Cabeças do Futuro
Depois da classificação das várias tribos da escola, tenho recebido inúmeras manifestações das mais diversas formas, quanto ao conteúdo do texto, seja por e-mail, ou nos bate-papos do cotidiano em meio às discussões sobre o mapa político que hora se desenha para as eleições municipais, cheio de entraves, falcatruas e interesses pessoais acima dos interesses do povo, haja vista o descarrego de siglas numa suposta “quase vitoriosa” coligação que se assim for, vai faltar cabide para tantos penduricalhos, outros ainda teimam em permanecer na briga, mesmo sabendo que não têm apoio, nem mesmo na própria casa.
Mas vamos ao que interessa, deixemos os desabafos para outra hora, afinal, o povo logo perceberá os verdadeiros interesses daqueles que pleiteiam o executivo e o legislativo municipal. O que tenho para dizer agora é que fiquei devendo, dentre as várias tribos da escola, uma classificação: a da imensa maioria composta por bons alunos. Tipo assim… Foi citado, mas não foi nomeado. Tá ligado, mano???
Após perder o sono por causa desta gafe, pesquisar, pensar, raciocinar, analisar, confabular… (Poxa! Chega de tanto verbo no infinitivo, parece objetivos de TCC…). Enfim, após várias tentativas, eis que a resposta vem de uma aluna do segundo ano de ensino médio: “Vamos chamar os bons alunos de CDF”… “Mas esta sigla já é conhecida e não me agrada nada o significado!”… A sigla pode ser jocosa, mas o novo sentido dado por minha aluna é maravilhoso, veja só:
CDF: Cabeças do futuro… Bingo! Descobri! Encontrei a resposta! Uhú!…
Beleza! Vamos chamar, de hoje em diante, todos os bons alunos de CDF (Cabeças do futuro). Isso deveria pular a etapa da gíria e transformar-se instantaneamente em neologia, os grandes escritores deveriam utilizar este novo termo em suas obras para falar dos alunos que estudam, os jornais poderiam divulgar em primeira página, merecia um Globo Repórter especial em sua homenagem, uma emenda na reforma ortográfica prevista para 2010, etc.
Nesta nova concepção, o CDF deixaria de ser aquele aluno que de tão estudioso chega a ser chato e parece ter um “repelente de gente” em sua pele, pois passa a maior parte do tempo solitário.
O novo CDF é aquele que estuda, lê, debate, constrói o conhecimento sem deixar de ser criança ou adolescente, com suas características e conflitos. Além do mais, o “Cabeça do futuro” está liberado para fazer parte de qualquer outra tribo, sem prejuízos à escola ou a ele mesmo. É aquele protagonista anti-herói, cheio de defeitos, mas que se destaca por aproveitar e investir nas suas virtudes e fortalezas.
Penso que minha dívida moral com os bons alunos esteja paga. Não sei a origem exata deste novo significado da sigla que deveria ser um pré-requisito para os políticos que só pensam no futuro da comunidade em época de eleição, só sei que, minha aluna, ao ajudar-me nesta difícil missão de classificar os estudiosos, acabou classificando também ela mesma como uma “cabeça do futuro (CDF)”.
Agora estão completas as principais tribos da escola. Qual é a sua?.
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Relativamente ao seu comentário sobre CDF, a sua aluna, que interpretou a sigla em outras palavras, deve merecer pelo menos uma nota DEZ durante o ano em sua matéria. Afinal, cabeças do futuro deveríamos todos ser nesta vida onde quase a totalidade das pessoas usa muito pouco a cabeça. Está aí para ser visto e comentado que aqueles que mais usam a cabeça, pensando, filosofando, são os que dominam os demais. E assim a vida segue, desde os tempos do antanho…