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Mês: agosto 2007

talentos da escola – Carlos André Basílio

A Escola dos Sonhos


Um dia eu sonhei,
Com a escola para qual irei.
São escolas diferentes!
Com pessoas felizes e inteligentes.

Quando vim até aqui…
Pensei até em “Desisti”
Tornei-me amigo de professores.
E se possível fosse ganhar mais amores.

Fiz o que me pediram

Com esforço e dedicação.
Muitos já desistiram
De sua vocação.

Quando no terceirão

Dos anos anteriores me recordei
Queria que acabasse então
Pois com saudades fiquei
Meus amigos estudem
Mas nunca deixem de sonhar
Para que as pessoas mudem
Precisamos ensinar

Aqui ouvi muitas histórias

Que ficarão na minha memória.
Assim deixo um apelo de coração
Pois somos o futuro da nação
(Carlos André Basílio)
EEB DOM ORLANDO DOTTI

Caçador – SC

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TALENTOS DA ESCOLA – Luria Taynara Moreira

Sonhos…

Caminhando pelo mar

Quando pulo parece que vou voar
Mas quando volto ao chão
Era só uma ilusão

Caminhando mais um pouco

Vejo algo no ar
Mas era só uma gaivota a voar.

Às vezes eu fico a pensar

Se um desejo vou enfrentar
Um peixinho fora do mar
E assim que eu não tento ficar.

(Luria Taynara Moreira)

EEB Dom Orlando Dotti
Caçador – SC

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TALENTOS DA ESCOLA – Daiane Bernarde

NOSSO PLANETA

Pássaros voam livremente
Eu temo o futuro que tenho pela frente
Pessoas sem caráter acabam com a natureza
Dizem que valorizam a beleza
Mas não se tocam que estão
Acabando com a maior das belezas
A beleza do mundo
O homem age de forma lenta
Como um ser vagabundo
Pensa só em si mesmo e
Esquece que a união faz a força do mundo
E é disso que nosso planeta precisa
Força e transparência
Transparência de políticos
Que assim como as águas
Estão ficando todos poluídos
A solução para isso está na punição
Punição dos que merecem ser punidos
Punem assassinos de vidas humanas e
Esquecem de punir assassinos de vidas animais e vegetais.
Valorizam o grande massacrando o pequeno
Esquecem que o grande também já foi pequeno
Passam por cima de pessoas como
Se passassem por cima de pedras na rua
Está na hora de você pensar que
A vida que está em jogo não é só minha
Mas também a sua
Abra os olhos para a realidade
Comece cuidando de sua cidade
Pois tudo tem começo, meio e fim
O começo é falar
O meio é tentar e
O fim é fazer.
Daiane Bernarde
Série: 1ª
TURMA: 05
ENSINO MÉDIO
EEB DOM ORLANDO DOTTI
CAÇADOR – SC
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RECITAL PELA EDUCAÇÃO


23/08/2007

CAÇADOR ONLINE
25/08/2007
JORNAL INFORME

Primeiro de março de 1981… Um menino chorão e dentuço prepara-se para seu primeiro dia de aula na primeira série “C” da Escola Básica Salgado Filho.

O tempo passou, nem a escola, nem o menino são os mesmos… Ela agora é Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti, ele: professor e escritor: Ambos encontram-se novamente no curso de pós-graduação que funciona nas dependências da escola.
Pois é num desses sábados de aula que ela (a escola) realiza um maravilhoso e edificante “Recital de poesia”… O menino professor está lá, como espectador… boquiaberto, admirado, estático, sem palavras para descrever tamanha admiração ao ver alunos de uma escola pública recitando, corajosamente, grandes autores clássicos e poesias de autoria própria, o que torna o evento ainda mais fascinante. Claro que na retaguarda estão eles: os professores, que fazem a diferença na na ousadia de seus alunos… que não ficaram trancados na sala de professores durante o recreio, queixando-se desta ou daquela turma, deste ou daquele aluno, enquanto degustavam as bolachinhas pedagógicas.
São fatos como este, que reavivam a cada dia, minha utopia de uma educação como caminho para a cidadania e a construção de seres humanos melhores. Quando o corpo docente trabalha junto, cada um contribuindo com seu grão de areia, com certeza, a construção da escola dos sonhos de pais, alunos e professores, chega cada vez mais próxima da realidade.
Sabe-se das inúmeras dificuldades enfrentadas pelas escolas públicas que só são lembradas pelas autoridades quando servem de bandeira para campanha eleitoral… Sabe-se também que a luta por melhorias na educação não pode, nem deve parar… Mas paralelo à luta, é possível disponibilizar aos educandos o gosto pela filosofia e a literatura, dando-lhes a chance de análise crítica da realidade, a partir da união dos vários segmentos da escola.
O que presenciamos no Dotti, no último sábado, foi um exemplo disso: Alunos que se submeteram a deixar seus lares, num sábado de manhã para participarem, como artistas ou espectadores de um recital de poesia: que é Literatura… que trata da arte de usar as palavras… que desenvolve o raciocínio… que abre os olhos e o coração para o mundo e os sentimentos humanos.
Por trás de cada poesia recitada naquele auditório, outrora um pavilhão para jogar bola em dias de chuva, estava uma vida que vencia mais um obstáculo… e por trás de cada obstáculo, uma história, em cada história um exemplo.
Em tempos de altas tecnologias, com o mundo globalizado que aproxima as distâncias e distancia as proximidades, é raro presenciar um evento desses por parte de um educandário… Qual é a receita?… Só um pouquinho de amor pela educação, afinal o ser humano faz melhor aquilo que faz deixando-se guiar pelo coração. Na ausência deste sentimento sublime que nos aproxima ainda mais dos alunos, continuaremos ouvindo queixas e mais queixas, “engolidas” com as tradicionais bolachinhas pedagógicas e café preto servido em micro-xícaras.
De coração, quero externar meu amor e admiração por esta escola que foi a primeira em minha vida e hoje torna-se marcante novamente, ajudando-me a subir mais um degrau na escada do conhecimento, e demonstrando que podemos “fazer a nossa história” na educação pública, com ousadia, indo além das bolachinhas com café naquele sofá marrom e deprimente no canto mais escuro da sala dos professores.
Aquele menino que há mais de duas décadas atrás chorava para entrar na sala-de aula, hoje chora de emoção ao ver que não foi só ele que cresceu: a escola também.
Márcio Roberto Goes
Cria da escola pública, com muito orgulho…

