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As várias tribos da escola

Alguns anos se passaram desde que eu ingressei no cotidiano da escola pública e até agora não encontrei a “fórmula perfeita” para educar de forma marcante e duradoura a nossa garotada, a não ser quando nós, educadores, agimos com o coração e o aluno aprende pela emoção… Afinal, tudo que causa emoção é inesquecível.

O que acumulei neste tempo de magistério foram algumas experiências que merecem destaque, aliás, acho que mais aprendi do que ensinei durante este tempo: Aprendi que o ser humano pode ser infinitamente surpreendente e de forma altamente positiva quando a ele é dado um estímulo, uma motivação que resultam na transformação do indivíduo em cidadão atuante na sua comunidade.

Coincidentemente (ou não), estes grandes avanços aconteceram todas as vezes em que, por algum motivo, rompi relações com a gramática pura e resolvi valorizar a leitura, análise e produção de texto de forma livre e democrática, transformando a sala de aula num ambiente descontraído e paradoxalmente produtivo, pois quando o aluno sente-se à vontade, mostra suas verdadeiras qualidades (e defeitos também, é claro), seus mais genuínos talentos, desenvolvendo-os destemidamente. Mas para isso, é necessária que se conquiste a confiança do educando, fator que quando o fazemos de forma despretensiosa, torna-se cada dia mais difícil e muito mais trabalhoso que a aula tradicional, pois neste caso geramos uma relação de cumplicidade com os estudantes.

Pois foi nestes momentos de “liberdade” que colhi alguns subsídios para classificá-los, mesmo que de forma jocosa:

O aluno pombinha: É aquele que vive empoleirado na janela fiscalizando o movimento lá fora…

O aluno lagartixa: Ao chegar na sala, sua primeira atitude é grudar no paredão dos fundos… Para tirá-lo de lá, só com o milagroso sinal que anuncia o intervalo.

O aluno passarela: Desfila o tempo todo de um lado para outro, buscando a atenção do público.

Aluno torneirinha: Toda aula, religiosamente, precisa ir ao banheiro, mesmo que o reservatório esteja vazio, só para prevenir…

A turma do mijo: É a galera que sempre marca encontro no banheiro para colocar as fofocas em dia sentindo os aromas fétidos, sólidos ou líquidos, do campo.

O aluno Van Gogh: É um artista de muito talento, pena que suas obras são pintadas nas mesas e nas paredes da escola e as serventes insistem em destruí-las.

Narcisista: Ama tanto a si mesmo que deixa seu nome escrito, na maioria das vezes, com corretivo, em todos os lugares por onde passa. Esta é uma classificação inerente às meninas e sempre vem antecedida por “100% Fulana de tal”…

Mas é claro que tem aqueles, imensa maioria, que tomam posição a favor dos estudos e mesmo fazendo parte de um dos grupos acima, conseguem avançar no conhecimento sem medo nem vergonha de aprender. Por trás de todos eles, existem seres humanos que, na maioria das vezes, ao receberem uma oportunidade realizam grandes feitos, deixando educadores e família surpresos e agradecidos.

6 Comments

  1. felipe
    felipe 14 de junho de 2010

    muito bom este comentario

  2. victoria
    victoria 8 de janeiro de 2010

    eu adorei mas você esqueceu das patricinhas,dos surfustas ou skaitistas e os nerds.Na minha escola eu sou a Patricinha Mor do grupo

  3. Sara Alves
    Sara Alves 25 de agosto de 2009

    Muito bom, gostei tanto que irei recomendar a leitura dele no meu blog.

    Beijos e muito sucesso

  4. alexandre e Kênnia
    alexandre e Kênnia 25 de junho de 2009

    adoramos seu comentário isso ajudou muito nosso desenvolvimento escolar
    muito obrigada continue progredindo.

    abraços.

    • Bob
      Bob 26 de novembro de 2015

      Conforme dito acima, tudo depende do inseerste do aluno, ente3o um fator a ser levado em considerae7e3o no EaD e9 saber oque gera inseerste para assim estipular oq vai ser ensinado. No Brasil o EaD seria mto mais eficiente se o governo pudesse proporcionar uma infra-estrutura para os menos favorecidos, pq como deve ser de conhecimento da maioria, existem mtas pessoas que chegam a gastar mais de 2 hrs no caminho para escola; e quem se sujeita a isso provavelmente possui grande inseerste. Resumindo, o EaD pode favorece e mto e0queles que team dificuldades de acesso a escola, pq ao inve9s de perder tempo no caminho e0 escola eles podem usar esse tempo pra outra coisa e se houver necessidade 1 ou 2 aulas presenciais por semana para ter um contato olho no olho com professores. Boa viajem Joe3o.

  5. sthefanie f bento
    sthefanie f bento 15 de abril de 2009

    oi tudo bem eu li e achei um maximo , parabens

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