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Mês: janeiro 2008

FÉRIAS PARA O CHEFE

“Tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”…

Com estas palavras, segundo o Catolicismo, o próprio Jesus nomeou o apóstolo Pedro como chefe da Igreja, cargo que ocupa há quase dois mil anos. Parece que assim, criava-se os famosos “cargos de confiança” que hoje têm sido um tanto distorcidos pelos governantes, já que os comissionados são pagos, na sua grande maioria, para bajular o governo que os empossou acima de qualquer compromisso com a comunidade. Fato que não aconteceu naquela ocasião, já que Jesus escolheu para o cargo, justamente uma pessoa que o havia traído três vezes quando mais precisava dele.
No decorrer da História, o povo o consagrou, talvez por estar de posse da chave do céu, como gestor do tempo, cargo que também ocupa até hoje. .. E com o acúmulo de cargos, chefiando a Igreja e o tempo, São Pedro tem sido culpado pelas variações descomunais de temperatura que ultimamente avassalam o mundo e a nossa região, obrigando-nos a retirar as blusas do armário em pleno mês de janeiro, “no forte do verão”, sem falar que durante o dia vivemos todos os tipos de climas e temperaturas possíveis e impossíveis… Neste ponto acho que nossa cidade tem que se orgulhar, pois no quesito tempo é capaz de agradar todos os gostos num só dia.
Esta semana, uma dúvida me assolou a alma novamente… e como sou teimoso, não descansei antes de descobrir a resposta: Veja bem, caro leitor: Tempestades, furacões, variações bruscas de temperatura, aquecimento global… Tudo isso tem um único responsável que nos redime de qualquer culpa: O chefe do céu e do tempo, São Pedro.
Que maravilha! Posso dormir tranqüilo. Não tenho mais responsabilidade sobre o planeta, não preciso mais me indignar com as atitudes que meus colegas de espécie têm feito para aumentar os prejuízos do aquecimento global… isso é lá com São Pedro, afinal ele é o chefe, portanto deve ter os ombros largos o suficiente para carregar toda a culpa… Certo?… Errado!… Nenhum chefe consegue trabalhar sozinho, mesmo sendo um Santo consagrado pela Igreja Católica. É por isso que torno público minha teoria sobre este tempo “louco” que estamos vivendo em janeiro: São Pedro está de férias… Isso mesmo!… Depois de quase dois mil anos trabalhando sozinho, visto que nenhum outro ser humano habitante deste planeta, jamais atentou-se para as conseqüências globais de suas atitudes poluentes, o nosso gestor do tempo resolveu tirar uns dias de férias e acionou o botão automático do tempo… E sabe-se que o automático nunca funciona bem sem ter alguém por perto que possa programá-lo.
Resolvido! São Pedro está de férias, e diga-se de passagem, muito merecidas. Cabe a nós, agora, ajudá-lo a cuidar do nosso planeta, devemos aprender os segredos de uma vida saudável e sustentável, para que, na próxima vez que o nosso gestor entrar em férias, possamos cuidar deste tesouro que nos foi dado gratuitamente por Deus, com o mesmo carinho e amor que Ele cuida.
Boas férias, São Pedro! Esperamos ansiosos sua volta, para que tudo aqui na Terra volte à mais perfeita normalidade.

Márcio Roberto Goes

Também de férias…
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O ESPELHO


18/01/2008

CAÇADOR ONLINE
19/01/2008
JORNAL INFORME
Ô “home” de Deus!… Quanto tempo a gente não se encontrava!… Quantas vezes nos esbarramos e você “não deu a mínima”! Parece que ultimamente nos servimos um do outro só para retocarmos nossa vaidade e alimentarmos a máscara que faz o capitalismo feliz…
Muita coisa mudou. Algumas para melhor, outras nem tanto. Mas o importante é que vivemos o suficiente para nos encontrarmos neste momento mágico e intrigante, repartindo esperanças, sonhos e temores… Como é bom reencontrá-lo…
“Peraí”!… Seu semblante mudou. Está mais velho (talvez maduro e experiente sejam os adjetivos corretos). Seus olhos, por detrás destas lentes corretivas, retratam uma história única na humanidade, sem nenhum registro nos livros, nem nas manchetes dos jornais… É simplesmente a melhor e a mais fascinante história que já vivemos, pois é a nossa história.
Pôxa! Como o tempo passa e as coisas mudam numa velocidade absurda. Há pouco tempo atrás, você era um menino que sonhava com uma carreira profissional, com um casamento perfeito, com uma família exemplar… Infelizmente, muita coisa não foi do jeito que sonhava, mas em alguns aspectos, você foi muito além do esperado e hoje encontro em minha frente um homem feito, mais uma vítima do capitalismo selvagem, órfão de pai e mãe, professor e escritor… uma pessoa de opinião: grande triunfo de uma vida que tinha todas as características para ser medíocre e apática, haja vista sua infância pobre, passando alguns Natais comento polenta com “radite”, sua adolescência e juventude cheias de contrastes e conflitos.
“Cria” de escola pública, prestou vestibular sem a menor perspectiva de condições financeiras para bancar uma faculdade, mas contrariando todas as evidências, você concluiu o curso superior sem nunca precisar de exame final para ser aprovado em nenhum dos semestres.
Por onde passou, deixou, mesmo que discretamente, sua marca registrada e permitiu que as pessoas de sua vida fizessem o mesmo… Sua alegria, na maioria das vezes, se resumiu em ver a felicidade das pessoas, mesmo que momentânea, ao seu redor.
Por vezes pensou em desistir de seus sonhos, mas eu não deixei, aliás, todas as vezes que você me consultou, tomou a decisão certa, mesmo que isso parecesse o fim… Na verdade era o recomeço… Passou por vários apertos e desilusões: desemprego, conflitos amorosos e familiares, perdas irreparáveis e muitas vezes, venceu estes e outros obstáculos, mesmo quando o mundo parecia estar rodando na direção contrária.
Mas não podemos esquecer, de forma alguma, os triunfos de nossas vidas: aqueles que vencemos um pouco a cada dia e que somados, tornaram-se grandes vitórias… Por vezes, discutimos, outras nos alegramos e regozijamos, trocamos confidências… Não entendo porque, em alguns momentos, você sentiu vergonha de mim, afinal, somos idênticos e eu lhe conheço todos os detalhes.
Agora estamos aqui, novamente compartilhando nossas vidas, e percebo que, durante todos esses anos, uma coisa não mudou: A sua essência… A personalidade oscila, mas a tal da essência jamais se destrói e por vezes vem a tona, aliás, ela aparece mesmo quando estamos a sós e isso é um aspecto que além de você, só eu conheço.