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Eu, Tu, Ele/ela, Nós, Vós, Eles/elas… E o Planejamento

Por: Professor Paulo Sergio de Moraes

Quando nascemos, somos na maioria das vezes, fruto de um planejamento feito por nossos pais, e com certeza o primeiro objetivo a ser atingido, é fomentar a alegria e a ternura no convívio deles e os familiares.

Mas conforme vamos crescendo, os planos e metas também vão sendo mudados e aperfeiçoados à medida que a exigência e a necessidade aumentam. Desta forma, imagino que nossa lida profissional deva percorrer um caminho semelhante ao citado anteriormente.

Logo, conclui – se que é pertinente e essencial planejar o quê?, como?, por quê?, onde? e Quando? queremos chegar, para que as metas e objetivos sejam atingidos quase que na sua totalidade. O que nos incomoda é o fato de que este propósito não está sendo coerente o suficiente para conduzir – nos para um objetivo comum, que é a qualidade da educação formal da nossa gurizada, e a valorização dos orientadores deste processo que são os docentes e pessoal administrativo das redes educacionais dos estados e municípios.

Infelizmente, vários são os discursos em que é levantada a bandeira da educação, como solução para os maiores problemas sociais enfrentados, tais como, a violência em todas as roupagens, a miséria, o desemprego, todos os tipos gritantes de corrupção, etc… porém, pouco tem sido feito de prático nesta área.

Vejam vocês, caros colegas, em pleno século XXI ainda existe o autoritarismo dentro do setor público, cuja esfera, deveria ser a mais democrática possível pois ali, está o interesse coletivo que implica em resultados favoráveis para milhares de pessoas, e não para um pequeno grupo. No entanto, algumas indagações nos fazem refletir se estamos procedendo corretamente ou quase corretamente pelo menos, e lá vão elas:

  • Será que os gestores da educação estão planejando com ouvidos atentos aos anseios da coletividade educacional?
  • Será que os gestores e profissionais estão realmente comprometidos ou vêem neste setor apenas regalias típicas do funcionalismo público, onde muitas vezes assume um cargo e esquece que um dia retornará para a função de origem?
  • Estou enganado ou no serviço público tudo pode?
  • Será que os profissionais da educação não podem seguir um planejamento feito em conjunto e ainda ser ameaçado com advertência ou falta injustificada? Não é assim que vamos melhorar a educação!!!!!
  • Será que não seria mais coerente eliminar as goteiras de algumas escolas, colocar em funcionamento algumas bibliotecas e dispor de material necessário, dar condições para cada profissional exercer sua função, sem que para isso tenha que usar seus próprios recursos… até financeiros?
  • Não seria melhor investir seriamente na saúde dos profissionais ao invés de descontar do salário ou ainda dizer – lhes…, ninguém mandou escolher esta ou aquela profissão?
  • Será que é feita lavagem cerebral em quem assume cargos comissionados e a sigla partidária torna – se mais importante, para poder dizer nos palanques eleitorais eu fiz, nós fizemos, porém, sem resultado prático?
  • Será que a educação não deveria ser gerida por corpo administrativo efetivo e não por carguistas que caem de pára – quedas de quatro em quatro anos?

É por estas e muitas outras indagações que devemos refletir e planejar com um objetivo comum nossas ações no campo educacional, especificamente, e não assumirmos compromissos e abandonarmos o barco no caminho, assumindo postura diferente e autoritária em detrimento de um calendário reformulado sem a participação e apreciação da coletividade, porque afinal de contas, quando as escolas encaminharam o calendário letivo não havia a programação do congresso em outubro, jogos, mostra de educação, etc.

Assim, conclamo a sociedade educacional a conscientizar – se de que a educação não se faz com autoritarismo, não é feita a cada quatro anos como alguns pensam, investimento físico e humano sim, mas com resultados vindos de um planejamento concreto e eficaz, e não puramente discursos enfatizados também a cada quatro anos.

E para encerrar este texto, digo que a qualidade da educação não se atinge trabalhando sessenta horas semanais e sim com trinta ou vinte horas em uma só rede educacional, com exclusividade, sem ter que ser particular, estadual e municipal no mesmo dia.

Portanto, eu, tu, ele/ela, nós, vós e eles/elas devemos lutar para que melhorias urgentes aconteçam no campo físico e financeiro do magistério, ou os fabricantes de antidepressivos vão enriquecer cada vez mais, às custas dos profissionais da educação, que são vítimas da falta de planejamento concreto de um sistema educacional que somente quer entupir as salas de aula com alunos necessitados de tratamento extrafator aprendizagem e sem nenhuma outra perspectiva, pois vivemos num país onde a miséria em todos os aspectos é fruto da retenção das riquezas nas mãos da minoria.

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