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Mês: abril 2010

Definido pré-candidato a deputado federal pelo PcdoB Caçador

 

No último sábado, 24 de abril de 2010, reuniram-se a executiva do PCdoB Caçador, filiados e simpatizantes para discutirem e analisarem a atual conjuntura política nacional e estadual, além de traçar o campo de ação para as eleições 2010. Com a presença do pré-candidato a deputado estadual Cezar Valduga, ex-vereador de Chapecó, foram feitas algumas análises e possíveis alianças para o pleito que se aproxima, além de se confirmar a pré candidatura do professor Márcio Roberto Goes para deputado federal, sendo o único representante caçadorense nestas eleições para este cargo, até então…

Confirmando o apoio a Dilma Rousseff para presidente e a Ideli Salvati para o governo do estado, os pré candidatos colocaram-se a disposição do partido e uma vez confirmadas suas candidaturas trabalharão para o fortalecimento das lutas populares no meio-oeste catarinense, buscando a eleição de representantes na assembleia legislativa de Santa Catarina e no Congresso Nacional.

Para o pré candidato a deputado federal, Márcio Goes, “é preciso darmos continuidade aos avanços conquistados pelo governo Lula. Muita coisa ainda precisa ser feita para melhorar a vida do povo brasileiro. A base da mudança está nas leis, torna-se necessário melhorá-las e, se for preciso, mudá-las, para tanto necessita-se de uma renovação no legislativo, por isso nos colocamos a disposição para defender os ideais das lutas populares nos legislativos estadual e federal…”

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Uma preocupação constante

Por Adriano Sievers

 

Aluno de ensino médio matutino EEEB Wanda Krieger Gomes
Adriano Sievers

Apesar do avanço tecnológico, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações em completa miséria, a paz é interrompida e, além do mais o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.

Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis, estas mal distribuídas, quer entre estados quer entre indivíduos, encontramos muitos famintos em pontos específicos da Terra.

Nos países de 3º mundo sobre tudo em certas regiões da África, vemos, com tristeza a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.

Além disso, nestas últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação aos inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória tristes lembranças guerras as quais provocaram grande extermínio e, que, tanta apreensão nos causa.

Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.

Os habitantes da cidade de São Paulo passam diariamente por algumas dificuldades, pois há muita degradação ambiental, o transito é lento pela grande movimentação de veículos auto-motores e além do mais, a violência é um grande problema.

Embora São Paulo seja desenvolvida , isso não significa que é bem zelada biodiversificadamente, pois há uma grande degradação ambiental, a poluição do Tietê , e não há matas conservadas. Assim a cidade cresce em desenvolvimento e cai em índices de preservação ecológica.

Além disso, o transito é muito lento porque há muitos carros para pouco espaço causando os conhecidos congestionamentos. Isso provoca os acidentes que muitas vezes levam a morte de pessoas civis. Outra consequência é a super lotação dos hospitais que sempre estão cheios de acidentados no trânsito Paulistano.

A principal preocupação, e mais grave é a violência, os assassinatos, assaltos pelo motivo da miséria. Isso acontece geralmente nas favelas porque São Paulo cresce muito para pouco espaço causando as favelas que muitas vezes são responsáveis pela violências.

Em virtude do que se foi mencionado, chega-se a uma conclusão, de que São Paulo é uma cidade caótica que um dia ainda vai parar por causa da violência, da degradação ambiental e do trânsito. São Paulo vai acabar matando a si próprio. Assim somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os grandes problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para que possamos suportar as adversidades e construir um mundo em que serrá mais facilmente habitado pelas gerações futuras.

 Adriano Sievers

1º ano 02 matutino

EEEB Wanda Kriguer Gomes

Caçador, SC

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Força descartável

 

Dezessete de abril de dois mil e dez. Algumas entidades se reúnem para realizar trabalhos comunitários: Corte de cabelo, orientações sobre saúde ecologia e cidadania, verificação de tipagem sanguínea, vacinação contra o porquinho H1N1, emissão de documentos, distribuição de mudas de árvores, shows populares e muitos outros serviços totalmente gratuitos e, porque não dizer, pretensiosos…

E para tal evento, foram escolhidas as dependências da Escola de Educação Básica Wanda Krieger Gomes, no bairro Martello, normalmente esquecido e abandonado pelo poder público, visto que somente as ruas “mais nobres” recebem o tão sonhado asfalto… Mas como “até o espelho tem dois lados”, finalmente a comunidade Martelense foi lembrada para este que foi o segundo evento deste porte realizado por alí…

Muitas pessoas compareceram ao local durante todo o sábado, em busca de um pouco de cidadania, afinal, estavam sendo lembradas, ainda que momentaneamente.