Márcio Roberto Goes
seoG otreboR oicràM
www.radiozabadak.com

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Uso Salto. E daí?

Daí que o CTB (código de trânsito brasileiro) em seu artigo 252 descreve como infração conduzir veículos automotores com calçado inseguro ou impróprio para a utilização dos pedais – gravidade média – 4 pontos na habilitação – 80 ufir de multa.

Pois bem, vamos ao fato. Como é de rotina, moro no Martello e todos os sábados vou até a feira do produtor rural levar meu sogro para comprar alguns produtos, e na rua 1º de Maio acompanhei por alguns metros, uma motociclista montada em uma Biz. Notei que estava vestida com uma roupa de sábado, e morram de curiosidade! Não! Não! Um chiclete para quem adivinha qual calçado ela estava usando… Bingo! Bingo! Isso mesmo. Era um sapato com aproximadamente dez centímetros.

Apesar de tudo ser traduzido até aí como normal, pois historicamente o salto alto foi inserido no mercado como uma das soluções para as pessoas de baixa estatura sentir – se nas alturas. Porém, é hora de pensamento e reflexão para um assunto muito sério. Imaginemos esta mesma motociclista em uma situação de emergência por exemplo, uma freada repentina. Será que usando um salto dessa idade – mesmo com as cordinhas amarradas – ela conseguiria evitar a colisão ou a queda se o salto enroscasse em alguma outra parte do veículo? Será que ela se desprenderia caso uma queda fosse a uma distância considerada suficiente para evitar a colisão com o automotor imediatamente atrás? Estas são apenas duas hipóteses que levanto como questionamento.

No entanto, sabemos que do outro lado da moeda temos os motociclistas e motoristas que trafegam corretamente, e mesmo assim, muitas vezes sofrem por pura imprudência dos maus condutores. Falando nisso, eu como motociclista há vários anos, quero registrar que abomino certas atitudes de alguns entregadores ou motoqueiros comuns.

Estes cidadãos (pensam que estão em metrópoles) e simplesmente ultrapassam na faixa contínua nos semáforos e nas vias que é proibido, ultrapassam pela direita que é ilegal e fazem das vias em geral um verdadeiro velódromo. Também, confesso que vejo uma facilidade assustadora e crescente do uso de veículos motorizados pelos menores de idade e aqui cabe uma pergunta. De quem é a culpa? Dos pais que são coniventes com essas atitudes e irresponsáveis ao permitir isso? Das autoridades de trânsito que ficam sem ação por falta de contingente ou viaturas?…Que ambíguo, não é? É a facilidade e a dificuldade no mesmo páreo.

Enquanto isso na sala de justiça, nosso heróico bat–computador vai registrando o engrossamento das estatísticas de acidentes na cidade. E a solução cadê? A solução!… hummm!… Penso que a principal delas é a consciência de cada cidadão que dirige e pretende um dia faze-lo, e depois, podemos citar o efetivo controle das vias, pessoal e aparelhamento para as autoridades, conservação das ruas, cumprimento da legislação de trânsito, etc. Portanto, não sejamos e não façamos vítimas de nossa própria imprudência.

Não seja vítima de seu próprio sobre SALTO e lembre –se! Veículos são armas legais que estão sempre municiadas e prontas para ser disparadas. Não seja você o mocinho ou o bandido dessa interminável novela que não é semelhança ou mera coincidência.

BOAS FESTAS!!! COM O SALTO, É CLARO!!!!

Paulo Sergio de Moraes

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