escola querida, já tive vários terceirões. Fiz amizades que até<br />
hoje permanecem vivas e atuantes, encontro ex-alunos e não me furto<br />
o direito de “jogar uma conversa fora”. Isso me faz revigorar as<br />
forças e a esperança de dias melhores para nossa educação<br />
pública. Ver meus alunos crescendo e atuando na sociedade é<br />
suficiente para alimentar a alegria de ser professor&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Este ano, tenho orgulho de trabalhar com três turmas de formandos em<br />
ensino médio, uma matutina e duas noturnas&#8230; Minhas manhãs são<br />
abrilhantadas por uma galerinha pró-ativa que quebra a inércia da<br />
escola: Tem as meninas do fundão, sempre solícitas, a piazada que<br />
gosta de fazer tudo, principalmente quando não tem relação com a<br />
matéria. À frente, minhas porcelanas, entre elas, a futura juíza<br />
que fez bonito no júri simulado&#8230; Enfim, uma turma que jamais<br />
poderia passar desapercebida mesmo aos olhos e corações mais<br />
distraídos&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Minhas noites são melhores graças ao convívio com os alunos, sobretudo<br />
dos terceiros anos que nos empurram para a juventude novamente sem<br />
pedir licença&#8230; Lá  tem um povo que gosta de lutar pelos seus<br />
direitos, o que nos torna cúmplices nas lutas estudantis, pois onde<br />
estiver nosso aluno, lá estará um pouco de nós também. Numa das<br />
turmas, encontra-se a maior concentração de meninas por metro<br />
quadrado da escola: um representante do sexo masculino e mais de<br />
vinte do sexo feminino, fato que transforma a sala na mais dinâmica,<br />
característica marcante nas mulheres&#8230;</p>
<p align="JUSTIFY">Enfim, trabalhar no Wandão chega a ser uma filosofia de vida, a cada dia<br />
aprendo coisas novas no melhor lugar para se conhecer pessoas: A sala<br />
de aula&#8230; E quando se trata de terceiro ano de ensino médio, o<br />
aprendizado é ainda maior, pois lá estão aqueles que têm maior<br />
bagagem de conhecimento e experiência entre os alunos da educação<br />
básica, o que nos torna seres humanos ainda mais iguais, podendo nos<br />
relacionar de forma igualitária e verdadeira sem receio de que as<br />
diferenças de idade e conhecimento nos tornem estranhos&#8230; Sou grato<br />
aos terceirões do Wandão por me fazerem uma pessoa melhor a cada<br />
ano&#8230;</p>
<p align="RIGHT"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Márcio </strong></span></span><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Roberto </strong></span></span><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Goes</strong></span></span></p>
<p align="RIGHT">
<p align="RIGHT">
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		<item>
		<title>Nada&#8230; Querem calar minha voz!&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 16:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nada a declarar]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/nada-querem-calar-minha-voz.html' addthis:title='Nada&#8230; Querem calar minha voz!&#8230; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Quando não há nada de bom para falar de algo, ou alguém, o melhor mesmo é ficar quieto&#8230; &#160; Quando não há nada de bom para escrever sobre algo, ou alguém, o melhor mesmo é dar folga para o teclado&#8230; &#160; Quando não há nada de bom para declarar sobre algo, ou alguém, o melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/12/nada-querem-calar-minha-voz.html' addthis:title='Nada&#8230; Querem calar minha voz!&#8230; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Quando não há nada de bom para falar de algo, ou alguém, o melhor mesmo é ficar quieto&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando não há nada de bom para escrever sobre algo, ou alguém, o melhor mesmo é dar folga para o teclado&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando não há nada de bom para declarar sobre algo, ou alguém, o melhor mesmo é dizer que não tem nada a declarar, pois a repressão militar parece continuar presente em nossas vidas, mascarada de democracia, pelo menos na visão de algumas pessoas que se acham melhores que as outras só porque estão sentadas na cadeira de quem pensa que manda, ou têm mais dinheiro&#8230; Portanto, a quem esperava por minhas palavras, não tenho nada a declarar&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nada a declarar&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Control + C&#8230; Control + V&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230; Nada a declarar&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para poupar seu tempo, já contei duzentas vezes: Nada a declarar&#8230; Ops!&#8230; Duzentas e uma, agora!&#8230; Passar bem!&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Márcio Roberto Goes</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><a href="http://www.cacador.net">www.cacador.net</a></strong></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;"><strong><a href="http://www.portalcacador.com.br">www.portalcacador.com.br</a></strong></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;"><strong>Jornal Folha da Cidade</strong></p>