Visitei todos os campos do evento, descobri meu tipo de sangue, recebi a vacina contra a influenza A, levei para casa uma muda de araçá, enfim aproveitei o momento para, além de trabalhar, fazer algo que me edificasse de certa forma…

Adotei um copo plástico e nele tomei água, refrigerante e até café, mas não o descartei antes do final dos trabalhos… Tentei fazer minha parte para o bom andamento do evento de forma ecologicamente correta…

Porém, minha grande surpresa foi na segunda-feira, ao retornar à escola para trabalhar, ao olhar para o chão… Lixo, lixo e mais lixo… Até aquela faixa “O governo perto de você” que ajudei a pendurar na sexta-feira, estava no chão, esquecida, abandonada, pisoteada, desmantelada, dilacerada…

Minha mente criativa e desolada não consegue se conformar com tamanha falta de respeito com o ser humano, o local público e o meio ambiente… Além do mais, o assunto abordado por um dos trabalhos realizados na força tarefa foi a ecologia, a importância de se preservar o meio ambiente, além da consciência de se manter o local público do jeito que se encontrou…

Quando escrevo que os nossos governantes não cuidam do dinheiro público como deveriam, estou criticando todo um sistema que acostumou-se com as coisas ilegais para conseguir um progresso a passos de tartaruga… Mas através de exemplos como este, concluo que algumas pessoas do nosso povo também não sabem cuidar daquilo que é nosso. Nossos impostos estão alí, naquela alface gigante, construída no alto do Martelão para atender a demanda de estudantes de educação básica da quinta série ao terceirão… Porém, de vez em quando vê-se os muros pichados, provavelmente por algum desocupado que não faz parte do corpo discente, vidros quebrados e algumas outras coisinhas que, se não fossem reais, teríamos um pouco mais do dinheiro público para investir numa educação de qualidade, muito além de uma casca de escola agradável aos olhos…

É lastimável percebermos que, quando finalmente a política se volta para as causas populares, alguns cidadãos do próprio povo atendido não sabem cuidar do patrimônio público, obrigando alguns alunos e professores a perderem tempo de aula para limpar a sujeira física e moral das mentes poluídas pelo consumismo descartável…

Márcio Roberto Goes

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Jornal Informe – O diário Regional

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Meu amigo mala

MEu amigo mala
blogs.abril.com.br/hotwheels/2009/09/dizeres

 

Meu amigo Sidney é destes caras que não conseguem passar por nossas vidas sem ter alguma influência sobre elas…

Quando o conheci, confesso que minha impressão não foi das melhores, porém, com o passar do tempo, meu amigo revelou-se um grande pensador do século vinte e um, quase um filósofo. Participou das olimpíadas da Língua Portuguesa em 2008 e, surpreendentemente, chegou até a fase regional, vencendo o preconceito contra a escola e o bairro onde mora…

Ao contrário do que pensava, recebi, por este fato, muitas críticas, me acusando de ter feito um trabalho diferenciado com ele e outras coisas que colocavam em dúvida minha competência de educador e a capacidade de produção do meu aluno… As críticas eram justificadas aos olhos clínicos dos educadores pré-históricos, já que para a maioria dos professores, meu amigo Sidão não inspirava o mesmo conceito… Mas, como sou “do contra”, sempre acreditei no seu talento para usar as palavras, provando que não existe idade para aprender, ou aprimorar as habilidades, já que, no auge dos seus vinte e sete anos é um dos concluintes do ensino médio neste ano, fato que comprova a tese de que não existe dificuldade maior que a solução…

O cara não é aquele esteriótipo de aluno bonzinho. Às vezes assusta pelos seus argumentos em sala, coloca o professor “contra a parede”, numa troca de ideias que só fazem crescer o lado humano e social da escola. Este meu aluno, com certeza, está sendo protagonista de sua própria história, ao contrário da maioria da juventude que se submete à passividade diante do império dos meios de comunicação que, no geral, mostram uma pseudo-realidade, aceita como verdade absoluta por muitos.

Aprendi e continuo aprendendo muito com o Sidney e com qualquer aluno que tenha a coragem de ser autêntico, mesmo quando o modelo de educação vigente tenta obrigá-lo a encaixar-se numa forma moral na qual devem ser moldados os ditos “alunos perfeitos”…

Já foi chamado de “mala sem alça” e eu concordo plenamente, se analisarmos pela perspectiva daqueles frustrados que não têm a coragem, nem a capacidade de ser engraçados, inteligentes e autênticos ao mesmo tempo… Mas se olharmos sob uma ótica desprovida de preconceitos e tabus que ainda pairam sobre a escola, veremos que ele é uma mala sim, pesadíssima para quem carrega o peso do orgulho de não admitir sua autenticidade… E o Sidão não precisa de alças, é capaz de carregar-se sozinho, pois a autenticidade torna-se leve para quem a assume e pesa toneladas para quem se julga melhor que o autêntico, buscando formas de subestimá-lo e projetar suas frustrações nos seus defeitos refletidos em outrem…

Márcio Roberto Goes

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Jornal Informe – O diário Regional

Jornal Fonte – Diocese de Caçador

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