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Amor em versos didáticos

Já que acabamos de viver o dia dedicado aos namorados, resolvi dar minha pequena parcela para alimentar ainda mais o amor nos corações apaixonados, ainda que com um pouco de atraso, afinal, o amor perpassa as barreiras do tempo, “não tem idade, não tem hora, nem lugar”, já dizia o poeta… E por falar em poeta, que tal um poema?… Mas como se começa um poema de amor?… Bem, primeiramente, inicia-se com a própria palavra amor, “segundamente” (hehe… só brincando de neologismo), seria apropriado o uso de uma figura de linguagem, neste caso, não existe nenhuma mais romântica que a metáfora, ou a prosopopéia… Então prepare-se… Lá vão meus primeiros versinhos:

“Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente”

Lindo, né?… Pena que Camões teve a mesma idéia há mais de quinhentos anos, e já foi parafraseada por Renato Russo e tantos outros poetas. Além do mais, apesar de ser uma brilhante metáfora, comparar o amor com fogo é até perigoso: vai que ele se materializa (o amor não deixa de ser matéria) e transforma seu monitor em chamas?… Bem, preciso de algo mais original… Aí estão o terceiro e o quarto versinhos do meu primeiro poema de amor:

“Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”

Estou profundamente surpreendido com esses versos que da minha mente saem, pena eles também já terem sido pensados por Vinícius de Moraes e cantados nas mais diversas vozes… E olha a chama servindo de metáfora de novo… Tenho medo de me queimar com o amor!

Nas sou um sujeito utópico e sonhador “pleonasmático” (outra neologia: to ficando bão nisso…) e não desisto por tão pouco. Por isso resolvi apelar para os mais profundos de meus sentimentos que moram lá na parte mais inacessível de meu coração, cavoucar profundamente o encéfalo para ver se de dentro de um cérebro cronista também brotam poesias de amor… E descasquei:

“O amor é uma antítese:
Vida que leva à morte,
Morte que leva à vida…
Pois quem ama
A cada dia morre um pouco
Para viver a pessoa amada”

Legal, né?… Esse eu gostei, adorei, amei… Lindo! Super! Hiper! Master! Mega! Power!… Manero! Canal! Massa!… Tipo assim: tudo isso porque é meu, só meu… Não apelei para nenhum poeta famoso nem para os abutres de plantão. É uma obra minha… Uhú!!! Gostei dessas “paradinha”!

Bem, agora preciso terminar com alguma coisa chique, tipo aquelas conclusões de dissertação, cheias de palavras cultas… Lá vai “os finalmente”:

Em virtude dos argumentos apresentados, conclui-se que o amor, por ser um sentimento universal, pode estar em todos os corações e nas mais diversas formas de personificação, ao passo que pode-se chamá-lo de intertextualidade.

É isso, o amor é uma intertextualidade intertextualizada! Tá ligado?

Um Comentário

  1. Douglas
    Douglas 16 de junho de 2008

    Márcio!

    Não tem de q agradecer! Eu fico muito feliz em encontrar sites caçadorenses com um bom conteúdo e faço questão de divulgar msm (sou meio bairrista, é normal heheh)

    Muito obrigado por colocar um link da Zona aqui no seu blog =]

    Qto à Rádio Zabadak, aguardarei ansioso as novidades!

    Abraços!

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