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		<title>Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 20:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Goes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caçador]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Damo]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/11/os-terceiroes-da-minha-vida-%e2%80%93-parte-i-santo-damo.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>&#160; Durante minha modesta vida de onze anos de educação, já passei por várias turmas de formandos de ensino médio, nas escolas por onde andei. Quase todos os anos sou escolhido como regente de terceiro ano, portanto, quase sempre cabe a mim a difícil tarefa de apaziguar as relações de turmas que se conhecem muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.marciogoes.com.br/2011/11/os-terceiroes-da-minha-vida-%e2%80%93-parte-i-santo-damo.html' addthis:title='Os terceirões da minha vida – parte I &#8211; Santo Damo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>&nbsp;</p>
<p>Durante minha modesta vida de onze anos de educação, já passei por várias turmas de formandos de ensino médio, nas escolas por onde andei. Quase todos os anos sou escolhido como regente de terceiro ano, portanto, quase sempre cabe a mim a difícil tarefa de apaziguar as relações de turmas que se conhecem muito bem, portanto sabem qualidades, defeitos e pontos fracos, uns dos outros&#8230; Porém, este ano foi diferente. Em virtude da licença prêmio usufruída por este que vos escreve nos três primeiros meses letivos, eu não estava presente, portanto não fui votado como regente&#8230; Este fato me dá, enfim, condições de escrever sobre meus pupilos formandos de forma imparcial. Mas, como convivo com seis turmas de terceiro ano em duas escolas públicas e uma particular, um só texto seria pouco para falar de todos, portanto resolvi dividir em partes, de forma que se torne mais confortável para os leitores e se encaixe neste espaço aqui ó&#8230; Sem sobrar, nem faltar&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Pela primeira vez, trabalho na Escola Estadual de Educação Básica Dr João Santo Damo, onde convivo com uma “galerinha sangue bom” de dois terceiros anos&#8230; Lá, vejo de tudo: professores sonhadores como eu, que se sentem indignados com a situação da educação pública, companheiros, parceiros para todas as horas e alunos mais ecléticos ainda&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Entre os estudantes é que encontramos grandes exemplos de vida: Os gênios de óculos (ou não), que lutam contra sua deficiência, leve, ou grave em busca do conhecimento (ou não)&#8230; Tem aqueles que sempre estão a postos para ajudar seus mestres no carregamento do conhecimento a tiracolo, na organização da sala, apagando o quadro negro e até escrevendo nele quando o professor é portador de rinite alérgica e não pode ter uma relação amigável com o giz, que na verdade, já deveria estar extinto dos educandários do século vinte e um&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Encontra-se, lá no fundão, uma turma que gosta de trabalhar sempre em equipe, mesmo que não seja para fazer aquilo que o professor pede&#8230; À frente, grupo quase sempre composto por meninas, estão as mais interessadas (Pelo menos aparentemente), que sempre têm disposição para responder os questionamentos, apontar soluções e revelar sugestões sobre o assunto proposto, além  de, nos dias cinzas do cotidiano escolar, encarregarem-se de distrair o professor para que ele escreva o mínimo possível e alongue o debate sobre o que for: fato que não é de todo mau quando se trata de Língua Portuguesa, disciplina que trabalha também a comunicação e expressão&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Na sua maioria, nossos alunos Santodamenses são pró-ativos, o que revela uma excelente base filosófica e de cidadania, mérito de todos os outros professores antecedentes. Vivemos juntos, muitas alegrias: projetos, discussões, produções de texto magníficas, socializações de trabalhos, integração com os anos iniciais do ensino fundamental através da obra de Monteiro Lobato, festa julina, entre tantas outras&#8230;<br />
Porém, um fato me deixou flutuando de satisfação (é assim que fica um professor quando vê um aluno caminhando com as próprias pernas): Uma aluna, mais precisamente a Ellen, da turma 302, conhecida por todos, amada por uns e odiada por outros, me procurou durante a reposição de aula no dia da proclamação da república, com caderno, lápis e borracha em mãos: “Queria que desse uma olhada num texto que produzi durante a viagem ao congresso da UBES”&#8230;</p>
<p>&nbsp;<br />
Para tudo!!!&#8230; Eu não pedi que os alunos participantes do congresso produzissem textos sobre o assunto&#8230; Isso quer dizer que ela escreveu por livre e espontânea vontade, sem pressão, sem promessa de nota (até porque já garantiu seus vinte e oito pontos)&#8230; Ou seja, escreveu com o coração!&#8230; Já gostei!&#8230; Gostei mesmo!&#8230;Sem ler, já gostei!&#8230; Pois o ser humano escreve bem quando o faz com o coração&#8230; Li e gostei mais ainda: palavras que revelam uma aluna consciente e cheia de vontade de lutar pelos seus ideais e pelos direitos das pessoas que a cercam&#8230; Uma escritora em potencial&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Márcio Roberto Goes</p>
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